[música]
Não tem condição. Foto de anime. Não tem
condição. Foto de avião. Não tem
condição. Perfil sem nome não tem
condição. Não tem a melhor condição.
Condição.
Não tem condição, servidor de Brabão.
Não tem condição. Aceleracionismo
não tem condição. Fiscal de filiação não
tem condição. Não tem a menor condição.
Condição.
Olá, meus queridos e minhas queridas
amigas. Tudo bem com vocês? Eu espero
que esteja tudo bem com vocês. No vídeo
de hoje, tudologia. Tudologia raiz,
aquele tudologia que, [ __ ] que você
jogava na infância, tá ligado? Com seus
amigos. aquele que te dá uma nostalgia,
que te dá uma saudade, que você fala
assim: “Caramba, aqueles tempos de
tudologia”. É esse tudologia que você
faz pergunta e eu respondo para você.
Eh, a única coisa que eu queria comentar
antes de começar esse vídeo é que o
Adriano do canal Reflexões
Contemporâneas eh fez um vídeo
ã fez um vídeo hoje, agora agora a
pouquinho, agorainha, agorinha mesmo, ã,
desafiando o João para um para um
debate, para uma conversa e tal. H, um
vídeo bem ponderado. Eu acho que ele
expõe bastante o cinismo descarado que
tem atrás dessa galera que se dizinista
dentro da internet, né? Então ele coloca
lá o João, que o João é gente boa, ele é
bonzinho, ele fala com amor e etc e tal.
Ah, veja bem, veja bem, veja bem, veja
bem, veja bem. Ah, tem gente que diz que
tudo que a gente conversa, né, tudo que
a gente critica, a gente é muito
propositivo. É a gente quem, né,
camarada? A gente quem, né? A gente
quem, né? E aí ele mostrou vários cortes
lá da galera sendo completamente
escroto, né? A, ah, como eu sou gente
boa, como eu sou da paz, como eu quero
ver o desenvolvimento do país, né? Eh, e
é tudo mentira, né? Tudo falso. Beleza.
Ah, então é só isso que eu queria
comentar, só para vocês saberem que
existe o vídeo, né? Porque eu acho que é
um vídeo importante para mostrar essa
esse mar de cinismo que existe dentro do
web comunismo. Ã, beleza. E porque é
isso, né? São 500 pessoas, né? Se você
disser assim, por mim, né? Não, quando
eu falo aí tudo bem, mas quando você
fala pelo pela equipe toda, né, a equipe
toda, né, o nosso campo, ela é
completamente bizarra. É cheio de falar
bizarro o tempo inteiro e aí não quer
ouvir resposta. Quando eu ouve resposta,
choration, choration, você é doente
mental, você está afastando as pessoas
de você. Você biipi popóia. Ah, por que
que você fala isso, bi, né? Ah, então o
choro, o choro é escandaloso de cínico,
né? Ah, vamos lá, então.
Enzo me perguntou: “Ter contato com
Marx/ Engels mudou algumas das suas
leituras de Platão?” Se sim, como?
Acho que não, porque assim, eu tô
tentando, tô tentando pensar aqui
eu acho que não. São coisas bastante
diferentes, enfim.
Só se você, só se, né, isso poderia ser
possível se eu supusesse, se eu
supunhetasse de alguma forma que ao ler
obras que falam sobre materialismo, eu
pensasse na leitura de um intelectual da
antiguidade, face a forma ã produtiva da
época, alguma coisa assim. Mas eu nunca,
eh, isso nunca foi uma questão para mim,
né? Então não poderia ser, mas no caso,
no meu caso não.
Aliás, o trabalho do Gustavo Machado que
vem aí tem esse sentido, né? E e me
parece que vai vir uma bomba. Vai vir
muito bom. Vai vir muito bom. Quero só
ver.
Camarada aqui nominado falou: “Pedro, tu
recomenda fazer esses cursinhos
gratuitos do Senac?” Com certeza
absoluta. Eu tenho alunos meus que eh
são programadores que aprenderam a
programar no Sen no Senac, por exemplo.
Eh, Pedro, você tem ou já teve alunos
com transtornos metais mais sérios que
afetavam a aprendizagem? Sim, sim,
tenho, tenho sim. Normal. Para quem é
educador na escola pública hoje eu acho
que é normal isso, porque tem uma
integração, né? É até um desafio grande
porque a gente não é preparado para
isso. E aí a gente vai aprendendo, né?
trocando a roda com o carro andando, né?
Mas sim, sim.
Você viu o vídeo do Breno sobre a
esquerda Ricales? Foi engraçado ver os
comentários na tela. [risadas]
Vi, não vi, não. Eu tenho preguiça do
Breno, mas deve ter sido muito bom. Deve
ter sido muito bom. Eh, Jéssica me
perguntou: “João Carvalho, duvido ele
aceitar só conversa com pessoas em
público se ele concorda com a [risadas]
Ai, caramba! Ai! Eh, mas não sei, ele
não chamou para um debate no sentido de
sentar os dois numa sala e debater. Não,
assim, chamar paraa conversa, né? Você
fala umas paradas aí, a gente fala umas
paradas de cá e aí fica por isso mesmo,
finge que a gente não existe.” Eu acho
que é isso que ele quis dizer. Acho que
a pegada era essa. Pergunta Teia, disse
o Léo. E a revista da PCE?
Kevin, eu precisamos falar contigo. Não
tínhamos data. Tínhamos data. O evento
foi nesse domingo. Ah, não, esse domingo
não, foi sábado. A gente fez um cin
debate. Foi muito divertido cine debate,
aliás. Eh, a gente só deixou de postar
as coisas na internet porque a gente
quer viver o momento em vez de ficar,
ah, Instagram, não sei o quê. Então
aconteceu, né? A gente precisa conversar
mesmo. Eh,
deixa eu pensar.
Amanhã é um bom dia. Vamos conversar
amanhã sobre a revista. Vamos conversar
amanhã. Amanhã pela
tarde, amanhã pela tarde é um bom
horário para você, Léo. Acho que para
para mim é um bom horário. Se você tiver
disponível amanhã, a gente marca amanhã
à tarde. Pedro, você viu o vídeo do
[risadas]
Pelo visto eu vou ter que ver esse
vídeo, né? A minha mãe me mandou, ela
falou assim: “Olha, ótimas considerações
do Breno, hein [risadas]
Pedro, você viu o vídeo do Breno sobre a
esquerda radical?” Achei bem pedrada. É,
eu vou ter que assistir, né? Eu vou ter
que assistir, né? Vi não, né? Responder
sua pergunta.
Eh, Gerson perguntou como professor, o
que você acha do método Paulo Freire?
Você segue uma linha pedagógica
parecida?
Eu já comentei isso algumas vezes aqui.
Eh, bom, eu não sou estudioso de Paulo
Freire, né? Eu enfrentei aqueles
capítulos de Paulo Freire que aparecem
na Faculdade de Educação, que é um
embromeation da caramba, né?
As as aulas de educação. Porque por que
que é embromex? Porque é curto o tempo,
né? um semestre só para você apresentar
500 autores é curto tempo e eu só me
dediquei aquilo ali.
No geral me parece óbvio aquilo que tá
que tá apresentado, por exemplo, vou te
citar um exemplo, né? O capítulo muito
importante sobre educação bancária.
Me parece extremamente óbvio aquilo.
Então sim, né? Eu aplico aquilo tamanho
óbvio de que tem que ser aplicado
aquilo. Ou seja, qual é a discussão
elementar sobre eh educação bancária?
você não vai no lugar, entra na sala de
aula, você tem um conjunto de
informações que você vai depositar, né,
em em um sujeito esse conjunto de
informações. Isso é absolutamente
funcional. Você precisa fazer com que a
pessoa entenda que aquilo que você vai
expressar, demonstrar, ensinar e etc e
tal, eh, tem alguma função pra vida da
pessoa e tal. E e assim, o que que eu
acho que é problemático não em Paulo
Freire, né, mas assim nas pessoas que
talvez super simplifiquem o significado
desta proposição, por exemplo, da
educação, do problema da educação
bancária e tal, é que a a tem muita
gente que acha que não é importante o
conteúdo. Olha, é exatamente quando você
tem um domínio do conteúdo, não precisa
ser o grande mestre de todas as línguas
e tal, mas quando você tem um domínio do
conteúdo, eu mesmo ouvi ontem, né? Já
ouvi isso várias vezes, mas eu vi isso
ontem, né? Um rapaz veio, entrou na sala
e falou: “Eh, queria, né, porque tá
acabando o semestre, né? Queria dizer
para você, professor, que eu nunca
imaginei que eu ia me interessar e
gostar de história. Sempre achei um
saco. Eh,
e hoje mesmo eu vou cotar outro também.
Vou vou vou vou vou puxar a sardinha pro
meu lado. Aí, a, mas com você, eu
consegui gostar. Mas por que que as
pessoas conseguem gostar comigo, né? Por
que que consegue gostar? Então o você
tem que saber fazer a pessoa entender
que aquilo que você tá explicando para
ela tem alguma função,
né? Era muito, eu lembro da minha época
quando eu era jovem que era muito comum
as pessoas falarem assim: “Ah, mas por
que que eu vou usar matriz?” Ô, [ __ ]
tudo do planeta usa matriz hoje.
Eu tô, eu tô aprendendo matriz para quê,
né? Você tá aprendendo matriz, porque
matriz é utilizada em qualquer coisa da
tecnologia que você tá usando. Tudo,
tudo da tecnologia que ele tá usando
agora usa matriz. É só para você não ser
um completo idiota, né? Para você ter
alguma noção do de para que que serve
aquilo. Só que no ensino médio,
normalmente as pessoas não ensinam
demonstrando para que que serve. Elas só
falam assim, ó, decora essas regras de
matriz aqui. Aí é [ __ ] né? Que
interesse você vai ter de decorar uma
regras que você não sabe nem para que
que serve. Então, explicar paraas
pessoas para que que serve a tua matéria
é uma função elementar para você tornar
o negócio, não uma massiva transposição
de informações inú inúteis, porque uma
coisa é informação, tem isso é clássico
inclusive de vários estudos sobre
epistemologia, sobre comunicação, sobre
educação e etc. Eh, informação por
informação não serve para nada, né? A
informação tem que ser interpretada e
você tem que dar alguma finalidade para
ela. Por exemplo, se você chega a
matéria de segundo ano é Revolução
Francesa, Revolução Industrial,
eh, e colonização, colonização e
independência, né? Ah, cara, você não
conseguia explicar paraos seus alunos a
importância de entender o processo
colonial independência nas Américas,
né? Você chega lá, você entra, hoje
colonização. Não, pera aí. primeira aula
você dizer: “Olha, a gente vai estudar
isso para compreender o mundo
contemporâneo nesse sentido, nesse
sentido e etc, etc, etc.” Então, são
coisas que desdobram do do da leitura de
Paulo Freire, você entende? Mas você não
fica ali,
como eu já vi muita gente supondo que o
que o Paulo Frei tá querendo dizer aí,
se ele tivesse querendo dizer, se de
fato ele tiver querendo dizer isso, aí
ele seria um merda, né? Se ele tivesse
querendo dizer que não precisa ter
conteúdo mais, né?
Aí a outra coisa que eu ia falar era a
mesma coisa. Hoje tava, né, a gente tá
fazendo semana consciência negra,
inclusive achei incrível [risadas]
porque porque assim na na semana da
consciência negra fazem os trabalhos de
turma e etc e etc e tal. A minha turma,
né, de qual eu sou patrono, né, para
fazer o negócio do trabalho, ela não me
procurou. Ela não me procurou, eu também
não fui atrás e aí eles foram me
apresentar, o negócio tá sem pronto para
apresentar amanhã, né? Vai ser
apresentado amanhã.
E eu fiquei assim, caraca, velho, eu não
cheguei junto, esses bichos devem ter
feito umas coisas absurda e tal. Não, tá
top o trabalho dos cara tá top, top
topzeira, top massa. Um projeto
relacionado à questão eh da estética dos
cabelos negros. E começa, né, a
discussão com a utilidade que teve
historicamente os cabelos, que nas
fulgas de pessoas negras que eram
escravizadas no Brasil e em outras
colônias, eh, haveria a utilização do
cabelo como forma de resistência para
colocar ah até alimentos e tal, porque
você vai pro pro meio de um lugar onde
você não conhece, não é da região e tal,
e um modo de sobrevivência e tal, e você
fala: “Não tinha resistência antes e
hoje a estética continua sendo uma forma
de resistência por isso, por isso, por
aquilo. Eles fizeram trabalho todo
sozinho sem eu dar nenhum pio sobre
isso. Aí eu fiz algumas colocações que
poderiam complementar e tal. Isso é
muito legal, né? Porque é isso, né? O
protagonismo do aluno, uma coisa muito
importante também do pensamento de Paulo
Freire, né? Então, nesse caso, eh,
nesse caso eu tenho que admitir que foi
por pura falta de eh porque nesse
semestre, pelo amor de Deus, o se tá
desse tamanho assim, ó, pequeno para
caramba, cheio de feriado no segundo, no
segundo metade do semestre e ele tá todo
reduzido porque teve greve, teve, foi
confusão mesmo, foi a correria do
danada. Então, isso não é legal, né?
Você não tá ali auxiliando, né? Não tô
dizendo que isso é legal, mas o que eu
tô dizendo que é legal é a coisa do
protagonismo, deixar a pessoa criar.
Depois que ela criar, ela chega para
você, para você ajustar, dar dicas, etc.
e tal. Qual qual quando você faz o uma
orientação de mestrado e doutorado, né?
Você não fala pra pessoa faça isso, né?
Você deixa ela fazer e depois você
apresenta sugestões de ajustes. Mas o
trabalho da pessoa, não seu, né? Ah,
então esses elementos estão no
pensamento de Paulo Freire, portanto
eles são úteis, mas é muito complicado a
gente chegar e dizer, sobretudo quando
você não tem leitura do cara, né? Como é
o meu caso, de dizer assim: “Ah, não, eu
sou Paulo Freiano”. né? Isso é um
absurdo completo. Eh, essas coisas de de
você se tornar uma personagem
representante, ah, eu sou da Aldeia da
Folha, né? Eu sou da do ginásio da da da
pedra, né? Pelo amor de Deus, né? Você
tem que ir compondo seu repertório com
vários ah vários autores, vários
entendimentos e tal. Eh, tá bom. Então,
mais ou menos OK. Eu que tô querendo
dizer, você vai, você tem que, se você
for interessado em educação, em
pedagogia, etc e tal, você tem que beber
de vários autores e aproveitando, né, e
fazendo a sua própria compreensão a
partir desses autores que você lê, né?
Você não é só um seguidor de uma escola.
Não, não gosto disso não. Eh, agora,
pedagogia eh histórico-crítica, né, se
for para escolher uma linha, para mim
ela é super importante, exatamente
porque ela corta esse papo furado de que
não tem que ter conteúdo, né? Papo
furado é é papo de de justificação de
professor preguiçoso.
Ã, camarada nominado aqui falou: “Pedro,
você prefere que apareça o Naruto ou um
caça americano no chat?” Acho que o
Naruto é melhor, né? Caça americano foi
como é que é? F16.
Qual qual é que era o cara que apareceu?
Você é muito cínico, né? Disse o F16.
Eh,
o Alisson disse: “Serjão e engenheiro
Léo no Redcast não é uma certa
confirmação da dialética
do esclarecimento?”
[risadas]
Entendi.
Entendi, cara. Entendi. [ __ ] Pode
crer. [risadas]
[ __ ] que pariu. Entendi para [ __ ]
Entendi para [ __ ] Cara, que que foi
profunda a tua fala. Foi profunda.
Entendi. Hã.
É porque a dialética do esclarecimento
de Adon Rockheima, mais ou menos, ele
quer dizer o seguinte, que tem uma
primeira fase do iluminismo que é
libertária e depois ele se
engessa em si mesmo e aí ele vai do seu
positivo pro seu negativo. Até a ideia
de dialética é essa, né? Então, com o
passar do tempo, ele deixa de ser
libertário e viram a justificação de
poder. Eh, aí ele falou: “Serjão, né, um
físico e Léo, o engenheiro, sei lá, da
[ __ ] que ele é engenheiro civil, sei
lá, engenheiro mecânico, não sei, ah,
com neformmação e etc., emborrecendo a
população para manter os grilhões. Não é
um exemplo prático de que a dona
eh tem algum algum alguma coisa a dizer,
né?
É, tem um ponto. Eh,
sim, [risadas]
sim, sim, né? Ah, o meu problema não é,
eu já falei sobre isso várias vezes, a
gente já tratou desse tema várias vezes,
o problema não é exatamente a dor rock.
O texto, inclusive, é bastante bonito,
né, tentando remontar a mitologia grega,
falar sobre como na sociedade moderna,
usando, né, a mitologia tem uma
metalinguagem no texto, né, dizendo que
na sociedade moderna você tá preso como
Ulisses está preso ao barco, ao mesmo
tempo que as pessoas fabricam barco,
remamo, né, fazem a atividade do barco,
remamo, o cara que é o dono do barco tá
preso ao barco, tem toda uma poética aí.
Então assim, o problema não é o texto,
quer dizer, o o texto é problemático
também, né? Até por causa disso, as
coisas não ficam muito claras, né? Você
tem que Mas a questão é usam a Dorne Him
para dizer assim: “Ah, então está
comprovado que o Iluminismo”. Aí é isso
que a gente fala, né? Às vezes os caras
que usam certos autores e tal, nem
sequer leram os autores, nem sequer
arranharam ler os autores, nem sequer se
aproximar. Quando eu fiz as primeiras
críticas que eu tava falando, apareceu
um cara que falou: “Querido, ele até eu
até trouxe ele aqui no canal, né? Eu
acho, se eu me lembro bem, que ele tinha
acabado de fazer um mestrado sobre
exatamente a dialética do
esclarecimento.” Eh, então assim, o
texto não diz isso, né? O texto não diz
que o esclarecimento, que o que o
Iluminismo ele é negativo. Ele diz que
ele pode se degenerar, né? A ideia é
essa, que ele pode se degenerar numa
justificação aristocrática de dominação
de poder. Agora, eh, só para vocês terem
uma ideia do problema, que é isso, veja
quais foram os primeiros autores autores
eh no Brasil que lutaram contra a
escravidão? Todos, todos iluministas,
todos, todos. A primeira geração de
pessoas que ah fazem publicações contra
a escravidão no Brasil, todos eles são
iluministas, todos. Todos, todos são
iluministas e maçônicos, inclusive todos
são iluministas e maçônicos. José
Bonifácio,
Frei Caneca,
como é que é o nome do outro lá? Deixa
eu ver. Eu tava até com isso aberto aqui
por causa da consciência negra, né? Eh,
deixa eu ver se tá aberto ainda. Perdi.
Tava estudando isso agora
aqui. Cipriano José Barat. Tá, Cipriano
Barata, todos iluministas, todos, todos,
todos, 100%, 100% deles, 100%. Então, a
primeira fase de discussão contra a, ou
seja, abolicionista, né, a primeira fase
de discussão abolicionista é
integralmente
iluminista no Brasil. Integralmente,
100% dos caras, 100%
integral, não tem um que não é
iluminista. E quando eu digo que que é
iluminista, não é que ele tá com
espírito do Iluminismo, não. É que ele
tá influenciado pelos autores franceses.
Eles leram os autores franceses e só por
isso eles estão defendendo o que estão
defendendo. Aí, beleza. Aí você passa
por uma segunda geração.
Aí você passa por uma segunda geração.
Aí nessa segunda geração
aí sim, né? Você vai ter a autores
negros como Luiz Gama, iluminista
também, aliás, que só teve seus estudos
garantidos por causa da maçonaria, José
do Patrocínio, André Rebolsas e etc e
tal, né? Eh, então,
antes dos autores negros
aparecerem dentro do sistema autorizados
a discutir, teve uma primeira fase que
buscou a abertura para essas pessoas
ingressarem.
Então veja, tem uma tem um preconceito
antiuminista no nosso na nossa cultura
brasileira atual pós-moderna. tem um
preconceito antiiluminista, não consegue
visualizar a importância da, eu lembro
para citar um caso aqui,
apoiando-se aqui no título do vídeo, que
eh eu fui, né, eu lembro que quando eu
tava começando a conhecer o Ian Neves,
eu conheci o Ian Neves através de um
vídeo que ele fez sobre a revolução do
Haiti. E a revolução do Haiti dele
simplesmente não tem revolução francesa,
não tem os jacobinos acabando com com a
escravidão,
decretando o fim da escravidão. Aí
quando ele menciona lá que o ah Ton de
eh LVtir a ele talvez ele tenha sido
influenciado pela pelos pelo Iluminismo.
Então ai [ __ ] talvez isso tudo para
não admitir a força do Iluminismo na
educação, inclusive dos negros.
liderança, liderança da da revolução do
Haiti. E assim, por que essa propaganda
antiuminista, qual é a finalidade dela?
Ela só presta pro Dark Lightment, da
extrema direita, do Dark Lightman.
Aliás, me mandaram uma foto do cara da
do Dark Lightman com a revista Valete do
MBL.
Vocês fazem coro a extrema direita com
esse papo, né? Então assim, qual era o
objetivo de AOR em Rokaima? Para dizer
que o Iluminismo não presta para nada,
não. Mas para dizer que às vezes o
Iluminismo se inessa, né, na coisa de
que, ah, você tem que ser inteligente,
você tem que estudar e aí com o estudo
resolve-se tudo. Não, com o estudo
resolve-se metade, tá? A outra metade é
um impulso ético, a vocação para
mutação, paraa transformação, pro
enfrentamento e etc. Agora tem que
estudar também, né? São duas pernas que
tu tem, né? Tem duas pernas que tu tem.
Então o o e é importante sa ver isso,
né, que o luminismo não era só estudar,
era estudar e dizer que o ser humano
francês pode participar da política. Era
estudar e falar que a escravidão tá
errado, como fez o Rousseau, que sempre
estará errado, sempre será o instrumento
de poder. É estudar as duas coisas,
estudar e ter um posicionamento ético.
Não é só estudar, enfim. Mas sim,
[risadas] sim.
Ah, quem é o Adriano? Adriano é o cara
lá do do do, né, reflexões
contemporâneas.
Ã, tornar camarada aqui nominado, diz:
“Pedro, atualmente estudo para cursar
licenciatura história”. OK. Como tu
enxergas a profissão no futuro? Como
fica a saúde mental? Bom,
olha, teve uma professora desconstruída
para [ __ ] na minha graduação,
desconstruída, né, professora, a
professora inclusive foi paraninfa da da
minha formatura, gente boa agora. Adoro
ela e tal, briguei com ela para [ __ ]
por causa dessas coisas, ó, vocês não
estão vendo o que vocês estão fazendo,
etc. Briguei para caramba com ela com
isso.
E olha que interessante, tá? Olha que
interessante, quando eu tô dizendo
desconstruído, essa importância, né, de
falar da história dos negros, não só
pelo aspecto negativo, né, não só pela ã
pela pela escravidão, falar dos
processos positivos, das brigas, do de
que as pessoas são ruins também, negros
também, né, essa coisa toda da
desconstrução, da imagem do do pobre
coitado e tal. Então ela tinha essa esse
projeto de desconstrução mesmo, a lá
derri mesmo, processo de desconstrução
da da do status da consciência
brasileira no presente. Um projeto
importante, né, desde que você tenha
consciência de como é que a direita vai
usar isso quando você tiver fazendo. Um
projeto importante, né? E um dia ela me
surpreendeu, né, dizendo em sala de aula
o seguinte: “Olha, gente, de boa, vocês
têm que começar a aprender outras
coisas,
tipo fazer edição de vídeo, né? Pensar
num numa numa coisa tipo cuidar de uma
biblioteca, né? Porque não é a formação
do professor não é só para dar aula, é
porque o mercado não tá mais assim como
era antes, né? [ __ ] que
que tiro, hein? É um tiro, hein? É um
tiro uma fala dessa, né? Uma pessoa que
luta mesmo, tem empenhada, né? E assim,
meio que reconhecendo e falando assim,
ó, o mundo não tá para peste não, né?
A gente tem problemas muito graves de
super eh eh de substituição.
Eu fico eu eu de boa, gente, é a coisa
que mais me deprime,
de boa mesmo, de boa, de boa, de boa, de
boa, de boa, de boa. A coisa que mais me
deixa triste em relação ao país, ao
nosso país, é o fato assim de de de
projeto de país, em relação a projeto de
país, né? Claro que outras coisas me
deixam mais triste no país do que isso,
mas em relação a projeto de país, assim,
como é que a gente pode melhorar e tal e
que tá caminhando pro lado exerso, né?
Ah,
é, pelo menos 50% dos meus colegas são
professores substitutos
ou temporários, né? professores
temporários e, portanto, substitutos,
que é para isso que serve contrato
temporário, e que a pessoa fica lá dois
anos de contrato fazendo as vezes de
professor efetivo,
vai trocar o ano agora.
Metade do quadro eu não sei se vai tá lá
ano que vem comigo, porque, né, acabou o
concurso temporário anterior, eles
fizeram prova de novo. Se o cara não
tava bem no dia da prova, ele pode, há
dois anos ele tava empregado, agora ele
não tá mais empregado, porque ele não
tava bem no dia da prova, sabe? Vocês
entendem isso?
Ah, cara, isso é isso é muito desumano.
Isso é isso é muito desumano. Isso é
muito desumano. A cada dois anos, os
caras fazem o mesmo trabalho que eu, tem
a mesma competência que eu, alguns bem
melhores do que eu. E só porque o cara
não fez uma boa prova ali e tal, gente,
tem que ficar fazendo prova de dois em
dois anos para fazer a mesma atividade
que eu, porque é cria uma casta, existe
a casta dos efetivos e a casta dos
substitutos, que é o cara que não
conseguiu ser efetivado ainda. Tá
tentando o CPR briga, né, que do DF, o
Simpro Briga, ganhou coisa agora nos ah,
então agora vai ter a semana pedagógica
que é para programar o ano e etc e tal.
os substitutos, né, os os temporários
não participavam não. Por quê? Para
economizar caixa. Porque se você for
convocado para fazer a semana
pedagógica, você tá você tá trabalhando
e você tem que ganhar. Aí o que que os
caras faziam? Não convocava os
substitutos, os temporários pra semana
pedagógica. Aí a gente ia para fazer pra
semana pedagógica só os professores
efetivos. metade do do do curso, metade
do curso, metade da escola vai fazer o
projeto do ano, a outra metade chega
depois com o negócio pronto. É casta,
né? Na prática, tu criou uma casta, isso
mudou agora no último ano, agora, nesse
ano, teve os os
professores eh temporários foram
chamados paraa semana pedagógica. Eh,
isso tudo para economizar migalha, né?
No final das contas é para economizar
migalha do orçamento do Distrito
Federal.
E aí você cria casta. A efetivação é
essa. A efetiv o problema não é só a
semana pedagógica, né? É, é a soma das
coisas. Se fosse só a semana pedagógica
tava fácil para [ __ ] né? Pai é pai,
mas também ninguém vai morrer, né? Por
causa disso. Agora você soma semana
pedagógica. Uma outra questão que mudou
recentemente também, que a gente ganhou,
que a gente conquistou, né? que eu digo,
eh, o professor substituto tem que ter
direito a atestado de acompanhamento de
parente para levar no hospital e tal,
não tinha. Aí você tem, sabe, você vai
somando as coisas, aí o cara tem que
fazer concurso de dois em dois anos. Aí
o cara não se sente tão bem para
questionar a coordenação e a direção,
porque ele é substituto, porque qualquer
coisa os caras devolvem.
É casta, pô. É casta. E aí, veja, os
caras não criaram casta porque eles
queriam criar casta. Eles criaram casta
porque eles queriam não pagar o
professor. Resultado tem casta. É
horroroso isso, tá? Então tem aspectos
cruéis no momento que a gente tá
vivendo. Mas eu tenho esperança, eu vou,
sempre que a gente falar sobre educação,
eu vou tratar desse tema de novo. Eu
tenho esperança de que a gente faça, tá?
Tá passando um projeto aí da menina,
como é que é o nome da menina? Eu sempre
esqueço o nome da menina, do PSB.
Táatamaral. táatamaral para tá passando
um projeto aí no no Congresso Nacional
para mudar o investimento na educação,
para fazer projeto de não sei quantos e
quantos anos, fazer um sistema, um
sistema tipo MEC,
eh, um SUS da educação e conversar mole,
conversa fiada. Ah, bom, espero que abra
a margem para fazer um projeto nacional
de eliminar esse ato antes de
anticonstitucional, de colocar os
professores eh substitutos
no local de efetivos. Aí você deixa de
colocar professores efetivos, você deixa
de efetivar, porque veja bem, muitas
vezes nesse concurso, meu Jesus amado, é
o mesmo cara, o mesmo cara que passou no
efetivo, passou no substituto e ele tá
na vaga dele próprio, tá? Ele tá na vaga
dele mesmo, só que como substituto,
porque não chama os os efetivos. É
assim, eh, isso não tá não é uma coisa
assim que
é só absurdo, certo? É absurdo mesmo. É
absurdo assim. É absurdo. Convencionaram
que pode o absurdo, né? E tinha que ser
feito uma, né? Iering, queridos, luta
pelos direitos. As pessoas que são
substitutas tinham que brigar por isso.
Se não brigar, não vai mudar. Se não
brigar, não vai mudar. É absurdo, é
inconstitucional, é pavoroso. Dá vontade
de vomitar, é ridículo, é horrível, né?
Eu eu agora tudo tá perdido. Espero que
não, né? Mas essa coisa para mim é a
pior de todas. assim, disparado, a pior
de todas, não é? O salário, o salário,
eu particularmente acho o salário ótimo.
Eh, claro que sempre pode melhorar, é
claro que quando você faz comparação com
outros setores da da do ensino superior
do DF, nosso é o segundo mais baixo, tá?
Tem margem para melhorar, mas o que eu
acho que é desumano é essa coisa do
professor substituto do do professor
provisório ah tomar o lugar do efetivo,
porque aí eh é precarização, né? é
precarização. Então eu acho isso
bizarro. Isso acho isso bizarro, né?
Puxa o salário de todo mundo, puxa puxa
o interesse de todo mundo para baixo.
Acho bizarro. Acho bizarro. Então para
mim, para te colocar, pior coisa que eu
acho é ausência de concurso para
efetivo, porque os caras ficam fazendo
concurso de substituto e coloca as
pessoas, o coloca no local de efetivo
inconstitucionalmente o substituto em
massa. Isso é feito na casa dos
milhares. aqui tava até um dia desse
tava em 60%, o governador convocou, eu
acho que deve estar em 40, 50%, alguma
coisa assim, né? Tava 60 para 70% era do
corpo de professores da Secretaria de
Educação, era substituto.
Hã, tempor é porque temporário e
substituto na prática é a mesma coisa,
porque temporário é o nome
constitucional que dá. Mas é o você
contrata temporário constitucionalmente
falando para ele substituir pessoas. O
contrato temporário serve nesse nesse
locus para você substituir pessoas, por
exemplo, a professora ficou grávida e aí
ela vai ter que se afastar lá os meses
que tem de de licença maternidade. Aí
você entra como substituto. Não é para
você entrar e ficar os dois anos do
contrato no local de o efetivo, porque
lá não tem ninguém para preencher a
vaga. Aí você tá usurpando, você tá você
tá dando bambolê em cima do do da de
disposição constitucional, né? E todos
os estados isso acontece. Acontece aqui
no DF, acontece São Paulo, aonde
acontece, eu acho que acontece o Ceará
também. Eu sei que acontece quase todos
os estados do do Brasil. Aliás,
se eu fosse do CPRO, se eu fosse da da
coordenação do CRP, que eu já vi o
Gustavo Machado falando sobre isso em
algum estado, acho que no Minas, em
Minas Gerais acontece, porque eu já vi o
Gustavo Machado indo num negócio de
sindicato dos professores para falar
sobre isso. Se eu fosse do Simpro, se eu
fosse da direção do CPR, eu sou do CPRO,
né? Eu pago o sindicato, mas se eu fosse
da direção do Cro Simpro, eu contratava
o Ila para fazer um trabalho nacional
para mostrar o quanto, né, a quantidade
de professores que tá nessa situação e o
absurdo que isso é, ah, né, para montar
um cenário nacional de mobilização
baseado nos dados concretos, né,
levantados por pelo Ilazi, por exemplo.
Enfim, eh, Rian perguntou: “Pedro, você
já leu o que Foucault comentou sobre a
filosofia de Platão? Se sim, qual a sua
opinião?”
Não me lembro, cara.
Não me lembro mesmo. Tô tentando me
esforçar aqui para lembrar, mas
não lembro. Vou ficar te devendo essa.
Não, não lembro não.
Então, tá certo. Então, respondendo lá o
colega lá atrás que eu tinha outra
pergunta. Como fica a saúde mental? Para
mim que tô como professor efetivo, para
mim é só alegria, né? Eu sou muito feliz
dando aula, muito feliz mesmo. Que aí
tem a coisa que eu comentei hoje que eu
que eu disse que ia falar e esqueci de
falar, né? Aí hoje os meninos do segundo
ano quando eu falei, eles perguntaram:
“E aí, professor, ano que vem a gente
vai estudar o quê?” Aí eu falei: “Não, a
gente vai estudar não sei quê”. Aí, ah,
você vai dar aula para mim no terceiro
ano? Sim, eu dou aula para todos os
terceiros anos. Eh, então, se continuar
aí três pessoa lá que tava na na sala
nesse momento, ah, você tem que ficar,
você tem que ficar e tal. Então, assim,
para mim é só felicidade, pô. Para mim
da aula é só felicidade. Eu gosto muito
da aula.
Mas tem esses problemas, né? Quando eu
tava, e isso é importante dizer, quando
eu saí do negócio, eu fiquei esperando
um ano para eu ser chamado, que eu
passei em oitavo lugar, não, sétimo,
sétimo, oitavo, sei lá, alguma coisa
assim. Os caras ficaram um ano para me
chamar, pô. Um ano e ansiedade do
[ __ ] Aí é [ __ ] Aí não tem que fazer
muito não. Tem que nadar, fazer uma
meditação.
Eh, Gil Santos perguntou: “Boa tarde,
pessoal. Pedro, você já leu sobre as
escolas racionalistas do Ferrer? Não,
nem sei o que se trata, Pedro, como ler
filosofia em geral? Toda vez que alguém
me pergunta isso, se você quer ouvir um
manual, eu indico do real, que o do
Reali é garantido, embora eu detesto o
real. E aí fica nesse nesse componente,
né? Então o real é um homem sério, né?
Então ele defende doutrinas não escritas
de Platão, que eu quero rasgar a boca e
sair ah
correndo em carne viva pela cidade, né,
com com esse negócio de doutrinas não
escritas de Platão. Mas quando ele fala
sobre isso, ele deixa claro que é uma
linha que os autores que são, que
influenciam a leitura dele, etc e tal.
Então, me parece um texto eh que mesmo
para, né, mesmo que você encontre
divergências com ele, você vai ver que é
um texto sério, né?
Hã,
e eu detesto manual, tá? Para mim, eu
não, eu não, não comecei a ler filosofia
lendo manual. Eu fui na área que me
interessava, eu fui lendo os principais
cabeças nas, né? Eu comecei estudando
filosofia política, né? Então eu não
lembro a ordem, mas eu lembro os
primeiros textos que eu li com muita
clareza. Foi Maquiavel, Política de
Aristóteles, espírito das leis de
Montesquier, é esses três, esses três
assim com com a a República de Platão, o
Leviatã de Thomas Robs,
né? Os três primeiros que eu lembro
assim com muita clareza foi a política
de Aristóteles, o Maquiavel, né?
Príncipe de Maquiavel. E então eu
comecei por um tema, né? Então, depende
do que que você quer estudar.
Calor do [ __ ] Tá vendo? Porque aqui
[risadas]
não vou abrir a janela pro pessoal olhar
ali e fazer o a triangulação e mandar um
míssil aqui em casa. Vou nada.
Ah, Pedro, pós-modernismo tem alguma
relação com aquelas artes
contemporâneas?
Tem, tem, tem sim. Banana grudada com
fita e uma exposição e valendo milhões
de abraços. Tem, tem sim.
Eh, veja, mas é porque como é que eu
digo isso? Em em alguma medida tem, né?
Tem conect,
tem correlação, né? Tem momentos
históricos que você tem, né? Você vai
ver, por exemplo, o Iluminismo é muito
colado com a estética do neoclassicismo,
né? Então, o Iluminismo tá pensando na
razão humana, nas proporções, no no que
é certo e no que é errado e etc e tal e
etc e tal. Então você tem uma espécie de
neoclassicismo, uma recuperação da arte
grega romana para dizer da importância
do da formação humana no passado, como
IP bip. Então tem um tem uma espécie de
de momento histórico comum, né? Então a
pós-modernidade enquanto movimento
filosófico, né? Ou pós-estruturalismo,
para ser melhor dito, né? Meu
pós-estruturalismo, ele ele tá ali em
contato com com essa arte contemporânea
aí, maluca e tal. Mas a isso tem
discurso e esse discurso é importante,
na verdade, que é a pretensão de eh de
romper paradigmas, né? Aí você vai ao
absurdo, você vai ao absurdo para romper
o paradigma completamente e tal. É para
isso que serve. Nesses momentos em que a
gente tem GPT, que repete tudo igual, já
faz coisas lindas, etc. e tal, fica um
pouco claro a compreensão do que a arte
contemporânea ou as pessoas que são
envoltas em arte contemporânea queriam
dizer, né, que a arte não pode ser só
aquela sua capacidade técnica de
reproduzir alguma coisa, porque senão
chega o século XX, você consegue fazer
tudo no computador e etc e tal. Quanto
mais fiel você for, mais artístico é
esse paradigma obviamente vai ficando
tosco, né? Quando a gente fazia vídeo
aqui na internet, é engraçado como a
consciência das pessoas é quando a gente
fazia vídeo aqui, colocava os os a
música de Ah, o pessoal começava
desdenhando. Ah, isso aí nem parece
música de verdade. Aí depois quando em
cinco passou duas semanas os caras estão
cantando igual, o instrumento é igual e
você fala assim: “Quero ver, você monta
uma banda aí, você vai ficar 18 anos
para fazer isso aqui.” Aí, como é que
fica o cara cujo paradigma é fazer uma
música mais perfeita, alcançar o lar
mais sustenido sei lá que [ __ ] Quando
a máquina consegue fazer isso aí, como é
que vai? Vai pro [ __ ] isso, né? Vai
pro [ __ ] Isso é toda expectativa de
arte. É aquela que quando você tá
falando de um quadro é aquela que
reproduz melhor a coisa real. O
computador hoje vai fazer 500 vezes
melhor do que qualquer ser humano. E aí
significa então que o computador é mais
artístico que o ser humano. Aí você tem
que revisitar, né, o que que você tá
chamando de arte, porque a arte não é só
isso, não é só reprodução. E muito E
quando você pensa que a arte é só
reprodução, você inviabiliza, por
exemplo,
inviabiliza a criatividade, que é um
fator elementar pro pra arte. E por
exemplo, a a arte soviética, quando ela
tentou criar o realismo, o realismo
soviético, matou a arte, né? Coisa sem
graça do [ __ ] Quer dizer, não tô
dizendo que não é legal, de vez em
quando você tem um homem musculoso, né?
Tudo bem, de vez em quando você tem um
homem musculoso com baionetas, né?
Então, tá bom, legal o desenho do homem
musculoso com baionetas. Mas se a tua
arte é só isso, chato para [ __ ] né?
Tem um homem musculoso com baionetas,
tem um homem de vez em quando um homem
musculoso e uma mulher musculosa
segurando
né, o arado, né, do um com arado, o
outro com a foice. Não veja bem, arte
soviética, né? Não, legal você ter isso
eventualmente, né? Mas é legal você ter
um pixelado de vez em quando, entende? A
arte tem a ver, o que nos mantém
entretidos com a arte tem a ver com a
criatividade, né? Se você cria uma linha
e se você tiver fora desta linha, você
não, rapidinho acaba a arte. Então, o
pós-modernismo nesse sentido estético
com artes contemporâneas, ele tá
chamando atenção para gente, olha, tem
um monte de coisa que tu pode fazer, né?
Tem um monte de coisa que tu pode fazer
até o absurdo, né? Até o absurdo. Desde
que a gente tenha consciência de que o
absurdo é absurdo, eu acho que não vai
ficar mal para ninguém. Você entende? Se
disser assim: “Olha, eu estou dizendo
que isso aqui é arte e eu estou, né, o
mictório, o famoso é o do mictório, é o
mictório. Aí uma assinatura no mictório.
E a pessoa fala assim: “Isso é arte”. Aí
você fica assim: “Ah, claro que isso não
é arte. Olha esse cara que faz com seu
próprio braço, né? Um cavalo em 3D que
quase parece que ele vai sair andando,
né?” E tal, de tão real que é o cavalo
que ele faz escupindo com a língua e
tal. Não, legal escupir com a língua o
cavalo e tal. Legal. É legal também. Só
que isso aqui ele é, né, o mictório e
tal, ele é arte. Não, por causa do
mictório. E a o o a arte que estaria
envolvida no mictório é: “Olha, nem tudo
que você veio ver aqui é bonito.
A ideia é essa, é o choque com isso.
Agora, se você for fazer mictória a vida
toda, toda vida tu vai meter o mictório,
vai acontecer a mesma coisa com um
cavalo, com um cavalo feito que parece
que vai sair andando, né? Vai enjoar do
mesmo jeito, vai acabar com a
criatividade do mesmo jeito. Então, o
que quer chamar esse tipo de arte,
atenção? O que que ela quer jogar o
foco? É que tu tá lá vendo aquelas, né,
o pixelado, impressionismo e não sei o
quê, porque aqui tem uma história,
porque aqui explica não, isso aqui não
significa [ __ ] nenhuma. É o choque que
ele quer te dar. Tá vendo isso aqui?
Isso aqui não significa [ __ ] nenhuma. E
é isso mesmo. Tá aqui do lado de todas
essas coisas. Essa sensação que causa
nesse momento, na na no naquele momento
em que tá tentando se padronizar o que é
e o cara fala assim, ó, [ __ ] não é
[ __ ] nenhuma. E é arte também. É isso,
é o efeito que ele quer causar
apresentando esse tipo de coisa.
Então tem função esse discurso, sabe? É
só você não banalizar, né? É só você não
banalizar
aquilo numa circunstância específica,
num momento histórico específico, num
local específico, tem função, né? Causou
o efeito que deveria causar.
Se você for transformar isso em eh
fordismo, aí vai ser tão fordista quanto
aquilo que ele queria denunciar, né?
Enfim. Eh,
ó que massa. Vou, não é uma pergunta
não, mas ó que legal. Meu pai conheceu o
Paulo Freio pessoalmente, falava que ele
era uma pessoa muito inteligente, nada
arrogante. Massa, massa para [ __ ]
Massa para [ __ ] Que calor da [ __ ]
Quero saber vocês aí se vocês não vão me
dar super chat não, hein? Tá acabando,
já tô chegando a uma hora. Vou ler o
super chat. Pedro Ivo, você já leu o
livro Jacobinos negros de CLR James? Eu
conheço, não li não. Não, não li não,
mas conheço. Conheço sim. Se sim, já
pensou em ler em live alguns trechos que
mostram a relação entre a Revolução
Francesa e Revolução haitiana,
seria excelente, tá? Seria excelente.
Conheço o livro, nunca li, mas tô
ligado. Tô ligado, sim. Seria excelente,
tá? Fica aí. como uma proposta.
Rubens perguntou: “Pedro, já pensou em
falar sobre Maximnov?
Eh, ele foi comissário da União
Soviética, comentou isso no vídeo
passado, né? E pelo que sei, tentou
fazer um acordo entre França, Inglaterra
e URSS que foi negado e levou ao Molotov
Ribentrop.
Molotov e ribentrope, pelo amor de Deus,
é o contrário. É o pacto Ribentrop e
molotov. Que esquisito. Esquisito. L
Molotov Ribentrop. É ribentrop molotov.
Pô, eh,
falar sobre Maxim, é claro, né? É, é, é,
é claro. Eh, eu, eu pretendo
insistentemente aprofundar nesses temas.
Então, a gente vai falar sobre a
personagem, a gente vai falar, como eu
disse para vocês, vai ter um momento
aqui, vai, esse momento vai, aliás, isso
se l pergunta anterior, né? Eu vou fazer
um, eu tenho um projeto, né? Tô
preparando e estudando e arquitetando um
projeto para dar um curso de revolução
francesa. Provavelmente vou fazer isso
pela PCE Pago, né? Ã, que eu vou fazer
exatamente isso. Vou me aprofundar, ler
documento original, já separei
bibliografia, né? Só não tive tempo para
nas férias. agora vai ter, vou ter tempo
para fazer, tocar um monte de projeto
aparado. Eh, mas pretendo fazer um um um
projeto sobre revolução francesa lá no
futuro e tal. E aí a sequência do de
Revolução Francesa, né? Então são, né? O
projeto é para falar sobre revoluções,
sobre para as pessoas entenderem bem.
Teve um cara aí conservador que sempre
aparece aqui, que veio Pedro, mas tem o
autor fulano de tal que disse que a
revolução não é revolução, porque não
tem como ter revolução, porque a
população e pió pió. é um conservador,
né? É um conservador. O cara é um
conservador e não tem problema você ser
conservador. Aí o que tem problema é
você me tirar otário, né? Você me
conhecer há 500 anos, tá seguindo esse
canal há 500 anos e me tirar otário.
Veja bem, eu entendo todos os argumentos
conservadores. Eu conheço os argumentos
conservadores a respeito desses temas,
né? De dizer que na verdade não
acontecem revoluções, acontecem
mobilizações de classes intelectuais que
manipulam as massas e tal, né? Isso não
é um argumento de hoje, né? Isso não é
um argumento de ontem, isso é um
argumento do século XVI, né? o cara me
tirar otário achando que eu não conheço
isso. Não, deixa eu te ensinar uma o
argumento do século XVI, [ __ ] Então,
veja, eh, então o argumento do século
XVI existe, não é só porque ele é do
século XVI, que ele é um argumento
idiota. Não, antes o contrário, o que eu
quero fazer é exatamente testar. Eu vi
que saiu o um, eu não tinha visto, eu
tinha perdido um vídeo do Epic History
sobre a batalha de, cara, esqueci o nome
da cidade agora, uma batalha francesa
que acontece em 1900, 1791,
que garantiu a a vitória, né? afastou a
primeira coalisão, Prússia e Áustria
veio para cima da França. Essa batalha
sendo perdida pela pela coalizão Áustria
e Prússia, ela retorna, ela regride e e
aí a Revolução Francesa se mantém e
parece um milagre do [ __ ] Eu sempre
achei um milagre do [ __ ] isso. Nunca
estudei as batalhas, etc. e tal. E vendo
esse vídeo ficou bastante claro do que
que se trata, né? Ah, Prússia e Áustria
tavam ocupadas com outro interesse que
era acabar com a Polônia, que era uma
coisa que a gente inclusive falou esses
dias, que a a a Polônia foi apagada do
mapa pela Rússia, pela Áustria e pela
Prússia, ã, no século XVI. Então eles
estavam ocupado com duas coisas na
cabeça. Se a Áustria e a Prússia tivesse
só com a França na cabeça, eles tinham
massacrado. Eles tinham massacrado.
Então assim, às vezes parece assim que,
ah, os franceses com muito amor e
vontade, não sei o que e tal, não. Amor
e vontade OK, tal, amor e vontade top e
tal, mas tem as circunstâncias
concretas, né? Tem a geopolítica local.
Se Áustria e Prússia tivesse com foco
apenas na na França e atacasse a França,
[ __ ] que pariu, com tudo, fosse com tudo
para da França, se fosse questão
existencial para a França tava [ __ ] A
França tava [ __ ] Então assim, tem
esses elementos que as pessoas ignoram,
sabe? Esses elementos concretos, reais,
dia após dia, o documento que o cara
assinou, o dia que ele mudou de ideia,
as pessoas não, elas tem o costume de
criar uma versão da história que é
assim, ó, imagine que você tá do lado do
bem. Imagine que o outro lado ele faz
erros. Imagine que, né, que dentro você
tem o lado do bem, você tem um cara que
descoda, ele já é um inimigo e tal. A
galera é bizarro, é bizarro. É bizarro
como as pessoas conhecem a história.
Elas não conhecem, né? Elas não
conhecem. Elas têm narrativas a respeito
de quem tá certo, de quem tá errado,
qualquer coisa assim. Elas não sabem o
que aconteceu no dia a dia, como foi
penoso, como foi difícil, o tanto de
sorte que tava envolvido nisso ou
naquilo e tal. As pessoas não não
consideram nada disso nunca. Então, sim,
né? Então, sim, eu pretendo fazer isso
com a revolução industrial, pretendo
fazer isso com a revolução francesa,
pretendo fazer isso com a revolução
russa e com a revolução chinesa, né? O
problema é que a revolução russa tá um
pouco mais na frente. Então, eu tô lendo
coisas da revolução russa eh
do século da revolução russa, do século
XX. Eu tô lendo Car agora, eu tô lendo o
livro do Trotsk sobre a revolução,
certo? é gigantesco, então demora para
acabar a leitura dessas coisas, né?
Então assim, eu não tô eu não tô nesse
momento debatendo com bibliografia eh
secundária de 2024, né? Os documentos
recém-abertos, não. Eu tô interagindo
com a bibliografia que é consagrada, que
todo mundo reconhece o papel para depois
quando eu ver o ator posterior, né, o
ator do século XX fala assim: “Ah, mas
quando o K fala isso, ele exagerou e
tal”. Ah, eu lembro que o K falou isso.
Então isso vai demandar um tempo, mas eu
vou chegar lá. Vou chegar lá sim, pode
ficar tranquilo.
Que calor.
Você é já
Iluminista hoje já agradeceu. Importante
agradecer o Iluminista.
Importante.
Importante. Ó o Luan. Boa tarde, nação
lulista. [risadas]
Ah, [ __ ] Eh,
veio Daniel e perguntou: “Boa tarde,
Pedro. Como defender o determinismo no
campo da biologia? Sou dessa área e esse
é o assunto é meio tabu. Como defender o
determinismo sem ser racista explícito?
Ah, cara, isso é muito [ __ ] isso é
[ __ ]
que eu digo isso porque veja só, você
ser eh porque quando você tá é porque
tem uma um debate, tem uma briga, né,
entre a galera que fala que tudo é tudo
é social e tudo é
e tudo é biológico, né? é a é é eterna
falsa dicotomia do nature versus
nurture, né? O nutrido e o natural. Não
tem isso na área de vocês? É a galera
que diz que as, né, as condições
psíquicas,
ã, as capacidades físicas, elas são ou
naturais ou nutridas.
Hum.
Isso é uma falsa dicotomia monstruosa.
Quando a gente tá dizendo de
determinismo, a gente não tá falando nem
uma coisa nem outra. A gente tá dizendo
exatamente, olha, se você pega o sujeito
individual e soma tudo que ele tem,
desde, por exemplo, se eu não tivesse,
né, a estrutura, a estrutura
é [ __ ] porque aí a gente começa a falar
de genética, é [ __ ] Vamos lá. Deixa eu
deixar claro, bastante claro o que eu
quero dizer. Bom, se eu não tivesse os
genes humanos, né,
eu talvez enxergasse infravermelho.
Tranquilo.
Eu não enxergo infravermelho porque eu
sou, tenho genes humanos. É isso. Então,
tá tá dentro das minhas capacidades e
possibilidades não enxergar
infravermelho, porque eu não, eu tenho
genes humanos, eu não sou um outro um
outro ser e tal. Vamos supor, vamos
falar de de, né, vamos bizarrar o máximo
possível para você entender. Se eu tô
falando de Xmen, né, Xmen, aí eu venho
assim, não, tenho uma mutação doida
aqui, que isso é bizarrísimo, desenho
animado, né? Vamos dizer que eu tenho
uma mutação doida, que aí eu sou o único
da espécie humana inteira que enxergo ah
infravermelho. Isso me faz mais ou menos
humano? Não, eu sou humano do mesmo
jeito, né? Sou seria humano do mesmo
jeito. Eu só tenho uma capacidade
diferente de todos os outros humanos por
causa dessa circunstância concreta
material, né, que não existe, né, que
isso é desenho animado, né? Desenho
animado. Não é assim que funciona. Mas
eu tô indo no absurdo para, eu tô indo
no máximo do absurdo para fazer
compreender. Então, veja, você
eventualmente ter alguma diferença não
te torna superior ou inferior a ninguém.
você ter qualquer diferença que seja,
seja enxergar infravermelho ou não, seja
você ah ter mais suscepibilidade para
algum tipo de doença ou não. Tem uma
coisa que a galera usa quando eles
querem defender o racismo, né, que é o
negócio do copo de leite, porque tem
alguns genes específicos que consegue
depois de adulto beber leite, não sei o
que, etc e tal. Tem essa capacidade de
beber no beber leite não te faz melhor
ou inferior a nada, certo? Não é uma
questão de ser melhor ou inferior, nunca
está em causa isso. Isso aí é disputa lá
de doidinho do ne nature versus nurture.
Essa galera maluquinha que quer
encontrar aspectos humanos que são
definidos pelos genes. É isso que essa
galera quer discutir. Essa galera
racista quer discutir isso, né? Quando a
gente tá falando de determinismo, a
gente não tá falando nada disso. A gente
tá dizendo assim, ó. Se você tem uma
capacidade,
sei lá, de digerir quer que qualquer
coisa que seja ou de ter facilidade para
entender um texto ou de bi pó, qualquer
coisa que seja, isso tudo é determinado.
Isso não é causado por causas
extramateriais. É isso. Ora, se eu
consigo levantar 80 kg no braço, é em
alguma medida, porque eu trabalhei o
corpo para conseguir levantar 80 kg no
braço. Não é isso?
Isso é determinado. As explicações de
por levantar 80 kg no braço é
determinado. Se você pegar, por exemplo,
dá outro exemplo para continuar nessa
questão eh eh genética que você tá se
referindo, né? Porque isso não é
subterfúgio para desviar do tema. Não é,
você não precisa ficar com medo de falar
do tema. Desde que você tenha clareza
que o que você tá falando não é de
melhor nem de pior. Não é de pessoas que
são mais evoluídas ou menos evoluídas.
Não tem nada a ver com isso. Então veja,
é muito comum corridas de longas
distância serem ganhas por etilípes, né?
É muito comum corridas de longa
distância, eh, eh, quilométricas, 40 km
maratona e tal, você ganha por etípes.
Aí as pessoas falam: “Por que os etípes
eles têm uma uma disposição genética
melhor para corridas de longa distância,
né? As pessoas chegam a essa conclusão.
Aham. pega o pega um campeão qualquer de
qualquer lugar e pega um eti um etiope
médio que bebe cerveja todo dia e que
fuma cigarro todo dia e coloca isso para
para coloca os dois para correrem, né,
prometendo dar R$ 50.000 para quem
vencer. É óbvio que a pessoa que tá eh
em treinamento de alta alta alto
rendimento vai ganhar do cara que não tá
preparado. Isso é óbvio, não é? Agora,
se você pegar dois de alto rendimento, o
o eti de alto de alto rendimento e um
outro de alto rendimento que que não é
etilp, pode ser que ele tenha algumas
vantagens. Pode ser, mas pode ser que
não, porque as determinações não são só
a genética. As determinações tm a ver
com a preparação, tem a ver às vezes
você tá num num processo desse de
corrida, até por isso que o esporte é
muito interessante, né? Às vezes você tá
num processo de corrida desse, você tem
câra naquele dia, naquela corrida, então
não tem a ver, né? Então por que que
você ganhou aquela corrida naquele dia?
Porque você se preparou? Porque você deu
sorte? Porque a sua mãe disse que era
para você se dedicar. Soma todas essas
coisas que dá determinação de você estar
naquele dia em cima do pódio. Alguém
falou isso, por exemplo, toda vez que o
Monarque ia dar racista e ele dá de
racista o tempo todo, ele citava: “E o
Michael Felps em que ele é geneticamente
superior?” Não, ele não é geneticamente
superior de [ __ ] nenhuma, né? Ele tem
alguma alguma aí não, porque tem um
estudo que fala que a asa dele não sei o
quê, que o corpo e não sei o que, ele é
quase um mutante e piriri pororó pororó.
Sim. Só que se você pegasse esse cara e
colocasse esse cara para dirigir o Uber
a vida toda dele, ele não ia ser um
nadador nunca. ele não ia cair na
piscina e ia virar um peixe do outro do
além de ter ah de ter capacidades ou
disponibilidades. Esse é o termo que
para você quebrar tudo isso, você fala
sobre disponibilidade, tem uma
disposição, tem pessoas que tm certas
disposições, tem gente que tem
disposição para viciar em álcool. Tem
gente que tem disposição para viciar em
álcool. Essa pessoa colocar um gole de
álcool na boca, ela vai ficar viciada.
Outras não tem diferenças.
que são disposições, só que as
disposições elas se somam, né? Então, o
fato de que tem um cara com a disponibil
uma uma disposição
ah eventualmente biológica não garante
[ __ ] nenhuma, porque o determinismo não
é um determinismo nem biológico, nem
geográfico, nem cultural, não é
determinismo de setorizado. Determinismo
setorizado não faz o menor sentido. E é
isso que as pessoas não entendem. Elas
setorizam o determinismo. Não, isso aqui
é determinismo geográfico, isso aqui é
determinismo biológico. Não,
determinismo é o seguinte, todas as
coisas que compõem você são materiais e
determinadas. não é a tua consciência
que curva o mundo. Ou seja, não tem a
ver com com
não tem a ver com nada, a não ser, né,
quando a gente tá falando de
determinismo, é que você consegue
explicar as capacidades,
as funções, as
ah a os defeitos e etc e tal, somando as
determinações, a determinação de onde
você morou, de onde você nasceu, como é
que você foi criado, o que que você fez
nesse final de semana. Veja, tem gente,
por exemplo, eh, o Raymond Deckers,
Raymond Deckers é um holandês que ele
foi lutar na Tailândia e ele se tornou
um cara muito famoso, ele era muito
maluco. Eu olhava para aquele cara, eu
olhava pro Ramon, ã, lutando, né? Tinha
um vídeo bom com a com a música do do
Emily
Bam.
Que era um highlight do Raymond Deckers.
Eu olhava o Raymond Deckers lutando e eu
achava: “Esse homem é um monstro.
Um monstro. Uma [ __ ] de um cara desse é
um monstro. Não é um ser humano, é um
satanás que encarnou. Ele certamente
vendeu a alma pro diabo
porque ele não para de andar pra frente
nunca. Ele é incansável e morreu de
ataque do coração de de bicicleta.
É, não era um monstro, né? Era um
sujeito humano, né? Ó que doideira. era
um sujeito humano, morreu de ataque do
coração andando de bicicleta. Por que
que morreu de ataque do coração de
andando de bicicleta? Se você olhar
todas as determinações, se fosse
possível mapear todas as determinações,
você ia perceber a causa. A causa é
explicável, ela é determinada. Será que
ele tomou bomba? Não pode ser, mas pode
não ser. Será que ele tem algum aspecto
genético que ele tinha uma fragilidade
oculta dentro da artéria dele? Não sei.
Mas a questão do determinismo é, se você
tivesse todas as ferramentas, você
descobriria exatamente o que foi, se foi
bomba, se foi a alimentação ruim, se foi
eh porque exatamente porque ele gastava
energia demais, ele forçava demais o
coração. Sei, não sou biólogo, não sou
médico, mas a questão do determinismo é,
se você tivesse as ferramentas
universais para ser um deus da
percepção, você ia enxergar exatamente
qual foi a causa daquela fragilidade da
da veia, da da artéria dele. Do mesmo
jeito com o o como é que é o nome
daquele cara? O
Anderson Silva. O Anderson Silva, você
via o Anderson Silva lutar, você falava:
“É um monstro, não é um ser humano.
Claramente ele fez pacto com Satanás,
claramente ele tem todos os ossos dele
de adamanto, não tem condição. Aí do
nada ele me dá um chutinho mais frouxo
que eu já vi na vida e parte a [ __ ] da
canela dele em dois. Por que aconteceu
isso? Não sei, mas se você conseguisse
ter o mapeamento de toda a estrutura
óssea dele, da quantidade de porrada que
ele tomou, talvez seja isso, né? A gente
faz, quando a gente tá treinando muiti,
a gente faz um processo de calejamento,
né? Será que o calejamento com passar do
tempo, ele não enfraquece o osso? Não
sei. Será que o problema foi a
alimentação? Quando você tá dizendo que
é determinista, o que você tá dizendo é
que mesmo que eu não saiba, tem uma
explicação determinada. É isso que você
tá dizendo quando você é determinista.
Eu não sei se é uma fragilidade que ele
tem que ele teve no osso naquele
momento. Eu não sei se foi uma coisa que
ele construiu por anos de uma
alimentação ruim. Eu não sei se o
problema foi, mas o quando você tá
dizendo que você é determinista, você tá
dizendo, mas há uma explicação. Não foi
Deus que desceu e falou assim, vou tocar
nessa canela. Certo? às vezes o ângulo
de onde bateu, a gente que tá vendo que
não não é técnico, eh não é fisiologista
técnico, a gente não sabe, né? Mas às
vezes aquele ângulo exatamente que
bateu, eh, tem uma questão física que a
a área de contato naquele mundo. Então
assim, você a quando você diz que você é
determinista, é todas as questões suas
humanas têm explicação
e essa explicação é objetiva. Não foi a
sua consciência que curvou o mundo até o
mundo ficar daquele jeito, certo?
E às vezes essas coisas são explicadas
de uma maneira que a gente a gente acha
que sabe e às vezes não sabe, né? A
gente acha que determinada alimentação
não teria problema, porque a humanidade
não sabe, mas no fundo tá gerando uma
fraqueza que lá na frente vai cobrar. A
gente não sabe, mas tá determinado. Tá
determinado. É por isso que aquela
canela vai quebrar lá na frente. Essa
alimentação ruim. ou não foi
alimentação, foi uma questão mesmo, sei
lá, genética, passada de pai para filho,
que ele tinha um não sei. Ou então foi o
fato de que a gente não sabe, que a
gente não é estudante disso, mas a gente
acredita que toda vez que a gente tá
cadalejando, a gente tá fortalecendo o
osso. Quando na verdade, embora você
sinta menos a dor do ponto de vista
físico, que você vai acostumando com a
dor, o osso vai ficando fragilizado. Não
sei, mas tem uma explicação. É isso que
você tá dizendo quando você é
determinista. Tem uma explicação, só
isso. Só.
Ai, Deus. Pronto, é isso. Então vamos
para super chats. Se você não mandou o
super chat, eu não vou ler a sua
pergunta. Quem mandou você não mandar o
super chat, o problema é seu. Seu
sacando que não me manda super chat. Eh,
Jarisson me perguntou: “Pedro, o que
acha da ideia de fazer um curso da
origem das ideias do irracionalismo
extrema direita?” Eu não, eu tenho
preguiça, tá? Por que amam Aristóteles?
Minha esposa disse que vai fazer.
Uhum.
Ah, por amam Aristóteles? Ah, é? Então é
o trabalho que ela quer. Veja, é porque
não é exatamente é e é. Pois é, né? É o
negócio, como é que é o negócio que você
disse que ia fazer do
Diga mais sobre o que você disse que ia
fazer, porque não é exatamente o que ele
perguntou. Não, eu queria estudar, na
verdade, a origem do da estruturação do
pensamento racionário.
A estruturação do pensamento racionário.
Vem aí, tá? Mas aí vocês cobrem a
Tamires. Não, amig. [risadas]
Eh, porque eles amam Aristóteles? Porque
os Absburgos? Ele tá fazendo pergunta
mais específica de por quais são os
autores que eles gostam de de
ressuscitando. Não é exatamente o que o
que ela quer falar fazer é uma coisa
mais psicológica assim, quais são os
gatilhos que as pessoas ativam para ter
certas posições tendencialmente
reacionárias, né? Mais ou menos por aí,
não é a história do pensamento, né? Eh,
passa pela história do pensamento, né?
É, passa,
mas aí vocês descobrem ela, tá? Não tem
nada a ver com isso. Por que religião
civil? Ah, porque religião civil,
religião civil, aliás, eu preparei uma
bibliografia para um aluno meu que tá me
perguntando o semestre todo, né, sobre a
a história da religião católica. Ele é
católico, né? Ele queria entender
aquelas coisas que eu falo sobre, por
exemplo, foi com Constantino que a
Igreja Católica chegou no poder e etc.
Eh, a partir do concilho de Niceia, que
ela vai ganhar preponderância e depois
ela vai ser absorvida por Teodósio, né?
Vai vai se transformar em igreja de
estado e pá pá pá pá pá. Aí ele ficou:
“De onde você tira isso?”
Aí eu preparei a bibliografia para ele
porque, né, com base na minha
dissertação de da época que eu fiz
direito há 18.000 1000 anos atrás, né?
Minha dissertação sobre a história da
laicidade. E eu fiz uma história sobre,
né? A a questão da religião civil é
muito importante para conservador filha
da [ __ ] Para conservador filha da [ __ ]
da religião civil é muito importante,
porque ele quer construir uma religião
civil ao mesmo tempo que ele diz que
todos os adversários dele tm um plano
tenebroso de construir uma religião
civil. O que que significa religião
civil? Para você entender com clareza
ter que visitar a história de Roma. Eu
domino relativamente bem esse assunto,
tá? Relativamente bem. Por exemplo, eh,
Júlio César, o primeiro cargo oficial
dele foi Pontifex Máximus, né, que é
exatamente o mesmo cargo que tem hoje o
Papa, né, o Júlio César, primeiro cargo
da carreira dele para ele se tornar o
grande ditador da ah ditador popular,
inclusive, né, um ditador popular do do
Império Romano. O primeiro cargo dele
foi Pontifex Máximus, exatamente porque
ele percebia a importância disso que
remonta a época, quer dizer, remonta a
época porque os escritos do tempo dele
diziam que isso remontava a época dos
primeiros ah
dos primeiros reis ainda, reis ainda da
da época da monarquia romana. eh, numa
numa Pompilha, numa o Numa, eu lembro do
primeiro nome dele, se eu falar o
segundo eu vou falar errado, o Numa
teria sido primeiro a fazer a
organização de uma religião civil romana
antes mesmo da da do período
do período republicano, né? Então isso
tá isso tá escrito na história que chega
ao século Io, que é a história lida por
Júlio César. E a consciência a respeito,
portanto, da formação civil, da função
civil da religião, é muito grande. Aí
você tem aqueles a aquele autor
conservador clássico que fala sobre o
tema, né? A religião, como o pessoal no
século XVI ou XI não entendia direito a
religião civil em Roma, né? Ele escreve,
como é que é o nome do texto?
É fustel de culonge, né, que eu tô
falando, mas eu tô
esqueci o nome do texto. Enfim, mas a a
interpretação de que a religião civil
tem um papel importante, é uma coisa do
Império Romano, né? Uma coisa do Império
Romano.
É tudo elogia? Perguntou o Nelson. É o
dois. Eh, Luan perguntou, mandou R$ 5€
[ __ ] R$ 200.
Seis, né?
Tem barra de ouro que vale mais do que
dinheiro. Luan. É.
[ __ ] Eh, Luan perguntou: “Pedro Iv,
você não gosta mais de estalinismo ou
leninismo em geral? Doando só pelo super
chat
que você comprou,
OK? Você não gosta mais de estalinismo
ou leninismo em geral?”
Não. Veja, eu sempre tive esse cuidado.
Vocês sabem, vocês sabem, eu sempre tive
esse Ah, Pedro, que você que quem é
você? O que que você é? Eu sou Pedro,
muito prazer, né? Professor de história,
formado em direito com pós-graduação,
filosofia,
né? Doutor em filosofia,
esposo de Tameres Rodrig, [risadas]
eh, do dono da da gatinha Mulan, né?
Quem quem é
dono? Não,
pai. Vocabulário
opressivo.
Eh, tutor,
tutor.
É,
eh, enfim. Ah, que que você é? Não, Leni
escreveu coisas importantes, né? Leni
escreveu coisas importantes. Ah, não, eu
sou leninista, né? Ah, então você já
pode me amar porque eu sou leninista. Eu
já posso sentar na mesa dos amigos
porque eu sou Ai, cara, que vergonha que
eu tenho disso. Ah, o ponto central é
que todo determinismo de categoria é
burro. Exatamente. Exatamente. É isso aí
que o Nelson falou. Eu gosto muito do
Nelson. Aliás, né? Todo todo
determinismo de categoria é patético e
ele é antideterminista, né? Porque é
óbvio que a determinação é a soma.
A o que faz um sujeito ser um sujeito é
a soma de todas as determinações que o
cercam, né? Se você tenta fazer um
determinismo de categoria, você tá
anulando o preceito do determinismo.
Enfim, não existe um único campo que
contenha todas as informações que
estejam presentes em todas as cadeias
causais. Exatamente. Para mim isso é tão
banal de se entender. É tão sofrimento
na minha vida que as pessoas
tatem cavaco para compreender isso. Eh,
o o camarada aí nominado aqui falou:
“Pedro, o Europa Versal 5 que tem
propaganda naquele canal de história que
você gosta, eu acho que você ia gostar
de jogar.” É que eu não quero jogar jogo
porque quando eu começar a jogar jogo
será um inferno. Eu vou sumir do
YouTube. Quando eu começar a jogar
qualquer jogo, eu vou falar dezembro
chegar.
É, deixa dezembro chegar.
Eu tô numa vontade de jogar um joguinho
[risadas]
esse final de semana. Eu tava numa
vontade, eu tava querendo abrir o, como
é que era aquele que eu gostava de
jogar? É Grépolis.
É um joguinho horrível, que ele é
horrível porque ele te prende a alma. É
aquele jogo que você tem que ficar
apertando para reconstruir as coisas em
horários específicos. Então, quando você
come, você acaba de entrar, é em 5
segundos.
Aí quando aí, né, quando você tá ali no
começo do jogo, você fica dedicado ao
jogo. Você fica ali 10 minutos só
apertando botão para desenvolver as
coisas na ordem que você quer e tal. Mas
aí quando vai passando o tempo é assim,
é de duas em duas horas.
Mas tem que voltar, você tem que voltar
para sempre. Sabe que era assim, Farm
Viwiciente
Farm Viw de um jeito
é um inferno, cara. É um inferno. E eu
não posso agora, né, porque eu tenho
horário.
Espera desenho.
Não, mas aí eu não grépolis não tem
condição. Aí eu pensei, vou baixar
roller vou baixar rollercaster.
Vou baixar rollercaster. Tã tã tã
tã t.
É música clássica que toca quando você
coloca a [ __ ] do carrossel. Aí t.
Eh, mas cara,
mas o The Sims eu só baixo ou em
dezembro ou em julho. Eu não uso o D
Sims em nenhum outro momento na minha.
Então assim, ele tá me dando a
indicação. É para você baixar o Europa
Universal 5.
Ah, [ __ ] Bom, é isso. Obrigado,
gente. Beijo no coração de vocês. Falou.
Valeu e até mais.
Eh, o ofes já percebeu que tem celular
que tem o toque, Vinícius, já percebeu
que tem celular que tem o o toque do Age
of Empires? Já percebeu? Quando recebe
mensagem, faz
Já percebeu? Já percebeu que tem
celular? Quando eu comecei a escutar,
falei: “Uai, e esse ofen pares nesse não
é o toque do da mensagem do celular.
Estão falando para você fazer live. Ah,
[ __ ] Fazer live não é não é não
[risadas] é
não é não é. [ __ ] que pariu.
Ai, cara.
[risadas]
Não, mas tem um que eu acho que era
quando a quando a plantação da ela
acaba, que ele vai. [risadas]
Beijo no coração de todos. Falou. Valeu.
Até mais.
Eh,
I live only to serve
for King.
Fodelit. [risadas]
Fodel King. Como é que é o outro também?
É. Yes, master. I live only to.
Ok.
Yes,
eu quero muito de jogar joguinho. [ __ ]
merda, que saudade de jogar joguinho,
velho. Que que eu ia fazer aqui? Eu vou,
eu vou de força. [música]
[ __ ] [ __ ]
Ninguém liga,
ninguém liga.
Meteouro de [ __ ] [música] Doken de
[ __ ] Gente dama de [ __ ] Ninguém
liga. [ __ ] [ __ ] [ __ ] Ninguém
liga. [música]
[ __ ] [ __ ] [ __ ] Ninguém liga
pra sua opinião. Grande [ __ ]
[música]
Work, work.
More gold is required. [risadas]
Cadê? Tem mais?
Muito bom, velho. Vai tomar no cu,
cara. Tinha mais aí. Tinha mais.
Ah.