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Leitura: Lênin - Um Passo em Frente, Dois Passos Atrás (a importância de ensinar de cima pra baixo)

[Música]
[Música]
Fala meus queridos e minhas queridas
amigas, tudo bem com vocês? Eu espero
que esteja tudo bem com vocês. No vídeo
de hoje a gente vai reagir ao texto de
lady que se chama Um passo pra frente,
dois passos para trás, certo? É quase
uma dança. Quase uma dança. Veja, para
quem não conhece esse texto, ele eh
ele acontece logo depois do segundo
congresso do Partido Operário
Socialdemocrata Russo, tá? Ã, onde ele
faz a exposição de por ele fez vum, por
que ele fez vum? Porque que ele criou
uma facção dentro do partido chamado
maioria, né? o
a facção do partido chamado maioria, ele
se chama maioria numa circunstância
curiosa, porque ele na verdade ia ser
minoria, né? Ele ia ser minoria no
segundo congresso do partido. E aí ã e
gente, maioria, minoria, a gente tá
falando de 30 cabeças, 40 cabeças, tá?
Não é mais do que isso, não, tá? O o
partido tava nascendo, né? né? Então
tinha 40 menino, 40 criança, ã, marrom
menos. E ele faz uma defesa, certo? Ele
faz uma defesa muito clara de que o
partido tem que ser profissional, ele
tem que se profissionalizar, tá?
Eh, ele tem que se profissionalizar.
Eh,
tá bom. Partido tem que tem que se
profissionalizar aí. Eh,
eh, tem duas rupturas importantes. Uma é
que olha, a gente não vai fazer só a
defesa dos interesses da classe
trabalhadora, não, não, não só os
interesses econômicos. Quando a gente tá
falando de interesses econômicos, eh,
ganhos de mercado de trabalho, ganho de
salário, ganho de férias, é disso que a
gente tá falando, tá? Não só interesses
econômicos, mas a gente vai fazer
interesses políticos também, vai lutar
por interesses políticos. Outra
discussão que tinha na na fundação do
segundo, eh, se podia ter facções que
iam defender nacionalidade. Aí um
pessoal que era judeu da Polônia, que
eram os bundistas, né, eles diseram:
“Ah, se não vai ter facção, eu não posso
controlar regionalmente, né, eu não vou
poder ter, tipo assim, dividir por
nacionalidade, etc e tal”. Então eu tô
sair do partido com a saída dessa
galera, tanto do dos que queriam só
discussão de ganhos econômicos e não de
tomada de poder político, eh, e dos
econômicos, dos ganhos econômicos, os
dois grupos saem fora, certo? Os dois
grupos saem fora, tá? Aí quando eles
saem fora, aí vira no meio do congresso.
O congresso dura de junho até agosto,
né? Aí os dois grupos saem do Congresso
de 1903, né? Aí os dois grupos saem do
Congresso. Quando os dois, esses dois
grupos saem do Congresso, que votariam
contra a LEN, aí vira o Congresso. Aí o
eles, ele vira a maioria e aí ele vai
chamar, ó, a nossa facção é a facção da
maioria contra a facção da minoria. Tá
certo? Tranquilo.
Agora o que é engraçado dessa história,
o que é engraçado dessa história, por
que que eu tô fazendo esse vídeo agora?
Tô fazendo esse vídeo agora porque tem
um monte de moleque do DCE que segue os
web comunista, tal, inclusive infiltrado
na UP, só entrou na UP por causa dos web
comunista e tal. que eles acreditam que
centralismo democrático é tipo assim, o
Deus mandou, né? O Deus mandou. Alguém
lá do topo da cadeia alimentar mandou.
Todo mundo tem que obedecer, todo mundo
tem que tem que quer dizer, ninguém pode
criticar, né? Obedecer, sim. Aí a gente
vai ver por qual a diferença entre uma
coisa e outra, né? Se você tem uma
hierarquia, você tem que ter obediência
na hierarquia. Agora, a o que eu quero
chamar atenção que isso não significa
que as opiniões que vem de pessoas que
são do ato, do auto, elas são
incriticáveis. Na verdade, todo, né,
esse texto é conhecido por consolidar o
significado do que é eh centralismo
democrático, etc. e tal. E o que ele tá
e é assim, é muito evidente aí é é o que
eu sempre falo, né? A galera não lê
nada, só escuta youtuber, aí fica
repetindo bosta. Então, ã ã
é isso, é o ápice, isso é o ápice do
trabalho alienado, né? Você só tem que
obedecer a ordem, etc. Completamente
estúpido isso. Mas não é, não é isso,
né? Do que que se tratava então, do que
que se tratava? A a tem uma frase muito
evidente que é
eh que é mais ou menos o seguinte, eh
não é exatamente o seguinte: liberdade
de crítica, unidade de ação. Essa é tipo
assim, você pode reduzir a uma frase de
efeito liberdade de crítica a unidade de
ação. Na hora que votou tudo, as
instâncias foram sendo votadas, chegou
lá no topo, decidiu, a gente vai fazer
isso. Aí você cumpre, igual quando você
cumpre quando você tá trabalhando, né?
Alguém chega assim e alguém, né? Você
tem uma, é porque a maioria desses
moleques também não trabalha, então não,
a referência nem faz sentido, né? Porque
a molecada não trabalha, né? Então eles
não sabem o que que é hierarquia. Então
assim,
as pessoas fazem uma discussão, etc. e
tal. Aí, né, decide, escolhe a chefia e
pá, e a chefia vai dizer: “Olha, nesse
negócio a gente tem uma meta cumprida.
Aí tem que fazer isso aí. Você, ah, mas
não quero fazer”. Aí se todo mundo for
decidir o que quer fazer, ninguém sai do
lugar, né? Certo? Então, hã,
eh, é muito patético, é completamente
patético. Tipo, ter que argumentar a
respeito disso é um pouco ridículo. Ã, é
um pouco ridículo mesmo, assim, é passar
vergonha, ter que argumentar um negócio
desse, né, com contra essa essa coisa,
digamos assim, contra esse esse
infantilismo, esse youtubismo, né, da
das coisas. É, então, todo lugar na vida
adulta é assim. Aí o ponto de len era
mais ou menos esse, né? Olha, não dá
para não dá para ser brincadeira, né?
Né? Não, não dá para ser brincadeira.
Cada um faz o que quer, etc. Até,
exatamente, até em casa é assim, né? A
gente chega uma decisão, aí depois que
chegou a decisão, ah, mas eu não quero,
aí nada funciona, né? É, o ponto é
básico, né? Tem que argumentar sobre
isso. É realmente bastante ridículo. Mas
eu vou fazer uma leitura, pelo menos do
início. O texto é bem grande, na
verdade. Ah, o texto é bem grande,
porque, bom, aí o que que acontece dessa
discussão? o Lenin acaba ã se
estabelecendo com uma força importante
dentro do comitê central desse pequeno
partido de 40 moleque, né? Ã, e só que
aí sobra o Iscra. O ISCRA que era o
jornal, que era o que ele tinha dito,
né? Tem que montar um jornal, jornal não
sei que e tal, que ele vai dizer
inclusive no que fazer, né, né,
posteriormente e tal. Então, tem que
montar um jornal porque o o jornal local
de centralização das ideias, etc e tal.
Então, eh, beleza, mas que tem a
logística, né, para e tal, para para
desenvolver a ação no no estado russo e
tal. Ah, mas ele perde o jornal. Então,
aí ele vai falar assim, [ __ ] a gente a
gente final das contas a gente acabou
ganhando, né, conquistando a maioria,
mas os caras estão lá no jornal e no
jornal eles estão criticando, certo? É
isso que ele tá que ele tá, o texto
começa falando sobre isso. No jornal que
os caras ganharam, que os que os
Menchevic, né, que que a minoria ganhou,
o jornal que eles têm espaço lá, a
minoria, eles estão escrevendo que o que
o a assembleia geral, onde todo mundo
tava participando, não é Deus. É,
[ __ ] é claro que não é Deus, né? Mas
tava todo mundo lá, todo mundo
participou. Você perdeu, cara. Você
perdeu. Aceita que tu perdeu, [ __ ]
Isso é, e eu sempre digo, né, com alguma
constância, eu digo isso aqui para
vocês, né? A importância da vida adulta
é você aprender a perder e não rachar o
partido, né? Você perdeu, cara. Tu é a
minoria, tu perdeu. Aceita que tu
perdeu, vai aí não. Você perde ainda,
quer insistir, quer dar um golpe, quer
começar um outro partido, etc e tal. Tu
perdeu, [ __ ] Aprende que tu perdeu. Tu
não conquistou as pessoas, né? Você não
conquistou as pessoas. Ano que vem tem
mais. Perdeu, cara. Perdeu. Perdeu.
Certo. A discussão do texto é essa e
vocês vão ver. É, é, é muito engraçado,
né? Isso. Decash vibes. Exatamente.
Decash vibes. Mas o que é mais
engraçado, o que é mais engraçado disso
tudo, o que é mais engraçado disso tudo
é que Leni, literalmente ele tá
discutindo com esses caras porque esses
caras acusavam ele de sinar de cima para
baixo, tá?
Eu não tô brincando, é literal, tá? É
literal, tá?
É muito engraçado. É muito engraçado.
Vamos lá. Eh,
deixa eu ver aqui. Deixa eu abrir o
texto aqui pela edições Avante que tá no
Comunist, né?
Então, olha só.
Escrito em fevereiro e maio de 1904, o
nome do texto aqui tá traduzido como um
passo em frente, dois passos atrás. a
crise do nosso partido que ele tá
falando desses caras que não sabe
perder, que que eles querem liberdade,
certo? Eles não sabem perder. O voto foi
da maioria, eles querem liberdade para
fazer o que eles quiserem. Aí o Len vai
dizer duas coisas, tá? Duas coisas.
Deixa eu voltar aqui pr pra nossa cara.
Ele vai dizer duas coisas. A primeira
coisa que ele diz é o seguinte:
primeiro, aprende a perder, né? Aliás,
essa foi uma lição que eu aprendi do meu
pai cedo, que eu sempre perdiia para ele
no xadrez. Eu ficava puto, queria dar
porrada nele. Ele fala: “Meu filho,
você ainda é um merda”.
Mentira, ele não falava assim não, mas
ele falava assim: “Tem que aprender a
perder, pô. Normal, perder normal e
tal”. Mas eu demorei para aprender essa
lição. Toda vez que eu perdi do meu tio
no futebol lá no International
Superstar, só queria dar muita porrada
nele, tá ligado? Meu filho, aprende a
aprender. Aprende a perder, né? Tem que
aprender a perder. Ahã. Ah, eu queria,
mas eu ficava [ __ ] queria bater, queria
sentar a porrada no meu tio e eu era
pequenininho, né? Eu ficava chorando,
desesperada.
Tem que aprender a perder. É importante
aprender a perder, né? Aí minha mãe
cantava música: “Nem sempre ganhando,
nem sempre perdendo mais, aprendendo a
jogar.” E
pesado,
tá? Tem que aprender, né? Tem que
aprender a perder. Ah, então o a
primeira coisa é essa galera não aprende
a perder. E a segunda coisa que ele
falava é o seguinte:
hã,
você
eh a gente precisa profissionalizar
coisa, né? Profissionalizar em que
sentido profissionalizar? Não é para
permitir a entrada no partido de quem
não vai ter atuação no partido, certo?
Não é para permitir a entrada de quem
não vai cumprir tarefa. Aliás, foi o que
derrubou o Beto também. Tem isso, certo?
Se você tá dentro da associação, né?
Você tem que cumprir a atividades aqui.
A gente não vai sair abrindo o partido
só para crescer em número, tá? Aliás, é
um problema da unidade popular, né?
Porque ela ela é isso, é um partido para
eleição, ela não se preocupa muito não,
vai entrando, vai entrando, vai entrando
e tal. Então assim, a questão é tem que
cumprir, tem que o partido é uma
máquina, né? O ponto do do Leni vai por
aí. O partido é uma máquina de atuação
real no mundo concreto. Então não vai
entrar uma pessoa só porque ela
simpatiza com com a coisa. Ah, eu
simpatizo com a coisa. Não, o problema é
seu, né? A gente não quer voto. A gente
não quer voto. Então, cada um tem que eh
tem que cumprir uma função para paraa
máquina andar, né? Então, eh, bom, o
texto que vocês vão ver sobre isso e aí
você vai ver logo no início o problema
de ensinar de cima para baixo.
Isso é difícil, né? É difícil. Mas
naquele ponto a discussão não era eh a a
discussão era a seguinte.
As outras pessoas, elas achavam que
tinha que deixar entrar, tipo assim,
qualquer cara, entra aí no no na ele
fala isso, qualquer professor de
faculdade que concorda com você, que
simpatiza com a tua causa, tem que
entrar no partido. Ele fala: “Não, não,
não é isso. É gente disposta a trabalhar
para realizar um projeto. Se não for
assim, a gente vai se desconfigurar, vai
ser um grupo amorfo. Essas pessoas que
não não trabalham ativamente, não querem
buscar ação, elas vão começar a
desconfigurar, porque elas vão votar,
né? Então, quando elas forem votar, elas
vão desconfigurar o partido, eles vão
puxar o partido para outra direção, né?
Beleza.
É, então eu concordo, o pessoal ficou
falando que eu quero ensinar de cima
para baixo, mas eu como é que eu vou
ensinar de cima para baixo se eu tenho
1,40 m, né? difícil.
Pois é. Eh, o Norlando tá dizendo assim:
“Eu comecei a ler o Foucault há pouco
tempo.” Incrível. Ah, como tem a
rapaziada de internet, como a rapaziada
de tem uma rapaziada de perdida. O texto
nem é críptico nem nada, a intenção dele
é bem clara. É. Pois é. E o pessoal está
forçando muito na distorção. É. Pois é.
E aproveitando que o Holan trouxe essa,
o Reinaldo Azevedo fez um um vídeo sobre
o Irã agora, né? Como essa galera é
tururu, né? Que passa pano pras coisas
mais maluca do planeta. Aí ele ele citou
exatamente o que eu citei naquele na
dois leades atrás, o fato de que o
Foucault defendeu o a revolução
iraniana, que era obviamente uma
revolução teocrática, né? Não era, era
uma, é uma revolução. Vamos lá. É um
movimento popular reacionário, tanto
quanto o fascismo foi na Itália, né? Um
movimento reacionário. Eh, e é bastante
evidente o e o Foucault tem textos e
textos defendendo que não, agora é a
cultura local e etc. E o Fou um cara de
esquerda, né? Só é burro para [ __ ]
Então, ah, assim, é era é evidente que
era um movimento reacionário, mas aí é o
posicionamento que eu sempre falei sobre
mais de 68, né? Desde que seja
antioviético e antiberal, antiis Estados
Unidos, então é legal, né? Não era, né?
Não era, mas é o nível assim da da
burrice incalculável. A pessoa que nunca
se meteu à política quer quer fazer
política e só faz merda, né? Não tem não
tem.
Então, mas é essa coisa, né? Aliás, tem
a ver com o vídeo que a gente tava
falando atrás, não o sul global, né? A
cultura local, etc, e tal. Claro que ia
dar merda. Qualquer um que tivesse vendo
o que tava acontecendo sabia que ia dar
merda, mas como era anti Estados Unidos
e anti União Soviética, então deve ser
legal, né? Enfim. Ah, vamos lá.
Ah,
enfim.
Aí depois, né, o que que acontece com o
povo que é homossexual dentro da do Irã
lá, né, por causa do apoio do Fou, né?
Então é isso que a gente diz, né? É
porque tem gente que é só burra, que não
precisa ser ouvida, né? Tem gente que é
só burra. Eh, do ponto de vista
político, eu tô dizendo, tá? Não sabe o
que tá fazendo em política. Aí dá uma
merda do [ __ ] morre gente para
[ __ ] contra tudo que você tá
defendendo, que você não sabe o que você
tá fazendo, né? Então vamos lá. Eh,
quando se trava uma luta prolongada,
prefácio, né? Quando se trata de uma
luta prolongada, tenaz e apaixonada,
começam a delinear-se geralmente, ao fim
de certo tempo, os pontos de divergência
centrais essenciais, de cuja solução
depende o resultado definitivo da
campanha e em comparação com os quais os
episódios menores e insignificantes da
luta passam cada vez mais para segundo
plano. que ele tá dizendo é o seguinte:
essa essa luta se estende há tanto tempo
entre nós, maioria e a minoria lá do
segundo congresso, né? Maioria e minoria
é o final do segundo congresso. Vocês
entendam isso. No início do segundo
congresso, Lenin era minoria, só que aí
saiu saíram os bundistas, né? Aqueles
nacionalistas da da Polônia, que eram
que eram judeus, que queriam exatamente
um grupo próprio de de defesa da
nacionalidade, né? que saíram os
nacionalistas, saíram os economicistas
que queriam só a luta econômica, não
queriam participação da política. Aí o
Lenin virou maioria, tá? O nome maioria
e minoria vem disso, tá? Então, ã, ele
vai dizer, essa luta entre maioria e
minoria se estende há tanto tempo que se
você não estudar direitinho, aí o que
que ele tá dizendo? Tem que estudar,
certo? Ele começa o texto dizendo, tem
que estundar, tem que estudar. Não
adianta,
não adianta você eh ler os textos, tá?
Tem que estudar. Estudar é mais do que
ler os textos. É incrível. O o Len,
tipo, eu sei que o camarada lá não gosta
do Len, etc e tal, mas o Lenin assim,
ele era diferenciado. Ele era
diferenciado. Era um cara diferenciado.
Ah, olha só.
E o que se passa também com o combate
que se trava no seio do nosso partido,
eh, e que já meio ano chama a atenção de
todos os membros do partido. E
precisamente porque foi necessário, no
esboço de toda a luta que ofereço ao
leitor aludir a uma série de pormenores
de interesse mínimo e a inúmeras
querelas que não oferecem, no fundo,
qualquer interesse. Eu queria desde o
início chamar a atenção do leitor para
duas questões verdadeiramente centrais,
essenciais de enorme interesse e de
projeção histórica incontestável que
constituem as questões políticas mais
urgentes da ordem do dia dentro do nosso
partido. A primeira diz respeito ao
significado político da divisão do nosso
partido em maioria, né? Fomos nós, ao
final do Congresso, terminamos como
maioria e minoria, divisão que tomou
forma no segundo congresso do partido. E
o interessante é a dialeticidade disso
aqui, né? Inicialmente o Leni era
minoria, no final do congresso ele era
maioria. Divisão que tomou forma no
segundo congresso do partido e que
deixou muito para trás todas as
anteriores divisões dos sociais
democratas russos, né? Eles venceram
todos, né? Os economistas saíram, os
nacionalistas saíram, ficaram só essa
minoria e essa maioria. Aí ele vai
tentar identificar que diferença é essa
entre a maioria e a minoria. A segunda
questão diz respeito ao significado de
princípio da posição do novo ISCra. Eles
começam a chamar novo ISCRA porque, como
eu disse, a minoria foi se apoando com o
passar do tempo depois do Congresso do
jornal. Então o antigo ISCRA era
dominado pelo Lenin e sua turma. E aí
agora tá o novo ISCRA é ele tá com cheio
de gente da minoria e essa minoria tá
escrevendo merda aí. E é isso que ele tá
respondendo, né? Então, ó, o novo ISCRA
em matéria de organização, tanto quanto
se trata de uma posição efetivamente de
princípio, então a questão
organizacional e uma questão
principiológica. A primeira questão é a
do ponto de partida da luta do nosso
partido, a questão da sua origem, das
suas causas, do seu caráter político
fundamental. A segunda questão é a do
resultado final da luta, do seu
desenlace do balanço que no terreno dos
princípios se obtém somando tudo o que
se refere aos princípios e subtera tudo
que se refere às querelas mesquinhas.
Primeira questão, resolve-se analisando
a luta do Congresso do partido. A
segunda, analisando o conteúdo de
princípios do novo ISCRA, né? O cara a
galera que tomou o jornal. Uma e outra
dessas análises que constituem 9 démos
dessa brochura levam à conclusão de que
a maioria, né, os bolchevique, é a ala
revolucionária do nosso partido e que a
minoria é a sua ala. Qual é o nome que
ele vai usar aqui? Oporturista.
O porturista. As divergências que
separam atualmente essas duas aulas
dizem respeito sobretudo a questões de
organização e não a questões de programa
ou didática. O novo sistema de
concepções que se desenha no novo ISCRA,
com tanto mais clareza, quanto mais ele
procura aprofundar a sua posição, quanto
mais essa posição se vai libertando de
todas as quereras sobre a cooptação, é
oportunismo em matéria de organização.
Ahã. A principal o principal defeito da
literatura
de que dispomos sobre a crise do nosso
partido é no que diz respeito ao estudo
e esclarecimento dos fatos, a ausência
quase total de uma análise das atas do
Congresso do partido. Tem que ler, né?
Tem que ler mais do que ler, tem que
estudar. e no que respeita ao
esclarecimento dos princípios
fundamentais do problema da organização,
é a falta de uma análise da ligação que
inegavelmente existe entre o erro eh
cometido pelo camarada Martov e pelo
camarada Axerod eh na formulação do
parágrafo primeiro dos estatutos e das e
a defesa dessa formulação. É muito
positivismo,
muito positivismo, do por um lado, e
todo o sistema, ah, tanto quanto se pode
falar aqui de um sistema, dos princípios
atuais do ISCRA em matéria de
organização, por outro lado, pelo pelo
visto, pelos vistos, a atual redação do
ISCRA não nota sequer esta ligação,
embora a importância da discussão do
parágrafo primeiro, muito
positivismolas, tenha sido já muitas
vezes assinalada nas publicações da
maioria, né, dos bolchevi. Hoje os
camaradas Axel Road e Martov ã em
essência não fazem mais do que
desenvolver e alargar o seu erro inicial
sobre o parágrafo primeiro. essência,
toda a posição dos oportunistas em
matéria de organização começou a
revelar-se já na discussão do parágrafo
primeiro, na sua defesa de uma
organização de partido difusa e não
fortemente cimentada, na sua
hostilidade, a ideia, a ideia
burocrática
de edificação do partido. De onde? De
onde? De onde? De onde que é aqui, cara?
De onde que é aqui? Pelo amor de Deus,
alguém conta para mim.
Que que tá escrito aqui?
Certo? Os oportunistas dizem que a gente
tá querendo edificar o partido de cima
para baixo.
Não é legal isso? Não é legal. Eu acho
legal para [ __ ] da edificação do
partido de cima para baixo a partir do
congresso do partido e dos organismos
por ele criados na sua tendência para
atuar de baixo para cima, permitindo a
qualquer professor. Aí os caras se dizem
leninista. Aí é que é o que eu tô
dizendo, né? É o que eu tô dizendo. Quem
sempre teve razão é o Gustavo Machado,
né? São os leninistas sem lene, né? a
qualquer estudante de liceu do liceu e a
qualquer grevista declarar membro
declarar-se membro do partido na sua
hostilidade ao formalismo. Isso está
muito positivismo,
que exige a um membro do partido que
pertença a uma organização reconhecida
pelo partido na sua tendência para uma
mentalidade de intelectual burguês por
pronto apenas a reconhecer
platonicamente as relações de
organização.
na sua inclinação para essa sutileza de
espírito oportunista e as frases
anarquistas na sua tendência para o
autonomismo contra o centralismo, numa
palavra, em tudo o que hoje floresce tão
exuberantemente no novo ISCRA e que
contribui para o esclarecimento cada vez
mais profundo e evidente do erro
inicial. Quanto as Tá, tá tá tamanho
bom. Deixa eu crescer aqui. Acho que,
né?
Bom, ah, quanto às atas do Congresso do
partido, a falta de atenção
verdadeiramente
imerecida, de que são objetos só pode
explicar-se pelas querelas que envenenam
as nossas discussões e, possivelmente,
além disso, pelo excesso de verdades
demasiado amargas que essas atas contêm,
né, que tem que ser contra a verdade,
né? As atas do Congresso apresentam o
quadro da verdadeira situação do nosso
partido, quadro único no seu gênero,
insubstituível pela sua exatidão,
plenitude, diversidade, riqueza e
autenticidade.
qu um quadro das concepções do estado de
espírito e dos planos traçados pelos
próprios participantes do movimento. Um
quadro dos matizes políticos existentes
no nosso partido e que mostra a sua
força relativa, as suas relações mútuas
e a sua luta. As atas do Congresso do
partido e só elas mostram-nos em que
medida nos nós conseguimos
verdadeiramente varrer tudo que restava
das velhas relações puramente de
círculos e conseguimos substituí-las por
uma única grande ligação, a de partido,
né, que cria unidade entre os círculos
diferenciados. Tinha vários círculos, o
meu círculo, o círculo do outro e tal,
juntou todo mundo, os representantes
desse círculo para formar um partido.
Então tem que seguir uma unidade do
partido. Essa é a ideia.
Todo
todo membro do partido desejoso de
participar conscientemente nos assuntos
do seu partido deve estudar com muito
cuidado o nosso congresso do partido,
precisamente estudar, porque a simples
leitura do amontoado de materiais brutos
que as atas contêm é insuficiente para
dar um quadro do Congresso. Só com o
estudo minucioso e independente se pode
conseguir e se deve procurar fazê-lo.
fundir num todo os resumos suscintos dos
discursos, os exertos secos dos debates,
as pequenas controvérsias sobre questões
secundárias, secundárias apenas
aparência, para que ante os eh membros
do partido surja o rosto vivo de cada
orador, né, pro cara viver assim, cada
pessoa falando, entender, né, o que que
aconteceu e tal. H destacado se revele
com precisão a fisionomia política de
cada um dos grupos de delegados ao
Congresso do partido. O autor dessas
linhas considerará que o seu trabalho
não terá sido em vão se conseguir pelo
menos dar um impulso ao estudo amplo e
individual das atas do Congresso do
partido. Então o que que ele tá querendo
dizer aqui? Ele tá querendo dizer o
seguinte: se você vai entrar pro
partido, você não entra porque você tem
simpatia, certo? Você entra e estuda,
entende o que que essa galera defende,
entende cada facção, cada grupo e etc e
tal. Você tem que entender. Você não
entra porque eu gosto de comunismo,
certo? Não é isso. É isso que ele tá
dizendo, tá?
Então vamos lá. Ainda uma palavra a
respeito dos adversários da
social-democracia, o partido dele, né,
que acabou de nascer. Eles seguem com
caretas de alegria maligna as nossas
discussões, né?
Eles não param de brigar. É, a gente
discute, né? A gente não é criança de 13
anos, não, porque não, ah, meu Deus, eu
vou terminar a amizade porque ele me
criticou. Então, evidentemente,
procurarão utilizar para os seus fins
algumas passagens isoladas dessa
brochura dedicada aos defeitos e lacunas
do nosso partido. Os sociais democratas
russos, né, nós, ele tá dizendo, estão
já suficientemente temperados nas
batalhas para não se deixarem perturbar
por essas alfinetadas de terceiros, né,
e para prosseguir, apesar delas. o seu
trabalho de autocrítica, né? Doideira,
né? Doideira.
Ah, tá proibido criticar. Meu Deus, ele
vai se isolar e etc e tal. Tipo assim, o
que mais tem na internet é leninista sem
lene, tá? É, é o que mais tem na
internet é leninista sem len o seu
trabalho de autocrítica, continuando a
revelar implacavelmente a suas próprias
lacunas que serão corrigidas necessária
e seguramente pelo crescimento do
movimento operário. Isso eram 40
meninos, tá? Não tinha não tinha não
tinha 100 pessoas, tá? E ele já tava
falando, tem que criticar, tem que, né?
E o que os senhores adversários tentem E
que os senhores adversários tentem
apresentar-nos da situação verdadeira
dos seus próprios partidos um quadro que
se pareça mesmo de longe com o que
apresentam as atas do nosso segundo
congresso, né? que eles tentem chegar
aos nossos pés, que eles falam, eu vou
criticar mesmo, que eles falam: “Ó, o
cara ali de dentro tá criticando.” É
isso mesmo, é para criticar mesmo. E que
eles mostrem lá no no grupo deles que o
que eles fizeram chegou aos pés do que a
gente produziu no segundo congresso. É
isso que ele tá dizendo, né? Então vamos
lá. A preparação do congresso, há uma
máxima segundo a qual cada pessoa tem o
direito durante 24 horas de maldizer os
seus juízes. Isso aqui é quando você
perde a votação, você pode ficar chorar
no banho, tá gente? Perdeu a votação, 24
horas para chorar no banho, né? Depois
se recompõe e vira homem, né? Primeiro
24 horas para você chorar, perdi o voto,
tal. Aí depois você recupera e vira
homem, né? Então vamos lá. a há uma
máxima segunda a qual a pessoa tem
direito durante 24 horas de maldizer os
seus juízes. O congresso do nosso
partido, como qualquer congresso de
qualquer partido, foi igualmente juiz de
várias pessoas que aspiravam ao ponto de
dirigentes e sofreram fracasso. Perdeu,
filho. Perdeu. Não há amola, perdeu. Não
hola. Agora esses representantes da
minoria com uma ingenuidade
enternecedora,
né? Deixa você com ternura, né? Eu deixe
você com dó, né? Ingenuidade
internecedora, maldizem os seus juízes e
procuram por todos os meios lançar o
descrédito sobre o Congresso e minimizar
a sua importância e autoridade. Essa
tendência exprimiu-se talvez com o maior
relevo no artigo do Practic, ah, que no
número 57 do ISCRA se indignidade
soberana do Congresso, né? Então, tipo
assim, juntou todo mundo, votou, perdi.
Ai, quer dizer que então ah, pois vocês
são deuses? É, não, cara, você tava lá,
não é eles, é você. Você que tava
participando lá, agora você perdeu, você
vai chorar. Certo? A discussão é essa.
Eis um traço tão característico do novo
ISCRA que não poderíamos deixar de
referir. A redação que é composta na sua
maior parte por pessoas rejeitadas pelo
Congresso, continua, por um lado, a
intitular-se redação do partido e, por
outro lado, abre os braços a a a
indivíduos que afirmam que o Congresso
não é uma div, né? Não é divindade. O
Congresso não é a divindade. Você monta
um partido, junta todo mundo, vota, você
perde, aí você racha, né, e começa a
escrever no jornal. Ah, esse Congresso
não é muito importante não. Por que que
a gente tem que achar aquela? Caraca,
você tava lá, você só perdeu, pô. Muito
bonito, não é verdade? Sim, senhores. O
Congresso não é certamente uma
divindade, né? Ninguém disse que é uma
divindade, ninguém disse que é a verdade
absoluta. É porque você perdeu e você
não aceita que perdeu, né? É só isso. É
só isso. Não trata-se de dividade. Se
trata-se de você perder e ficar querendo
criticar o partido inteiro porque você
perdeu, né? Assume que perdeu.
Ã, mas vamos lá. Então, muito bonito,
não é verdade? Sim, senhores. O
Congresso não é certamente uma
divindade, mas que pensar dos que
começam a denegrir o Congresso depois de
aí terem sofrido uma derrota, né? É, é
uma coisa muito engraçada. Lembremos com
defeito eh com defeito com efeito
os principais fatos da história da
preparação do Congresso. Desde o
princípio,
no anúncio datado de 1900, que precedeu
a publicação do jornal, o ISCRA
declarava que antes de nos unificarmos,
era necessário que nos des eh
demarcássemos, né? A gente disser: “Ó,
sou eu sou desse grupo”. Não vai ficar
conversando do no grupo do Discord, não,
né? Ó, eu sou desse grupo, esse cara é
do outro grupo, né? Vamos, vamos ter
clareza, né? Abertura não é ficar no no
WhatsApp no Ah, veja bem, olha o que ele
disse, olha o que ele falou, né? Então
assim, clareza, todo mundo dispõe. Olha,
eu sou desse grupo, eu pertenço a essa
entidade, eu vim, a minha galera é essa,
a gente acredita nisso e tal. Então, o
ISCAR procurou fazer a conferência de
1902, uma reunião privada e não um
congresso do partido. Ocagiu com
extraordinária circunspecção no verão e
no outono de 1902 ao renovar o comitê de
organização eleito nessa conferência.
Finalmente o trabalho de demarcação
terminou. Terminou como todos nós o
reconhecemos. O comitê de organização
foi constituído mesmo no final nos
finais de 1902. O ISCRA saúda a sua
consolidação e declara no edital número
32 que a convocação de um congresso do
partido era a necessidade mais urgente e
imediata. Assim, o que menos nos podem
censurar é o ter precipitado a
convocação de um segundo congresso,
certo? Tava todo mundo dizendo que era
para convocar o Congresso. Aí depois
você perde, você fala: “Ah, esse
Congresso nem era tão importante assim”.
Nós aplicamos esta regra, olhar duas
vezes antes de decidir. Tínhamos o pleno
direito moral de esperar que os
camaradas, uma vez decidido, se não
lembrassem de choramingar e olhar de
novo, né? Eh, o comitê de organização
elaborou o regulamento do segundo
congresso. Regulamento extremamente
minucioso, formalista e burocrático,
diriam os que agora encobrem com estes
vocábulos a sua falta de caráter em
matéria política. Se vocês conhecem as
disputas internas de uma galera aí,
vocês vão ver que que isso né, é
impressionante como a história de fato
se repete, né? eh fê-lo aprovar com por
todos os comitês e aprovou-o, enfim,
estabelecendo, entre outras coisas, no
parágrafo 18, todas as resoluções do
Congresso e todas as eleições por eles
feitas constituem uma decisão do partido
obrigatória para todas as organizações.
Vocês entenderam isso? Isso aqui que é
centralismo democrático. A gente vai
juntar, a gente vai votar junto. Aí
depois que você votou junto, você
participou. Ah, eu perdi. Tá, você
perdeu, né? Mas aí vamos aceitar que
quem venceu foi fulano, né? Quem vai
certo. É isso que ele tá falando. Certo.
É isso que ele tá falando. Não tem nada
a ver com não discordar do Léo Perclis
porque ele fez uma fala, tá?
Ah, não discordar dos camaradas que são
estalinistas na internet, porque na
verdade nós somos um grupo um e não tem
nada a ver com isso. Nunca teve a ver,
tá? Isso, isso é só no YouTube. É só no
YouTube. É só no YouTube. É só no
YouTube que centralismo democrático é
não discordar do youtuber, tá? É só no
YouTube que é assim.
Vamos lá. Elas não podem, sob pretexto
algum, ser contestadas por ninguém e só
podem ser revogadas ou modificadas pelo
congresso seguinte do partido, tá? Não
tem congresso extraordinário, não, tá
certo? Entenderam?
Certo. Então você tem um congresso, todo
mundo votou, você participou, você
perdeu, aceita. No congresso que vem a
gente discute de novo. É isso. Isso é
centralismo democrático. Você percebe
que isso que ele tá falando não é nada
mais do que uma burocracia elementar.
Uma burocracia elementar de veja bem, se
eu perdi, eu votei democraticamente, eu
perdi, eu tenho que aceitar. É isso que
é centralismo democrático. Eu perdi. Eu
tava lá na eleição, eu fiz fala, eu
perdi, aceita, entendeu?
Eu perdi aceita. Não tem congresso
extraordinário, entende?
Não tem congresso perdeu, aceita.
Então, ah, era é isso, porque se se você
perde aí você fala: “Ah, não, mas se eu
perdi, pera aí, eu perdi, mas perdi, mas
assim, vamos fazer um outro congresso
aqui. Aí a gente fica discutindo para
sempre até você ganhar.” É essa a ideia,
né? É essa a ideia. Então, você perdeu,
aí você vai ficar incitando os caras que
você, né, que perderam junto com você
para eles discutirem, discutirem,
discutirem até você ganhar na base da
marra. Essa é a ideia. Então, o que Len
tá discutindo é isso. É uma coisa bem
básica, né? Ah, não. Centralismo
democrático significa que todo mundo tem
que ter opinião igual. Não, significa
que você foi lá, participou do negócio,
votou, perdeu, aceita.
É, então, então quer dizer que
centralismo democrático não é uma
oportunidade de eu impor a minha minha
posição, sendo que eu sou grande no
YouTube, porque aí eu convenço a
juventude. Aí a juventude plota um
negócio para derrubar quem venceu a
eleição. É, não é isso, né? É, não é
isso, né? Não é isso, né?
É só não dar uma de Acio Neves.
Exatamente. É só dar, é só não dar uma
de Ao Neves. Exatamente.
É, não é conclave do Vaticano. É,
exatamente. Não é, não é concl Vicano.
Você, vocês entendem que, tipo assim,
quando você lê o texto, você percebe que
eu não passei nem da introdução, não
passei nem da página cinco. E essa
discussão não faz sentido. Vocês
entendam que essa discussão não faz
sentido?
Essa discussão só faz sentido no YouTube
porque os marxistas que assistem
YouTube, né, os marx, as pessoas que se
dizem marxistas, que aprenderam com o
youtuber, não leem nada. Vocês entendem
isso? É, não, essa essa discussão ela é
é uma discussão absolutamente sem
sentido. Você achava mesmo e você queria
participar disso, então sai daqui, cara.
Você achava, veja só, você achava que
leninismo ou o pensamento de Lenin
significava que quem ganhou a eleição,
né, o cara que sei lá, o o eleito, o
presidente, etc.
Ah,
eu concordo, concordo com a Carol,
inclusive. Se tu não ler, nem deveria
ser chamado de marxista. Se tu não lê,
cara, se só tu só escuta youtuber dia
sim, dia também. Aí entrei na OP,
[ __ ] né? Tu não lê nada, sai da P,
[ __ ] Tu tá fazendo o que aqui? Porque
tu vai, veja por que que isso é
importante? Tem que sair, mas tem que
sair mesmo. Porque na verdade o que que
vocês fazem? Vocês trazem para dentro do
partido posições de YouTube. Então vocês
começam a formar a maioria de seguidores
de YouTube que inclusive não são nem do
partido.
Entenderam? Porque vocês t que sair?
Sai, cara. Ninguém quer vocês, porque
vocês só vão trazer as concepções
criadas no YouTube. Vocês não vão
participar da eleição interna, vocês
não, vocês atrasam o movimento. É óbvio
que vocês tm que sair. Ele não quer
número só, né? E não quer número só.
Entenderam?
Então assim, tem que discutir isso aqui.
Não, vocês já notaram que já passou do
ridículo em menos de três páginas. Ah, é
sério que é marxista, marxismo,
leninismo e tubismo, né?
É sério? É isso. Aí o partido fica cheio
de man. Fica cheio de man. Exatamente.
Como não precisa de a gente precisa de
gente que atue, que vote, que brigue,
que discorde, que jogue a cadeira no
colega se precisar. Tá, tô brincando.
Mas o que eu tô querendo dizer é o
seguinte, veja, a gente quer pessoas que
se interessem pelo movimento,
participem, deem a sua opinião. É muito
engraçado, gente. Aqui aqui em Brasília
a gente tem esses meninos, esses meninos
que vem por causa do YouTube, né? Aí
eles entram todo assim, cabeça baixa. Y
me, né? Y Mas o que eu eu posso eu posso
eu posso ter uma opinião? É, meu filho.
Aí, aí, aí os adultos, né, na sala, as
pessoas com mais Não, veja, veja só,
você não tem que ter, você não, não é
que você pode ter uma opinião, a gente
quer que você tenha,
certo? O pessoal mais velho, né, que
inclusive veio de outros lugares do
Brasil, né, e tal, que participou da
formação, que tá na luta há muito tempo,
fala assim: “Não, meu querido, não é
igual YouTube aqui, tá? Não é igual ao
YouTube que você só escuta, etc.” A
gente, a gente quer que você leia o
negócio, você estude em casa e venha
aqui com uma opinião, porque a gente
quer formar pessoas que sejam capazes de
pegar o microfone na mão e dizer:
“Classe trabalhadora, você tem que saber
isso, você tem que fazer a sa baixo, etc
e tal”. A gente não quer os meninos
assim,
amém, amém, amém. Certo?
Isso, exatamente. Não, veja só, o Giovan
disse assim, ó: “Eu sou ignorante, tô no
p, mas tenho consciência da minha
fragilidade intelectual e tento
corrigir.” É isso, é isso. Você não sabe
das coisas, então busque saber. Você
quer ser um grande quadro, certo? Você
quer ser um grande quadro. Você quer
subir na na hierarquia, ser fodão, fale,
estude, brigue, né? encontra
informações. Gente, é é assim, é muito
claro quando você enxerga um um grande
quadro se estabelecendo. O grande quadro
ele vai se estabelecer porque ele tem
gana de fazer isso. Ele quer estudar,
ele quer conhecer o Brasil, ele quer
conhecer o capitalismo, ele quer
entender como é que as coisas funcionam.
Se você vai lá só para dizer yes, yes,
yes, yes, yes, yes, yes, aí, aí, né, aí,
aí é melhor contratar, né? Aí é melhor
contratar, aí é melhor pagar alguém que
vai, né, né, ser mão de obra, etc e tal.
Mas tem que ter posicionamento, tem que
ter leitura, tem que ter, Claro, é
óbvio, né? É óbvio. Então, o que que o
que que o Lenin tá dizendo aqui, né, com
muita clareza. O Lenin tá dizendo com
muita clareza é o seguinte: “Olha, eu
preciso que quando você vai participar,
você votou, você perdeu, você não tem
dar um golpe interno, né?”
Certo? É isso que tá escrito no texto. O
centralismo democrático é contra o golpe
interno.
O que muda lá na época de Stal, que dá
uma merda do [ __ ] é que se confunde
crítica com tentativa de golpe interno.
Então todo mundo que tá criticando vira
uma pessoa que tá querendo derrubar o
governo e etc e tal. E aí Stalinho caça
todo mundo, dá uma merda do [ __ ] né?
Mas ah
vocês vão me desculpar, atribuir isso a
Lenin é falso. A a elaboração aqui é
muito simples, ó. O comitê da
organização elaborou o regulamento no
segundo congresso. Então, por que que o
comitê da organização elaborou o o
regulamento do segundo congresso, né?
Para, ó, como é que vai ser, né? Como é
que as pessoas falam, qual quanto tempo
de fala você tem, né? É assim, é óbvio,
né? Tem que ter ordem. Então, tem um
comitê organizativo que criou as regras,
aí todo mundo acordou as regras, né?
Então, aí aí veja só, então quando você
elabora regras, o pessoal já começa. Ah,
isso aí é formalismo, é burocratismo e
não sei o quê. Não, gente, olha só, pelo
amor de Deus, são 40 pessoas. A gente
não vai ficar uma hora cada um falando,
né? 40 pessoas, uma hora cada um
falando, não vai dar, né? Uma questão
mecânica, não vai dar. Então, o que que
a gente vai reservar? Vamos, vamos,
vamos combinar aqui 10 minutos de fala
para cada um. 10 minutos de fala aí
depois com quem quiser pode, certo?
Então você elabora o negócio para ser
possível. Aí o que que diria alguma
galera? Diria que é formalismo e
burocratismo, né? Aí, ó, fê-lo aprovar
por todos os comitês e aprovou o aprovou
o enfim, estabelecendo, então outras
coisas no parágrafo 18, ó, todas as
resoluções do Congresso e todas as
eleições por ele feitas constituem uma
decisão do partido obrigatória para
todos. É isso. Você tá participando do
negócio, você decidiu participar do
negócio, vocês votaram, perdeu, aceita
que perdeu. É isso, porque senão não tem
unidade de ação. Como é que a gente vai
agir se a gente senta? Aí a gente
discute, eu ganho de você, aí você fala:
“Ah, se eu perdi, eu não vou participar
mais”. Aí racha.
Aí não tem partido, né? Aí não tem
partido. Então veja, é essa que é a
questão. Por que que a gente se junta? A
gente se junta para agir em conjunto.
Então a gente se junta para agir em
conjunto. A gente chega paraa votação.
Você perde a votação que você faz, você
aceita. É isso que é centralismo
democrático. Uma coisa tão besta quanto
essa. Tão besta quanto essa. Não é
assim, ah, mas veja bem, tem o cacique
do partido lá dizendo que que
sei lá, que eu tenho que pular de uma
ponte, então eu tenho que seguir. Não
tem nada a ver com isso. É uma questão
formal. Só faz sentido organização. Se
for quando você participar da
organização e perder, você aceitar. Só
faz. É isso. É tão simples quanto isso.
Tão simples quanto isso mesmo.
Enfim, é intancável ter que explicar uma
merda dessa. Sério, é é intancável ter
que explicar uma merda dessa para essas
crianças que entra no partido seguindo
youtuber. Então, ó, na na verdade que
inocente em si mesmas são essas
palavras, né? Pera aí, pera aí, pera aí,
perigatória
para todos e só podem ser revogados ou
modificados e tal. Na verdade que
inocentes em si mesmas são essas
palavras, estão tcitamente aceites como
algo que se subentende, né? É, é o
óbvio, né? E como som hoje
estranhamente, como se fosse um
verdadeiro, um veredito contra a
minoria, né? Um ataque contra a minoria.
Não, cara, tu participou do da eleição,
tu perdeu, aceita, cara. Não tem
dificuldade nenhuma, certo? Vieram 40
meninos e os caras estavam fazendo
escândalo por causa disso. Porque se
você dissesse assim, olha, é um é uma
situação de muitas instâncias, aí foi
subindo aí quando chegou lá ninguém sabe
quem votou. Não, você tava lá, cara.
Você tava lá, você participou, você
perdeu e você não quer aceitar. E tá
dizendo assim: “Ô, meu Deus, que
absurdo. Agora a gente tem que aceitar
tudo que o Congresso decidiu”. Tu
participou
assim, é intancável, certo? É sério. É
intancável. Por que que o Len tinha que
discutir isso? Porque tinha um monte de
criança lá mesmo, né? Tinha um monte de
criança lá mesmo. Aí é difícil. Então
assim, ó, com que fim foi redigido este
parágrafo? Unicamente pelo respeito das
formalidades? Obviamente que não, né?
Essa decisão paria necessária, parecia
necessária e era o efetivamente porque o
partido era composto por uma série de
grupos eh fragmentados e autônomos, dos
quais se eh se podia esperar a recusa de
reconhecer o Congresso. Então, ele
exprimia precisamente a boa vontade de
todos, né? Ó, a gente vai participar, a
gente vai discutir coisas, a gente vai
discordar,
vamos aceitar a eleição. É por isso, né?
Então, a gente vai assinar um documento
dizendo, olha, a todo que a gente, tudo
que foi discutido aqui foi colocado para
votação, se eu perder, eu vou aceitar.
Aí o cara assina e depois vai chorar no
Twitter, não é isso? Não vai chorar no
Twitter. Então é a mesma coisa. É a
mesma coisa. Só mudou a estrutura, tá?
Então o cara perde a eleição e vai
chorar no Twitter. Ah, mas esse nosso
partido é um absurdo, etc. Lá eles foram
chorar no Lá eles foram chorar no ah no
ISCRA. Hoje eles choram no Twitter, né?
Por isso que tinha que acabar o Twitter,
tinha que fechar o Twitter, porque é um
absurdo isso. Tu participa do negócio,
tu perde, vai chorar na internet. É um
absurdo, né? E os caras querem tá certo
ainda, né? E querem dizer que que quem
tá tá tomou a decisão, né? Votou,
participou e ganhou, essas pessoas são
autoritárias. Ai, gente autoritária,
cara. Você tava lá, você só perdeu.
Ninguém te impediu de falar, ninguém te
calou, você só perdeu. Entenderam? Você
só perdeu. Só aceita que você perdeu.
Que doideira, brother. Então, ó, ela
exprimia precisamente a boa vontade de
todos os revolucionários de que tanto e
tão pouco, a propósito, se fala hoje,
caracterizando por eufemismo com o termo
boa, o que merece antes o epíteto de
caprichosa, né? Esta disposição
equivalia à palavra de honra recíproca
de todos os sociaisdemocratas russos.
Ela devia garantir que o imenso
trabalho, né, os perigos, as despesas
exigidas pelos Congressos não fossem
vão. Todo mundo viajou pra [ __ ] da
Bélgica, depois fugiu paraa Inglaterra,
né, para Londres. Aí você, né, correu o
risco de ser preso, gastou dinheiro, aí
o cara chega assim: “Ah, eu perdi, não
vou, não vou aceitar não, entenderam?
Vocês entendem que a discussão aqui é
bem básica. Aí os caras querem
transformar isso no no aatola comin len
aatola comain. Falou água parou enviado
dos céus. Não, ele só tá dizendo o
seguinte: “Olha, você perdeu, aceita que
perdeu, é só isso. Ele fez um um texto
de 400 páginas para dizer assim: “Gente,
não é possível. Veja, deixa eu explicar
para você. Se você perdeu e você tava lá
e votou, aceita que perdeu. É, o texto é
sobre isso, tá? E aí os caras querem
converter isso. Não, mas centralismo
democrático não significa que se o
youtuber mandou, eu ten que calar a
boca. Vocês são completamente malucos,
gente. Vocês são completamente malucos.
Aí veja, percebam como esse tipo de
pensamento, percebam como isso é
problemático. Como os web comunista,
inclusive da UP, tá? os web comunistas,
esses menino burro de 20 anos, etc e
tal, eles escutam o web comunista e eles
divulgam, eles divulgam que leninismo é
isso, tem que seguir, né, a mesma cabeça
do líder do do AATL, etc e tal. Como
eles divulgam isso? Isso vai chegar no
público e o público vai falar: “Caralho,
esses marxistas são tudo maluco, né?
Vocês entenderam?” Eles vão olhar, eles
vão falar: “Esses marxistas são tudo
doido”. E eles e essas pessoas que não
são marxistas, que ouvem isso, estão com
razão. É claro que tão, né? Se você acha
que centralismo democrático é
transformar o líder do partido ou o cara
que participa do YouTube em papa, em
papa, que é inerrabilidade papal paraa
garantia da unidade, etc e tal, se você
acha que é isso, é óbvio que todo mundo
tem que ter medo de você. Você é maluco,
você tá construindo uma seita de
malucos, né? É óbvio que todo mundo tem
que temer vocês. Então é por isso que a
gente tem que afastar.
É aqui, ó, o Garcia tá falando, eu
achava isso. Por quê? Por que que achava
isso? Porque o web comunismo construiu
isso na cabeça de vocês, né? A soberana
lá faz um um um conselho noturno e aí o
que eles decidirem desce de cima para
baixo, tem que ser aceitado. Você fala:
“Mas o que que decidiram?” Não, não,
não, não discute, não discute, não
discute, não. Decidiu, tá decidido, né?
decidiu. Tá decidido. Certo. Aprenderam
tudo com com com o pessoal do do PCB
doido. Aprendeu tudo com o pessoal do
PCB doido. Nunca foi isso. Nunca foi
isso. Certo. A juventude do PCB,
inclusive, não é nem o PCB, né? A
juventude do PCB que nem entra no
partido e não entra no partido
exatamente para evitar maluquí, né? Um
monte de criança achando que faz
política, etc. e tal. Então, veja só, o
texto é muito é muito assim, é é a
ponderação de um cara formado em
direito. Você juntou numa organização, a
gente votou, você perdeu, aceita, porque
se você não aceitar vai destruir o
grupo, né? Toda vez que você perder,
você desúe, então não tem para que
reunir, né? É, é um raciocínio jurídico
bem bem bobo até. Veja só, você juntou
com um grupo de pessoas que discordam de
você. A gente vai fazer uma um projeto
pra gente conseguir agir. Aí você votou,
ganhou, legal, votou, perdeu, aceita.
Porque se você votou e perdeu e você vai
desfazer o grupo, qual é o sentido de
ter juntado pra primeira ordem? Você só
vai aceitar se você ganhar? É porque
assim, é um raciocínio bem básico. Aí
transformam isso aqui no centralismo de
par. Você viu o Twitter? Não vi no
Twitter. Não se fodam. Eu não vi e não
não vi, não votei, não participei. Por
que que eu tenho que que respeitar? Ah,
e falar igual. Que loucura é essa, cara?
Não é centralismo democrático, não
éatolasismo
democrático, tá? Não éatolasismo
democrático.
Isso. Se fosse para fazer o contrário,
era melhor não ter votado, né? Não ter
perdido o tempo de ninguém. Mas veja, é
exatamente, é literalmente o que tá
escrito aqui. É um raciocínio óbvio, é
bem básico. Aí quando o web comunismo
todo mente sobre os textos, não lê nada
e etc e tal, aí fica parecendo que, né,
centralismo democrático é assim: “Se a
cúpula decidiu, todo mundo tem que ficar
calado.” Nunca foi isso. Nunca foi isso.
Nunca foi isso. Aí eu tô dizendo,
convido vocês, leiam os textos, vocês
vão ver que não é. Então, ó, essa
disposição equivalia a uma palavra de
honra recíproca entre todos os sociais
democratas russos, porque eles são
pensamentos diferentes, né? Então, ela
devia garantir o que o imenso trabalho,
os perigos, as despesas exigidas pelo
Congresso não seriam em vãos, né? Quem
não saiu de casa à toa, né? Que o
Congresso não se transformaria numa
comédia. A gente tá vindo aqui, discute
aí, ó, eu perdi, eu vou paraa casa.
Então, para que que reuniu? Para que que
eu perdi meu tempo? Podia estar
assistindo o filme do Pelé, né? Podia tá
assistindo a Netflix, podia estar lendo
um livro, podia estar tocando teclado.
Então é isso que o que o Len tá falando.
Veja, vocês percebem que isso é básico.
Vocês percebe o nível do básico que isso
é? Vocês percebem o nível do básico que
isso é? O tamanho do básico que isso é.
Mas a galera da cabeça de evangelho, né?
Tudo é o evangelho. Não, veja bem, a
gente vai se unir nas portas fechadas
para não acabar com isso. É, isso é o
estalinismo, gente. Isso é o estalinismo
que entrou na cabeça das pessoas. né? E
as pessoas acham que o mundo é assim,
não, a gente faz, né? Não conta para
ninguém, né? Aí eu tenho organização
aqui, aí eu vou decidir, aí depois a
gente te conta, né? Isso é, isso é
estelinismo que fez com a cabeça das
pessoas.
Então, ó, ela devia garantir que o
trabalho e eh que o o imenso trabalho,
os perigos, as despesas existidas pelo
Congresso não fossem vãos, que o
Congresso não se transformasse numa
comédia. Ela qualificava antecipadamente
qual eh qualquer não reconhecimento das
decisões e eleições do Congresso como
uma quebra de confiança, certo? Direito,
gente, direito básico. Mas aí a galera
do web comunismo vai dizer: “Direito é
positivismo, né?” Não leram Len. Nenhum
deles leu Len, gente. Nenhum deles, tá?
Leu dois livros do Len, tá?
Como assim estalinismo? Eu te ensino
como assim estalinismo, na época de
Stalin você discordava, você era caçado,
não podia, porque todo mundo tinha que
manter a unidade, todo mundo morreu.
Gente, vocês não entendem isso não. Eu
vou vou vou chegar nesse momento ainda,
tá? Eu vou chegar nesse momento. Todos
os bolcheviques morreram. Todos
assassinados por quem não quem grudou
com Stalin. Todos. Bastava você
discordar, você era morto.
Entendeu?
Aqui como a questão não tem violência
ainda, a questão não tá elevada, são
bando de criança mesmo, etc. Então, ah,
eles desinscrevem no canal, né? Você
discordou, aí o o chefe lá diz assim, ó,
tá vendo que ele discordou da gente, aí
você perde 100 inscritos, né? É porque a
dinâmica hoje não tá com a violência
acentuada. Mas eu não tenho a menor
dúvida que nessa dinâmica eu perderia a
cabeça.
Toda a guarda bolchevique, não foi só o
Trotsk, toda a quarta bolchevic,
inclusive os caras que construíram a
troica junto com com o Stalin, tá?
Inclusive os caras que construíram a a
troica junto com o Stalin, os dois
morreram, os dois foram assassinados,
tá? Então bastava você dizer assim, meio
que eu não concordo com isso aí puf, e
isso não tá escrito em Len. É isso que
eu tô tentando dizer. Dizer que isso é
uma derivação do que Len escreveu é
falso.
É falso.
Certo. É falso.
Entendendo? É falso.
Aí o problema é esse. Porque veja só, a
unidade popular ela ela considera ela é
ela é rojaísta, tá? explicar para vocês,
tá? Que o camarada aqui continuou assim,
eu não tô entendendo, vou buscar as
fontes porque a UP vê a a Stalin como
referência. Vê como referência, aí eu
posso explicar para você. Muito fácil.
Bucarin, Cameneves, Noviev, foi todo
mundo assassinado. Todos os caras que
participaram do golpe de outubro como
liderança, quer dizer, sobreviveu um,
eram três, né? Era uma troica também de
administração da tomada do palácio de
inverno. Morreram dois com um, certo?
Morreu todo mundo, brother. morreu todo
mundo. Todo mundo. Bastava você
discordar que você morria. Tá. Agora,
por que que a a o P, por exemplo, faz o
elogio da da coisa do do Stal, etc e
tal? É muito simples de entender.
Ah, seguinte, o no projeto meu projeto
quando tava no governo de estadio ainda
tinha a intenção de criar um movimento
socialista dentro da União Soviética.
Agora perseguiu todo mundo. Uma coisa
não limitou outra. Vocês entendem que
não tem segredo nenhum, vocês entendem
que uma coisa não elimina outra. Olha,
havia um projeto de socialismo, fez a
coletivização forçada das terras que deu
errado, mas fez, né? Começou um processo
de industrialização, acabou com as
estruturas de mercado, reverteu a NEP,
certo? Então tinha um movimento
socialismo, por isso que a unidade
popular faz o elogio, os caras estavam
tentando, né? Agora isso elimina o fato
de que Stalin caçou todo mundo. Não
elimina, não elimina, certo? Não dá para
ficar fazendo vista grossa para isso.
Não dá para ficar fingindo que isso não
existiu. Porque na medida que a gente
finge que não existiu, na medida que a
gente faz vista grossa, a gente reproduz
comportamento com base em youtuber. Todo
mundo quer um styling para chamar de
seu, né? Todo mundo. Aí vira um monte de
claque maluca que sai atacando todo
mundo quando divergiu do cara que é o
que é o Stalin da vez, né? É claramente
estalinismo, gente. É claramente
estalinismo. A diferença é que hoje os
caras não atira, né? Eles xingam muito
no Twitter, né? É o mesmo comportamento.
Colocar arma no na mão de um cara desse,
ele dá um tiro em alguém. Claramente,
obviamente. Então, não não ter, tipo
assim, ficar de lacrandinho, né, pro
próprio grupo, porque na UP tem Stal,
etc e tal. Ficar de lacrandinho pro pro
pr público e não afirmar isso com
evidência, vai cavar a nossa própria
cova. Eu não sou otário, né? Eu não sou
burro, né? Eu não vou cavar minha
própria cova amanhã, eu não sou burro,
né? Então é importante dizer, existe um
comportamento de seita dentro do
webcomunismo que é inspirado por esse
pensamento estalinista que não faz
autocrítica. O que eu tô dizendo para
vocês é que em Lene isso não existe.
Essa coisa de não poder fazer
autocrítica não existe,
certo? Não existe. Só que autocrítica
não é o mesmo, não é o mesmo de você
sair rachando partidos por aí, porque os
caras divergem de, olha, a gente perdeu
a eleição, então eu vou sair, né? Então
vou sair. Perdi a eleição, então vou
sair. Igual o menino lá do da soberana
fez, o menino forte, menino forte. Ah,
eu perdi, né? Aí como eu não concordo e
lá é eh aí eu saio. Não, você sai antes,
sabe? Você sai antes, igual os bundistas
fizeram e os economicistas fizeram. Eles
perceberam a movimentação, perceberam
que não iam vencer. Olha, eu não
concordo e sai. Você não perde a
eleição, você não participa da eleição,
perde e racha. Não faz sentido isso.
Quando no mínimo é desonestidade. Quando
no mínimo é desonestidade. Tu participa
do jogo, perde o jogo e fala: “O jogo
não valeu”. É desonestidade no mínimo. É
desonestidade no mínimo.
No mínimo.
Jesus Cristo.
Ah,
isso. Vai estudar mais depois sobre os
Estude mesmo. Estude mesmo. Você vai ver
que foi foi horrível, foi tenebroso. Não
sobrou um, certo? Não sobrou um. Todos
os que fizeram a revolução, todos
caçados. Todos. Alegria. Uma alegria,
né? todos os todos caçar todos foi uma
alegria. Então vamos lá de quem tr Isso
sem falar de todos os outros problemas,
né? Caçar os artistas, caçar não sei o
quê, né? Né? Mas assim, ã, o
interessante é que todas as lideranças,
tipo assim, todas as lideranças que
foram fundamentais
para a revolução acontecer, todos
morreram. Todos, todos, todos. E aí a
gente tá repetindo esse comportamento da
internet. Eu tô falando, [ __ ] quando
esses galera conseguir colocar a mão
numa pistolinha, eles vão sair matando
todo mundo. Não tenho a menor dúvida.
Não tenho a menor dúvida. Não tenho a
menor dúvida. Que a cabeça dos caras é
assim mesmo, né? O cara divergiu da
gente, saiu da linha, tem que apagar o
cara, pô. Tem que apagar o cara.
Os caras são completamente maluco, né?
Eu não vou falar isso. É claro que eu
vou. Claro que eu vou. É óbvio que eu
vou. Então assim, ó. Ahã. De quem
trouça? Então, então tá certo. Então, a
a vocês perceberam que era uma coisa bem
básica, né? De quem troça então o novo
ISCRA, que fez a nova descoberta de que
o Congresso não é uma divindade
e que as decisões não são sacrossantas,
conterá a sua descoberta. Não. E sabe o
que que é pior? Deixa eu deixa eu dizer
uma outra coisa. Sabe o que que é pior?
Sabe o que que é pior? Sabe o que que é
pior? Que a dinâmica é tão sacana. A
dinâmica é tão sacana que tem delegação
de cassação da imagem alheia. Tem
delegação de cassação, certo? Então, a
ideia, vocês já viram essa discussão do
youtuber, né? Ah, você não bate para
baixo, etc e tal. Vocês já viram isso,
né? Aí veja, os caras não recebe a
crítica. A gente faz a crítica, aí os
caras não respondem, fingem que não
viram, etc e tal, fala lá, tem um menino
aí, etc e tal. De onde é que vem a
crítica? Eles elegem alguém com menos
público para vir de baixo para para
minar a pessoa. Gente, é muito patético.
É muito patético de, tipo assim, a
pessoa tá ouvindo, ela tá escutando sua
crítica, mas ela não te responde, ela
não conversa com você na moral, né? Ele
te trata como inferior e e coloca alguém
para executar o trabalho sujo. Aí eu
falo: “É NKVD Tim, gente, é NKVD” Tim,
claramente. NKVDT. Tem um menino aí, um
ccilílio lá da da [ __ ] que pariu, que
ele já fez, ele fez um vídeo para mim,
eu falei: “Não, vou responder, camarada,
olha, tá falando merda e tal, etc.” Mas
não, ele já tem uma semana que ele faz
quatro, cinco vídeos. Ah, não, Pedro
está errado, Pedro não sei o quê. O Ah,
gente, ah, cara, vai, vá lavar um prato,
[ __ ] Vaiá lavar um prato. Então, ó,
conterá a sua descoberta
novas concepções eh em matéria de
organização ou apenas novas tentativas
de apagar velhas pistas. o significado
do dos agrupamentos no Congresso. Assim,
o Congresso reuniu-se depois de
preparativos extremamente minuciosos na
base da mais completa apresentação, o
reconhecimento geral da composição
regular do Congresso e do caráter
absolutamente obrigatório das suas
resoluções, encontrou também a sua
expressão na declaração feita pelo
presidente depois da construção do
Congresso. Qual era, portanto, a tarefa
principal do Congresso? criar um
verdadeiro partido sobre as bases de
princípios e de organização que tinham
sido propostas e elaboradas pelo ISCRA,
que o Congresso devia trabalhar
precisamente nesse sentido era fato
antecipadamente determinado por 3 anos
de atividade do ISCRA, aprovada pela
maioria dos comitês. O programa e
orientação do ISCRA deviam, né,
tornar-se o programa e orientação do
partido. Os planos do ISCRA em matéria
de organização deviam ser consagrados no
estatutos da organização do partido, ou
seja, aquele grupelho ali devia mandar
no partido, né? Mas é evidente que tal
resultado não se podia obter sem luta. A
representação integral no Congresso
assegurou também a presença nele de
organizações que tinham combatido
decididamente o ISCRA, como o Bund e o
Rabocha de Yellow, que se retiraram
depois, né? Assim como o de organizações
que o bunde são os nacionalistas, tá?
Que tem os judeus poloneses, etc., que
queria um partido, uma divisão do
partido por nacionalidades. E o Rabotia
delelo são aqueles que dizem, que diziam
que não era para fazer a luta política,
né? Não era para tentar tomar o poder,
era só para brigar por melhora das
condições dos trabalhadores, assim como
a de organizações que, embora
reconhecendo verbalmente o ISCRA como
órgão dirigente, possuíam de fato os
seus próprios planos e se distinguiam
pela sua falta de firmeza no terreno dos
princípios, como o Yud Yudni
Rabot e os delegados de certos comitês a
eles a ele ligados. Nessas condições, o
Congresso não podia deixar de tornar-se
um campo de luta pela vitória da
orientação do ISCRA, que o Congresso foi
efetivamente o campo de batalha é um
fato que aparecerá claramente para quem
quer que leia com um pouco de atenção às
atas. E a nossa tarefa, a a nossa tarefa
consiste agora em estudar detalhadamente
os principais agrupamentos que se
revelaram no Congresso a propósito de
diversas questões e reconstruir, com
base nos dados precisos das atas, a
fisionomia política de cada um dos
grupos fundamentais do Congresso. O que
eram realmente esses grupos, tendências
e matizes que no Congresso, sob a
direção do ISCRA, deviam fundir-se num
único partido? É isso que devemos
mostrar como análise dos debates e
votações. Esclarecer esse ponto é de
capital importância para estudar o que
são na realidade os nossos
sociaisdemocratas, assim como para
compreender as causas das divergências.
E por isso que no meio no meu discurso
no Congresso da Liga e na minha carta à
redação do novo ISCRA, pus precisamente
em primeiro plano a análise da das
diferentes dos diferentes agrupamentos.
Os meus adversários, entre os
representantes da minoria, com Marto a
cabeça, não compreenderam em absoluto o
fundo da questão. No Congresso da Liga,
limitaram-se a fazer emendas de
pormenor, justificando-se da acusação
que lhes faziam de terem virado para o
oportunismo sem mesmo procurarem traçar,
para me contradizer, qualquer outro
quadro dos agrupamentos no Congresso.
Agora o ISCRA número 56, Martov tenta
apresentar todas as tentativas para
delimitar com exatidão os diversos
grupos políticos no Congresso, como
simples politiquice de circo.
São palavras muito fortes, camarada
Mart, mas as palavras ã fortes do novo
ISCRA tem uma propriedade original.
Basta reproduzir exatamente todas as
peripécias da divergência a partir do
Congresso, para que todas essas palavras
fortes se voltem inteiramente, em
primeiro lugar, contra a atual redação.
Olhai-vos e vós próprios senhores que
vosi
redatores do partido, vós que levantais
a questão da politique de círculo. Os
fatos de nossa luta no Congresso,
os fatos da nossa luta no Congresso
aborrecem tanto Martov que ele tenta
apagá-los completamente. O Iscra dizer
ele, é aquele que no congresso do
partido e antes dele declarou que se
solidariza plenamente com o ISCRA,
defendeu o seu programa e o seu ponto de
vista em matéria de organização e apoiou
a sua política neste terreno. Havia no
Congresso mais de 40 destes escristas,
tantos quantos o número de votos
favoráveis ao programa do ISCRA e a
resolução que reconhecia o ISCRA como
órgão central do partido. Deixa aspas.
Foliai as atas do Congresso e vereis que
todos aceitaram o programa, exceto a
Kimov, que se absteve. Com essas
palavras, o camarada Martov quer
assegurar-nos que tanto os bundistas
quanto Brooker e Martinov
demonstraram a sua plena solidariedade,
entre aspas, com Iscra e defenderam os
seus pontos de vistas em matéria de
organização. Isso é ridículo. a
transformação depois do Congresso, de
todos os seus participantes em membros
do partido com iguais direito. De resto,
nem todos, já que os bundistas se
retiraram, confunde-se nessas palavras
com a divisão em agrupamentos que
provocou a luta no Congresso. Em vez de
estudar os elementos que depois do
Congresso formaram a maioria e a
minoria, faz-se uma frase oficial:
Aceitaram o programa? Ou seja, como o
ISCRA ganhou, né? Como o ISCRA ganhou o
jornal,
não pode criticar.
Reparai na votação do reconhecimento do
ISCRA como órgão central. Veris que
Martinov, a quem agora o camarada
Martov, eh, com a audácia digna de uma
melhor causa, atribui a defesa das
concepções e políticas do ISCRA em
matéria de organização, é quem
precisamente insiste na separação das
duas partes da resolução, o
reconhecimento purcra como órgão central
e o reconhecimento dos seus méritos.
Parabéns. Quando da votação da primeira
parte da resolução, reconhecimento dos
méritos do ISCRA, expressão da
solidariedade com ele, beleza?
Obtiveram-se apenas 35 votos a favor e
dois contra, o Duakimov e o Brooker, e
11 abstenções, Martinov, os cinco
bundistas e os cinco votos da redação.
Os meus dois votos,
os dois votos do Martov e um do
Plehanov.
Por consequência, o grupo dos
antiescristas,
cinco bundistas e três partidários do
Rabocha yello, destacaram-se como com
toda a clareza também aqui neste
exemplo, o mais vantajoso para o ponto
de vista atual do Martof, exemplo
escolhido por ele próprio. O que ele tá
dizendo é o seguinte: tá usando para
defender a tese de que teve essa disputa
aqui, etc e tal, exatamente os votos da
galera que saiu.
a votação da segunda parte da resolução.
Então, presta atenção na segunda parte,
o reconhecimento do ISCRA como órgão
central, sem se dar justificação alguma
e sem exprimir solidariedade.
Houve 44
votos a favor que o atual Martov atribui
aos escras. Houve ao todo 51 votos.
Subtraindo as cinco abstenções dos
redatores, ficam 46. Dois votaram
contra, Akimov e Brooker. Por
consequência fazem parte dos 44
restantes todos os cinco bundistas.
Assim, no Congresso, os bundistas
exprimiram a sua plena solidariedade com
ISCRA. Eis como a história oficial é
escrita pelo iscra oficial, né, que é
esse iscra atual. Antecipando-nos
ao relato, expliquemos ao leitor a os
verdadeiros motivos dessa verdade
oficial. A atual redação do ISCRA
poderia ser e seria de fato uma redação
do partido e não de um quase partido
separado como agora se os bundistas e os
partidários do Rabo Diellow não tivesse
abandonado o Congresso. Por essa razão
foi necessário converter os escristas,
esses fiéis guardiões da atual redação,
que se diz do partido. Mas voltar eh
voltaremos a isso em pormenor um pouco
mais adiante. O que ele tá contando é a
história de como saindo os bundistas,
saindo a botiedelo, né, configurando-se
a coisa, quem vai se apossar do Iscra
não é necessariamente a vontade geral do
partido, né, que o Iscra não fala pelo
partido. É isso que ele tá falando.
Pode-se em seguida eh põe-se em seguida
a pergunta: se o Congresso foi uma luta
entre elementos escristas e
antiscristas, não haveria elementos
intermediários instáveis que oscilarem
entre uns e outros? Quem conheça um
pouco o nosso partido e a fisionomia
habitual de todos os congressos,
inclinar-se a a priori a responder a
essa pergunta com uma afirmativa. O
camarada Martov não sente agora o mínimo
desejo de se recordar desses elementos
instáveis. A e apresentar o grupo dos
Yudni e Rabot
com os
cadê? com os delegados que gravitam à
sua volta como escristas típicos e as
nossas divergências com eles como
insignificantes e sem importância.
Felizmente temos agora sobre os olhos o
texto integral das atas, né? Importante
ter o texto integral das atas, é
importante para saber o que aconteceu de
verdade. E podemos, portanto, resolver
esta questão, a questão de fato, bem
entendido, na base de dados documentais.
O que dissemos acima em geral sobre os
agrupamentos no Congresso não pretende
de modo nenhum resolver este problema,
mas simplesmente colocá-lo de modo
concreto, né? O que de verdade
aconteceu. Sem uma análise dos
agrupamentos políticos, sem traçar um
quadro do Congresso como luta entre
determinados matizes, é impossível
compreender as nossas discordâncias. a
tentativa de Martov de dizer assim, né,
que é tudo é tudo, veja só essa pessoa
aí, como é que é? Sectário, né?
Sectário, sectário, né? Vamos explicar
direitinho, ver a história, como
aconteceu aí ninguém quer, né? Então, a
tentativa de mar de escamotear a
diferença de matizes, juntando mesmo os
mundistas com os escristas, o que não
faz o menor sentido, é simplesmente
furtar-se a questão, né? Como a galera
faz aí o tempo todo, né? Mesmo a priori,
na base da história da social-democracia
russa antes do Congresso, desenham-se
para a sua comprovação ulterior e
pormenorizado
estudo três grupos principais: os
escristas, os antescristas e os
elementos instáveis e vacilantes e
eh inconstantes. Vamos lá. o início do
congresso, o incidente com o comitê de
organização. Mais cômodo é fazer a
análise dos debates e votações do
Congresso, seguindo a ordem das sessões
para anotar sucessivamente os matiz
políticos que se desenham cada vez mais
nitidamente. Só nos afastaremos da ordem
cronológica, que é muito de cima para
baixo, é muito ocidental, em caso de
absoluta necessidade para examinar em
conjunto certos problemas estritamente
relacionados ou certos agrupamentos
similares. Para maior imparcialidade,
tentaremos anotar todas as votações
principais, deixando de lado, bem
entendido, uma série de votações sobre
questões de pormenor que tomaram ao
nosso Congresso um tempo exorbitante, em
parte devido à nossa inexperiência, né?
Porque a gente é burro mesmo e a gente é
jovem. É isso que ele tá dizendo. E a má
distribuição dos documentos entre as
reuniões de comissões e as sessões
plenárias e, em parte, em consequência
de atrasos deliberados que raiavam a
obstrução.
A primeira questão que suscitou debates
que começaram a revelar as diferentes
matizes foi o sobre se devia ser dado o
primeiro lugar na ordem do dia do
Congresso ao ponto seguinte, posição do
bunde no partido. Segundo o ponto de
vista dos escristas, defendido pro
Piranov, Martov, Trootsk e por mim, não
podia haver quaisquer dúvida a este
respeito. Aliás, não, isso aqui é outro
papo. A saída do bunde mostrou de forma
evidente a justeza das nossas
considerações.
Se a se o Bund não queria caminhar
conosco nem admitir os princípios de
organização que a maioria do partido
partilhava
eh com ISCRA, era inútil o contrário ao
bom senso, fingir caminhar junto e
arrastar assim o Congresso como
arrastavam os bundistas, né, para outro
lugar, sendo que você não concorda com a
gente. Não concorda, saiba. A literatura
já tinha esclarecido o problema e era
evidente para qualquer membro consciente
do partido que só faltava p francamente
a questão e escolher aberta ilalmente.
Autonomia, caminharmos juntos ou
federação, separarmos.
Evasivos em toda a sua política. Também
aqui os bundistas quiseram ser evasivos
e adiar a questão. A gente falou: “Não,
tem que voltar isso logo.” O camarada
Akimov junta-se a eles e logo formula,
provavelmente em nome de todos os
partidários da Rabo Chaed yellow, as
suas divergências com iscra no plano
organizativo. Ao lado do bunde da Rabo
de Diello, alinha-se o camarada Makov,
dois votos do comitê de Nikolaev, que
pouco antes se tinha declarado solidário
com o ISCR. Para o camarada Makov, o
problema não é nada claro e para ele, o
ponto nevrálgico é também a questão da
estrutura democrática, ou, pelo
contrário, noit bem, do centralismo.
Então, o centralismo foi posto em
cheque, tá, pro Mapov, exatamente como
para a maioria da nossa redação do
partido, maioria que no Congresso ainda
se não tinha dado conta deste ponto
nevráutico, né? Porque nesse ponto aqui
o Makov junto com a Bund Rabochaidelo
era a maioria, mas como o Bund perdeu
eles e, né? A votação não foi agradável
a eles, eles saíram. Aí quando eles
saíram o Leni, o grupo do Leni vai virar
maioria. Assim, contra os escristas,
ergue-se o Bund, a Rabotaedelo e o
Camaravada Makov, reunindo todos juntos
os 10 votos que se registraram
contra nós. Houve 30 votos a favor e,
como vemos em seguida, é a volta deste
número que muitas vezes oscilam os votos
dos inscristas.
11 abstiveram-se não se ligando de
maneira definitiva, como se verifica nem
a um nem a outro dos partidos em luta.
Então, veja, a diferença aqui é que
Lenin briga com as pessoas, ele discute,
ele tenta ganhar no voto.
Na época do estalinismo assassinava todo
mundo, né?
Eh, interessante notar que na altura da
votação sobre o segundo estatuto do
Bund, a rejeição do segundo parágrafo
provocou a saída do bunde do partido.
Eram igualmente, em número de 10, os
votos e as abstenções. Abstiveram-se
precisamente os três partidários do
Rabotidelo, Bruka, Martinov e Akimov, e
o camarada Makov. É evidente que a
votação sobre o lugar a reservar a
questão do Bund deu origem a um
agrupamento que não tinha nada de
acidental. É evidente que todos estes
camaradas discordavam do ISCRA, não só
em relação ao problema técnico da origem
da ordem da discussão, mas também quanto
ao fundo. No que se refere a Arabotiao,
a divergência do fundo é clara para
todos. E o camarada Makov definiu de
modo notável a sua atitude no seu
discurso a propósito da saída do bund.
Vale a pena que nos detenhamos nesse
discurso. O camarada Makov diz que
depois da resolução que rejeitou a
federação, a situação do Bund no pós DR
de questão de princípio, tornou-se para
ele uma questão de política real face à
Organização Nacional historicamente
constituída.
Aqui prossegue o orador. Tive
forçosamente que ter em conta todas as
consequências que podiam advirção
e, por isso teria votado a favor do
segundo parágrafo na sua totalidade. O
camarada Makov compreendeu perfeitamente
o espírito dessa política real. em
princípio já rejeitou a federação e é
por isso que na prática teria votado a
favor de um ponto dos estatutos que
estabelece essa mesma federação. Tá
sendo irônico, tá? E este camarada
prático, entre aspas, explica a sua
estrita posição de princípio com as
palavras seguintes: “Mas, o famoso mas,
como qualquer votação minha, apenas um
caráter de princípio e não poderia ter
caráter prático, devido à votação quase
unânime de todos os outros
congressistas, preferia abster-me para
por princípio, ah, meu Deus, Deus no
livre de tal espírito de princípio.”
fazer ressaltar a diferença da minha
posição neste caso, relativamente à
posição defendida pelos delegados do
Bund que votaram a favor neste ponto.
Pelo contrário, teria votado a favor
desse ponto se os delegados do Bunde se
abstivessem, assunto sobre o qual
insistiram anteriormente.
Entenda quem puder,
né? A a sua posição vai variando, né? A
depender da posição dos outros, né? Vai
ser é rebocado dependente e tal. Então,
ó, entenda quem puder. Eis um homem
agarrado aos princípios que se abstém de
declarar em voz alta. Sim, porque isso é
útil na prática quando toda a gente diz
não, né?
Entende aí quem puder. Depois da votação
sobre o lugar a reservar na ordem do
dia, a questão do Bund, pôs-se a questão
do grupo Borba, que também determinou um
agrupamento extremamente interessante e
que estava estreitamente ligado à
questão mais delicada do Congresso, a
composição pessoal dos centros. A
comissão encarregada de determinar a
composição do Congresso pronuncia-se
contra o convite do grupo Borbá. de
acordo com a decisão do comitê de
organização repetida duas vezes, né, vê
as páginas tais e tais da ata e também
de acordo com o relatório dos seus
representantes na comissão. O camarada
Egorov, ah, membro do CO, declara que a
questão do grupo Borbá, notai bem, do
Borbá e não deixa daquele dos seus
membros, é nova para si e pede suspensão
da sessão. É um mistério. Como é que uma
questão duas vezes resolvidas pelo CO
podia ser nova para um dos seus membros?
durante a interrupção, o CO composição
que por acaso estava presente no
Congresso, vários membros seus, velhos
membros da organização do ISC estavam
ausentes do Congresso, reúnem-se em
sessão. Inicia-se, iniciam-se os debates
sobre o Borba. Os partidários do
Rabodelo pronunciam-se a favor,
Martinov, Akimov e Brooker, os
escristas, né? Parlovic, Sorokne, Lang
Trotsk, Martov e outros pronunciam-se
contra. O Congresso divide-se de novo da
maneira que já conhecemos. Tratava-se em
torno do Borbá, uma luta obstinada e o
camarada Maretov faz um discurso
particularmente circunstanciado e
combativo, no qual alude com razão a
desigualdade de representação dos grupos
da Rússia e dos grupos do estrangeiro.
Diz que não estaria muito bem conceder a
um grupo do estrangeiro um privilégio.
Então a ideia é o seguinte, olha, vai
ter uma divisão de partido, né? Vai ter
o grupo que tá exilado e o grupo que tá
dentro da Rússia. E aí o próprio Martrou
essa galera para fora, disse: “Não, isso
não vai ter.” Aí a galera, né,
ó, palavras de ouro hoje particularmente
instrutivas depois do da dos
acontecimentos ao Congresso, que não se
o que ele tá dizendo assim aqui,
ironicamente o Martov falava, né, que os
caras não ia ter privilégio, mas ele
quer privilégio para ele. É isso que o
Len tá dizendo, que não se deve fomentar
no partido o causem em matéria de
organização, caracterizando por uma
fragmentação. Não vai ter um partido
aqui, o outro partido, né? Não, não vai
ser assim. O partido que é constituído
por uma versão daqui, outra versão da
Polônia, que era questão dos bundistas,
né? Uma nacionalidade e a outra era
outra fragmentação. Então o que ele tá
tentando mostrar é que Matov lutou
contra a fragmentação e ele ajudou, ele
concordava com a gente, né? Então lutou
contra a fragmentação na questão do
nacionalismo, colocado pelos judeus
poloneses e lutou contra a fragmentação
também nessa questão do internacional. E
as pessoas que estão exiladas, elas vão
fazer cada um núcleo próprio. Ele ele
lutou contra a fragmentação. Então vamos
lá. Por uma fragmentação que não é
justificada por nenhuma eh consideração
de princípio em cheio na minoria do
Congresso do nosso partido, né? Agora
não pode fragmentação, né, Martóp? Além
dos eh partidários do Rabochaia delas,
você vê essas coisas, tá? Você vê isso
tudo acontecendo na na política de hoje,
tá, né? na hora que você não tá no
poder, aí não, veja bem, tá quebrando na
as diretivas do Congresso e não sei o
que. Aí na hora que você é hegemonia, aí
não, aí aí o Congresso decidiu. É muito
engraçado isso. É muito engraçado ver
isso, né? É muito engraçado. Isso
acontece até hoje, né? Aí o que eu fico
dizendo é assim que eu tenho dito, né?
Eu não vou brigar mais porque assim,
gente, isso acontece no século XIX, isso
acontece no século, eu vai ser na minha
época que vai parar de acontecer? Não
vai. Claro que não vai, vai acontecer,
deixa fazer. Bom, além dos partidários
da Arabota de Elelo, ninguém até ao
encerramento das inscrições de oradores,
se pronunciou abertamente e com
fundamento a favor do Bobbá. Devemos
fazer justiça ao camarada Akimov e aos
seus amigos, que pelo menos não
terensaram e não se esconderam, mas
prosseguiram abertamente a sua tática e
disseram abertamente o que queria.
Depois não no WhatsApp, né? Não no no
Discord da soberan, não não diz
publicamente, tá? Depois do eh do
encerramento das inscrições de oradores,
quando já ninguém se pode pronunciar
sobre o fundo da questão, o camarada
Egorov pede insistentemente que se ouça
a decisão que acaba de ser adotada pelo
CO. Não é de estranhar que os membros do
Congresso se indignem com tal
procedimento. O camarada Planov na
presidência, né? E o camarada Planov na
presidência exprime a sua perplexidade
por o camarada Egorov insistir no seu
pedido, porque segundo pareceria,
ah, das duas uma, ou se falava franca e
claramente perante todo o Congresso
sobre o fundo da questão, ou então não
se dizia absolutamente nada, mas deixar
encerrar as inscrições de oradores para
em seguida a pretexto de discurso de
resumo,
eh, É a mesma coisa do Nicolas Ferreira,
né? Não, mas aí é só eu tenho eu tenho
lugar, como é que é? Eh, eu tenho
questão de ordem, né? Questão de ordem.
Você encerra as falas já estão
encerradas. Questão de questão de ordem
não é para você falar réplica, não é?
Nunca foi, né? Aí veja, vocês percebem
que a discussão política que tá sendo
feita, vocês vocês estão notando? Vocês
estão notando que Lenin fazia política?
Você percebe que a política do partido é
uma política igualzinha acontece no
Congresso Nacional? Quem fala? Que hora
que fala? né? E aí divide em comissões,
é a mesma coisa que acontece no
Congresso Nacional, certo? Aí os caras
olha para isso e fala: “Iso é
positivismo”. Aí eu falo assim: “Ah, é
você que assim é entancável as crianças
web comunista. É entancável”. Aí veja,
sabe o que quem vai sabe quem precisava
assistir aqui? Sabe quem precisava
assistir? Não vai assistir porque eles
olham para eles e falam assim: “Ah, não,
muito chato esse negócio de reunião,
assembleia, turno de fala. Isso aí é
muito chato. Eu não participo dessas
coisas não. Legal é assistir o youtuber
aqui, repetir o que ele tá dizendo.
Entendem? Entendem?
Aí eu falo a briga com o menino
universitário que nem é nem saiu da
fralda ainda, né? Nunca teve uma um
trabalho, nunca participou de nenhuma
organização. Aí ele fica repetindo
youtuber, ele acha que isso, é
comunismo, né? E etc. Eh, ele não vai
assistir, um menino desse não vai
assistir um vídeo desse porque ele olha
isso e fala assim: “Não, mas isso é
muito positivismo, isso é muito estado
pequeno burguês e tal”. Enfim, mas era
essa a discussão, né? Isso aqui, como
vocês viram no início do texto, era a
coisa mais importante do partido,
segundo o lem. Agora, pergunta se esse
menino web comunista que segue youtuber,
se eles participaram de alguma coisa,
uma coisa, uma vez na vida parecida com
isso aqui, uma vez. Entendeu? Por que
que eu não levo a sério essa gente?
assembleia. Eu chego lá, instalo o
chicote,
[Risadas]
assembleia não, eu chego lá e trai
ai. Mas deixar encerrar as inscrições de
oradores para em seguida pretexto de
discurso de resumo, apresentar ao
Congresso uma nova resolução do CO,
precisamente sobre a questão que se
acaba de debater, é uma verdadeira
punhalada nas costas, né? Óbvio, a
sessão recomeçou depois do almoço e o
burô, que com eh continua perplexo,
decide renunciar ao formalismo, entre
aspas, e recorrer ao último recurso de
que os congressos se servem apenas em
última instância. Uma explicação
amigável.
Popov, representante do CO, lê a decisão
do CO adotada por todos os seus membros,
exceto uma, a Pavlovilov,
ah, exceto um, né, ou Pavilovit,
propondo o congresso que convide
Riazanol. Eh, Pavlovit declara que negou
e continua a negar a legitimidade da
reunião do CO e que a nova decisão do CO
contradizão
anterior. Aí, aí veja esses meninos,
imagina esses meninos aqui abrindo essa
esse vídeo 1 hora e meia de leitura
inaugural de um texto, mostrando como é
difícil, né? Como você tem que, né? Aí
ele, aí ele abre esse vídeo e fala
assim: “Tá, mas me dá aí em 30 segundos
o que é centralismo democrático, né,
para poder para poder mostrar que eu sei
na roda de esquerdistas da escola”. Não
é assim, gente. É assim, gente. É assim.
Tô dizendo, ó, presta atenção.
Centralismo tem a ver com obediência das
regras. Depois que você decide
participar de um Congresso, que tem uma
votação e etc e tal. Não, mas me diz aí
em 30 segundos o que que eu preciso
dizer no Discord para eu dizer que eu
sei. Gente, não tem como levar a sério.
O marxismo que tá sendo criado na
internet. Não tem como levar a sério.
Não tem como levar a sério.
Então, ó, Pavlovilov ã declara que negou
e continua a negar a legitimidade da
reunião do CO e que a nova decisão do CO
contradiz a sua decisão anterior. Essa
declaração desencadeu uma verdadeira
tempestade. O camarada Egorov.
igualmente membro do CO e grupo do Yudni
Rabot evita responder sobre o fundo da
questão e tenta transferir o centro da
gravidade pra questão da disciplina. Aí
o camarada
Pavilovic diz, infringiu a disciplina do
partido, visto que o CO, depois de ter
eh examinado o seu protesto, tinha
decidido não dar conhecimento ao
Congresso da opinião pessoal do
Pavlovic.
Os debates desviaram-se paraa disciplina
do partido e Planov, entre os ruidos
aplausos do Congresso, explica de forma
dialética ao camarada Egorov. Egorov,
minha criança, nós não temos mandados
imperativos.
Ah, ai, cara. Aí ele vai citar aqui onde
tá, né? Ó, parágrafo sétimo da página
tal. Os plenos poderes dos delegados não
devem ser limitados por mandatos
hiperativos.
No exercício dos plenos poderes, são
completamente livres e independentes. O
Congresso é a estância suprema do
partido. Não é eu que tô dirigido aqui
que mando. Não é porque você é o dono do
CO, né? Não, não é assim, querido. Não é
assim. Você precisa não entender o
funcionamento da coisa, né? Então, o
Congresso é a instância suprema do
partido e por isso infringe a disciplina
do partido e o regulamento do Congresso,
precisamente quem de qualquer maneira
impede um delegado de se dirigir
diretamente ao Congresso, né? Então eu
tenho que ter a fala para falar com todo
mundo, porque quem vai decidir é todo
mundo, né?
sobre todas as questões da vida do
partido, sem qualquer exceção.
Controvérsia reduz-se por consequência
ao dilema. Espírito de círculo ou
espírito de partido, limitação dos
direitos dos delegados no Congresso em
nome de direitos ou de regulamentos
imaginários, de quaisquer organismos e
círculos e ergues e etc e tal, ou de
solução completa, não só em palavra, mas
de fato perante o Congresso, de todas as
instâncias inferiores e antigos pequenos
grupos, até que se criem verdadeiros
organismos oficiais do partido. O leitor
já pode ver por aqui a imensa
importância de princípio dessa discussão
no próprio início, terceira sessão, de
um congresso que se propunha a restaurar
de fato o partido. Neste debate se
concentrou, por assim dizer, o conflito
entre os antigos círculos e pequenos
grupos do no gênero do Yudri Arabot e o
partido que renascia. E os grupos
antisquiristas manifestaram-se
imediatamente. Os bundistas, o bundista
Abramson, ah, o camarada Martinov,
ardente aliado do da atual redação
agora, né? Agora ele tá colado pelos
novos descristas. e nosso velho
conhecido, o camarada Ma, que também
conhecemos, eh, todos se manifestam a
favor de Egorov e do grupo Yurin Yudini
Rabot e contra Pavilovic,
o camarada Martinov, que hoje é a porfia
com Martov e Axelod,
faz gala de democracia. em matéria de
organização, evoca mesmo o exercício
onde só pode apelar para uma instância
superior por intermédio da inferior.
Ou seja, né, eh você fica limitado ali
aos grupos, né, para você poder sair
para falar para todo mundo, né? O
verdadeiro sentido dessa compacta
oposição antiscrista era evidente para
todos os que assistiam ao Congresso ou
que tinham seguido com atenção a vida
interna do nosso partido antes do
Congresso. O objetivo da oposição,
objetivo de que nem todos os membros
tinham talvez consciência e que por
vezes defendiam por inércia defender a
independência, o particularismo, os
interesses de capelinha, de pequenos
grupelhos, né, que querem tomar o poder
dentro do partido, para que não sejam
tragados por um partido amplo que vinham
sendo estruturados na base dos
princípios escristas. Foi também deste
ponto de vista que o camarada Martov,
que então ainda não se tinha unido a
Martinov,
abbordou a questão. O camarada Martov
ataca decididamente e com razão os que
na sua concepção de disciplina de
partido não vão além das obrigações do
revolucionário para com o grupo de ordem
inferior de que é membro. Nenhum
agrupamento por imposição, o itálico de
Maretov, é admissível num partido
unificado, certo? Nenhum agrupamento por
imposição. Outro princípio do que tá no
direito, tá? Se estudassem direito,
saberam que explica Martov aos
defensores do espírito de círculo, sem
prever que com essas palavras fustiga a
sua própria atuação política, porque na
prática ele tava lutando nas últimas
sessões para isso, né? nas últimas
sessões do Congresso e depois dele. O
agrupamento por imposição é inadmissível
para o CO, mas perfeitamente admissível
para a redação. O agrupamento por
imposição, ou seja, não pode criticar o
o ISCRA, etc e tal. O novo ISCRA não
pode ser criticado, você tem que estar
agrupado por imposição, tal. O
agrupamento por imposição é condenado
por Mart quando o vê do centro, mas é
defendido por Mart quando deixa de lhe
satisfazer a composição deste centro.
Você vai ver na política um monte de
gente fazendo isso, né? Quando é
interessante para mim é uma fala. Aí a
mesma fala vira do aveias quando não é
mais interessante para mim.
É interessante notar que o camarada
Martof, no seu discurso sublinhou
expressamente, para além do enorme erro
do camarada Egorov, a instabilidade
política manifesta pelo CO. Em nome do
CO, digna, indignna-se Martov, com
razão, foi apresentada uma proposta que
contradiz o relatório da comissão
baseado, acrescentamos nós,
acrescentamos nós no relatório dos
membros do CO, palavra de eh coachov.
e as propostas anteriores do CO,
sobrinho meu. Ah, como vedes, Martov
compreendia então muito bem antes de
efetuar sua viragem que a substituição
do grupo Borbá por Riazanov eh em nada
retira o caráter absolutamente
contraditório e hesitante da atividade
do CO. As atas do Congresso da Liga
podem informar os membros do partido de
modo como as coisas se apresentavam a
Martov depois de sua viragem. Martov não
se limitou então a analisar a questão de
disciplina. Também perguntou claramente
ao SEO que aconteceu de novo para ser
necessária uma reformulação. Sublime eu,
né? Sublime eu aqui do reformulação, né?
Porque de fato o CO ao fazer a sua
proposta nem sequer teve a coragem
suficiente para defender abertamente a
sua opinião, como fizeram Kimov e
outros. Martov refuta atas da liga, mas
com eh mas quem ler as atas do Congresso
verá que ele se engana. Popov, que faz
uma proposta em nome da CO, não diz uma
só palavra dos motivos das atas do
Congresso do partido. É Gorov, desloca a
questão para o ponto da disciplina. Mas
quanto à essência, ele só afirma: “O CO
podia ter tido novas razões, mas se
surgiram e quais é o que se ignora?” Mas
se surgiram, né, as novas razões? E
quais são essas novas razões? É o que se
ignora. podia talvez terse esquecido de
inscrever alguém, etc. Este, etc. É
única salvação do orador, né? que não
tem a defesa da posição, porque o Có não
podia ter esquecido a questão do Borbá,
já discutida por ele duas vezes antes do
Congresso e uma vez na comissão. O CO
tomou essa decisão não porque a sua
atitude para com o grupo Borba eh tenha
mudado, mas porque quer suprimir
escolhos inúteis do caminho da futura
organização central do partido desde os
primeiros passos de sua atividade. Diz
isso não é apresentar uma razão, mas
eludir uma razão. Todo social democrata
sincero, né? E não pomos em causa a
sinceridade de nenhum dos delegados ao
Congresso tem o cuidado de suprimir tudo
o que considera uma escolha e suprimi-lo
uma escolha assim um um escolhete, né?
Um escolhete e suprimi-lo com todos os
meios que considera adequados.
Apresentar razões é explicar, né? Você
tem que você não dá. Por quê? Porque é
assim, né? Toda vez você apresentar uma
razão, você tem que explicar. Não a
escolha, né? Eu faço isso por esse
motivo, por esse motivo. É isso que ele
tá falando, né? A necessidade de uma
justificação, igual quando a gente fala
no direito, né? Porque Len fez faculdade
de direito, né? Ele sabia. Então, quando
você vai dizer, você não fala assim, ó,
condenado. Por quê? Porque [ __ ]
porque eu escolhi, né? Isso que ele tá
dizendo. Você, quando você vai
apresentar qualquer posição, você tem
que justificar a posição. Então, tá?
Apresentar razões é explicar e formular
com precisão a sua opinião sobre as
coisas em lugar de se esquivar. por um
truísmo e teria sido impossível
apresentar razões sem mudar de atitude
para com o Borbá. Ah, porque as
anteriores decisões contraditórias do CO
tinham igualmente tido o cuidado de
suprimir escolhos, mas viam esses
escolhos precisamente da posição
contrária. Então o que ele tá dizendo
assim: “Se ele apresentasse
justificativa, ia ficar claro que ele se
contradizia. Quando ele fosse tentar
explicar, ele ia ver que num caso pode,
no outro não pode. Diante da
conveniência. É isso que o Len tá
dizendo. O camarada Martov atacou então
com grande violência e muita razão este
argumento que qualificou de mesquinho e
devido ao desejo de se esquivar,
aconselhando ao CO a não temer o que os
outros dirão. Bom, com essas palavras, o
camarada Martou
maravilhosamente o fundo e o significado
matiz político, que no Congresso
desempenhou um importante papel e que se
distingue justamente pela sua falta de
independência e pela sua mesquinhez,
pela ausência de uma linha própria e
pelo receito do que dirão os outros,
pelas eternas oscilações de lá para cá,
de cá para lá, porque não tem firmeza,
né, de princípio, de verdade. Então,
pelas eternas oscilações entre condenar
o centralismo e defender o centralismo,
ser atacado por tá porque fica
vacilando, né? Aprender, a depender da
conveniência, fica vacilando. Então, ah,
pelas eternas oscilações, entre duas
partes claramente determinadas, pelo
medo de expor abertamente o seu credo,
né? tudo no WhatsApp, tudo no Discord,
tudo no Twitter,
ã, por todas as características do
pântano.
Esta falta de caráter em política do
grupo instável levou, entre outras
coisas, a que ninguém, excepto eh o
bundista Yudni, fizesse uma proposta ao
Congresso para convidar um membro do
grupo Borbá. Houve cinco votos a favor
da proposta de UN.
Evidentemente, todos os bundistas, os
elementos hesitantes, mais uma vez eh
viraram a casaca. Qual era mais ou menos
o número de votantes do grupo do centro?
Mostram-no as votações da proposta de
Czof,
eh, e Yudne, sobre este ponto aí. Sabe o
que que diriam? Sabe o que que diriam
sobre esse texto? Se esse texto de Len
fosse um vídeo? Virou canal de fofoca,
pô.
Virou canal de fofoca, não é isso que
diria? Virou canal de fofoca, tá falando
um monte de nome próprio, tá criticando
as pessoas, tá dizendo que o cara tava
de uma posição e depois virou, que não
tem caráter. Virou um canal de fofoca,
não é isso? Não diria isso, para Len?
Virou um canal de fofoca. Virei um canal
de fofoca.
Ah, e os escristas obteve 32 votos e os
mundistas 16. Ou seja, além de oito
votos antisristas, os dois votos do
camarada Maov, os quatro votos do
camarada do grupo Yudne eh Rabot e mais
dois votos. Mostraremos em seguida que
não poderíamos considerar acidentalmente
essa distribuição, mas primeiro
exporemos sumariamente a opinião atual
de Martov sobre este incidente do CO.
Marto afirmou perante a liga que
Pavlovic, Pavilovic, eh, e os outros
atiçaram as paixões. Basta consultar as
atas do Congresso para ver que os
discursos mais circunstanciados,
mais ardentes e mais duro duros contra o
Borbá e o CO são os do próprio Martro
para Pavilovic.
só da só da prova de instabilidade.
Antes do Congresso tinha precisamente
escolhido Pavilovic como o sétimo membro
da redação. No Congresso, juntou-se
inteiramente a Pavlovic contra Egorov.
Depois, quando se viu derrotado por
Pavilovic, acusou-o de atiçar as
paixões. Não é isso, [ __ ] Essa me
pegou.
É exatamente isso, né? É exatamente
isso, né? Esse cara tá muito apaixonado,
né? Temperamental. É simplesmente
ridículo. É simplesmente ridículo. É
simplesmente suco de ridículo. Nocra
número 56, Martov faz ironia por se
atribuir grande importante, grande
importância ao convite de X ou de Y. De
novo, esta ironia se volta contra Marta,
porque o incidente com o CO serviu
precisamente de ponto de partida aos
debates sobre uma questão tão importante
como o convite de X ou de Y para fazer
parte do CC ou do OC. Não está certo
empregar-se duas medidas diferentes
segundo se trate do seu próprio grupo de
ordem inferior em relação ao partido ou
de qualquer outro. Isto é precisamente o
espírito filistino, né? Filistino.
Filistinos são os os covardes, né? Os
covardes e tal, ah, que são hipócritas,
né? Os covardes hipócritas que dizem que
são ligados à coisa. E na verdade, né?
Toda vez que o o Leni usa essa palavra
aqui, né? Dizer que é filisteu e tal,
ele tá apelando à Bíblia. tem uma
passagem bíblica,
eu não vou lembrar qual é a passagem,
mas é Mateus, em que Jesus Cristo ele
diz o seguinte: “Eh, olha, os os
filisteus, essa galera aí, né, que é
muito religiosa, etc e tal, né, mostra
para todo mundo quanto que é religiosa,
como eu sou radicales, etc. Eu sou
radicales raiz mesmo, né? O resto é tudo
falso, etc e tal. Como na verdade essa
galera é hipócrita para [ __ ] e só
vive demais, né? Toda vez que Len tiver
usando a palavra filisteu, ele tá
dizendo isso, tá?
Eh, é uma referência bíblica e espírito
de círculo, eh, e não uma atitude de
partido. Um simples confronto entre o
discurso discurso de Martov eh, perante
a liga e seu discurso no Congresso prova
inteiramente. Não compreendo, dizia
Martov, entre outras coisas na liga.
Não compreendo, dizia Marta. Ele fez
essa pausa de sacanagem, né? Não
compreendo. Sim, Marta, eu sei que você
não compreende, ele fez essa falsa de
propósito. Não compreendo, dizia Mart,
né? Entre outras coisas na liga. Ele
dizia outras coisas, mas assim, não
compreendo. É uma coisa que ele dizia
muito. Não compreendo, dizia Marto,
entre outras coisas da liga, como as
pessoas arranjam maneira de se dizerem a
qualquer preço, escrista, escristas e ao
mesmo tempo mostrarem-se envergonhados
de ser. Estranha incompreensão, meu
querido. Não compreendo, não entendo,
não entendo que vocês estão brigando,
não consigo entender. Tá tudo confuso,
né? É, é tudo confuso, não dá para
entender o que tá acontecendo. E
estranha a incompreensão da diferença
entre o dizer-se e o ser, né, entre a
palavra e a ação. No Congresso, Martov
disse disse-se a si próprio adversário
dos agrupamentos por imposição, mas foi
partidário deles depois do Congresso.
Ah, letra D, né? Letra D, a dissolução
do grupo Yudni Rabot. A forma como se
dividiram os delegados sobre a questão
do CO poderá parecer fortuita, né? Uma
besteirinha assim, um acaso, etc., mas
não é. Mas tal opinião seria errada.
para a discipar, afastarnos emos da
ordem cronológica e examinaremos
imediatamente um incidente que, embora
tenha conhecido no fim do acontecido no
final do Congresso, está estreitamente
ligado ao precedente.
Esse incidente é a dissolução do grupo
Yudni Rabot contra as tendências
escristas em matéria de organização,
coesão absoluta das forças do partido e
supressão do caos que as fraciona e faz
vrum.
Levantaram-se aqui os interesses de um
dos grupos que, enquanto não havia um
verdadeiro partido, tinha feito um
trabalho útil, mas que se tornou
supérfolo depois de ter organizado o
trabalho de moto centralizado. Em nome
dos interesses do círculo, o grupo Yudni
Rabot tinha tanto direito de conservar a
sua continuidade e inviolabilidade como
a antiga redação do ISCRA. Em nome dos
interesses do partido, este grupo devia
submeter-se à transferência de suas
forças, né, suas atividades para as
organizações correspondentes que são do
partido propriamente, né, do ponto de
vista dos interesses desse círculo, do
ponto de vista filistino, né, da
hipocrisia, dos caras que se dizem,
etc., não poderia deixar de parecer, né,
que se dizem, né, parece, mas não é
coisa delicada. Expressão dos camaradas
Rusov e Deut, a dissolução de um grupo
útil que tinha tão pouca vontade de se
deixar dissolver como a antiga redação
do ISCRA. Do ponto de vista do dos
interesses do partido, era indispensável
essa dissolução, esta absorvição,
expressão de Guser, pelo partido. O
grupo Yudne Rabot declarou acertadamente
que não considerava necessário
proclamar-se dissolvido e exigia que o
Congresso se pronunciasse
categoricamente e imediatamente, ou sim
ou não. O grupo Yudne Rabot invocou a
mesma continuidade para a qual apelara a
velha redação do ISCRA depois da sua
dissolução. Ainda que todos nós
individualmente consideramos
considerados
eh constituamos um único partido, disse
o camarada Egorov. É sempre o Egorov.
Nem por isso esse partido deixa de ser
composto por toda uma série de
organizações as quais se deve ter em
conta como grandeza históricas. Se tal
organização não é prejudicial ao
partido, não há por dissolvê-la. Então o
que que eles estão discutindo? Por que
que há essa discussão inteira? Porque
tava em discussão aqui, ah, que os
grupos iam se formar e aí os grupos que
que se juntaram para se formar vão
constituir uma unidade de partido. Então
não vai ter ficando não vai ficar
subgrupos. Quem era contra isso, por
exemplo, era o Trotsk. Por isso que o
Trotsk não cola com essa galera, porque
o Trotsk ele tem uma influência política
muito grande e ele vem com o seu grupo
próprio, né? Então ele não quer entrar
no lugar e dissolver o grupo próprio e
faz, né? Então tem essa discussão e o e
o o Lenin tá defendendo e ele tá dizendo
que o Martov tava com ele também, mas
vacilando para caramba na tese de não,
gente, a gente não vai manter grupos
grupos anteriores, a gente vai se
estabelecer numa unidade de partido
e que vai de, né, vai se estabelecer eh
nesses novos grupos e você vai integrar
na sua atividade esses novos grupos que
você vão ser constituídos a partir
daqui, né? E o Tróc é contra, né? porque
ele quer manter, quer manter o grupinho
dele, etc. Por isso que ele é terceira
via, né? Tr que é terceira via aqui
nessa época. Então, vamos lá. Eh, assim
se pôs de forma perfeitamente definida
uma importante questão de princípio e
todos os escristas, enquanto os
interesses do seu próprio círculo não
viram eh não vieram para primeiro plano,
se pronunciaram categoricamente contra
os elementos instáveis. Nesse sentido,
os bundistas, os dois, eh, os dois do
partido do Rabotedelo já não estavam no
Congresso, eles já tinham vazado.
Seguramente que teriam defendido com a
máxima energia a necessidade de terem
conta grandezas históricas, etc., tal.
Os resultados da votação foram 31 a
favor, cinco contra e cinco abstenções.
Os quatro votos dos membros do grupo
Yudni Rabotne e mais um voto,
provavelmente o de Belov, a julgar pelas
suas anteriores declarações. Um grupo de
10 votos francamente ostiou ao plano de
organização consequente do ISCRA e
defendendo o espírito de círculo contra
o espírito de partido. Desenha-se muito
claramente. Durante os debates, os
escristas põem esta questão jun
justamente no plano dos princípios. Ver
o discurso do Lang. Pronunciam-se contra
o trabalho artesanal e a dispersão, né?
Cada um faz o que quiser, né? Então vai
ter um plano, vai ter um projeto de
ação, você vai cumprir as atividades que
foi decidido em conjunto, etc.
Recusam-se a ter em conta as simpatias
desta ou daquela organização e declaram
abertamente se há um ou dois anos ainda
os camaradas do Yudnirabot se tivessem
identificado mais estritamente com os
princípios, a unidade do partido e o
triunfo dos princípios do programa que
aqui sancionamos teriam sido conseguidos
mais cedo. Dentro do mesmo espírito
pronunciam-se Orlov, Gusev, Liadov,
Liadov e Muraviov, Rusov, Pavlovic,
Blebov e Gorin. Os escristas da minoria
não só se não manifestaram contra essas
advertências precisas várias vezes
apresentadas no Congresso contra a falta
de firmeza de princípio da política e da
linha do Yudni Rabot
de Martov de Makov, perdão, de Makov e
outros não só não fazem a mínima reserva
acerca desse assunto, como pelo O
contrário, pela boca de Deutidamente
se lhe associam, condenando o caos e
aplaudindo a fraqueza, a franqueza com
que a esquerda a questão tinha sido
posta pelo próprio camarada Rusov, que
na aquela mesma sessão teve a audácia,
que horror, de também por franc por
francamente a questão da antiga redação
puramente numa base do de partido. Veja
só, a crítica que Len tá fazendo é que a
galera do novo ISCRA não obedece as
regras que foram decididas. É isso.
Liberdade de crítica, etc. e tal. Eles
eles não respeitam a as decisões que
foram tomadas e agora eles querem criar
um grupinho e etc. Tá? Essa é a primeira
discussão, a discussão de forma, né, de
organização. A questão da dissolução do
Yudne Rabot provocou neste grupo uma
terrível indignação da qual se encontram
marcas nas atas. Não devemos esquecer
que as atas dão apenas uma pálida imagem
dos debates, porque em vez de discursos
completos, apresentam apenas breves
resumos ou exertos. O camarada Egorov
chegou mesmo a qualificar de mentira a
simples menção do grupo Rabosia MS ao
lado do Indine eh Rabot, exemplo
característico da atitude que
predominava no Congresso para com o
economicismo consequente. E mesmo muito
mais tarde, na 37ª sessão, Gorov fala da
dissolução do Yudin Rabot com a mais
viva irritação, pedindo que se escreva
nas atas que durante os debates sobre
Yudnira Rabbot, os membros deste grupo
não foram consultados nem sobre os meios
a destinar as suas publicações, nem
sobre o controle do AC. C e do CC. O
camarada Popov
durante os debates a propósito do
Guinirabot
faz alusão à maioria compactada,
a maioria compacta que teria decidido
antecipadamente
do destino deste grupo. Agora diz ele,
depois dos discursos dos camaradas Gusev
e Orlov, tudo está claro. É evidente o
sentido dessas palavras. Agora que os
escristas se pronunciaram e apresentaram
uma resolução, tudo está claro. Isto é,
está claro que o Yudir Rabot eh será
dissolvido contra a sua vontade. O
próprio delegado do Yudini Rabot separa
aqui os escristas, e além disso os
escristas como Guil Viorlov dos seus
partidários como sendo representantes de
linhas diferentes de política de
organização. E quando o atualra
apresenta o grupo Yudini Rabot e também
provavelmente Markov como escristas
típicos, isto só nos mostra com precisão
o esquecimento dos acontecimentos mais
importantes do ponto de vista desse
grupo do Congresso e o desejo da nova
redação de apagar os indícios que
assinalam os elementos que serviram da
origem da chamada minoria. Então veja
só, essa discussão que tá sendo feita
aqui é parecida com a facção do YouTube.
Entendeu? Vocês entenderam? No mundo
contemporâneo, o que que isso tem a ver?
O que que isso tem a ver? No mundo
contemporâneo tem a facção do YouTube,
que quer ser um partido a parte do
partido, entendeu? Tem o partido lá e
tem o partido que é criado do lado de
fora, que quer ser um partido outro, que
quer guiar, quer tomar o partido. É o
partido do YouTube, certo? é o partido
do YouTube. Então são os meninos que
segue o YouTube, que repete os que o
YouTube diz e quer tomar o partido por
dentro, quer dizer que o a a galera que
decidiu e etc. Tudo não entende como é
porque você não assistiu, né, o YouTube,
etc e tal. Então é o partido do YouTube,
o partido do YouTube quer romper.
Partido do YouTube quer romper com a
estrutura interna do partido. Isso é um
problema, né? Isso é um problema, né?
Tem um monte de menino na UP que quer
que a OP seja que quer que a OP seja um
reflexo do que acontece no YouTube. Não
vai ser, né? Não vai ser. E não é para
ser, né?
O partido não entende tem que instalar
ali o chicote, não sei o quê. Não, não
vai ser. O partido não é o YouTube,
menino que tá no no partido, menino da
UP. O partido não é o YouTube, tá? Não
é? Inclusive youtubers que são de outros
partidos, gente. Youtubers que são de
outros partidos, pelo amor de Deus.
Youtuber de outros. Eu sei que
felizmente a UP sofre menos com isso,
mas assim, o que o que tem de grupos de
menino que aparece aqui de vez, a gente
nem sabe se é verdade, né? Aparece o
meninozinho, ah, eu sou da UP também e
você tem que não criticar o camarada do
partido tal, porque não tem que Por quê?
Porque você tá mandando, a gente tem que
mandar. Aí quando a gente critica, o
pessoal fala assim: “Não, isso aí é eh”.
Aí eles chamam, como é que é? Eu sempre
esqueço o nome dessa palavra. Essa
palavra é tão estúpida que eu esqueço. T
Não é divisionista. Como é que é o nome
que eles dão? É, sempre esqueço. Mas
significa a mesma coisa que ser
division. Divisionista o quê? Compartir
dos outros. Vocês são maluco, molecada.
Vocês são malucos, seus moleques. Vocês
são maluco.
Eh, eh, como é que é o nome? Eh,
sectário, né? Você é secário com o
partido dos outros, pelo amor de Deus.
São partidas diferentes por um motivo,
né? São partidas diferentes por motivo.
Ah, essa galera aí é sectária. Sectária
por quê? Porque eu não tô pagando pau
pro youtuber que é mais famoso que eu,
não. É muito patético isso. Então assim,
molecada, partido não é o YouTube, tá?
Partido não é o YouTube, tá bom?
Importante vocês entendem, o partido de
vocês não é o YouTube, tá? Ou então faz,
gente, monta, monta partido do YouTube
comunista. Pode ser, monta vocês, o
partido de vocês. Agora a P não é o
YouTube, né?
Então vamos, vamos lá. É evidente que eh
é evidente o sentido dessas palavras.
Agora que os escristas, isso aqui tudo
já li, né?
Não, mas eu vou ler de novo. Se eu já
tiver lido, eu vou ler de novo. Eh,
o próprio delegado do Yudini Rabot
separa aqui os escristas e além disso,
escristas como Gusev e Yorlov, dos seus
partidários, etc. e tal. Eu já li isso
aqui,
tá? Eh, infelizmente a questão de um
órgão popular não foi levantada no
Congresso. Todos os escristas debateram
essa questão com extraordinária animação
antes e durante o Congresso. foram das
sessões eh, fora das sessões,
concordando que no momento atual da vida
do nosso partido, lançar ombros à
publicação de um tal órgão ou dar este
caráter a um dos já existentes seria e
empresa extremamente irracional. Os
antiscristas pronunciaram-se no
Congresso no sentido contrário. O Yud
Nirabot fez o mesmo no seu relatório e
não se pode explicar, a não ser por obra
do acaso ou pela recusa em levantar uma
questão sem esperança que não se tenha
apresentado uma resolução adequada
subscrita por 10 pessoas
eh por uma Kombe, né? Não enchu a Komb.
H, o incidente da igualdade
de direitos
das línguas.
Então, veja só,
tá bom, né? Fiz meu ponto claro, não
precisou passar nem de 10 páginas, né?
Fiz meu ponto claro. Fiz meu ponto
claro. Termina de ler, pô.
Termina de ler o texto. É, olha só como
é que você se organiza. Olha como a
gente tem divergências internas. Olha
como é importante publicar essas
divergências. Percebe? O texto fala
sobre isso. O texto fala sobre isso.
Como é importante publicar, deixar todo
mundo ver essas divergências, mostrar as
diferenças, né? Os caras querem manter
do,
tá? Não mostrar as diferenças, ter
clareza, né? Esse cara pensa assim, eu
penso assado. Isso não significa
ruptura. Ele nunca tá pedindo a ruptura
pro Markov deixar o partido. Ele não tá
fundando o partido novo. Ele tá dizendo:
“Ó, vou mostrar claro dis o que tá
acontecendo aqui com com do do Martó.
Não concordo com isso. Não concordo com
isso. E aí é por isso, é por isso a
diferença nossa é a Cassim ela, né, o
pessoal quer eh esconder a origem da
divergência como se fosse só uma questão
de caráter, né? Não tem uma origem,
gente. Olha só, se você olhar desde a
origem, ó, desde os primeiros dias,
etc., Foi assim, aí depois veio isso. Aí
depois aí quando você tem explicar isso,
o que que o pessoal disse? Isso aí é
canal de fofoca. Pois bem, né? Ia dar aí
essa paraa Len também, né? Essa Len ia
cair, né? É canal de fofoca. Tá expondo
o partido. Não tem que expor. Todo mundo
tem que entender o que aconteceu. Por
que que vocês acharam? Que que vocês
acharam? Vocês dividiram? Que que o o
partido adversário da divisão tá
dizendo? É preciso publicar isso. Todo
mundo tem que saber. Não é na internet
não.
Conta não, conta não. Tá. É importante
saber com as pessoas que que pessoa que
você tá lidando, o que que ela quer, né?
O André disse: “Eu eu entendo, Marcov,
eu também vivo perdido por aí”.
Entenderam?
Então, a posição tá sintetizando esse
texto, tem 120 páginas e não chegou nem
na página 10, né? Não chegou nem na
página 10 direito. Vamos sintetizar o
texto e e pedir assim: “Devê de casa,
gente, leiam esse texto, tá? Leiam esse
texto de cabo a rabo, de uma cabeça a
outra. Aí você vai ver que ele vai
desdobrando e vai contando a história
inteira do que aconteceu. Nós, os caras
estão dizendo que aconteceu. Não, não é
isso. É mentira. Não foi assim. Tá tudo
registrado, tá tudo publicado, você
consegue acompanhar os vídeos na
internet um atrás do outro, tá? Não vem
com essa conversa não, né? Não vem com
essa conversa não. Então a galera
mentindo para [ __ ] mas se você
acompanhar o desdobramento foi esse.
Então você tem esse desdobramento e você
tem o ISCRA, o novo ISCRA, né? Com essas
posições que são divergentes das que
ganharam. E se você olhar, é engraçado,
porque muitas coisas que o Matov agora
tá acusando, no início ele tava
defendendo, né? Quando era interesse
dele, ele tava defendendo. Agora, né?
Agora ele tá, ele tá acusando, agora ele
tá dizendo: “Tá errado, etc.” Então,
vamos observar na linha do tempo, né?
Essa falta de caráter e etc e tal. E
veja, não tô dizendo que o cara tem que
sair do partido, é só para enxergar as
coisas como elas são, né? a gente tá
defendendo a mesma coisa que os caras
defendia, que era para manter a unidade,
que não tem essa coisa de você sair com,
né, eh, com com uma estrutura nova e etc
e tal, do ponto de vista organizacional.
Aí agora tu tá vindo com essa que o que
o você publica lá no na revista toda
hora contrário que a gente decidiu só
porque você perdeu na eleição, né, e
etc. Tá? Sobre isso, sobre isso e sobre
a importância de ensinar de cima para
baixo e para você ver que essa acusação
é eterna, né? Acusação é eterna,
acusação de ensinar de cima para baixo.
Uma colização muito engraçada, eu acho.
Um pouco.
É só, é só não mentir, né? É só para não
ser enrolado quando os caras muda de
opinião de novo na cara dura, né? Vai,
os caras fica tergiversando, indo de lá
para cá, de cá para lá. E a grande
questão é o seguinte, tinha uma disputa
política colocada aqui. A disputa
política era o seguinte: eh,
primeiro tem as posições, né? tem as
posições que o que o que o Lenin tem,
ah, que envolvem
questões de organização em sentido
próprio, ele vai dizer: “Olha, gente,
não é para ficar assistindo e eh
juntando professor, né? Não é para ficar
pegando menino, o menininho lá, né?
Mete, vocês, vocês entendem? Você vai
metendo menininho lá só porque o cara
diz amém pro que você diz, aí você vai
formando maioria, né? Aí você vai
metendo todo mundo no teu bolso, né?
Entra no partido, entra no partido.
Quem? você aí, você vai concordar comigo
em tudo que eu disser, vou, então entra
no partido, entendeu? Aí você vai
lotando o partido de gente que não tem
nenhum compromisso com a causa e aí tu
ganha, né? Aí tu vem aqui e fala assim:
“Olha só, gente, o cara lá tá isolado.”
É, também tu vai abraçando qualquer
coisa. Tu vai abraçando qualquer coisa,
daqui a pouco você tem 30 que só diz
amém pro que você fala. Aí, daí você
ganha mesmo, né? Na disputa interna. Aí
o Kilen tá dizendo assim: “Isso é
inadmissível”. Você não vai aceitando
qualquer idiota que diz amém pro que
você fala para dentro do grupo, né?
Porque você vai descaracterizar o grupo
e tem uma disputa política nisso, né? Se
você vai descaracterizando o grupo, aí o
cara que tá, que só tem capacidade de
chamar a gente para dentro do partido,
ele ganha, ele ganha na disputa interna,
né? Então você descaracteriza o grupo.
Então só vai entrar no grupo quem de
fato tem o objetivo de executar aquele
projeto. Isso é a primeira coisa, né? Só
vai entrar o grupo quem tem a a a quem
vai participar daquilo. Então, porque
senão é muito fácil. Eu fico chamando um
monte de gente, olha, você gosta de mim,
gosta, então entra. Você gosta de mim,
gosta, então entra. Vai ser maravilhoso.
Aí você faz maioria e aí você
desestrutura a organização, né? Você faz
maioria e começa a mandar na
organização. Entenderam? Porque que não
pode chamar qualquer um? Você tem que
chamar pessoas que estão comprometidas
com o grupo e que sabem das necessidades
do grupo, das dificuldades do grupo, né?
O grupo tem dificuldade porque como é
que você sabe que o grupo tem
dificuldade? Porque você participa, né?
Porque você participa.
Você participa. Aí você começa a criar
laços que não são laços de dissolução,
porque não tá toda hora um tentando dar
o golpe no outro, né? Se você tem um
grupo em que as pessoas pertencem ao
grupo, participam do grupo,
deixam de dormir por causa do grupo,
gasta dinheiro por causa do grupo, você
se sente pertencente ao grupo. Você não
vai sair brigando com as pessoas para
tomar o poder, né? Só porque você perdeu
uma votação. Entende o que eu tô
dizendo? Se o grupo é constituído de
pessoas que efetivamente, efetivamente
de verdade, mesmo assim, de verdade, tão
entregando a tua vida para um trabalho,
você vai criando solidariedade desse
grupo, né? Você de você não tá com a tua
cabeça, não, eu tô produzindo isso aqui,
mas eu tô produzindo isso aqui porque
uma vez vão enxergar que eu sou muito
bom e daqui a pouco eu chego no poder e
estava meu chicote,
né? Se você não tá com essa cabeça, aí o
grupo vai criar solidariedade, né? O
grupo vai criar solidariedade porque
todo mundo tá enxergando que todo mundo
tá fazendo um papelzinho dentro do
grupo, né? Todo mundo vai fazer um
papelzinho dentro do grupo. Aí você cria
solidária, você começa a gostar do
camarada. Não, porque você concorda com
porque velho, você come na casa da
pessoa, você vive a vida, né? Então você
reconhece que tem uma solidariedade ali
que é muito mais do que só opinião
política e etc e tal. Então você vai
constituindo o grupo. Só que se você tem
gente que entra no grupo que ele tá
assim, ele tá, ele entrou, ele já entrou
assim, ó. Tá? Quem é o principal aqui?
Ah, então é esse cara que manda. Ah, tá.
Então eu tenho que criar uma corrente
interna dentro desse grupo que mostra
que esse cara que manda, ele não sabe o
suficiente, porque aí eu vou mostrar que
quando eu chegar lá está chicote. Aí é
claro que vai romper o grupo, né? Aí é
óbvio que vai romper o grupo. Se seu
interesse não é participar de um grupo
para uma ação coletiva, o seu o seu
interesse é você chegar por dentro e
formar uma estrutura interna que diverge
de quem é liderança. Para você tomar o
lugar da liderança, é claro que seu
grupo não vai sobreviver, né? É óbvio
que isso não vai sobreviver, né?
E sabe onde é que eu aprendi isso?
Livro um da República de Platão, certo?
livro um da República de Platão. Então,
estudem, meus queridos, tá? Estudem,
meus queridos, estudem. Beijo no coração
de todos. Falou, valeu e até mais.
[Música]
[Música]
[Música]
Sim.
A resposta é sim. Sim. Poderia sim.
Sim.
Do futuro.
Essa é uma boa ideia. Eu gostei.