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Notícia do dia: Não respeitam a religião de ninguém e usam a religião para manipulação política

Eu
sou apenas um atê latinoamericano,
usando a razão para lidar com O
pós-modernismo,
resgatando os princípios do iluminismo.
A escola de Frankfurt e seu relativismo,
o pós-estruturalismo
e seu identitarismo
tomaram de assalto bom senso e tudo
começou com romantismo.
Mas culpa no cartório também tem o
idealismo.
Max retomou
o materialismo
e Len enfrentou a doença do esquerdismo.
O marxismo é uma luta tradição
iluminista. Não é culto a emoção, nem
verdade por aclamação. Não é lugar de
fala substituindo explicação. A
realidade existe fora do discurso e o
mundo não muda com gesto simbólico ou
recurso. A história tem estrutura, tem
base material, não se dissolve narrativa
pessoal. Classe não é metáfora nem
construção moral, é relação concreta no
processo social.
Quando a crítica vira performance e a
política vira identidade, o capital
agradece em silêncio e a barbaria avança
com normalidade. Razão não é opressão.
Ciência não é poder. São as únicas
ferramentas para entender que sem
método, sem prova, sem rigor, a esquerda
vira eco do próprio opressor. Não é
negando Marx em nome do afeto, nem
trocando dialética por manifesto que se
enfrenta o capital financeiro ou se
rompe o ciclo do desespero.
Eu fico com quem analisa, não com quem
sente, com quem explica o mundo, não com
quem mente, com quem enfrenta o
obscurantismo.
Mesmo quando ele veste progressismo, sou
apenas um hotel latino-americano,
sem mito, sem aldar, sem soberano,
defendendo o que resta do Iluminismo,
contra a né densa do irracionalismo. Se
a razão incomoda, o problema não é ela,
é o medo de encarar a realidade no
ibela. Porque sem ciência, sem crítica e
sem chão, não há evolução, só confusão.
O marxismo não é fé, nem identidade, é
método, análise, historicidade.
Enquanto ver exploração e dominação,
a razão seguirá.
Fala meus queridos e minhas queridas
amigas, tudo bem com vocês? No vídeo de
hoje a gente vai comentar sobre o uso
absolutamente descarado
da religião dos outros. Da religião dos
outros. Você usa descaradamente a
religião dos outros para fazer política
enquanto você diz que você, [ __ ] você
é o cara legal das religião e tal. vai
falar sobre isso. Olha só a notícia de
hoje.
Olha só que beleza
a notícia
de hoje. Ué, cadê?
Pera, calma.
Pro giro de notícia. Vamos pro giro de
notícia. Olha essa notícia de hoje.
Atenção para essa notícia de hoje.
Vamos para um giro de notícia. Tem
matéria internacional aqui para vocês.
Isso porque Steve Bennon e Epstein
discutiram plano para derrubar o Papa
Francisco. É isso.

Legal, né?
Legal para caramba, né?
Steve Ben, aquele que ajudou a fazer o o
a propaganda aqui da extrema direita e
etc e tal. O Papa, o Papa não era
completamente maluco de extrema direita.
Aí estava tentando derrubar o cara.
Massa, né?
mesmo. Tem matéria aí, pode espelhar
para para quem tá nos assistindo,
produção, um documento, na verdade,
vários documentos divulgados pelo
Departamento de Justiça dos Estados
Unidos revelam que o ex-estrategista
chefe da Casa Branca, Steve Bennon, e
Jeffrey Epton, trocaram mensagens em
2019 com objetivo de enfraquecer a
influência do Papa Francisco. A
informação foi divulgada neste sábado
pela CNN Internacional. As conversas
revelam que Benon discutia estratégias
políticas e ideológicas relacionadas ao
líder da Igreja Católica. Em um dos
trechos,
faça isso, viu, querido? Faça isso. Vou
mandar paraa minha mãe isso. Faça isso.
Tem que divulgar essa informação. Tem
que divulgar essa informação.
Legal, né? Legal para caramba, né? Os
caras vê um cara que não é um completo
fascista e fala assim: “Vou derrubar
esse filho da [ __ ] tem que ter um
fascista na lado”.
Ele afirma que pretendia derrubar o
papa, citando também outras figuras e
instituições que considerava
adversárias. De acordo com a reportagem,
parte das conversas faz referência ao
livro No armário do Vaticano, que foi
escrito pela pelo jornalista francês
Frederick Martel. Em uma das conversas,
Benon demonstrou interesse em
transformar a obra em um projeto
audiovisual e chegou a sugerir que
Epistem participasse dessa produção. A
publicação aborda aspectos internos da
Igreja Católica e gerou controvérsia.
E o Papa norte-americano, que é atual,
né, o Papa também não é não é dos piores
não, que já pisou na Terra, tá? Não não
duvido que esses caras não estejam
tentando derrubar ele também.
Após questionar práticas e
comportamentos dentro da instituição, o
próprio autor confirmou a emissora a
CNN, que teve contato com Benon, mas
explicou que os direitos da obra já
estavam vinculados à outra empresa, o
que impediu qualquer acordo. Além disto,
no dia 1o de abril de 2019, Epstein
enviou uma mensagem para si próprio com
a expressão no armário do Vaticano. Em
seguida, encaminhou a Benon um artigo
intitulado Papa Francisco ou Steve
Bennon. Os católicos precisam escolher.
O ex-estrategista de Donald Trump
respondeu: “Escolha é fácil”.
Legal, né?
Legal para caramba, não é?
Eles literalmente estão conversando
sobre serem os novos papas do mundo, né?
substituir a Igreja Católica com o novo
papado, né? Esse é o papo do Steve
Bennon. Maneiro, né?
Maneiro, né?
Legal para [ __ ] né? Vamos derrubar o
papa e a gente, eu, eu, os católicos do
mundo vão me seguir ao invés de seguir o
papa da instituição. Eles vão tomando
por dentro as instituições. É incrível,
né? Maneiríssimo, né?
Interesse em críticas ao Vaticano. As
mensagens também mostram a troca de
artigos e comentários sobre religião e
política, evidenciando o interesse de
ambos no tema e nas críticas ao
Vaticano. Em 2018, Epstein mencionou a
tentativa de organizar uma viagem do
Papa ao Oriente Médio, sugerindo o
título tolerância. Em outro momento,
após Benon compartilhar um artigo sobre
o Vaticano condenando o nacionalismo
populista,
citou o poema Paraíso perdido de John
Milton. Melhor
é nacionalismo populista. Veja, é
fascismo explícito, né? É fascismo
explícito usar a religião das pessoas e
eh engolir, né, a cultura das pessoas e
criar uma ideia nacional por causa da
cultura, né? é explicitamente como no
fascismo italiano, como no nazismo
alemão, como no salazarismo, como no
franquismo, é a mesma coisa, né? Você
usa a religião, a cultura, diz assim:
“Gente, eu tenho a mesma cultura que
vocês”. Só que você não respeita as
instituições, você quer tomar as
instituições para você, né? É como
aconteceu, eu gosto de mencionar
que o Vaticano só existe por causa de
Mussolini, né? Isso é a primeira coisa
como a gente conversa. O Vaticano só
existe por causa de Mussolini, né?
tratar de latrão. Ah, o Papa começou a
se aproximar de Hitler, tá? É a extrema
direita ou então a extrema direita
coletivista. É que doideira, né? Que
loucura, né? Ah,
o Papa começa a se aproximar de Hitler e
aí Mussolini fala assim pro Papa: “Papa,
de boa, esses caras são tudo maluco,
[ __ ] Cuidado aí com essa aproximação
do da Alemanha nazista, tá? Cuidado, tá?
É isso. Tem tem graus, né? Tem graus,
níveis, ã, oposições internas e tal, mas
é o objetivo é esse, né? Usar a cultura
para criar uma noção de nacionalidade.
Agora, esse movimento do Steve Bennon
ainda é pior, porque ele tá querendo
criar a Internacional Fascista, né? A
Internacional Fascista. H, como eu
acabei de dizer aqui, antes você tinha
uma clareza de umas oposições internas,
né, de umas diferenças internas entre
fascismo italiano e nazismo alemão. O
Steve Ben tá tentando fazer uma coisa
pior. Ele tá querendo criar uma
internacional fascista, tá?
Internacional fascista. E aí, por isso
você precisa colocar o seu papa, né?
Você precisa colocar exatamente o seu
papa lá. Você precisa colocar é esse
movimento que tá acontecendo no mundo
que a galera tá menosprezando, né? Tá
bom.
reinar no inferno do que servir, do que
melhor reinar.
Veja só, em outro momento, após Beno
compartilhar artigo sobre o Vaticano,
condenando o nacional, nacionalismo
populista, né, o Vaticano falando:
“Olha, não é por aí, galera, não segue
essa galera do Ben ou não” e tal. É
isso. Nacionalismo populisto, a gente
tem que começar a entender que esses
termos que aparecem, eles têm
propriedade, tá? Esses termos não são
assim: “Ah, essa é uma ideologia, vê se
você concorda com essas ideias”. Não,
esses temas tem propriedade.
Nacionalismo populista é um movimento
internacional guiado pelo Steve Ben, tá?
Ele é uma liderança desse movimento.
Nacionalismo populista não é um termo
técnico que, ah, se você gosta de
população e você gosta de nacional, você
é nacionalista populista, tá? Eh,
nacionalismo, populismo,
é
uma atividade de um grupo, tá? É um
grupo específico. Você se dizer
nacionalista populista, não é, ah, mas é
porque eu concordo com ideais, não. Você
significa que você tá na aba do Ben é
isso. E aí o Vaticano fez uma crítica a
esse movimento, né? E
e aí o EP falou como resposta após o o
Beno contar, olha o papa que a gente tem
que derrubar, né? porque ele tá sendo
contra o nosso movimento. Aí o EP falou,
citou o poema do Paraíso Perdido, eh,
que é literalmente você cotar, você
cotar a Luúcifer, né? É Luúcifer que se
liga
no inferno do queo perdido de John
Milton. Melhor reinar no inferno do que
servir no céu.
Os caras estão literalmente citando LP.
Eles estão literalmente citando, Eles
estão literalmente citando Luúcifer de
John Milton.
De Joon.
Eita. Extrema direita, hein?
Eita. É, é cristianismo luciferiano. É,
é literalmente, é literalmente. A gente
não vai se submeter ao papa. A gente é
melhor assim que venha o inferno, mas é
melhor ser o rei nesse inferno.
É o papo do Cogus. O Gogos fala isso
também.
Sei isso, mas ele fala ainda é contra o
papa.
Não, você é contra o papa. É. Então, mas
aí o Cogo só é contra o Papa porque
esses filhos por
por linha, né?
É por linha. É por linha, né?
Cogos é engraçado. Ele
é o Cogos é engraçado.
Tá reproduzindo isso daí. Exatamente. O
Cogos é engraçado. Pá, que engraçado. O
povo tá maluco, não sei o quê. Mas ele
tá popularizando, né? Porque a gente vai
comenta, aí a gente populariza, né? A
tese, a tese é muito clara. Eles querem
derrubar o papa que ah, não baixa o
joelho para eles. Quem tem que baixar o
joelho, o papa tem que estar de joelho
baixado para eles, né? É incrível, né? É
maravilhoso. É cristianismo, é
cristianismo luciferiano.
Eh, é cristianismo luciferiano. É
incrível.
É incrível, né? Incrível. É
absolutamente incrível. Na verdade, é
realmente
é realmente impressionante, né? É
impressionante, né? É impressionante.
É tipo assim, é o que eu sempre falei,
né? A galera
ã é igual um idiota achando que usar
isso contra mim, né,
no vídeo passado. Eh, mas Mussolini era
teu,
provavelmente era. Provavelmente era,
Mussolini, provavelmente era teu.
E é assim que você manipula a religião
dos outros, né?
Eh, precisamente isso. Você acha que o
você acha que o Trump
tem alguma coisa de
fiel
a alguma religião possível? Oxe, com
toda a probabilidade do mundo, o Trump é
ateu também. com toda a probabilidade do
mundo. Toda a probabilidade do mundo.
Mas ele percebe que usar a cultura do
zot otário, né, para manipular os
otários é importante.
Então, por isso que a gente tá
incentivando as pessoas a se tornarem
ateias, né, para perceberem que a
religião é um modo social de manipular
as pessoas.
Ele tá tentando avisar isso para vocês,
né? O cara acha que tá me pegando, acho
que é uma questão identitária, né? Ah,
veja bem, mas o Mussolini era era teu
primeiro que eu não tenho certeza se
era, mas bem provavelmente era mesmo.
Bem provavelmente era mesmo. Essa galera
não liga, né? Essa galera não liga.
Agora literal citação de John Milton. Aí
é muito bom, né? Aí é sensacional
demais, né?
O cara literalmente está usando a
religião para ser o papa. O cara, o
cara, o cara tá tentando fazer o
apocalipse ser verdade, né? A gente vai
se fantasiar de Messias, de salvação do
cristianismo e que vem o inferno na
terra. [ __ ] Melhor governar o
inferno na terra do que obedecer alguém.
E no caso, esse alguém é o papa do
catolicismo. [ __ ]
[ __ ] [ __ ]
Isso. A galera tá tentando ir por aí,
né? O a a porque é tudo identidade nessa
bosta dessa pós-modernidade, né? Aí o
cara acha que, né? Vai meter a acusação
para dizer que, ó, tá vendo? Mussolini
era ateu, que nem você, não,
que nenhuma [ __ ] Não é porque a pessoa
tem uma identificação, se é que tem, ã,
igual a minha, que ele é igual a mim,
né? Não é porque eu sou homem que todos
os homens Não, não é não é porque eu sou
heterossexual que todos os heteros nunca
nunca na vida. Mas a galera, a galera
navega aí, né? Tudo é identidade. Tudo é
identidade. Tudo é identidade, né? Não
tem nunca na vida que eu vou ter que
responder porque ah, mas você é careca.
E todos os carecas? Não, nunca, nunca,
nunca. Você já viu o que que esse careca
fez aqui? Não é, ele era vertebrado, né?
Exatamente.
Ele era vertebrado. Você já viu o que
que os vertebrados são capazes de fazer,
né? Os ver Não, não tem isso. Tem que
ser isso tem que ser derrubado muito do
easy. Não tem que terção quanto a isso.
Mas se era, é o que a gente tá tentando
avisar, né? É, é o que a gente tá
tentando avisar. Vocês são conquistados
por identitarismo patético de extrema
direita de, ah, mas ele é religioso, mas
ele ama Jesus. Aí, pronto. Aí o cara faz
o que ele quiser, né? O cara fala assim:
“Eu amo Jesus”. Aí faz o que ele quiser,
né?
[ __ ] merda. A o cara tava além de
conspirando
para fazer uma uma tentativa de derrubar
o Papa, que isso era evidente, né? Você
vê os caras falando que o Papa é
comunista, etc e tal, e a galera fica
chateada com isso, acha engraçado e e
etc, né? O problema não é só aí eu vi um
vídeo agora, passou de uma moça
escaralhando. Como é que é o nome
daquela mulher que é deputada
Tamires?
Ah, lembrei. Campanholo. Capanholo.
Eh, esse esse peda, né, que a
Campanholo, ela tava, eu tava tentando
lembrar qual era o nome da da deputada.
É, então esse pedaço de merda que é a
Capanholo, ela tava dizendo assim: “Não,
eu quero, eu eu Todo mundo tem uma
ideologia ou é religioso?” Ou todo mundo
tem uma ideologia ou é religioso. E a
religião é anti ideologia por natureza.
Tem gente que segue o John Lock, tem
gente que segue o Roussea e eu tenho
religião. Então, e ela tá querendo criar
uma dicotomia de identidade, né? Se você
cita um cara, tem gente que segue Marx,
tem gente que segue Rousseau. Você é
seguidor de Rousseau.
Ah, que [ __ ] Ela tá tentando criar uma
divisão política agora. Não é entre
esquerda e direita, mais é entre
religioso e ideólogo.
É um peda de merda, né? É um pedaço de
merda. Veja, eh, é proposital, né? Todo
mundo sabe que em qualquer lugar que
você leia na história, ideologia, acaba
tendo uma conotação negativa, né? Aliás,
uma leitura ruim para [ __ ] do que
significa ideologia, como se ideologia
fosse um negócio que você escolhisse.
Ah, tudo bem, pode ser, pode ter esse
significado. Aí, Marcos, por exemplo,
não é exatamente o oposto, né? Você,
você está inserido em ideologia, você
não escolhe a ideologia que você tem,
né? Eh, e a galera trata no, quer dizer,
a palavra ideologia no na linguagingar
comum, segundo significa esse negócio, é
uma roupa que você escolhe, né? Ah, eu
tenho essa ideologia porque eu escolhi
essa ideologia. Ideologia, eu quero uma
para viver. Ah, não, você não quer uma
ideologia. Você nasce inserido de uma
[ __ ] de uma ideologia. Bom, isso pelo
significado de Marx, claro, as palavras
podem ter múltiplos significados, né?
Ah, mas aí você aproveita de que
ideologia tem uma conotação negativa,
né, de que ela mancha a consciência da
pessoa e etc e tal. E aí você atribui a
pessoa a a sei lá, citar um filósofo,
ter uma visão de mundo e etc e tal. Isso
é ideologia, que ideologia tem visão
negativa. As pessoas falam: “Ah, você é
um ideólogo e tal”. Isso é sempre
negativo. Aí você fala: “Tem a galera da
ideologia e tem a galera da religião,
né?” Ah, que legal, né?
Que legal, né? Que legal. É, veja, é, é
por isso que tem que é um pedaço de
merda. Por que que o ser humano desse é
um pedaço de merda? Porque tá fazendo de
propósito. Tá fazendo de propósito.
Então tem a galera. Então a gente ao
invés de falar de esquerda ou direita ou
visões econômicas ou posições políticas
a respeito, não. Não é que eu tenho as
minhas posições porque eu tenho uma
visão de mundo, porque eu estou
envieszado. Não é porque é minha
religião, pô. Respeita. E você tem que
respeitar a religião.
Sonça. Sonça. Peda de merda mesmo.
Toletão de merda, desse tamanho assim.
Toletão de merda. Veja aí você faz o
quê? Você coloca as pessoas entre
divisão, divisão política. Você tá entre
os ideólogos, que é claro que é um band
de filha da [ __ ] enviazado, e do outro
lado a religião que quer, [ __ ]
melhorar o mundo, né? Ela ela não é
idiota quando ela faz isso, né? Eh,
falta de caráter mesmo, não é idiotice,
falta de caráter, é uma falta de caráter
de uma pessoa bastante inteligente, né?
E aí o que a gente tá falando é isso.
Eh,
eh, a religião é usada para isso, né?
para criar identificação. Para criar
identificação e dizer: “Você tem que
votar na gente porque a gente é cristão.
Você tem que votar na gente porque a
gente é católico.” Aí veja, a gente é
católico, mas tem 500 catolicismo,
[ __ ] Tem 500 visões de catolicismo,
tem 500 discussões. O catolicismo,
inclusive, é o é um dos mais sérios dos
sistemas, no sentido de que eh não é
qualquer um que entra e fala qualquer
coisa, né? ter uma hierarquia
específica, ser seguida para tentar
manter uma espécie de unidade. A ideia é
essa, a ideia da estrutura católica para
manter a unidade, né? Para não chegar
qualquer um e dizer qualquer coisa e
criar uma ala dentro da da igreja
católica, né? Ã,
mas mesmo assim tem mudança ao ao passar
do tempo, tem algumas
algum alguns núcleos específicos que tem
uma ordem específica com atividades
práticas específicas.
Mas a Igreja Católica tem uma espécie de
até mitologia, né, sobre a inerrância
papal quando toma decisão. Todo objetivo
disso não é dizer que o papa é perfeito,
nunca erra, que é um ser humano que não
erra. O objetivo não é esse, né, gente?
Você não pode ter 13 anos de idade para
resto da sua vida, né? O objetivo da
inerrância papal quando ele tá tomando
decisões que respeitam a igreja é para
não gerar racha dentro da igreja, né?
Então, quando foi decidido se é a ou é
B, é A e ponto final. é a e a igreja
toda vai dar entender que é A, porque
não pode ter A. E o cara que acha que é
B, aí o o cara que acha que é B vai
fundar uma corrente que vai tentar
brigar para ser o próximo papo. É por
isso, né? É para isso. A inerrância
papal serve para um objetivo de
ordenação política. E só, só, só, só. É
tão simples quanto isso. Os papas sabem
disso, os cardeais sabem disso. Quem não
sabe é o o a criança de 13 anos que tá
discutindo na internet se o papa erra ou
se não erra mesmo. Claro que erra. Claro
que não é isso. Eh, é isso. É, pior que
é isso. É uma formação positiva, né? O
pap é inerrante porque quando ele diz lá
de cima, ele faz linha para que não haja
outras opções a partir da cabeça de cada
um e não acha correntes dentro da igreja
católica. A ideia é essa, é para isso
que serve, né?
Tão simples quanto isso. Aí você
inventou uma mitologia, não enerrância
para pouco que é Deus. quando Pedro,
quando não sei o quê, mas serve para
isso.
H,
né?
Será que os web comunistas chamam
asserância para de centralismo
democrático? É tipo isso, né? É tipo
isso, né? Na internet centralismo
democrático é é equivalente a inerância
para pau, né? [ __ ] que engraçado.
Pior que é isso mesmo, né? É
precisamente isso. Ah,
isso. A ideia, a ideia é que seja isso,
né? Eh, é muito difícil achar alguém na
igreja que trate o papa como um Deus,
como um santo, como um inerrante e tal,
mas o respeito à figura continua
importante. É claro que tem que
continuar importante, assim como a gente
tem que respeitar nossos avós, assim
como a gente tem que respeitar, tipo
assim, seu avô é um é o é o grande
patriarca da família que nunca errou, é
um homem santo, não, mas manter um
respeito, vamos manter um uma certa
gratidão, etc e tal. Eh, eh, política
isso, né? Política, né? Tanto no papado
quanto na sua família, né? Seu avô pode
ter cometido vários erros, mas assim, se
ele cuidou da família, se ele, né,
mantenha uma espécie de reverência, né,
pela pelo pelo fato de que essa pessoa
fez coisas para você poder tá aqui, né,
tipo isso. Isso, tipo confuncionismo,
né? tipo confuncionismo. Então, o que a
gente tem que entender é que esses
valores que se espalham entre as
comunidades completamente diferentes da
casa do seu avó ao papado, ao
confusionismo é porque funciona, né?
É porque funciona, né?
Não tem nada a ver com nada além de que
são mecanismos políticos para manter um
certo ah uma certa coesão social. É para
isso que serve, né?
Eh, e aí é aquela coisa, se você tem,
você tem que ter um meio termo entre as
coisas, né? O cara não pode,
essas coisas existem por um motivo, mas
também isso não pode se cristalizar e
virar uma espécie de
porque aí acontece exatamente isso, né?
Imagina se esses caras, imagina, pensa
bem, esses caras derrubam o papa por
debaixo do tapete, o papa cai por
pressão popular, acusam ele, sei lá, de
estuprar 20 crianças, sei lá, acusa de
qualquer coisa, derruba um papa, eles
vão lá e colocam o papa dele, aí o papa
deles vai ser violento para [ __ ] aí
na papau fodeu, né? Então essas coisas
são faca de dois gumas do [ __ ] né?
Aliás, foi isso que criou o
protestantismo, né? Foi isso que criou o
protestantismo. A família, como é que
era o nome da família da Itália? Os
Borja, os Borja, né? Os Borgia
perceberam como esse jogo funcionava, o
poder político que o Papa tinha,
enfiaram um monte de familiar deles para
pro clero na intenção de disputar o
papado. Quando os Gorja, os Borja
começaram a tomar o papado, todo mundo
via o tipo de jogo sujo que eles faziam
para tomar o papado,
todo mundo via o o os jogos, os jogos
mesmo políticos normais para acender a
posição política que eles tomavam. E aí
começou a ficar feio pra Igreja
Católica, né? Começou a ficar feio pra
Igreja Católica. Um, uma das críticas, a
que ficou mais famosa é a do Lutero, né?
Depois da consequência de todo mundo
perceber que o papado era uma
instituição muito forte de poder e tava
gente disputando politicamente para
colocar um familiar seu lá dentro do
papado. Quando perceberam que isso
estava acontecendo, começou a popular
críticas. A mais famosa dela é do
Lutero, né? Mas não foi só o Lutero, é
todo um momento mesmo. É todo um momento
mesmo, do século X até o século X, tava
todo mundo eh atacando
a as inconsistências, né, do papado que
via dessa
desse entrosar aí. Por isso, por isso
que a gente tem que ensinar para as
pessoas que elas têm que ser ateias, né?
Porque veja, a instituição católica é
uma instituição humana tal qual tal qual
qualquer governo de estado, qualquer
organização de crime organizado,
qualquer organização de família é uma
instituição humana, né?
É uma instituição humana. É por isso que
tem que deixar claro, né? O o seria um
mundo muito melhor se a gente percebesse
que esse tipo de coisa acontece nessas
instituições, né?
São grupos familiares, são estruturas
políticas e as pessoas se reúnem e
tentam quando percebem o poder que essas
instituições políticas têm, tentam se
apoar delas, né? Como aconteceu com os
Borgia
e como tá acontecendo agora com Steve
Bennon, não é? Deliciosa essa notícia.
Delicioso essa notícia. Então é um grupo
humano, nem melhor, nem pior do que
qualquer outro. Esse é o ponto, saca?
O ponto é dizer, o ponto não é laicizar
o Estado apenas, mas secularizar a
religião, dizer assim: “Olha, gente,
pelo amor de Deus, são pessoas, viu? São
pessoas ali. Tem pessoa que é legal, tem
hora que o papo é massa, mas às vezes
não. Não pode tá santificado o negócio
como se não tivessem pessoas ali, né?
Esse é o papo. Tem que secularizar a
religião, as pessoas perceberem que
essas instituições são instituições
humanas feitas por pessoas.
Não tem santo, não tem Deus. Santo nem
existe. Aliás, tem uma coisa que eu fico
bolado na linguagem. A galera vai falar
de filosofia e falou: “O Santo
Agostinho”. Eu já falo: “Que [ __ ] de
Santo Agostinho?” Ó Agostinho de Pona.
Agostinho de Pona. O próprio Agostinho
de Pona quando conta sua história fala:
“Eu era um putanheiro do caralho”. E
depois entrei pra religião. Que santo,
que santo, santo, que [ __ ] de santo?
Não tem santo não. Claro, tem santo
paraa Igreja Católica. É um título. É um
título dado por uma instituição humana
chamada Igreja Católica. Não tem, não
tem pessoa, não tem pessoa que superou a
condição de ser humano. Esse é o papo.
Esse é o papo. Quando eu digo não tem
santo, todos os seres humanos são seres
humanos. E a Igreja Católica dá um
título pro pro ser humano morto, que que
chama esse cara de santo, porque ele fez
coisas que a Igreja Católica diz que foi
legal, às vezes nem foi tão legal assim,
certo? Isso. Santo, isso se para ficar
tecnicamente, santos são apenas pessoas
com certificados. Exatamente. Com
certificados dados por uma outra
instituição humana. É isso. É
importantíssimo secularizar, dizer:
“Olha, são pessoas, são pessoas”.
Nenhuma dessas pessoas é Deus.
Isso, né? O o Júlio Lancelote
aparentemente é uma boa pessoa. Apesar
dele ter sido atacado, dizendo que tava
fazendo coisa errada com criança. Ah,
aparentemente ele é uma boa pessoa. Eu
não coloco minha mão no fogo para
ninguém, mas eh aparentemente inventaram
mentira sobre ele, né? Até onde eu sei.
E como eu tenho um negócio do direito
positivo, né? é inocente até que se
prova o contrário. Não demonstraram
nada, não tem julgamento. Então para
mim, aparentemente, ele é uma boa
pessoa. E o Henrique Vieira é
fantástico, né? Henrique Vieira é uma
pessoa fantástica, é religioso, é uma
pessoa, é uma pessoa, é literalmente uma
pessoa, né? É, é. Esse é o papo, né?
Esse é o papo. Esse é o papo. A luta da
militância ateísta é a luta pela
normalização das pessoas para colocar
todo mundo na mesma faixa. A Campanholo
é uma [ __ ] de uma deputada como outras
deputadas quaisquer ou como outros
deputados quaisquer. Ela não é especial
porque ela é religiosa, nem para bem,
nem para mal. Não por isso. Ela é ela é
um cocô de ser humano por outros
motivos. Não é porque ela é religiosa, é
um cocô de ser humano. Exatamente.
Porque ela tenta transformar o fato de
que ela é religiosa numa numa coisa
diferencial em relação à ideologia.
Então os caras que tem ideologia, eh,
tudo bem, pode ter, mas ideologia tem
conotação negativa, ela sabe disso. Ela
não é otária, tudo que ela não é idiota.
Então ela é um pedaço de merda humano,
porque ela tá tentando fazer com que a
visão dela ou a ideologia dela seja
diferencial em relação à ideologia dos
outros.
Por isso que é um pedaço de lixo humano,
não por causa da religião que tem, né?
Então a gente tem que ter clareza. A
militância ateísta, ela tem que ter a
vocação muito clara de explicar que tudo
que acontece no mundo humano é feito por
humanos. Não tem ninguém com cordão de
Deus para ficar na posição de mais
legal. E quando as pessoas acreditam que
tem algumas pessoas que tm o cordão de
Deus, que estão sendo guiados pelo bem,
que aí acontece isso aí os caras
literalmente, bom, é só chegar naquela
posição ali que o esse bando de otário
vai dizer que que a gente é massa. Então
vamos chegar nessa posição. Qualquer
humano pode fazer isso. Então a gente
vai mimetizando, mimetizando, entra
dentro da instituição, entra dentro
Leonardo, entra na instituição,
chega no papado e e literalmente diz que
se se o papado tá criticando a gente, eh
melhor seria governar no inferno do que
ser um servo, ou seja, obedecer o papa
no reino do céu.
É incrível, né? É incrível, né? É
incrível. É. Precisamente o que a gente
fala, a galera usa a religião como
espaço sagrado,
na veia, usa com espaço sagrado
para poder se colocar naquela posição e
falar assim: “Ah,
vote em mim,
vote em mim, Deus tá vendo, vote em
mim”. Aí é [ __ ] né?
Aí é [ __ ] é o que a gente avisa. Esse é
o problema da religião. Esse é o
problema da religião. A religião é
organização política. Todas as
organizações são organizações políticas,
mas a galera argumenta e cria identidade
como se a sua organização política fosse
superior às outras.
Religião é uma orquestra política, é um
é um movimento político e tá tudo certo.
Você pode se movimentar politicamente
atrás de uma organização religiosa.
Ninguém tá te proibindo disso. Você tá
livre para isso. Seja feliz para [ __ ]
na sua organização política, né? Você
tem liberdade de organização. Você pode
se organizar para para cultuar o pneu,
para ler a Bíblia, para,
sei lá, jogar Pokémon. Você pode se
organizar para você fazer o que você
quiser e a partir daí criar um grupo
político. Esse não é o problema, né? O
problema é
então é porque não, isso é muito
importante. O Felipe deu a palavra final
aqui e aqui eu caminho pro encerramento
do meu vídeo. Felipe diz assim: “Eu fico
triste como se não tivesse 500 autores
falando que não é uma boa deixar a
religião interferir no estado”. É por
isso que esse cambado de filha da [ __ ]
nega o Iluminismo, certo? Porque é muito
fácil explicar esses 500 autores que
falam: “Ah,
aí, aí eu vou dar a carteirada”. Aí eu
preciso dar a carteirada. Ah, o meu TCC
de graduação em direito foi sobre a
história do planeta Terra e eu não estou
zoando, foi isso mesmo. Jovem, jovem é
[ __ ] mas foi sobre a história do
planeta Terra inteiro. Não estou
brincando, foi isso mesmo. Ah, e o
desenvolvimento da laicidade. O que que
eu quero dizer com isso? Eu começo o meu
TCC há, sei lá, 15 anos atrás falando do
da formação inicial da relação entre
religião e estado. Então eu começo
falando de eh de Sargão de Acadia e que
ele colocou a filha dele eh no no
sargão de Acáia é o primeiro imperador
da terra, nunca teve um imperador, é o
primeiro que faz conquista territorial
de outro povo a a crescendo e tal.
Sargão de Academia ele colocou a filha
dele como sumo
sacerdotisa do templo de UR, salvo
engano meu, tá? Então, a relação entre
estado e igreja ã no início das
sociedades é comum. Aí cito do outro
lado a a transformação
do Egito, né, do dos príncipes e reis do
Egito em extensão da divindade. Ele eles
próprios são deuses. Então, há formas
diferentes desde o início das sociedades
eh sedentárias de relação entre eh entre
religião e política. Ah, o nome do
papado, né? O nome do papado eh,
Pontifex Máximus, tá? Pontifex Máximus.
O papa é Pontifex Máximus em latim, tá?
Qual? Isso veio de onde? Isso veio do
Império Romano. Sabe quem foi Pontifex
Máximus também? Júlio César. Júlio César
foi Pontifex Máximus, né? antes de foi o
primeiro carro que ele teve na ascensão
ah a imperador que ele tentou fazer, né?
Ele no final das contas se transformou
em ditador pra vida toda. O processo de
ascensão dele começa como Pontifex
Máximus, que é a posição de sumo
sacerdote de Roma. É a ponta máxima, né?
no topo. Pontifex máximus é um cargo que
teria sido criado pro segundo rei de
Roma lá ainda do período monárquico.
Isso é meio mitológico na história
romana, né, de onde dá origem, mas é um
cargo é o cargo de superior, é o líder
religioso de Roma, Júlio César. Vocês
sabiam disso? Júlio César foi Pontifex
Maximus.
Beleza? Aí, ah, quando a Igreja Católica
toma o poder na Roma antiga, né, a
partir de 325, concílio de Niceia, Roma,
a igreja, a igreja vai ser convidada
para fazer parte do estado romano, né,
criando a unidade de crença com o
concílio de Niceia, né? E a partir de
389,
acho eu, a 389, todas as outras
religiões são proibidas. Só pode
catolicismo dentro, só pode
cristianismo, que basicamente vai ser o
catolicismo, porque eles vão perseguir
os hereges, que são aqueles que têm
visões diferentes, né? Então, ah, vai se
vai se perpetuar o catolicismo, ah, com
Teodósio, né? Com Teodósio. Em 380, em
400 e pouco, 460, a, o Império Romano
cai. Então, o Império Romano cai, qual é
a única instituição que tem uma unidade
política na região onde fica o império
romano? a Igreja Católica. Por isso que
na Idade Média quem manda é única e
exclusivamente a Igreja Católica. O
grande poder político da Idade Média
Europeia é a Igreja Católica, porque
caiu o Império Romano e a única a única
articulação política que sobreviveu foi
a Igreja Católica. Então, ela tem força
para comandar eh a o espírito das
pessoas e o nome é esse mesmo, a
consciência das pessoas, a unidade
política, a identificação das pessoas é
católica, porque eh o Império Romano
assim o forçou, proibiu e a gente até
perde o acesso a as letras egípcias, né?
Na verdade, não são letras, são eh
são símbolos, né? Eu esqueci o nome
agora, mas eh a gente perde a escrita
egípcia por causa da proibição de
Teodósio, né? a gente para de ler, a
gente não sabe o que tá escrito nos
hieróglifos egípcios por causa de
Teodósio. Aí depois de um tempo, isso
vai ser recuperado lá no século 18, mas
isso é outro papo. Ah,
e aí só tinha catolicismo na região, só
tinha catolicismo. Apenas depois que o
catolicismo foi oficializado, só teve um
papa que tentou ou só teve um imperador
que tentou retomar a possibilidade do
das outras religiões eh antigas romanas
serem preservadas e tal. Só que ele foi,
não tem um nome, pictograma. Pictograma.
Pictograma, né? Os os pictogramas a
gente perdeu o acesso aos pictogramas
egípcios por causa de Teodósio, né? A
consequência é essa.
Eh, então na Idade Média era natural que
a Igreja Católica tivesse muito poder
político, porque ela inclusive vai dar
base pros invasores germânicos. os
invasores germânicos vão se situar nas
regiões onde antes era o império romano
e a Igreja Católica faz pacto com esses
caras para dizer: “Não, deixa esse cara
governar que esse cara é legal”. E aí
meio que, ou seja, a Igreja Católica no
seu ápice, na Idade Média, ela servia
como um
justificador de um poder estrangeiro,
né? Na prática é isso. Na prática é
isso, porque tem a descida dos povos
germânicos para dominar as regiões
múltiplas ali da do sul da Europa. E o
Papa vai e fala assim: “Não, esse cara é
legal, deixa ele dominar aí a região”. E
aí é um pacto, né? É um pacto político.
É um pacto político. Na medida em que a
Igreja Católica continua tendo poder
local, ela legitima o governante local e
você paga o tributo. E dízimo, inclusive
é tributo, né? Ainda tem isso. Dízimo no
medievo é tributo. Você tem que pagar
10% do que você produz para a igreja. É
obrigatório
o enforcement que é feito pelo estado,
né? Essa essa é a cara da Idade Média,
né? E com passar do tempo, com o passar
do tempo, as as outras forças políticas
vão ganhando autonomia frente a essa
força central. Tem vários rachas por
causa disso. Tem a Tem vários rachas por
causa disso. O o do ano 1000 da Igreja
Católica perdendo poder em Bizâncio, né?
Depois você tem você tem vários ra, você
tem vá você tem a Inglaterra tentando se
soltar. Você tem a Inglaterra tentando
se soltar com um Henrique lá qualquer
[ __ ] Um Não é o oitavo não. É um
Henrique. Eu esqueci. Tem um cara que
tenta se soltar e se [ __ ] vai pedir
perdão pro no Palácio de Quinça. Você
tem essa tentativa de se apossar da
igreja por dentro dos Borgia. Você tem
vários exemplos, são vários mesmos.
Assim, é difícil de, eu tô selecionando
alguns, né? Ah,
tem a igreja da França que tenta criar
um papa próprio para ser soltado do
papado italiano. Então, tem vários
vários eventos desses, né? E aí,
finalmente com com o
século X
tem o racha definitivo, né? Aí estoura
mesmo o cano, porque essas coisas elas
vão e voltam, né? Por exemplo, o papo
papa de avião, né? Eles foi, foi
derrotado, né? O papa francês foi
derrotado. O Henrique acabou lá de
joelho, ã, acabou de joelho no na frente
do palácio de Knossa, né? pedindo perdão
pro Papa por ter tentado destruí-lo, né?
Então, várias vezes teve esses
movimentos de impulso e recu. Impulso e
recu com a partir de Lutero, o cano
estourou, né? Aí depois de Lutero, o
cano estourou. Aí você tem várias
instituições que agora vão disputar a
influência sobre o estado.
A partir daí era uma disputa de
influência do Estado que na em 1630, né,
a a como é que é o nome dessa revolta?
Guerra, Guerra dos 30 anos. Guerra dos
30 anos. Na guerra dos 30 anos, na
guerra dos 30 anos, ah, se chegou um
acordo. Esse acordo funda o direito
internacional moderno. Eh, o, a religião
era usada, né, como a os conflitos
começam a acontecer, gente jogado pela
janela para [ __ ] criou o verbo ver,
defenestrar, que é literalmente jogar a
pessoa pela janela. um monte de religios
se matando por causa disso. A partir
daí, criou-se
a decisão no século X7 de que talvez
deixar a religião influenciar na
política dê um caos do [ __ ] Isso. A
questão das investiduras do Henrique,
obrigado, Isael. Exatamente.
Exatamente. Questão dos investidores do
Henrique, muito obrigado. É exatamente
isso. É precisamente isso, tá? Eh,
aí, né, voltando aqui, né? Cadê? Perdi o
comentário do Felipe.
Perdi.
Ah, perdi.
Aí, ã, a partir daí começou a se criar
um consenso que a religião deveria ser
afastada do estado, tá? Até Thomas Robs
ainda no século X7, a ideia seria é
melhor ter um
é melhor ter
não, a ideia do surgimento do Estado
Laico é medieval. Ainda é medieval.
Tem um autor que eu também não vou
lembrar agora, não vou lembrar, mas tem
um autor católico, né? Nem existia outra
coisa que não católico, que ele fala o
seguinte, eh,
usando a Bíblia, né?
Deus nunca disse que era pra gente
governar [ __ ] nenhuma.
Deus deixa claramente expresso na
Bíblia, no Novo Testamento, que o mundo
tem dois gládios. Gládio é a espada
romana, né? Então o mundo tem dois
gládios. O gládio temporal, que é para
governar o mundo, e o gládio espiritual.
Nós que somos somos católicos, não
deveríamos influenciar nisso, não
deveríamos. Aí já tá a base do do que
significa lá em cidade. A questão não só
a a ideia não existe isso da ideia
surgir. Claro que tinha gente já na
antiguidade clássica dizendo que a
religião não devia se misturar com o
político. A ideia não é tão importante
assim. Lembrem-se disso. Nós não somos
idealistas. A ideia não é o que move o
mundo. A ideia ela existe lá no passado
em 500 pessoas. O o pessoa que não
acredita nos Deus não surgiu no mundo
contemporâneo. Não é a ideia que a
questão. A questão é tem hora que a
ideia pega, sacou? Tem hora que a ideia
pega. Eu esqueci como é que é o nome
desse cara, velho. Era bom eu lembrar o
nome desse cara, né? Então assim, o o lá
no no Mediev, eu esqueci o nome desse
cara, eu tinha que lembrar para te dar a
citação direitinho, mas não é um autor
só. Vários autores na Idade Média já
falavam que a Igreja Católica, autores
católicos, diziam que a Igreja Católica
tinha que ser afastada da política,
certo? Isso era no comum, só que isso
não pegou.
Eu tô explicando para você por que que
pegou. A ideia é essa. O que vocês têm
que entender é essa, não quando surge a
ideia, mas quando a ideia pega. Por que
que ela pegou? Então que tem pessoas
Marcílio de Pado, [ __ ] vocês são
[ __ ] Exatamente. Marcílio de Pado.
Marcílio de Po. Marcilho de Po.
Exatamente. Marcílio de Po.
Marcílio de Páo. Precisamente isso.
Obrigado. Obrigado.
Obrigado. Eh, então você vai ver a ideia
circundando. Se você fuçar direitinho,
você vai ver a ideia de que a religião
não devia influenciar na política no em
filósofos clássicos,
eh, pré-cristãos, tá? Você vai ver esse
tipo de ideia já funcionando até mesmo
no Egito antigo. Eu tô dizendo aqui do
Aquenaton, né? Aenaton brigando com as
instituições religiosas, ele proíbe tudo
e fala assim: “Não, agora é só o sol e
foda-se”. não é isso? Já é uma
inclinação para tentar tirar o poder
político de organizações religiosas, por
exemplo. Então você vê formas de agir
que balançam entre essa indignação sobre
a influência ah da religião na política
por motivos diferentes, com causas
diferentes, etc. Mas por que que surgiu
a laicidade como a conhecemos e ela se
tornou regra? Porque no século X7 os
religiosos estavam se matando para ver
que qual é a vírgula que tá escrita,
certo? Aí o John Lock, por exemplo,
ainda no século X, John Lock escreve uma
carta
na Holanda. O John Lock, ele foi expulso
da da Inglaterra. Engraçado essa
históri. John Lock foi expulso da
Inglaterra porque ele tinha, sei lá, o
que que ele fazia lá. Ele tentava, ele
ele ele ingressou numa galera, né, num
grupo de estudos que a galera tava
literalmente tentando derrubar o estado
com dar golpe de estado mesmo, matar
matar presidente da República e ministro
do Supremo, tá? Ah, ele tava caminhando
com essa galera, né? Não necessariamente
ele tava envolvido, mas ele tava
caminhando com essa galera. Ele foi
expulso da Inglaterra e foi parar na
Holanda, onde ele aprendeu o
liberalismo, né? onde ele onde ele
definitivamente percebe que o
liberalismo é a é o que ele vai seguir,
etc. e tal. Ah, lá na na Holanda ele
manda uma carta para um um religioso
desse, né, chamado Carta da Tolerância,
tá? Tem publicado aí, vocês conseguem
achar com uma facilidade muito grande. E
o papo dele no século X7, gente, a gente
não, a gente tem que respeitar as
diferenças assim, vamos vamos falar
sério, ninguém sabe essa [ __ ] Aí o
cara diz: “Ah, eu sei”. e mata todo
mundo e toma o poder na Inglaterra. Aí é
fácil o jogo, né? Ah, eu sei, Deus quer
isso e pronto. Aí agora a gente manda e
é uma confusão da nada, porque ninguém
sabe mesmo essa merda. Aí vai ficar todo
mundo dizendo que sabe e se matando o
tempo todo. A gente tem que respeitar as
religiões e a religião não tem que se
envolver em política. Pronto. John Lock,
carta da tolerância, defend defensor
explícito da laicidade. E daqui a pouco
a laicidade vai pegar. Mas a lacicidade
vai pegar porque o John Lock falou. Não,
a laicidade vai pegar porque todo mundo
percebeu que tava meio esquisito esse
negócio de todo mundo se matando para
chegar no poder, dizendo que a minha
religião é correta e que isso era uma
conversa mole, danada. Todo mundo
percebia, ninguém era maluco, não. Todo
mundo que que lutava na na política
sabia. Pô, tanto você vai enxergar isso
na guerra dos 30 anos com uma clareza
muito grande. O início, o stopinho
inicial, a desculpa é essa. Ah, não,
porque esse grupo aqui que tomou e ele é
protestante, não sei quê, quando chega
no final da guerra é a [ __ ] total. Tem
um monte de um monte de país católico
junto com um monte de países protestante
e ninguém tem problema nenhum com isso.
Então o o stopim da guerra é uma
discussão dessa, mas que rapidamente
isso vira segunda ordem, porque todo
mundo sabe que a causa não é essa, né?
Todo mundo que tá envolvido sabe que
você tá usando a tua religião, na
verdade para tomar o poder. Aí, aí se a
minha religião, eu sou protestante, vai
ter uns católicos aqui que vai me ajudar
a tomar daqueles outros protestantes ali
do outro lado da rua que estão tentando
tomar o meu país, [ __ ] vou me juntar
com o católico.
É, é, é o a guerra dos 30 anos, tipo
assim, escancara isso, porque a Europa
entra numa microguerra mundial ali. É
uma guerra gigantesca que dura 30 anos e
que a causa foi a religião. Quando
chegar o pacto de de parar com essa
[ __ ] a a quando todo mundo percebe que
ninguém tá andando pra frente para coisa
nenhuma, é um mata mata, mata mata e
ninguém muda de posição nenhuma. tá
fazendo merda nenhuma. Nenhum país tá
ganhando. É um atraso de vida do
[ __ ] Tá, só tem gente morrendo,
recurso sendo gasto. Aí eles param e
fazem um acordo. Quando eles fazem um
acordo, a uma das cláusulas desse acordo
é: gente, cada país decide a sua
religião internamente e nenhum país de
fora pode ir lá e tentar intervir. A a a
ideia de não intervir é por causa disso,
porque vamos dizer, eu tenho uma eu
tenho um país aqui governado por
presbiterianos. Aí um grupo de
presbiterianos começa a fazer baderna no
meu vizinho lá, que que o que o país é
governado por católicos. Aí os
presbiterianos vão lá e derrubam a a
igreja, começa a fazer pressão para
derrubar o governo, para que aquele
governo seja presbiteriano. O que que eu
faço aqui do lado? Dou suporte militar
para esses presbiterianos que estão ah
tentando derrubar o governo católico lá.
Aí o que que acontece do resultado
disso? Eu gasto recurso para [ __ ]
coloco um outro governo lá só para dizer
que tem a mesma identidade que a nossa.
E o que que mudou para mim? Nada. Gastei
dinheiro, morreu gente. E eu tô ajudando
um grupinho lá que eu nem conheço, nem
sei que são se são legais ou se não são,
só porque eles disseram que eles são do
mesmo grupo que eu. A galera percebeu
que isso era disfuncional. E aí vem aí
vem a laicidade. A laicidade é o
resultado. A a
se transformar a laicidade na regra da
Europa contemporânea, é porque a guerra
dos 30 anos ensinou pras pessoas que era
estúpido para [ __ ] a gente tá se
matando por causa disso. Aí o Trump
começa a retornar com esse discurso, né?
É pré-moderno. Aí a gente tá falando, o
fascismo do século XX, ele é
pré-moderno. Tudo que nasceu isso aí vem
o pacto de vest falha, né? O tratado de
vestalha.
Fast falha. É isso. Então, como é que
surgiu a laicidade? Não, ela a laicidade
ela se implacou como regra por causa
disso.
Isso. Engraçado é que o Renê Decart tava
ganhando dinheiro para lutar nessas
guerras, né? Porque ele era, como é que
é o nome do cara que ganha dinheiro para
lutar?
Ele era
prostituta militar, né? Como é que é o
nome do que a gente dá para prostituta
militar? que você recebe dinheiro
para vender seu corpo lá para uma guerra
que não é sua. Prostituta militar,
mercenário. Obrigado. O Renê Decart era
prostituta militar. Ah,
é isso, né? Tudo tudo. Aí veja por que
tem a láidade, a gente tem que explicar
paraas pessoas. Aí vem uma cambada de
vagabundo hoje e fala assim: “Não, o
mundo começou a dar errado por causa das
revoluções liberais, porque elas são
assassinas e não sei o quê”. A primeira
revolução liberal que a gente tem, que é
a inglesa, revolução mesmo da cara se
juntar, é uma revolução religiosa.
A desculpa pro movimento
que acontece na Inglaterra, que da
primeira revolução liberal do mundo, ela
é duas fases de revolução religiosa. Era
para impedir o catolicismo da região.
Ela ela é incraução liberal, ela é
inconsciente de que é liberal. Ela é
inconsciente. Ela não sabe que ela é uma
revolução liberal. Na França é
diferente. Na França é copiada da
Inglaterra. Então a galera ouviu,
estudou e falou: “Não, vamos fazer igual
os caras”. Agora a primeira revolução,
primeira revolução liberal, ela nem
sequer sabe que é liberal.
É incrível. É incrível. E matou gente,
guerra e não sei. Era uma guerra
religiosa. Era uma guerra religiosa.
Era uma guerra eh puritana, né? Eram os
puritanos querendo, eles não sabiam que
eles estavam lutando para para instaurar
um governo liberal.
Eram os puritanos lutando pro contra o
rei que tava se aproximando da Igreja
Católica. Foi isso que cri que fez a
Revolução Liberal. Eles sequer sabiam
que estavam fundando uma revolução
liberal.
Eles não sabal.
A consequência dela é dar poder pros
pequenos comerciantes que agora vão ter
a a Câmara dos Comun vai ter mais poder
de decisão na na república, porque,
aliás, tem isso, tem uma fase
republicana e depois eles colocam um
Ninguém planejou isso. Depois eles
colocam por causa da guerra religiosa,
ah, volta um rei Sturtart, né? é
derrubado um stt. Aí entra a república.
Aí a república cai porque o
como é que é o nome do cara?
Esqueci. Na república cai, colocam de
novo o o Sturt no poder, achando que o
Sturt não vai não vai fazer aquela
pressão católica, né? Porque os Sturd
estavam caminhando para ser católicos e
o e o e o parlamento não queria deixar.
Então na primeira morre um, perde a
cabeça, o Carlos. Aí depois sobe eh
sobre um James lá, James sobe um Stuart
de novo. E aí o Stuart começa a se
aproximar da igreja católica. Eles fazem
o quê? Tiram o rei e colocam um
governando Holanda. E aí forçam o
governando Holanda a acertar, assinar a
carta dos direitos que vai dizer assim:
“Eu não governo [ __ ] nenhuma, quem
manda é vocês.” Certo? Eles colocam esse
esse holandês porque esse holandês é
casado com a com a filha do rei que tava
tendendo pro catolicismo. Aí eles falam
que catolicismo não. A primeira
revolução liberal da Terra é uma
revolução religiosa por causa da guerra
de religião. Então assim, os caras, os
caras nem tem, os cara escondem de vocês
esses detalhes do mundo, né? Aí fica
parecendo assim, não? E aí vem o Olá de
Carvalho, aquele bandido, fascista,
morto, filho da [ __ ] desgraçado. Ai,
como eu queria. A gente um dia a gente
tem que descobrir onde é que ele tá
enterrado, virendiar o o o lugar onde
ele tá enterrado e queimar os ossos
dele. Que filho da [ __ ] cara. Que cara
escroto do [ __ ] Que cara escroto.
Então, veja, ele cria a noção de que o
mundo começou a dar errado, como as
revoluções liberais quando começaram a
acontecer. P. A primeira revolução
liberal é religiosa. Aí ele faz o quê?
Ah, então isso é o problema do
protestantismo. Começou a dar errado
quando protestantismo. É, todo mundo é
bandido, tá ligado? Todo mundo é
bandido. Os protestantes são bandidos,
os liberais são bandidos, todo mundo da
história moderna é bandido. Só é legal a
Igreja Católica. E só é só legal a
Igreja Católica.
Só é legal a Igreja Católica que eles
vão construir, né? Porque você fala
assim, só uma instituição é certa, a
igreja católica. Mas ele, o Olavo de
Carvalho, vivia brigando com gente da
igreja católica. É, é, é legal a Igreja
Católica, desde que eu domine a Igreja
Católica e eu mande lá. Os caras são
luciferiano para [ __ ] Os caras são
luciferiano para [ __ ] velho. É
inacreditável. É inacreditável. É
inacreditável. Então, a primeira
revolução liberal foi uma revolução
religiosa.
A revolução inglesa é uma revolução
religiosíssima,
100% religiosa. Mal sabiam eles que eles
estavam fundando o estado liberal. Aí
quando trouxe o rei eh quando trouxe o
rei eh da Holanda, né, o Orange, quando
trouxeram o o rei da
Holanda, ah, ele veio sem poder, ele
veio enfraquecido, ele veio a pedido do
parlamento. Então, a a força que ele
tinha era baseada no parlamento. Aí você
tem um sistema parlamentarista
típico típico de uma estrutura liberal.
Não, o o olvismo cultural não é só a
liberal, ele não é só a liberal, ele é
fascista. É fascismo puro. É fascismo
puro. Então assim, ele, veja bem, o
fascismo sempre foi antiliberal.
Antiliberal. O fascismo sempre foi
antiliberal. sempre, desde o início, o
papo sempre foi esse. Os liberais
abriram as pernas
para que o comunismo pudesse voar.
Sempre foi isso. O fascismo de
Mussolini, ele ganhou a Itália porque
ele dizia: “Os liberais são frouxo, eles
não conseguem resistir à esquerda”. Não
é que eles são os inimigos, é que eles
são frouxos, eles são maria mole, que
nem Niet fala, né? Ah, essa esse esse
bando de burguês que senta no seu quarto
e não consegue fazer uma barra, aí você
fala: “Eles são frouxos, por isso que a
gente precisa de violência.
Eles são antiliberais. Tem que ter muita
clareza disso. E agora eles inventaram o
negócio de nós somos antilberais porque
somos conservadores.
Não são conservador [ __ ] nenhuma, são o
pior tipo de reacionarismo pior do
planeta. Mas se quiser chamar de
conservador, para mim tá bom também.
Conservador continua sendo a pior coisa
do planeta, porque eles são
explicitamente elogiosos do mundo
pré-moderno. Todo o papo dele, quando
eles tentam dizer que o fascismo é de
esquerda porque Higel, é porque o Higel
é um pensamento moderno. Como se no
pensamento moderno então não tem direita
mais. Não tem direita no pensamento
moderno. Não tem nenhum pensador
moderno, nenhuma pessoa que acha que o
mundo vai desenvolver pra frente de
direita. Porque ser de esquerda seria
achar, acreditar no progresso. Aí o
positivismo vira de esquerda,
tudo vira de esquerda. O ponto que se
coloca quando nasce a esquerda
trabalhista, né, a esquerda dos
sindicatos, a esquerda do comunismo, a
esquerda do anarquismo, é que, beleza,
os movimentos liberais da Inglaterra e
da França andaram paraa frente, mas não
foram o suficiente. É isso aí. Eles
jogam, já que a esquerda tá dizendo que
a galera andou pra frente, mas não foi o
suficiente, para eles não vale nem Kant.
Kant é um cara de esquerda para esses
cara. Aí o ponto é o seguinte, olha só.
Kant poderia até ser visto como um cara
de esquerda
na época do século XVI, né? Na época do
século XVI. Na na época do século XVI,
você dizer que não tem como saber se
Deus existe ou não, [ __ ]
revolucionário para [ __ ] No século
XVI, né?
No século XVI, você se agnóstico à
existência de Deus. [ __ ] [ __ ] [ __ ]
papo, papo progressivo, né? Não são,
olha, não dá pro ser humano saber. Aí se
você for falar isso, você pega, tem que
pegar o o do Lock. O Lock é menos
progressivo do que Kant, mas é
progressivo também. Nesse sentido que eu
tô dizendo, olha, todo mundo pode
acreditar na formulação religiosa que
quiser. Aí lock finaliza, vírgula, menos
a teu tem que tomar no cu. Aí os caras,
quanto mais para trás no tempo você
tiver, mais os caras gostam, né? Quanto
mais para trás no tempo você vai
andando, mais os caras acha maneiro, né?
É, é, é regressão explícita. É regressão
explícita. O projeto é de regressão
explícita.
O projeto de regressão explícita.
Bom mesmo era
o império português aí. Pera aí, galera.
Meu império português.
Oxe, é bastante diferente, cara. Tem
muita diferença.
Eu eu é que tenho que inverter a
pergunta para você e perguntar qual é a
semelhança entre Lutero e Cândido.
São muito diferentes. É muito diferente.
É muito diferente. Eh, aí os caras
querem voltar. Filosofia de verdade é
Tomás Jaquino. Aí [ __ ] cara quer
voltar pro medievo mesmo, né? Cara quer
voltar pro medievo mesmo. Cara, você tá
falando de pensador católico, você não
consegue achar um no século XX. Você
consegue achar um no século XIX, um
autor do século XIX bom, não consegue
porque é projeto, né, gente? Não é que
não tem autor católico no século XIX que
seja bom, é que eles querem mesmo que
você ache que o bom o mundo estava bem
quando idade média, né?
Não tem vergonha nenhuma na cara esse
bando de bandido do [ __ ] Não tem
vergonha nenhuma. E o Brasil paralelo,
que é uma [ __ ] empresa gigantesca, é
correia de transmissão desse vagabundo
fascista, filho da [ __ ]
Aí, ah, Pedro, você tá dizendo que os
caras lá que trabalham no Brasil
paralelo são fascistas? Não, mas eles
estão fazendo corrente de transmissão de
ideologia fascista.
Claro que estão, obviamente estão. O o
bons são os grandes homens, o bom do
Brasil, o Brasil legal mesmo é o Brasil
da monarquia, do Brasil império que era
legal, [ __ ] Brasil império que era
legal.
Que que tinha no Brasil Império? Brasil
império a estrutura de trabalho era
escravidão. Por que que era legal? Por o
que que o que que era legal? Se era
legal, era o que que era legal? Era o
que que era legal? Ah, mas tinha um um
um tinha um intelectual lá do Brasil
império que lia em grego. [ __ ] eu leio
em grego. Provavelmente melhor do que
eles. Um cara do Brasil império
provavelmente lê grego muito pior do que
eu. Que [ __ ] que [ __ ] que
fantasia é essa de que o mundo lá no
passado era melhor. Fascismo, né?
Não é à toa, não é à toa, é fascismo.
Então assim, veja lá atrás era melhor
porque eu vou, eu vou chuta aqui no meu
peito, né? chuta aqui no meu peito que
eu vou chutar a bola lá no ângulo
porque eu sou o representante dessa
tradição.
Aí essa galera fica com esse papo furado
da desgraça
de que eu reivindico.
Teve uma vez que eu vi essa discussão,
ah, ele briga, ele briga com a gente
porque a gente reivindica não sei quem e
eles que reivindicam não sei quem. O
papo é reivindicação do passado, tá
ligado? Aí eu reivindico o Roger. Aí eu
reivindico o Stalin. Aí eu reivindico.
Ai que [ __ ]
Eu reivindico.
Que [ __ ] É um papo medieval mesmo,
né? Eu reivindico, coloco a bandeira
nesse cara. Você os personagens
históricos têm dono agora, né? Eu
reivindico. Que [ __ ] de reivindico?
Você lê o cara? O cara morreu, você lê e
você vê se você aprende alguma coisa com
isso ou não. Não é sua propriedade, né?
Não é sua propriedade, né? O autor não é
sua propriedade. Eu reivindico ele. Ah,
se reivindicar
o o
Len, vai fazer o o Len CCU. [ __ ]
o Leni não é seu porque você gosta dele.
Aí eu reivindico. [ __ ] o que você
reivindica. Que coisa de babaca do
[ __ ]
É, eu invoco Tomás Jaquino em modo de
defesa. Vai aqui se [ __ ] velho. Eu
leio Tomás Jaquino e aprendo algumas
coisas com ele e acho outras escrotas.
Eu reivindico. É, [ __ ]
[ __ ]
[ __ ] Aí a galera tenta servo de
gente morta porque se apropria,
ah, se apropria da
legitimidade histórica que essas pessoas
têm para dizer que eu sou o segundo, né?
que é o que o é o que Max denunciou
sobre Napoleão com Napoleão aí o
Napoleão teriro apareceu aí a galera,
nossa, é realmente é o Napoleão. Já
viram esses caras falando sobre ah, esse
aqui é o Lenin do nosso tempo? Ah,
[ __ ] é para isso, né? Revivindico,
reivindico. Se apropria, se apropria da
aura do negócio para você dizer que é
herdeiro. É, o papa é esse, né? Ah, eu
reivindico, eu reivindico
Vargas. Sim, Vargas foi Vargas. Você
nunca será perto de Vargas.
Você nunca será perto de Vargas. Vargas
foi uma personagem histórica que
governou duas repúblicas.
Duas repúblicas. E ainda pegou um bonde
na numa terceira.
Você nunca será Vargas. Ah, eu
reivindico Vargas. [ __ ] Nunca será.
Nunca chegará aos pés. Ah, eu reivindico
a Kenatom,
[ __ ]
Eu reivindico a Kenaton.
Os cara é é herdeiro, né? Os cara é
herdeiro. Quer ser herdeiro de de ideia.
Quer ser herdeiro de ideia. Que
patético. Que patético.
Que nojento, que asqueroso.
É, o cara foi ehí é isso que eles
querem, né? O cara governou, foi ditador
e depois ainda foi chamado na eleição de
novo, né?
O cara deu um golpe, governou no golpe,
fechou o car, fechou o Congresso, depois
ainda foi chamado paraa eleição de novo.
Aí você fala: “Eu reivindico ele”. Você
tá dizendo o quê? Eu posso fazer
ditadura e eu ainda vou ser aclamado
pelo público de novo. Vai? Não, não vai.
Você não é o Vargas. Você não é o
Vargas. O Vargas é o Vargas. Você é
você.
Canalha do [ __ ] né?
Aí eu reivindico,
eu reivindico os cara, a a leitura toda
religiosa do mundo, né?
Eu reivindico Vargas e sacrifico essa
Olga Benário
em modo de ataque e reivindico Vargas e
acho que tá tudo bem, né?
Sacrifico essa Benário
e reividico Vargas e modo de ataque, né?
Os caras são muito inacreditável. É
completamente regeliano.
Completamente regueliano,
né? completamente regueliano
e acha que tá tudo certo.
Bom, é isso. Vamos ouvir de novo. Vamos
ouvir de novo que para quem chegou
depois, ó que lindo. Ben não
compartilhar um artigo sobre o Vaticano
condenando o nacionalismo populista.
Epstein citou o poema Paraíso perdido de
John Milton. Melhor reinar no inferno do
que servir no céu.
É.
É aí que a gente tá, né, galera? Tá aí
mesmo, né? Melhor reinar no inferno que
servi no céu. Beijo no coração de todos.
Falou, valeu e até mais.
Eu
sou apenas um até latino-americano,
usando a razão para lidar com o
pós-modernismo,
resgatando os princípios do iluminismo.
Escola de Frankfurt e seu relativismo,
o pós-estruturalismo
e seu identitarismo
tomaram de assalto o bom senso e tudo
começou com romantismo.
Mas culpa no cartório também tem o
idealismo.
que se retomou
o materialismo
e Len enfrentou a doença do esquerdismo.
O marxismo é uma luta tradição
iluminista. Não é culto à emoção, nem
verdade por aclamação. Não é lugar de
fala substituindo explicação. A
realidade existe fora do discurso e o
mundo não muda com gesto simbólico ou
recurso. A história tem estrutura. em
base material, não se dissolve narrativa
pessoal. Classe não é metáfora nem
construção moral, é relação concreta no
processo social.
Quando a crítica vira performance e a
política vira identidade, o capital
agradece em silêncio e a barbaria avança
com normalidade. Razão não é opressão.
Ciência não é poder. São as únicas
ferramentas para entender que sem
método, sem prova, sem rigor, a esquerda
vira eco do próprio opressor. Não é
negando Marx em nome do afeto, nem
trocando dialética por manifesto que se
enfrenta ao capital financeiro ou se
rompe o ciclo do desespero.
Eu fico com quem analisa, não com quem
sente, com quem explica o mundo, não com
quem mente, com quem enfrenta o
obscurantismo.
Mesmo quando ele veste progressismo, sou
apenas um atelino-americano,
sem mitos, sem altar. Sim, soberano
defendendo o que resta do Iluminismo.
Contra a néa densa do irracionalismo. Se
a razão incomoda, o problema não é ela,
é o medo de encarar a realidade no
ibela. Porque sem ciência, sem crítica e
sem chão, não há evolução, só confusão.
O marxismo não é fé, nem identidade, é
método, análise, historicidade.
Enquanto ver exploração e dominação,
a razão seguirá.
Ah.