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Reação à entrevista do Gustavo Machado no Podcast 3 Irmãos

O PT e o BPC e o Lula vai fazer o quê?
Dizem, dizem, neoliberal, falam, falam
na maior cara de pau. Mentem, mentem, só
sabem mentir. Olha o grande liberal
e o PT e o PP. E o Lula vai fazer o que?
PP nada de só falam merda do player.
Mando logo é se [ __ ]
Gup cupim cupim sal invade invade seu
canal.
E o que vai fazer seu belego do PT?
Vem o PT. PR PP e o Lula vai fazer o
quê? PP volta de não ver. Só falam merda
do PT.
Só falam merda do PT.
Só falam merda do PT.
PTBPC PPP PTBPC PPP PTBPC
PPC P.
Esse dinheiro é muito bom.
Dinheiro é muito bom.
Ele é muito bom. [ __ ] Pois ele é
bom.
E o P e o PPT e o Lula vai fazer o quê?
A PPA não só falam merda do PT.
Só falam merda do PT.
Só falam merda do PT.
Essa é fácil. É a melhor música.
É fácil. É fácil. Essa pega meu animal
espiritual mesmo. É fácil. É a melhor
música. Veja,
é a melhor música do ano, brother. Não
vai sair outra melhor. Não vai sair
outra outra música melhor do que essa.
Veja, eh, o Alfredo, que é meu amigo lá,
professor da UnB, ele viu esse vídeo
aqui e ele falou: “Caraca, velho, muito
bom isso daqui. A gente podia convidar o
Gustavo
para vir aqui no nosso evento do ano que
vem.
Tô tentando, mas ele não me responde.
Deixa eu ver se ele já me respondeu para
não tá falando bobagem”. Não, ele não
respondeu ainda. Não, tô tentando, mas
eu estou sendo absolutamente ignorado
por enquanto. Eh, como o Alfredo, que é
uma pessoa que uma pessoa muito, como
ponderada, eh, gostou bastante desse
vídeo, eu fiquei curioso, eu não assisti
ainda. Então, vai ser reação old school,
reação raiz, reação classic, tá? Eu não
sei o que que vai rolar aqui. 2:15. Bora
lá.
Podcast Três Irmãos na área. Quem fala
com vocês mais uma vez, Rodrigo.

Aliás, eu tô chateado com o Rodrigo. Eu
passei lá na terra dele, aí ele: “Ah,
vem aqui quando você passar aqui.” Aí eu
passei lá, aí mandei uma mensagem para
ele, falou: “Não tô aqui”.
Na hora que eu encaixei, quando eu
encaixei o ataque
com todos os faróis,
todo full farol,
full farol,
na hora que bate, ele deu dod na hora.
Eu eu entrei e ele tava em Brasília. Não
faz sentido isso. Não faz o menor
sentido isso.
Forró do meu lado, meu brother, meu
irmão Roberto Andrade, filho, o Borracha
na mesa operando nosso diretor Pedro
Henrique. E aí, Robertinho, como é que
você tá? Tudo bem?
Fala aí, meus irmãos. Beleza? Fala aí,
meu irmão. Muito bem. Como é que você
tá,
rapaz? Só papo de alto.
Eu passei por lá, né? Ô Gustavo, Gustavo
tá perguntando se foi em São Paulo. Não,
eu passei por lá porque eu tava de
carro, né? Eu fui de carro, né? Aí passa
por lá. Aliás, peguei uma chuva escrota.
Inacreditável a chuva que bateu lá
quando eu tava passando por lá.
Inacreditável.
Inacreditável. Não dava enxergar nada.
Você tinha que dirigir assim, ó. Foi
tenso. John, bem-vindo de volta, John.
Tô precisando mesmo. Tô precisando de
dinheiros. Tô precisando de dinheiros.
Obrigado, querido.
O homem tá afiado, Robertinho. Tá
extremamente afiado.
Deixa eu te contar. Tô me sentindo um
lenhador.
Sabe sabe como é que é a vida do
lenhador, né?
Ele usa o machado o tempo inteiro.
Moço do céu. Tempo aí que tem
filho da mãe, velho. Meteu essa,
meteu essa.
Tempo estudando, preparando seus
trabalhos, mas voltou assim,
voltou com sangue nos olhos. Robertinho,
que que é isso? Você já viu um membro
que fala assim: “Tava bom, parece que
melhorou”. Um trem assim desse jeito já
tava bom, parece melhorou.
Não é não, Pedrão. O que que você achou?
E o bicho tá bravo, né, cara? Rapaz,
eu acho que o Gustavo é craque, né? Já
que você me perguntou, eu acho que o
cara é craque, velho. Cara, craque de
bola, né? Craque de bola é craque de
bola. Não tem muito o que discutir. É o
que eu acho. Mas vamos lá.
Mas é uns debates mais louco que o
outro. Mas é isso.
Quem quem conhece sabe, né? O potencial.
Vou falar quase limitado porque é a
história, ele já tava bom, melhorou.
Acho que ele vai continuar melhorando,
sempre estudando, aperfeiçoando,
trazendo conhecimento, pesquisa,
números, interpretação correta dos
números. Isso é, pô, incrível.
Camarada machado aqui com a gente.
Au! E aí, Gustavão?
Robertinho, Rodrigo, sempre um prazer.
Estamos aí para bater um papo a respeito
dos debates, Brasil, mundo, o que, o
que, o que for o caso,
rapaz, se eu vou te falar, viu? Machado.
Eh, a gente fez um episódio aí falando
de China, né? O movimento capital no
mundo inteiro.
E, pô, velho, assim, é [ __ ] cara. Eu
não gosto das coisas que você fala, mas
é, cara.
Os números aí, né, Mar? Esconde com o
número. Nem é isso, Robertinho. Tipo,
mano, não dá para negar assim, bicho.
Você é um debatedor exemplar assim,
sabe? Então, eh, a gente precisa muito
de você, velho. A gente precisa muito de
você. Você tá extremamente afiado, tá
debatendo horrores.
Bom, é mesmo. Como é que é essa, como é
que é essa história? Porque você veio de
uma outra formação, você veio de um
curso de exatas
e depois se direciona talvez para uma
parte mais humana. E essa parte de
debate como é que você faz? Porque isso
é uma técnica. Você estudou isso? É um
dono natural. Não, não estudei não. Eh,
na verdade assim, eu sempre tive um pé
na no que as pessoas chamam de ciências
humanas, né? Sempre tive, mas na época,
por questão de sobrevivência,
eu precisava de fazer uma universidade
que eu conseguisse me bancar durante a
própria universidade, né? Então, na
época ciências humanas era bastante
complicado nesse sentido, né? Então isso
acabou me induzindo a fazer um curso de
ciência da computação, que é um curso
que eu consegui fazer estágio já com
seis meses, um ano que eu tava no curso
e me virar financeiramente, porque eu eu
tenho irmãos mais novos, né,
principalmente a minha irmã, ela para
ela poder sair para estudar, eu tinha
que não depender mais. Minha mãe, meus
pais não precisavam mais eh ter nenhum
centavo de responsabilidade comigo.
Então eu tinha que conseguir essa
autonomia financeira aí para o mais
rápido possível. Isso me induziu a fazer
computação. Agora, com relação a debate,
cara, não, nunca nunca estudei assim do
ponto de vista tecnicamente nada disso.
Eh, a forma como eu debato aqui, vou te
dar um exemplo. Eu tenho um amigo eh do
período ali da adolescência, início da
juventude. A gente tinha banda quando eu
fiz ensino médio, que aqui perto,
inclusive em Arachá, eh, não vejo há
muitos anos, a gente deve até se
encontrar em breve. Eh, ele assistindo
os debates eh que eu tô, que eu
participo aqui no Três Irmãos, em outros
lugares, ele entrou em contato comigo.
Cara, eu assisto esse debates e fico
lembrando a nossa adolescência na hora,
a forma como você fala e discute é
igualzinho. Eu me lembro das discussões
que a gente tinha eh
naquela época, eu com 16 eh 17, 18 anos,
né? Então, essa essa é a minha forma
mesmo, é a forma como eu sempre discuti,
como eu sempre debati. Nunca.
Mas você acha que essa
forma marxista de debater, o fato de
você usar a materialidade para debater,
que eu ve
marxista de debater. E quando você for
falar com o marxista sobre sexualidade,
você vai falar sobre a forma marxista de
fazer um oralzinho top.
[ __ ]
muito isso, né? Você é um cara que é
tipo, mano, não vem com teoria da
conspiração pro meu lado, não. Eu quero
materialidade aqui.
Você acha que isso contribui para
debater com esses caras assim do outro
espectro político, liberais,
conservadores, tudo?
Claro, claro. Eu falei aqui do debate no
sentido técnico, né? Eu não tô dizendo
que quando eu tinha 16, 17 anos, eu
tinha qualificação para para discutir
profundamente esses temas, não era o
caso. Eh, mas eu isso aí eh, Rodrigo, eu
tenho essa obsessão. Tudo que eu leio,
estudo,
eu quero entender aquele processo
acontecendo na realidade. Eu não, eu não
levo a minha a minha mente para um
universo paralelo de conceitos e de
argumentações lógicas, como se você
saísse do mundo, fosse para esse
universo conceitual abstrato e depois
voltasse pro mundo. Eu tenho que
identificar,
ainda que sejam coisas que não sejam tão
diretas, tão óbvias, mas eu tenho que
identificar no mundo que eu tô vivendo
todo aquele conjunto de relações e de
explicações estão sendo dadas. Eh, então
eu sempre tive isso, até quando eu acho
que a análise tá errada, eu quero
entender como o cara conseguiu ver
aquilo ali da perspectiva dele. Então,
eu penso muito nisso. Eu acho que isso
ajuda no debate, porque
eh todo tudo que eu estudo, eu tento me
colocar do ponto de vista de quem
escreveu aquilo ali, mesmo que for as
ideias mais atrozas, imagináveis. Então
pensa, vamos pensar aqui, sei lá, antes
que eu tô lendo aí os discursos do
Hitler, por mais
olha lá, o John deu 10 assinaturas pra
galera. Eu nem sei como isso funciona
até hoje. Obrigado, John. Você é 10 para
caramba.
pugnante que seja, mas enquanto eu leio,
eu não fico lendo assim, que absurdo,
que absurdo, que absurdo. Eu tento
entender como que aquela mente, baseada
nos pressupostos que ela tinha, na
concepção que ela tinha, ela havia
sentido naquilo ali que ela que ela tá
falando. Então, eu acho que isso ajuda,
porque no nos debates eu sempre tento me
colocar da perspectiva do que eu acho
que é o senso comum do público. E quando
eu falo senso comum do público aqui, não
é não é pejorativo, não. Eh, ou seja, de
onde a maioria do público parte. em
torno daquele tema para mim conseguir
falar com eles.
Uhum.
Essa é a minha obsessão. Eu consigo
fazer isso sempre? Acho que não, mas eh
eh eu penso sempre desse dessa forma,
entende? E foi esse método que você
usou, por exemplo, para estudar Olá de
Carvalho. Você tentou entrar dentro dele
ali e falou: “Vou imaginar o que o Olavo

there is”.
para falar essas paradas.
Eu confesso que o Olavo de Carvalho não
não nem tanto. Eu porque eu comecei a a
escutar as coisas que ele os áudios
depois até a ler as coisas que ele
escrevia.
Realmente foi há muito tempo atrás. Foi
antes dele ganhar a projeção, dele
ganhar para foi antes, foi lá para 2008,
2009, foi por aí. Eh, quando o Olavo de
Carvalho era lido e escutado por um
grupinho muito pequeno no Brasil, ele
tinha aquele portal mídia sem máscara,
mas ele não tinha projeção nacional, né?
nada nesse sentido. Ele tinha um
público, os livros dele venderam bem,
mas eram eram um uma um nincho bem
específico. O que me chamou atenção no
Lá de Carvalho, eh, que eu identifiquei
desde o início que aquele discurso dele,
na minha opinião, na época, caso o
governo do PT entrasse em crise, e a
minha opinião é que ia entrar cedo ou
tarde, embora aquele tá o momento que eu
conheci o Lá Carvalho era um momento de
ápice do governo, eu achava que aquele
discurso tinha grandes chances de ganhar
liga na realidade. seja de várias
pessoas eh aderirem aquilo ali.
Uhum.
Foi quando Marchado? 2018 por aí.
Começando o segundo governo do Lula.
começando segundo governo do Lula,
tava com 80% de aprovação.
Isso. Tava com 80% de aprovação.
Exatamente. Eh, então o primeiro ponto
que me chamou atenção foi esse. Eh, eu
falei: “Cara, o Brasil ele vivia um
processo que tinha uma uma vertigem de
desenvolvimento, na minha opinião, que
não era estrutural, tinha muito a ver
com bundas commodities, dos preços das
commodities,
que produziu um excedente de renda muito
grande. Claro que se enraizou pros
outros setores em alguma medida. eh o
valor sempre circula e tudo mais, mas eu
sabia que aquilo ali era um tiro curto,
eh porque aquilo tinha a ver com a
sensão inicial da China que levou o
preço do petróleo, da do minério, mas
ser patamares exorbitantes. Até hoje, se
nós considerarmos a desvalorização do
dólar e e mesmo na pandemia, o preço do
petróleo, do minério, não chegou nem
perto do que ele tava em 2011, 2010,
2009,
né? Eh, é claro que teve algumas
políticas que o PT fez, aquelas
políticas de renda básica que foram
expandidas, também ajudou a levar o
mercado interno. Não é algo estrutural,
mas você tinha renda para ser feito isso
e ajudou a elevar um pouco o mercado
interno. Então, eh, mas eu sabia que
isso, assim que o peso das comodas
caíssem e eles não iam ficar naquele
patamar para sempre. Cedo ou tarde
aquilo ali ia estourar. O Brasil tava
estruturalmente mais débil na sua base.
Ou seja, a indústria brasileira não se
desenvolvia, ela retraía. Os setores de
mais valor agregado saíam do Brasil, os
setores de ponto, essas coisas todas que
eu discuto, não vinham para cá. Então eu
achava que cedo ou tarde o governo do PT
entraria em crise econômica e política.
E eu achei que aquele discurso do Olaf
podia pegar, porque um setor que foi
muito atingido durante o governo foi a
classe média,
né? Eh, o que o governo fez foi dar uma
chatada assim na situação social por
baixo, não foi mexer nos grandes ricos,
nem nos
nem nas no no grande capital.
Esse nunca ganhou tanto dinheiro.
Caram mais fortes durante o do PT. Agora
aqui no interior da classe trabalhadora,
você tem desde os setores mais pobres e
miseráveis a setores de classe média
alta. Então o que aconteceu foi uma
compressão dessa coisa toda, né? Eh, os
setores mais miseráveis ganharam um
pouquinho.
Uhum. E os setores de classe média se
aproximaram daqueles mais pobres. E eu
via que tinha um setor da sociedade
brasileira numeroso,
eh, que tinha uma expectativa de futuro
muito grande, mas que as possibilidades
estavam sendo reduzidas, tá entendendo?
E eu achei que aquele discurso do Olaf
podia ganhar liga. Eu confesso para você
e as pessoas que me conhecem da época
sabem disso. Inclusive algumas quando eu
falava que esse negócio pode pegar riam
de mim assim horrores, né? falava que eu
tava louco, que aquilo Olá de cavalo era
um maluco, mas ganhou uma repercussão
muito maior do que eu imaginei em
qualquer momento.
Influenciando direto na presidência da
República.
Chegou a influenciar direto na
presidência da República. Eu me lembro
que ali em 2000, eu falei 2008,
é, eu avisei, né?
Eu eu disse, né? Eu eu achava que ia ser
exatamente comecei, né?
Vídeo gravado aí há 14 anos. Gente, os
caras vão tentar dar golpe de estado com
essa lição aqui.
Essa aí eu tenho que cantar. Essa aí eu
tenho que cantar mesmo, né? Essa aí eu
tenho que cantar mesmo.
11, 2012, eu assisti os áudios, os
vídeos dele, li alguns livros. Aí eu
parei, falei: “Não, já entendi mais ou
menos o que que ele é, por onde ele vai,
o que que ele pensa?” Eh, e obviamente
fui investigar outras coisas, né?
Uhum.
E aí eu me lembro que o meu último
emprego, quando eu trabalhava com
ciência da computação, eu eu mudei para
uma última empresa lá, era mais próximo
da minha casa, tinha condições de
trabalho melhores um pouco. E quando eu
cheguei na empresa, de repente chega no
horário de almoço, eu olho assim pras
telas de computador e tava todo mundo
assistindo a live de Carvalho.
Caraca,
eu chego no café da empresa, tava todo
mundo discutindo as teses do Olá de
Carvalho e os livros do Olá de Carvalho.
Aí eu as coisas que eu escutava dele, eu
me lembro que eram uns áudios, eh, que
era um cara que ligava para ele no
telefone ainda, ele não tinha nem aquele
esquema mais profissional dele de rádio
e tudo, o cara ligava para ele lá dos
Estados Unidos, fazia as perguntas e ele
ia falando, falando durante umas duas,
tr horas e postava aqueles áudios lá. Eu
me lembro quando eu assisti isso, eu
tinha 800 visualizações, 1200
visualizações.
Eu resolvi voltar nesses áudios que eu
escutei inicialmente e eles tinham
150.000, 170.000, 200.000 1
visualizações. Falei: “Caramba,
nossa,
foi mais do que eu imaginei”.
Caraca,
além do do
nível econômico dessas pessoas, assim,
você acha que você consegue identificar
uma similaridade também no nível de
formação acadêmica dessas pessoas, no
nível intelectual dessas pessoas assim
que consumiam o Olavo de Carvalho?
Olavo.
Ah, cara, eu acho que inicialmente ele
Pois é, minha avó consome essa merda aí.
Tá completamente transformada.
Completamente transformada. Eu vi essa
[ __ ] acontecer.
Acertou mais inicialmente eh pessoas de
formação superior, né? Eh, mas depois a
coisa se generalizou, se expandiu para
além disso, com certeza. mas atinge no
sentido de que como ele discutia o
Brasil a partir de certas interpretações
específicas da filosofia, da história e
etc. que não se atinge um público de
maior escolaridade. Isso não é uma
crítica. O que eu faço também atinge um
público predominantemente de maior
escolaridade. Não é só, mas
predominantemente, né?
Eh, mas eu acho que se generalizou
bastante, né? Eh, depois eh, mas o que
eu disse ali com relação a esse setor
médio alto é que eu eu via que esse
setor no momento em que
setores médios eles não são
necessariamente direito, isso tudo é
bobagem, só que nos momentos em que eles
têm tão ameaçados e é normal isso,
porque a condição da situação de bom é
isso, né? Todo mundo vai ter um monte de
história sobre isso. E aquela bosta
daquele web comunismo ainda finge que
nada disso tá acontecendo, né? Aquela
bosta, aquele lixo descartável.
Descartável não, né? Porque você não
pode descartar em qualquer lugar porque
é radioativo aquela [ __ ] Eles insistem
em fingir que o problema não existe, né?
Que isso não tomou a sociedade inteira,
né? Que a gente é minoria.
Vida dele tá ameaçada, ele se torna
disposto a tudo. Ele se torna mais
radicalizado.
Uhum.
E pode ir para qualquer lugar. Tá
entendendo? E eu eu via esse setor como
potencialmente podendo se radicalizar
contra o governo Lula. E Olá de Carvalho
podia ter inserção ali.
É porque eu te perguntei essa parada da
similaridade acadêmica,
porque eu conheço vários olavistas assim
e são pessoas
que que estudam. Eh, eu eu sei que
olha, eu nem vou colocar na tela, tá? O
tanto de exemplo. Quer dizer, dá para
colocar uns três assim, ó, só pra gente,
só para quem quiser ver depois, né?
Exemplo é que não falta, né?
E essas bostas desses caras fingindo que
o problema não existe, né? O problema é
o patento.
Elas têm uma formação acadêmica assim,
mas me parece que em determinado ponto
de consumir muito Olabo, elas negaram eh
se aprofundar em outros temas e falaram:
“Olha, só lá, só o lábio”. E vou seguir
nesse caminho, entendeu?
Claro, claro. O problema não é
inteligência, tá? Isso aí. Tem um cara
no Brasil que tem feito um trabalho
muito bom de estudo da direita no
Brasil, tudo que é o o João César de
Castro Rocha. Inclusive recomendo, se
vocês quiserem entrevistar, inclusive eu
também recomendo.
Eh, os trabalhos extraordinários. Ele
fala, ele faz uma caracterização do
Olavo que eu concordo muito. O, o Olavo
não é um cara burro. O Olavo é um cara
que tem uma inteligência muito acima da
média, mas muito acima da média,
tá? Desculpa chocar as pessoas que tão,
a inteligência dele não é, ela é muito
muito acima do do padrão normal.
Finalmente.
Finalmente. Tão bom não tá sozinho no
mundo, né?
E esse é exatamente o problema. As
pessoas t de achar que pessoas
inteligentes chegam a conclusões certas
e pessoas burras chegam a conclusões
erradas. Isso não tem nada a ver,
tá entendendo? Eh, existe interesses
materiais, existe características
psicológicas individuais e tudo mais.
Uhum.
Né? sem falar explícitas mentiras, né?
Porque metade do que aquele velho filho
da [ __ ] falava, ele não acreditava, né?
Explícitas mentiras. né? Então,
eh, a inteligência ela pode ser usada
exatamente para fazer articulações
malucas,
eh, exatamente para poder chegar a
conclusões inusuais, assim, que são
aparentemente originais, que choca quem
tá quem se depara com aquilo, eh, em dar
sentido para aquilo que não tem sentido.
Para você conseguir dar sentido pro que,
a princípio não tem sentido, você tem
que ser inteligente, você não tem que
ser burro inteligente,
tá entendendo? Eh, então,
eh, eu não acho que seja uma questão de
de maior ou menor inteligência. Agora,
eu acho que
ele deu, ele, ele, ele criou uma visão,
uma interpretação do Brasil e tudo mais,
que ela definia vilões e e mocinhos de
maneira muito clara, tá entendendo? Um,
ele sim estudou técnicas de retórica, na
minha opinião, por exemplo, uma das um
dos métodos que ele utiliza é da
repetição contínua, da repetição
contínua das teses fundamentais dele, de
maneira que aquilo incrusta na cabeça da
do grupo de pessoas que o segue.
Questão de tempo, vai entrar a ideia.
exatamente aquilo que ele combate, ele
ele cria caricaturas, ele cria imagens
eh caricaturais que que já fecha a porta
paraa pessoa ver aquilo ali com cuidado.
Dou um exemplo, por exemplo, os apelidos
que ele utiliza muito, ele não chama
nenhum tenente todos um apelido
pejorativos. Uhum.
Tá entendendo? Isso parece que é uma
bobagem, mas não é porque eh
a partir do momento que ele cria a
imagem daquela pessoa com aquele
apelido, ao se referir à pessoa,
automaticamente quem o segue lembra do
apelido, já começa a rir, já tem uma
visão depreciativa, né?
Sim.
Eh, ele tem um comportamento de seita
muito muito forte. Que que é um
comportamento de seita?
Todas as pessoas que começavam a
divergir
de aspectos daquilo que ele defendia,
ele cortava do grupo e dos vínculos
deles imediatamente. Ele quer, ele
queria adeptos dele assim a ferro e
fogo, que estavam dispostos a caminhar
com ele e segui-lo,
né? Então, se você analisar a trajetória
do grupo dele, ele ele basicamente só
vai excluindo pessoas assim, ó, do
grupo. E ele sabe que tá fazendo isso
porque ele quer um conteste.
Os que os que ficam são aqueles que o
seguem fielmente.
Então você vai achar os exolavistas aí
são numerosos, assim, o Nando Moura da
vida e etc. De maneiras que no final o
que sobrou é um núcleo muito
devoto, seguidor da da figura dele, num
nível bastante extremo.
Pois,
né? Eh,
agora
ele faz isso articulando de maneira
bastante hábil, articulando de maneira
bastante hábil essas visões que ele tem
conspirativas, globais e etc. Outra
coisa que ele se apoia muito, cara, o
Brasil é um nível país culturalmente um
nível médio baixo, muito baixo.
E eu falo, não é comparando com, sei lá,
Suíça, não, comparando com a Argentina,
comparando com Bolívia.
OK. O Brasil é um lugar onde não há
tradição de de leitura. Vou dar um
exemplo aqui para vocês. Eu eu cheguei,
por razões que não vem ao caso, eh, há
muito tempo atrás, a ficar na Bolívia
ali, uns alguns meses. Cheguei a morar
uns meses na Bolívia. Eu me lembro que a
senhora que vendia cachorro quente em
frente ao lugar onde eu tava morando,
que me conheceu, sabia que era do
Brasil, eh, junto com um colega que tava
comigo na época, eh, a primeira coisa
que ela quis saber do Brasil era sobre o
cinema brasileiro.
Caraca,
quais e vendia cachorro quente na
frente, não tinha formação, não tinha
estudado, queria saber do cinema
brasileiro. Aí no nos dias seguintes ela
trouxe um conjunto de 10, 15, 20 filmes
bolivianos que ela tinha na casa dela. E
eu de sorte no notebook, eu tinha alguns
gravados, consegui gravar, levei para
ela os brasileiros, ela queria me
mostrar o cinema boliviano e queria
conhecer o cinema brasileiro,
diretamente ligada com a cultura, com a
diretamente ligada com a cultura,
entende? Eh, por exemplo, na Argentina,
que é um país que hoje economicamente tá
muito a quem do Brasil e tá descendendo
numa numa velocidade gigantesca,
inclusive, mas no Brasil é normal um
trabalhador manual e etc, que não é um
intelectual, que não é um estudante
universitário, você vai, ele tá no
ônibus indo pro trabalho, trabalhar na
indústria dele e tá lendo um livro de
literatura. Isso para ele é normal,
entende? O Brasil tem uma cultura e tem
a ver com a trajetória portuguesa, com
um monte de coisa que eh
eu me lembro que quando eu era na minha
infância, eu já minha mãe me ensinou a
gostar muito de literatura. Literatura
para mim era igual assistir filme, era
igual eu jogava videogame,
adorava.
Mas eu me lembro que meus amigos
chegavam para jogar bola comigo, quando
eles interior, né? Você não bate no
portão, você já abre a porta da da casa
e entra. Quando eu via que ele estava
chegando, eu corria para esconder o
livro que eu tava lendo.
Tinha vergonha, cara. Porque dava
vergonha se os colegas chegassem e me
vessem que eu tava me visse que eu tava
lendo um livro.
Percebe? E isso não é é uma
característica eh brasileira. Então o
Olavo, que é um cara que é superficial
em tudo, mas tinha uma cultura muito
vasta, isso ele tinha mesmo, uma cultura
muito vasta. Quando ele começava a
numerar aquele monte de autores, aquele
monte de livros, um monte de referência
histórica,
deixava, deixava todo mundo, ah, nossa,
ele conhece livros que eu não conheço. E
ele, ele tinha uma característica, o
velho fascista morto, filho da [ __ ] ele
tinha uma característica. Ele além de
citar, ele falava, ele e ele repetia
isso às náuseas. Ele falava assim: “Mas
é impressionante, aqui no Brasil ninguém
conhece esse autor
aqui no Brasil que no Brasil ninguém
sabe. No Brasil tem essa burrice. Toda
pessoa mediana conhece isso aqui. Ele
tinha isso muito no discurso dele,
porque aí ele se colocava aí o que que,
ó, presta atenção, olha que genial isso.
Quando ele faz isso, você não conhece o
autor que ele tá citando. O que que
acontece imediatamente com você? Você tá
abaixo. Ele tá te chamando de idiota.
Ele não tá fal, ele não, você que tá
ouvindo,
você pensa assim: “Puta merda, eu não
conheço esse autor, eu sou muito burro,
porque todo mundo que é mediano deveria
conhecer e eu não conheço, entendeu?” E
aí, então ele coloca o ouvinte dele na
posição de submisso.
Ovinte dele na hora entra na posição de
submisso.
Na hora.
É uma coisa que eu acho importante
ressaltar. Quando eu falo, gente, você
tá querendo debater filosofia do
direito, você não sabe nem quem é
Ronaldin, [ __ ] que pariu, né? Sai da
minha frente, seu bosta, né? Tipo isso.
Claro, a pessoa nunca ouviu falar de
Ronald tá querendo falar de de teoria do
direito, filosofia do direito. Não
conhece o pão com manteiga da escola
atual, que é usado nos Estados Unidos,
que é usado no Brasil, não conhece?
Não senta para conversar comigo,
saca? Saca? E aí quando você fala isso
para público e ele falava isso sempre,
sempre, sempre, sempre, sempre, ele
pegava qualquer coisa que ele tivesse
estudando, que ele devia ter começado a
estudar aquilo no ano passado. Isso
aqui, isso aqui todo mundo já leu. Isso
aqui,
[ __ ] que pariu, como é que você não sabe
o negócio dele? É que no Brasil não, ele
sempre falava isso, é que no Brasil é
[ __ ] No Brasil só tem bosta, né? Ele
tinha isso. Ah,
e isso é uma maneira de submeter o
ouvinte, né? É exato. E aí você vê
aquele aquele palhaço que que conversou
com a mesma coisa, né? Como assim? Você
quer conversar comigo? Não conhece o
clássico viuda,
né? Não conhece o clássico vifuda?
nível cultural baixo do país, inclusive
sobretudo do setor médio intelectual
supostamente estudado. Eh, choca com
aquelas coisas que ele fala, porque
parece uma coisa de outro mundo.
É,
porque o nível cultural aqui é muito
baixo.
Exatamente,
né? Então, quando ele falava assim, ah,
citava autores que diziam que qualquer
pessoa que estuda a sério alguma coisa
tem que ler pelo menos 100 livros no
ano. As pessoas ficavam assim, vendo
assim: “Meu Deus, isso é impossível”.
É. Tá vendo? Tá vendo?
É, então esse bosta desse cara que é que
é não passa de um seguidor do Olavo, né?
Não é mais do que isso, né? Então você
se caracteriza numa leitura muito
específica de um tema. Sim, você tá
acima da média porque você é estudante
no Brasil é realmente a cultura é muito
baixa. E aí você começa a citar e você
mostra, ih, você não conhece esse livro,
[ __ ] [ __ ] que pariu, como é muito
bizarramente
obviamente retórico
é muito obviamente retórico. Eu falo
assim, gente, se você ler 50 páginas por
dia e se a pessoa trabalha fazendo isso,
é, espera-se que ela leia uns 50, você
lei 50 páginas por dia.
Examente. Esses caras que falam, é, é,
você vai, você vá, você vá elencando. O
cara fala em globalismo,
aí beleza. O cara fala em globalismo,
ele pode ter ouvido alguma coisa
atravessada, pode estar falando em outro
sentido. Ele fala em globalismo,
ele fala em walk e ele fala bostil. já
tá totalmente fascista,
totalmente fascista, explicitamente
fascista. E veja novamente, eu vou pedir
para quem tá vendo isso aqui e tá
achando que eu tô ofendendo alguém, veja
o vídeo passado que eu explico o que eu
quero dizer com isso. Isso não é uma
ofensa.
Esse conjunto
e eh retórico é o conjunto retórico de
quem diz: “Eu faço eh parte do clube dos
superiores. Você tem Qi83,
você parece um macaco.”
Esse é é simplesmente essa ideia de que
existe o clube dos superiores e que
quando eles guiarem o Brasil, o Brasil
vai para um lugar melhor e etc, etc,
etc. O clube dos superiores, tá?
Inclusive é genética a ideia deles, tá?
Não tem não tem muito, muita dificuldade
não. Eles estão, eles estão tentando é
papo de falar que as pessoas são
sojadas.
É fascismo, gente. É fascismo explícito.
Existem os superiores e existem os de o
decalque da humanidade, né? Eles são os
melhorzão. Como assim você não leu 300
livros? E eles não leem, né? É, é a
criação da identidade de conjunto de
superioridade e raça mesmo.
100 livros no ano,
entende?
Sim.
50 páginas por dia dá 100 livros no ano.
Só que pro Brasil isso parece uma coisa,
né? Então ele fazia muito jogo com essas
coisas.
Uhum.
Né? Eh, então ele impactava as pessoas e
depois ele tinha uma visão para
apresentar que parecia responder os
problemas que foram se manifestando cada
vez com mais força no Brasil. E outra,
ele foi pioneiro em estratégias de
comunicação, que essa estratégia das
redes sociais, talvez até de forma
inconsciente, porque ele ele era assim,
isso se casou com as redes sociais, não
sei dizer, essa linguagem mais solta,
mais fluida, eh mais informal.
Ô, ô, Machado, você teve toda essa
percepção. Olavo também conseguiu fazer
essa leitura. Voltando um pouco aqui no
Bundas Comodes, o PT não conseguiu fazer
essa leitura. O PT internamente ele não
viu que seria um tiro curto, que ele
teria que tomar medidas para senão ia
hum o os planos do do Partido dos
Trabalhadores, eles não ia ter
efetividade, né? Não, que
Ah, mano, esse tipo de Veli,
monta o time dessa galera. Eu só digo
isso. Faz assim, ah, o PT não viu. Ai, é
só ver as coisas, né?
É só ver as coisas.
Vamos fazer assim, vamos montar o time
de vocês,
vamos colocar o time de vocês, junto o
Jones, junto o Altman, junto essa merda
toda. Vamos montar esse time de vocês.
Vocês escolhem o time. Aí eu quero ver
vocês irem lá e a eles não viram. Eu fui
lá e não, na verdade eu não quero não,
porque eu deu o resultado da Venezuela
aí agora, né? E tá dando do Irã, né?
Vamos ver se o Irã, quantas pessoas o
Irã vai precisar matar,
assassinar.
com poder de estado
para segurar contra os Estados Unidos da
América. Quantos cidadãos
civis eles vão dizer que são invasão
americana e israelense
antes de pacificar aquela merda?
É o que eu é o que eu me pergunto.
Então, veja bem,
pela conversa de uma galera aí, né?
Era pra gente tá sendo Irã agora, porque
vai lá enfrenta,
arma nuclear e não sei o quê. O Irã foi
humilhado pelos Estados Unidos de Israel
e agora tá numa convulsão interna.
Já tem mais de, já tá na casa do milhar
a quantidade de motos.
para resistir lá,
para resistir a intervenção americana.
Você prefere estar no Brasil
de férias agora no final do ano
ou no Irã lá sem internet para resistir
a pressão americana? Vocês querem fazer
igual o Irã?
Cuidado com o modelo que vocês escolhem,
viu?
propunha com a população. Isso não foi
analisado dentro do PT?
Olha, na minha opinião, o PT ele ele
chega ao poder.
Não, eu tenho certeza absoluta, né? O
colega perguntou aqui, né? É, vocês
querem pro Irã ou pro Irã? Lá lá tá
acontecendo exatamente o que vocês
queriam que tivesse acontecendo no
Brasil.
Ah,
cadê o o cadê o camarada aqui? [ __ ]
e que Jonas perguntou: “Pedro, tu não
acha que boa parte dessa revolta não é
por causa da guerra híbrida?” 100% de
certeza absoluta. 100%. Boa parte do
ódio do PT não é econômico, é fabricado
pela mídia intencionalmente
em vistas de interesse norte-americano.
Eu não tenho a menor dúvida disso. Tenho
a menor dúvida disso. Menor dúvida. sem
qualquer projeto do Brasil bem definido.
E se vocês buscarem a documentação da
época, vocês vão ver isso. Eh,
e eu vou dizer por eu lembro eu lembro
da época da crise da Dilma, certo? Eu
era um jovem adulto advogado.
Eu prestava atenção na economia do país.
Um [ __ ] que o país tava fundando. O
país estava num problema econômico. Tava
de fato, tava com a dificuldadezinha.
Um [ __ ] que o que o mundo tava
acabando, que tava todo mundo morrendo
de fome. Um [ __ ] viu? Um [ __ ] que
na crise da Dilma, não foi muito antes
uma crise política. Primeiro sinal de
problema econômico,
entraram com a crise política para
fortalecer um [ __ ] Tinha um problema
econômico. Tinha. Tinha um problema
econômico. Sim. Agora que tinha gente
passando fome, que ninguém conseguia
comprar um queijo com um [ __ ] Eu
lembro muito bem. Eu lembro muito bem.
Então assim, esse esse papo pode
funcionar com a galera lá do Gustavo.
Aqui não tá dizer que a Dilma entrou em
problema porque o a economia deu errado,
porque o Bundas com Não. Sim. Tava num
problema, existia de fato problema
econômico na época do governo Dilma.
existia de fato. Agora que tava num
caos, que tinha gente passando fome, que
o emprego foi pro [ __ ]
uma [ __ ] tá? Uma [ __ ]
Até o próprio projeto FOM Zero, que foi
implantado na época, foi toda campanha
em cima do Fome Zero, era até curioso,
eu adoro mencionar esse exemplo. O PT
não sabia o que era o Fome Zero. O F
Zero era só uma jogada de marketing
durante a campanha. Aí quando o Lula
ganha a eleição pela primeira vez,
falou: “Pô, agora a gente tem que ver o
que que vai ser o F zero, que a gente
vai fazer com isso,
o que que a gente vai fazer exatamente
com isso. Eh,
o PT foi muito influenciado do ponto de
vista interno. As figuras que
economicamente
assumiram controle, essas coisas dentro
do PT, eram, na verdade, eh, algumas
nuances ali, mas de uma escola que
descende Fernando Henrique Cardoso, que
era o último presidente.
Qual que é a ideia de Fernando Henrique
Cardoso? Fernando Henri Cardoso é o cara
que e vejam, não tô dizendo que o PT
inteiro era isso, mas as pessoas que
estavam à frente do PT, pegar Guido
Mântega, só para ficar num exemplo aqui,
que foi ministro da Fazenda e tudo mais,
eh era do Cebrap, o mesmo grupo do qual
Fernando Henrique participava, tinha
partilhava de ideias muito parecidas.
Eh, Fernando Henrique Cardoso é o autor
da teoria.
É bom ter essa conversa com o Wallace
depois, hein? Ola tá dizendo, olha, na
minha dissertação de mestrado,
identifico 19 fatores que levaram a
Dilma ao impeachment. Coincidentemente,
o Color também 19, né? Ele elencou 19
dos dois lados, né? Ao comparar os dois,
nove fatores são idênticos,
né? Metade, pelo menos, né?
Que justifica aquilo que a ditadura
militar fez.
Sim. Que justifica o que a ditadura
militar fez em termos econômicos no
Brasil. O que fez a ditadura militar no
Brasil? Ela consolidou um esquema que o
Fernando Henrique vai chamar de
desenvolvimento associado,
que é eh o desenvolvimento do Brasil, a
criação de um mercado. Então, o Brasil
pode se desenvolver associando ao
capital estrangeiro e tentando assim
explorar as brechas dessa associação.
Então, nós vamos trazer aqui pro pro
Brasil as indústrias estrangeiras, vamos
abrir o mercado brasileiro para as
indústrias estrangeiras. O capital de
origem brasileira é um capital que
deixava de ter razão por em algum
sentido, era um capital bastante
obsoleto, conservador. Então é melhor
que esse capital seja varrido pelo
capital estrangeiro mesmo. Você vai
criar uma nova burguesia nacional
associada nessa cadeia de produção do
capital estrangeiro, então das
indústrias de eletrodomésticos,
automóveis e tudo que se instalarem
aqui. Eh, e então era uma proposta de
desenvolver o Brasil em associação
com capital estrangeiro, criando o
mercado interno brasileiro. A ditadura
militar consolida isso.
É como se fosse viver dos restos. A
gente deixa o pessoal desenvolver e o
que só o que for bom eles vão levar. O
que sobrar a gente fica
isso. Mas alguma coisa não era
semelhante ao que a China fez também, só
que lá deu certo e que não. O que não
chegou a acontecer? Não, não. A China,
ela tinha um desenvolvimento próprio,
independente. Ela usou dessa presença
massiva do capital estrangeiro lá
dentro.
E ainda era uma presença diferente. A
gente não pode esquecer porque a
presença do capital estrangeiro na China
não era para atender o mercado doméstico
chinês, era para atender o mercado
mundial.
Verdade. Externo,
né? Eh, mas em paralelo para isso, vou
te dar um exemplo. Enquanto a China
abria para para entrar eh fábricas de de
iPhone dentro da China, setor
automobilístico, não.
Claro, não. Aqui tá uma tecnologia que a
gente quer se apropriar.
Agora que foi liberado, quando eles já
se consolidaram, nunca teve Volks,
General Motors, Hyundai na China. Tinha
dentro da em parcerias com as empresas
montadoras chinesas. Para dar um exemplo
aqui,
a China circunscreveu muito bem. Olha,
esses setores aqui, A, B, C e D, beleza,
o capital estrangeiro pode vir inclusive
para explorar nosso mercado interno,
porque a gente não tem conhecimento para
fazer isso,
não tem conhecimento para fazer e não
tem como como dar passo nisso nesse
momento. Agora, esses setores aqui, ó,
EFGH,
fundamental para nós,
esses aqui ninguém mexe, é totalmente
diferente. A China pegou o sistema
bancário, o sistema bancário financeiro
é é um sistema totalmente controlado
pelo Estado. E a cadeia de suprimento
chinesa, por exemplo, eh,
que que insumos, infraestrutura também
dentro da grande empresa, como eu falei,
tem nada a ver com o que o Brasil fez. O
Brasil eh viver de restos, a a tese de
Fernando Henrique era essa, viver de
restos é melhor do que viver fora disso.
Então a gente tem que tentar viver do O
raciocínio parece fazer sentido. Agora,
o problema é que nenhuma estratégia em
cima desses restos que o Brasil iria
pegar clara foi definida. Mas isso quem
consolidou, tá, foi a ditadura militar.
Ditadura militar brasileira, ela
associou ao capital estrangeiro.
Inclusive, não é à toa que foi uma
ditadura militar que fez isso, porque
existia no Brasil dois grupos de
capitalistas, de proprietários de terra
ligados a um Brasil ainda colonial.
Sim. produção de café, essa coisa toda.
E você tinha do outro lado um Brasil
industrial, mas era um Brasil industrial
que queria eh um um mercado interno mais
forte, tirar certos privilégios que
vinha dessa aristocracia rural, mas
também não tava disposta a nenhuma
batalha global em termos de coisas mais
ousadas, de mudanças mais ousadas,
era algo em benefício próprio, né? Não
era algo em benefício prta fosse em São
Paulo, né? Não é à toa que você vai ter,
ó, depois o governo Vargas, você tem
primeiro aquela chamada revolução
constitucionalista de 1932.
O Brasil de 30 até 64 era um Brasil
fraturado entre uma burguesia paulista,
mais ou menos associada ali a uma uma a
carioca, eh, e Getúlio, que vinha do
Sul, né, e representava um outro
projeto. A ditadura militar chega meio
que por cima dessa coisa toda e fala:
“Não, aqui a capital estrangeiro e o
capital nacional vai se associar a ele
onde der”.
Uhum.
Tá entendendo? Me
me impressiona muito assim e você pegar
o PT, a fundação do PT vem de de
revolucionários que lutaram na ditadura.
Esse pessoal participou da base de
fundação do PT, né? E a gente tem
grandes pensadores ali. A gente não pode
negar isso, cara, né? José Dirceu, Breno
Altman, eh, José Genuíno, cara.
O Lula o Lula não, o Lula não, que o
Lula nessa época ele tava na luta do
sindicato, né? Então assim, eu tô
falando realmente pessoas que dedicaram
dedicaram a vida ao estudo assim, né?
É, eu não conheço a história da Dilma.
Se puder acrescentar nisso aí, eu não
conheço. Eu tô falando das pessoas.
Era bom conhecer,
era bom conhecer o básico assim, dizer
que ela é economista e, enfim, que ela
lutou também, né? Hum.
foi torturada e tal, acho que tá no bolo
do que ele tá tentando eleg o ótimo acho
que
faz parte dessa primeira jornada da
guerrilha e tudo mais, onde você tinha
uns grupos.
Sim, era um revolucionário e com certeza
devia compartilhar informações, né? Pô,
o caminho da luta tava traçado.
Uhum.
Como que os caras se perderam nisso aí,
velho?
Na verdade, eh, Rodrigo, o PT é uma
organização que, primeiro ela, ela, ela
surgiu já como organização com poder de
fluência grande, muito grande, porque
foi na esteira das maiores mobilizações
operárias derras do mundo.
Exatamente. É
que foi aquilo que aconteceu no Brasil
nos anos 70, anos 80. Hoje acho que a
nova geração não tem.
Gente, vocês t noção, veja, veja, veja.
É muito engraçado porque a galera que é
comunista de internet, esses bostinha,
né, que vem aqui encher meu saco, né,
que segue Jones, Humberto Matos, Ian
Neves, esses molecote, né, que não sabe
[ __ ] nenhuma de nada, eles vêm aqui no
meu canal, né, e aí eles falam assim:
“Nossa, mas você é um playboy? Você é um
playboy porque você não sabe o
sofrimento da favela, meu. Sofrimento da
favela, meu. Aí eu fico olhando essa
[ __ ] né? Eu fico olhando e achando
graça para [ __ ] Porque é o seguinte,
todos esses moleque do comunismo,
todos eles, todos,
todos
gostam do comunismo porque aprenderam na
escola,
aprenderam na universidade
ou aprenderam no YouTube,
certo? Então eles não fazem a menor [ __ ]
ideia de [ __ ] nenhuma. Eu estou
aprendendo com esses meninos do YouTube.
É tipo assim, o o
é o é o cara com olho só ensinando cego,
sabe?
É o cara com olho só ensinando cego. É,
é absolutamente desesperadora a situação
que a gente vive.
Então assim, o cara com olho só que eu
digo é a mesma coisa do Olá de Carvalho,
né? Como todo mundo é muito burro mesmo
em de regra, né? do das pessoas não
conhecem nada de nada de nada de nada de
nada. Aí aparece um cara e fala assim:
“Eu li o capital”. [ __ ] que pariu, às
vezes nem leu, tá?
A mais e às vezes nem leu, tá? Às vezes
nem leu. Tem uns cara aí no YouTube
pagando de comunista para [ __ ] que
leu isso, leu aquilo, leu aquilo outro.
Dá para ver que não leu. Tá, tá bom. A
mesma coisa colava. Mesma coisa. Mas tá
bom, vamos lá. Eh, então, quer dizer,
é fetiche da mercadoria, meu,
mano, é desesperador.
É desesperador. É desesperador porque é
um monte de semianalfabeto.
É um bando de semianalfabeto ensinando
analfabetos completos. E aí os
analfabetos completos pegam o
semianalfabeto e falam: “Puta que pariu,
é desesperador.”
Dito isso, tá? Dito isso, eu tô fazendo
essa esse parênteses para dizer o
seguinte, para dizer o seguinte.
Muitos deles falam isso sem entender
que, por exemplo, todo o movimento
soviético é feito por uma casta de
intelectuais. Isso era um tema de jogar
na cara do Lenin. Rosa Luxemburgo jogava
isso na cara dele, por exemplo. Certo?
O o
o estado da arte dali era um clubinho de
intelectuais,
nerdes,
bem de vida, no mínimo de classe média e
etc e tal. O grosso do movimento da
cúpula era esse. Isso era motivo de
crítica na época. Tá beleza.
O que que eu tô eu tô parentesiando
aqui, né?
é que quando o Lula chegou no poder no
Brasil,
essa boa parte dessa galera
primeiro ficou com preconceito do
[ __ ]
porque ele não era porque ele não era um
da patotinha dos intelectuais
comunistas.
E outra parcela
ficou encantadíssima.
E isso foi um fato.
E aí o pessoal olha para isso que eu tô
falando e pensa assim: “Ah, Pedro, mas
isso que você tá falando é
identitarismo. Eu vou falar: “Não, seu
animal,
não é identitarismo, porque não é a
identidade do Lula.
Veja o processo inteiro que aí é isso, é
esse link que eu tô querendo construir
com essa fala. O Lula se transformou no
que se transformou porque ele foi uma
liderança
dos maiores movimentos
e entre os maiores movimentos da
história humana
de trabalhadores industriais de São
Paulo,
certo? de trabalhadores industriais, da
história humana de trabalhadores
industriais, um dos maiores da da de
trabalhadores industriais. Então, veja,
ele é o resultado político de uma
organização,
essa sim tipicamente trabalhadora.
Lenira trabalhadora, o Lula era. Isso
deixa essa galera maluca, certo? E
quando você vai ler em Marx, isso vai
deixar a galera mais maluca ainda.
Em Marx, a classe operária
não é a classe trabalhadora em geral, é
o trabalhador
industrial urbano face à Revolução
Industrial Inglesa.
Em Marx é explícito. Não é o motorista
de Uber, não é o o o trabalhador da
padaria.
Há há uma discussão homérica sobre qual
é o papel,
qual é o papel da classe trabalhadora
do campo.
O fato de que na União Soviética tem a
foice e o martelo foi o desdobramento de
discussões homéricas sobre qual é o
papel do trabalhador do campo que não é
operário. Não é o operário. O operário
de fábrica era o foco de Marx.
E é explícito e escancarado. Isso era
motivo de debates teóricos, de
atravessar décadas do cara brigando um
com o outro, de qual é o papel do setor
agrário,
se ele vai ser rebocado ou se ele não
vai ser rebocado. O o o livro do Trotsk
sobre a revolução permanente, ele passa
um tempão se justificando
porque Lenin teria feito uma discussão
com Trotsk a respeito de qual é o papel
do campesinato na revolução, porque a
revolução todo mundo sabia era
proletária urbana. E aí por causa de um
termo que um usou e o termo que o outro
usou. E aí eles estavam na discussão que
estavam queimando, querendo queimar
Trotsk, porque Trotsk tinha uma visão
diferenciada, ele era traidor do
leninismo porque ele tinha uma
diferenciação de uma vírgula de qual é o
papel do campesinato, porque todo mundo
sabia,
todo mundo sabia,
todo mundo sabia. era o proletário
urbano, ou seja, o trabalhador
industrial urbano.
Todo mundo sabia, isso não era uma
questão do século XX. A questão era o
que fazer com o resto, porque o fato era
que a a classe de vanguarda era a classe
trabalhadora industrial, certo?
Não, Trotsk não defendia isolar os
camponeses. Não era, era um, é um papo,
é chato. Você vai ler Revolução
Permanente, ele passa um uns 3 km de
texto falando sobre essa coisa
absolutamente relevante pra gente,
certo? Beleza. Que pra gente hoje não
faz nem sentido, né? Isso sumiu dos
análisis da história. Bom, no pensamento
de Marx e desses caras do século XX que
leram Marx, não existia qualquer sombra
de dúvida quanto a isso. Por que que eu
tô dizendo isso? Eu já disse isso 500
vezes. Se você tá nesse canal há muito
tempo, você já me ouviu falando isso
reiteradamente algumas vezes. Eh, mas eu
tô chamando atenção o seguinte. Sabe o
que que deixa essa galera doida? Porque
o Lula encarna isso, pô. Ele não é
comunista.
Ele não é comunista, mas ele encarna
a o fato que Marx queria abordar, que é
o seguinte: olha onde que tá a
organização política no trabalhador
industrial. A organização trabalhadora
industrial durante a ditadura militar
fez acender a figura pessoal do Lula.
Então o Lula é a consequência.
O fato de que Lula tem poder político é
a consequência
de que Marx acertava
em enxergar que ali tinha um locos de
política. A organização política seria
no trabalhador industrial. Então, o fato
de que no século XX, no final já do
século XX, sai da estrutura do trabalho
industrial de São Paulo, a maior
liderança da história brasileira.
Indubitavelmente, esses babaca querendo
dizer que é vagas. Indubitavelmente. O o
problema é que o cara tá vivo, né? O
cara tá vivo, não pode ser santo ainda.
Indubitavelmente a maior liderança da
história brasileira. indubitavelmente.
Indubitavelmente.
E ele saiu dali de onde Marcos disse que
ia sair. Só que o cara não é comunista.
E aí não é, ele não é comunista. Ele não
tá a fim de comunismos. O papo dele não
é esse.
Certo?
Mas é isso que deixa a galera doida. É
isso que deixa a galera maluca, velho. É
isso que deixa a galera maluca. Maluca.
Tem dimensão do que foi isso. Só vou dar
um exemplo lá em Belo Horizonte. O setor
que teve mais peso é o setor da
construção civil. Belo Horizonte em 78,
80 era uma cidade em construção, era uma
cidade que saiu eh de um cent e poucos
mil habitantes nos anos 50 para uma
cidade de 1.200 em no final dos anos 70.
Então eh a construção civil ali era o
setor mais tinha quase 200.000
trabalhadores da construção civil na na
zona metropolitana.
Então, o Rui, o Rui, o Rui é uma, o Rui,
[ __ ] que pariu, o Rui, você sabe, né,
Lucas? Você sabe, né? Mas o Rui
reconhece isso, né? O Rui reconhece isso
porque pelo menos ele lê alguma coisa,
né? O Rui não é um idiota, né? Ele, o
problema dele é outro. O problema dele é
outro. Não é idiotice, não é problema
dele é outro. Mas [ __ ] tipo assim, o
camarada aqui, deixa eu ver, cadê o
camarada? Falou aqui em cima.
Ó, [ __ ] nunca tinha pensado nessa
leitura sobre o Lula. Muito [ __ ] Não,
beleza. Mas é muito óbvio, velho. É
muito óbvio. Tem um episódio de Crash C
history, né? Tem o Crash C é um dois
cara, eles são irmãos, um faz os vídeos
de humanas, o outro faz os vídeos de
ciências exatas e tal. Quando ele vai
contar a história do mundo, ele não
conhece nada de Brasil, digamos. Ele não
é um, né? Ele conhece tanto quanto ele
conhece de outras coisas. Ele tem uma
leitura enciclopédica do mundo, eles
sabem algumas coisas. Ele fala assim, ó.
E no Brasil, quando ele tá contando a
história do planeta, e no Brasil subiu
um operário
que veio da luta contra a ditadura
militar. É o Green. O Green. Exato. Ah,
veio da ditadura militar, lutou contra a
ditadura militar. Ele se fez na luta
operária, quer dizer, a luta operária
por direitos.
E depois ele percebeu que não dava para
ficar lutando só sobre direitos
políticos ou só sobre direitos
econômicos, mano.
E o Lula diz isso. O Lula, o pessoal
trata assim como se o Lula não tivesse
leitura, né? Como se o Lula não tivesse
leitura. É de uma arrogância, é de uma,
é de uma falta de caráter quando fazer
isso, como se o Lula nunca tivesse lido
nada, né? Só você conhece Marx, né? Todo
mundo gritando na orelha de Lula Marcos
o dia todo e ele não não sabe não. Ele
só não é. Ele leu e falou: “Não quero”.
Mas ele sabe, né?
Enfim,
enfim, enfim, enfim, enfim.
É como se o Lula fosse analfabeto até
hoje, né? 300 milhões de cara no ouvido
dele. Você já viu ouvir falar de Marx?
É, não ouviu não, né? você que vai
contar para ele.
Lá em BH, então
isso, exatamente. BH, BH, anos 60, 70, é
um processo de construção da cidade. Eh,
uma das famosas greves.
Ah, não, mas eu não disse isso, ô Diego.
Aí, [ __ ] você também é de uma má
vontade do [ __ ] Aí você também tá
viajando, achando que o Lula leu o
capital. Eu não disse que ele leu o
capital, eu disse que ele sabe quem é
Marx. Ele sabe o que que Marx defendia.
Ele sabe qual era o objetivo de Marx.
Ele sabe qual era o papel da classe
trabalhadora em Marx. Você não precisa
ter lido um livro de 1000 páginas para
saber do que se trata, Marx.
Mas não precisa mesmo.
Mas não precisa mesmo.
Ele tem noção. Aí os caras chegam: “Ah,
mas o Lula não entende que o
materialismo histórico, ah, [ __ ] merda,
da construção civil, 1978, o que foi
metalúrgicos na
em São Paulo foi a construição civil em
Belo Horizonte, embora metalúrgico lá
também tivesse muita força.
Eh, você tem uma greve que você tem 100,
150.000 pessoas, onde já a Praça da
Estação,
eh, em Belo Horizonte,
eh, a polícia tenta conter, dispersar
aquilo ali,
eh, a turma pega os carros da polícia,
tira todos os policiais lá de dentro,
botam todos de cabeça para
Pois é, Diego. Nem se ele quisesse, ele
não ouvia. Deve ter um monte de gente o
tempo todo soprando no ouvido dele. Ele
deve ser, ele deve ser puto com isso,
inclusive.
Baixo enfileirado incendia todos. Você
chega com jato d’água para poder
dispersar. A galera tomou o caminhão com
jato d’água da polícia e voltou o jato
d’água pr pros carros da polícia e
mandou todo mundo embora.
Que isso,
mano? Do céu. Não,
depois fala que o brasileiro era pass
foi amançado. A gente já foi até
brabinho. Isso
foi uma ilusão.
Não, gente, veja, veja, veja. O o Felipe
comentou aqui, né? Ele citou o Marx
conversando com Bill Gates. Tem vídeo e
tudo. Gente,
é só você abrir no YouTube, veja. Pera
aí.
Só guerrazinha. Estamos 30 minutos.
Ah, Unicamp, eu acho.
Assiste esse vídeo aqui, [ __ ] Não, vou
vou fazer isso. Vou fazer isso porque,
enfim, vamos lá pegar um pedaço aqui, ó.
Senhor constituinte,
senhor deputado Luís Inácio da Silva,
tratada de forma desigual socialmente,
que as pessoas ganhem, sabe, salários
mais ou menos compatíveis com a
necessidade de todo mundo. E acredito
que esse modelo só poderá ser possível,
Carlos, na medida em que a gente tente
adaptá-lo à realidade cultural de um
povo, às experiências de luta de um
povo. Não dá. para você pegar o regime
cubano, colocar no navio, trazer pro
Brasil e decreto lei número um,
socialismo lá cubana, não dá certo. Ou
trazer o soviético, sabe, através de um
avião, chegar aqui e decretar socialismo
a a via Suécia, também não dá certo. Eu
acho que ele será demorado, ele será,
sabe, penoso, mas será nos moldes em que
a cabeça do povo brasileiro estiver
preparada para implantá-lo. Acredito
nisso, trabalho para isso, acho difícil,
acho difícil. Veja, eu sou tão
pessimista que eu acho difícil que mesmo
que a gente fizesse a revolução hoje
nesse país, depusesse o governo,
a gente para implantar esse socialismo
lariam quantos 30, 40, 50 anos para
implantar num país tão tão de tantas
coisas como o Brasil. Por isso, ninguém
precisa ter tanto medo que não vai
acontecer tão imediatamente, tá? Nós
precisamos plantar agora para colher
daqui alguns anos. É nisso que eu aposto
e é para isso que eu trabalho. Mas não
acredito que tenha modelo que sirva pro
Brasil nesse instante.
Veja, é o mesmo papo. Esse moleque aí
chamado Lula aí, ó. Esse moleque é o
mesmo papo. É isso que eu tô dizendo
para vocês. É o mesmo papo. É o mesmo
papo. Não tem nenhuma diferença.
Não tem nenhuma diferença para esses
moleques dessa geração.
É isso que eu tô dizendo. Vocês vão
chegar lá, vocês vão fazer a mesma
coisa. E sabe o que que eu acho mais
perigoso? Sabe o que que eu acho mais
perigoso?
Sabe o que que eu acho mais perigoso? É
porque eu tanto tô avisando que esses
caras vão chegar e vão fazer a mesma
coisa. Eu tanto tô avisando que na na
ânsia de provar que eu tô errado, eles
transformam o Brasil no Irã. Esse é o
meu medo. Meu medo é esse, sabe? Meu
medo é esse. Veja, você tem um moleque,
veja, e esse moleque que a gente está
assistindo já era constituinte
político que fundou a constituição
atual.
Aí eu tô dizendo, veja, os molequão
falando é a mesma coisa que o Lula
falava antigamente, só que eles estão
dizendo assim: “E eu vou lá e vou
implementar”.
Vai não. E se for implementar do jeito
que vocês estão falando, é óbvio que vai
dar merda.
É óbvio que vai dar merda. Vocês vão
[ __ ] o país. Vocês vão transformar o
país no Irã.
Vocês vão criar um xavismo brasileiro.
Vai acabar igual a Venezuela.
A extrema direita fica usando o exemplo
de lá da Venezuela porque a Venezuela
deu merda. Vocês vão ficar altimando
para sempre, Breno altimando para
sempre, fingindo que na Venezuela não
deu merda.
[ __ ] que pariu, brother. [ __ ] que pariu.
Você chega com jato d’água para poder
dispensar. A galera tomou o caminhão com
jato d’água da polícia e voltou o jato
d’água pr pros carros da polícia e
mandou todo mundo embora.
Que isso,
mano? Do céu, não.
Depois fala que o brasileiro era
pacífico, que a gente foi foi amançado,
a gente já foi até brabinho.
Isso é uma ilusão.
Isso é quase uma guerra assim deusão. E
o processo sai vitorioso, não tem
ninguém. A polícia não tem que não fazer
isso de novo. Aí
sim. Eh, os processos ali do em São
Paulo era uma coisa assim absurda, você
tá entendendo? por capacidade de
organização. Era um era uma uma classe
superária muito jovem que tinha desse
processo de urbanização do Brasil, vindo
para São Paulo, condições de trabalho de
qualquer jeito dentro daquele processo,
em plena ditadura militar. Na verdade, a
ditadura cai muito por esses levantes.
Uhum.
Tá. Depois acabou terminando a
conciliação, como infelizmente todos os
processos no Brasil terminaram, que o
que gerou a abertura para a República.
Mas eu digo para você que se não fosse
eh esse contexto que levou à queda da
ditadura militar, por exemplo,
Constituição de 88 no Brasil não teria
SUS.
Então ainda foi uma conciliação, mas foi
uma conciliação que teve que ter muita
concessão,
tá entendendo? Tem teve teve que ter
muita concessão, né? O SUS, por exemplo,
ela é criado ali. Eh, e o PT foi o quê?
Foi uma grande coalizão que teve, que
envolvia várias organizações que atuavam
dentro desse processo.
Uhum. Eh, e na esteira desse movimento
muito forte, o PT já ele já surge como
uma potência,
mas que os rumos do que seria o PT ainda
não estavam 100% definidos, tinha toda
uma disputa interna sentido.
Vários grupos ali, os caras não
conseguiam se entender internamente.
Vári não, não é que eles não conseguiam
se entender, é porque eles tinham visões
diferentes mesmo. É para onde isso aqui
vai.
Aham.
Tá entendendo? O que o virou o PT é o
grupo que venceu, é o grupo do Zé deceu.
Isso.
Tá entendendo? Eh, é o grupo que venceu.
Por isso que eu digo, o pessoal fica
assim, ó, gente, vamos tirar as nossas
diferenças e ficar só em torno do que
tem comum. Não, as nossas diferenças
definir
o que vai ser, o que foi o PT.
Sim.
O que foi o PT, os governos do PT e o
que eles fizeram era a estratégia do
grupo que venceu,
né? eh que envolve lá dentro uma
tendência grande que é a articulação
que o ZDC é um dos principais cabeças,
né? Eh, que se tornou o grupo amplamente
majoritário dentro do PT. Eh, várias
outras tendências que tinham visões
muito diferentes foram derrotadas, né,
na na luta interna normal.
Eh, isso aí foi bonzinho ainda,
né? Então,
só voltando algum
derrotadas e achincalhadas também, né?
passa atraso. Aí a gente chega aqui no
PT rapidinho, não vou demorar muito não.
Então veja, o período do milagre
econômico lá do do da ditadura é
realmente o período que chega muito
capital estrangeiro pro Brasil. Ora,
chega capital estrangeiro no Brasil, só
que você tem que ter toda uma cadeia de
fornecedor para alimentar aquilo ali.
Então o setor, o estado que entrou
criando esses fornecedores, tá? Então o
estado entrou criando o setor
siderúrgico brasileiro. Então para você
pegar CSN, todas essas empresas CESI,
Minas Gerais eram empresas estatais.
Nem parece difícil, né? né? O Hermão
diz, viu? O Gustavo diverge da linha do
PT, mas não é mau caráter. É, ó que
doideira, nem parece difícil, né?
Estado entrou com Vale do Rio Doce para
minério de ferro para alimentar a
ciderurgia e outros minérios com
Petrobras que já tinha sido criada
antes, mas desenvolvida para energia
para todos esses setores. Pois não é. Ó,
o camarada que eu esqueci o nome aqui,
que tá com nome falso, ele disse assim,
eu só queria dizer que eu não conhecia
nada da história do Diceu, porque sou de

  1. Ah, que coisa mais novinha. E foi
    você, Pedro, que me apresentou sobre.
    Estudei um pouco a bibliografia dele.
    Eh, e tô impressionado dele não ser o
    ícone. Pois, né? Pois aí toda vez que
    esses [ __ ] esses é [ __ ] do [ __ ]
    não, deixa eu falar agora, eu vou falar
    agora eu vou falar. Esse bando de lixo
    do Web comunismo imundo do [ __ ] tá
    falando assim: “Ah, mas o PT é pelo ai
    porque o PT é vendido, porque o PT sabe
    de quem é o PT? É do José de Seu, [ __ ]
    Ele que é a grande liderança de lá,
    [ __ ]
    Aí trata o José de Seu como uma [ __ ] de
    um vendido, de um filha da [ __ ] [ __ ]
    merda, velho. Tenha santa paciência,
    [ __ ]
    Tem a santa paciência. Genuíno José de
    você que é o lutador, né? Esses caras
    são filha da [ __ ] Você que é o lutador.
    É muito desrespeito, brother. É muito
    desrespeito. Eu fico louco com essa
    [ __ ] tá ligado? Olha a vida que esses
    caras tiveram. Olha o que eles
    construíram. Aí eles chegaram lá.
    Aí eles chegaram lá e assim eles têm uma
    vida confortável. Velho de 70, 80 anos
    depois de ter costurado a cara para se
    esconder da lutado no mato, [ __ ] não
    sei quê. Agora ele tem um carro
    confortável com acento satisfatório. É.
    Ah, vão tomar no cu, [ __ ] Esses caras
    são muito filha da [ __ ] na moral. Não
    tenho nenhum pingo de respeito por esse
    filho da [ __ ] do web comunismo. Nenhum
    pingo, [ __ ] Tirando esses caras,
    desrespeitando esses cara. E aí fica
    falando em abstrato, né? O PT, o PT não,
    o que o PT, a ala majoritária do PT. Aí
    sabe o que que eles fazem? Eles ficam
    querendo colar que a Glaz é a estrutura,
    né? É a Glaz porque ela tem cara de
    dondoca. Vão se [ __ ] velho. Vão se
    [ __ ] Esses caras são muito filho da
    [ __ ] brother. Porque ela tem cara de
    dondoca, porque ela é loira. lá vão se
    [ __ ] velho. É muita falta de caráter,
    [ __ ] É muita falta de caráter

perfilizantes e por aí vai. Então o
estado entra e e se individa, cria toda
essa cadeia de fornecedores para
alimentar as empresas de capital
estrangeiro que chegava aqui. Eh, qual
que era a ideia do Fernando Henrique
Cardoso? Ora,
deixa a coisa rolar. Quanto mais a gente
abrir o mercado, mais competitivo vai
ser os
Não, e ainda tem isso. E nem conhece a
Glaz, né? Tira a Glaz. Não. Então, e
ainda tem isso. Não conhece a Glaz.
Tirou a Glaz por valor de face, com a
misogenia explícita, tá ligado? Tá
ligado? É, é, é, mano. Eu, eu quero
explodir quando eu vejo esses caras
batendo no PT do jeito que eles batem. É
muita sacanagem, brother. É muito
desrespeito com os caras que lutaram na
ditadura militar, velho. É muito
desrespeito com com quem permitiu o SUS
que ele tava mencionando aqui. Ele
sempre fala: “Ah, não foi tirado pelo
SUS. Por quem? Por aquela [ __ ] daquele
PCB que nem existia mais.” A [ __ ] merda,
gente. [ __ ] merda. [ __ ] merda. Quem
tirou a [ __ ] do SUS para jogo foram
esses cara, [ __ ] Só tem por causa
desse. É desrespeito, é inveja, é
malcaratismo. Ah, que [ __ ] [ __ ]
Que [ __ ] Falta de de respeito do
[ __ ] Aí, ah, Pedro, você xinga. Ah,
vocês não sabem o que essas pessoas
estão fazendo com o nosso passado,
[ __ ] Com as pessoas que lutaram por
nós, tá ligado? Vai tomar no cu, velho.
Eu fico indignado, velho. Ô, é sério, eu
levo pro coração mesmo, velho. [ __ ]
Capitalistas brasileiros que vão emergir
disso. O que a gente não pode ter
aqueles capitalistas, aquele
colonialismo antigo, vinculado à terra,
estruturas tradicionais. Então a gente
tem que abrir o mercado brasileiro.
Agora a gente pega aquilo que o estado
desenvolveu, que o estado investiu, toda
essa cadeia de suprimentos paraa
indústria, nós vamos vender tudo, vamos
privatizar, porque isso vai gerar um
capital nacional sólido, tá entendendo?
Competitivo e etc.
Depois,
então tem isso, né? Aí os cara, [ __ ]
enquanto isso, a [ __ ] do PC do B
calado, né? Não queria apoiar o o o
Ah, [ __ ] que raiva. Tudo errado. Os
caras do PC do B que tão vivo hoje fala:
“A gente errou, a gente errou.
A gente não ficou a favor do João Gulá
que eles diz que vai fazer, vai
acontecer, vai defender. Aa considerável
do PCB ficou contra o jogo lá porque o É
Pelego o jogo lá
facilitando o golpe. E aí tem uns caras
do PCB hoje vivo que fala: “Olha, a
gente errou, a gente errou. Vaiá tomar
no cu, porra”. Bando de de bosta do
[ __ ]
bando de Zé cu do [ __ ]
Verdade. A única diferença mais
expressiva do projeto do PT em relação
ao Fernand Cardoso, o Guido do Mântaga
assume tudo isso. Se vocês procurarem os
artigos o Guido do Mântega de elogios a
Fernanda Ricardo são enormes, são
inúmeros. Ele só tem uma visão mais que
inesiana que é
beleza, tem que ter esse capital
privado, as privatizações F Henrique fez
foi bom. as leis, como a lei de
responsabilidade fiscal que acertou toda
a política monetária brasileira é o que
deveria ser feito, só que o estado entra
como agente consumidor.
Quenesianismo é um pouco isso. O liberal
ele pensa como você liberal e kinesiano.
O liberal é arranca o máximo de estado
que a gente conseguir eh para que os as
pessoas possam, os capitalistas possam
pegar o máximo possível do que eles
ganharem e reinvestir, porque é isso que
você faz com os lucros e tudo. investe,
a própria produção vai gerar um consumo,
porque ao ao se criar mais empresas,
você vai contratar mais trabalhadores e
tal, tal, tal. Essa é a ideia do
liberal, né? Quem fala: “Olha, não é o
contrário, os dois vão pôr lateralidade
oposta”. Não, eu não. Você esquece que o
capitalista pode não investir, o capital
excedente dele pode ficar parado.
E e normalmente em situações de
estagnação econômica, veja, ele ele
simplesmente investir e contratar mais
trabalhadores, não vai aumentar o
consumo do produto dele. Todos têm que
fazer isso ao mesmo tempo e não tem
nenhuma garantia que isso vai acontecer.
Então Kees fala, por isso que precisa de
um agente interventor externo para tapar
esse buraco. Toda vez que as pessoas
capitalistas não estão investindo, o
estado chega induzindo investimento e
criando consumo. Investindo, induzindo
investimento e criando consumo. Guid do
Mant é bem por essa linha.
Uhum.
Então eles vão criar o PAC, tá
entendendo? Eh, onde tá os projetos de
desenvolvimento do PT? Tá em setor como
construção, tá entendendo?
Eh, obras públicas. a gente vai elevar o
consumo eh estatal por diversas vias. A
gente pode elevar por meio
um dos Pedros.
Eh, pois bem, querido xará, eh, essa é a
questão. O resto tudo é é conversa mole.
Essa é a questão da história humana, né?
Os cara
fazendo o que tão fazendo com o PT,
manchando
a história da esquerda brasileira,
tentando sugerir que uma esquerda não
existe para que surja uma esquerda.
[ __ ] merda, velho. [ __ ] merda.
[ __ ] merda. É uma falta de caráter tão
explícita,
tão explícita.
E veja, eu não sou do PT. Eu não tenho,
veja, é só uma questão de honestidade,
velho. Honestidade.
Os caras querem apagar o passado
para construir um futuro. Apagar o
passado. Não tem esquerda no Brasil, não
tem passado no Brasil, não tem ninguém
que lutou pro Brasil. Só quem lutou pro
Brasil foi aquela bosta daquele PCB
velho lá, merda, que só fez bosta na
história quase toda dele. Ah, para [ __ ]
que pariu. Ah, para [ __ ] que pariu,
[ __ ]
Programas de renda básica, a gente eleva
o consumo estatal eh por meio de bolsas
de incentivo à pesquisa. Eh, nesse
sentido, mas quando mete essa, mano, eu
quero pular da janela, né? Ã, o partido
dito de esquerda. Ah, de esquerda é você
do seu apartamento gravando vídeo para
entrar. vai tomar no cu
do país. No interior da divisão
internacional do trabalho. O PT
secundarizou completamente.
Secundarizou completamente.
É, e não viu que e ambos achavam que o
mercado resolvia o problema, no caso do
Fernando Henrique, de uma forma um pouco
mais automática, no caso do PT, com o
estado atuando como agente que induz
consumo,
direcionando,
é, ampliando a base de consumo, né,
quando ela se estagna na sociedade, no
seu conjunto. Mas ambos deixaram o
mercado resolver o problema da estrutura
produtiva brasileira. Então, o negócio
que aconteceu e que e foi essa essa
ordem cronológica atrás aí faz a gente
entender onde a gente tá.
Uhum.
Porque a gente nunca teve investimento
no que você sempre defendeu, né, na
tecnologia de ponta, nas indústrias de
desenvolvimento. Isso nunca teve. E por
um, vamos entender, por uns certos
processos, talvez naturais, funcionou na
época da da ditadura militar que teve
esse primeiro investimento externo. Isso
fluiu porque tinha capital entrando e
fazia de alguma forma a a engrenagem
gerar.
Sim.
No bundas comodes com o Lula isso
funcionou porque tinha uma grana
sobrando e veio.
Mas é sempre um tiro curto, né? É,
e aonde que que os líderes que a gente
sempre teve falham no mesmo processo de
não mudar, sabe, a visão futuro,
planejamento. É porque sempre foi uma
liderança, a mesma liderança.
É,
apesar de estarem de lado dos opostos a
mesma cabeça, a mesma forma de agir, a
gente nunca teve nada diferente,
não. Veja, essas opções todas, elas são
muito diferentes, mas aí acho que a
gente tem que tentar situar. Então, por
exemplo, eh ninguém sabe mais o que quer
no Brasil no último período do que o
grupo encabeçado por Bolsonaro.
Só que ali você tem interesses bastante
específicos, estão sendo defendidos,
ainda que o discurso ali seja outro.
Então, para dar, né? Então, eh, ora, o
Bolsonaro representa uma
um grupo de capitalistas brasileiros que
sabe que o Brasil não vai desenvolver e
não tá nem aí. O importante é que para
eles a coisa tá funcionando. Ora,
estando o Brasil descendendo na divisão
internacional do trabalho, por exemplo,
interessa você quebrar qualquer tipo de
garantia trabalhista que exista,
interessa condições de trabalho as
piores possíveis no campo, se possível,
trabalho análogo à escravidão, porque
uma agricultura voltada paraa
exportação. Então veja, agricultor
brasileiro, o mercado interno, o
agronegócio brasileiro, na sua maioria,
[ __ ] o mercado interno brasileiro,
porque nós não vendemos pro Brasil ou
pro Brasil é só uma menor parte. Vocês
entendem como é que tem posições
diferentes? Por exemplo, a Fiesp
interessa o mercado interno brasileiro.
Pro Itaú, aquilo que tava surgindo um
debate ontem aí com Murilo, você tá
entendendo? Eh, o Itaú tem uma posição
diferente do do
agronegócio brasileiro mesmo. Primeiro
que ele nem é o principal financiador do
agronegócio brasileiro, que tá muito
ligado ao Banco do Brasil, programas
públicos, o Banco do Brasil e alguns
bancos que atendem especificamente o
agronegócio. O o o sucesso do Itaú
depende de um do massa de consumidores e
numa parcela do capital que explora o
mercado interno brasileiro. Você fica
que o Itaú que é o bem do país, não, mas
ele tá mais preocupado em manter um
certo patamar de renda ali, que é onde o
capital dele circula,
não cria dinheiro do nada. Isso não
existe, né? Onde o valor que ele
administra e onde ele cobra os seus
serviços e juros circula. Eh, setores
como agronegócio, por exemplo, tá se
lixando para isso. Ora aqui, e olha que
o o trabalho agrícola no Brasil, 80%
dele é informal, segundo os dados da
PENAD,
80%
80% de informalidade no setor agrário,
no Brasil sempre foi gigante, tá?
Mas isso mas isso é motivado, esse
número pelo pequeno produtor? Não, não é
não é motivado pelo fato de você ter
colhe e que são irregulares, né? Então
você contrata uma quantidade grande de
mão de obra, por exemplo, durante 4, 5
meses, 3 meses, e durante o resto não.
Então você faz contratos por peça, que é
tipo assim, você vai trabalhar aqui,
quanto mais você colher, maior vai ser o
que você vai ganhar.
Uhum.
Então não é não é não é salário por
trabalho fixado, tem a ver com a
estrutura agrária brasileira, que
historicamente
a informalidade ela sempre reinou
também.
Sim,
né? Historicamente a informalidade
sempre reinou. Era guar. Você via muito
isso aqui, por exemplo, tinha época de
colheita de tomate aqui,
né? Que nessa época as famílias iam lá e
pegavam muita grana ali porque tava
colhendo e recebendo pela produtividade.
Mas nenhum ali tinha uma carteira
assinada com produtor rural, né? Nenhum
ali tinha um contrato de trabalho, era
tudo coisas temporárias, né?
Na cidade onde eu venho, turmalina é uma
cidade, hoje mudou um pouco, tá?
Turmalina inclusive melhorou.
ia falar isso porque eu lembro sei
exatamente, eu lembro até do dos
caminhão buscando, me fala seu nome
agora,
passava o caminhão ali, você sentava no
chão do caminão e embora, levava uma
galera da cidade inteira.
Se foi desse jeito, mas hoje de verdade
aqui em Aragari não existe mais há muito
tempo.
É, não, isso aí, isso aí
porque também o o a produtividade do
campo mudou, né? Hoje hoje você usa
maquinária agrícola. Hoje hoje você vai
lá, usa uma máquina ali que todo café.
do café, mas o tomate
doideira, o Brasil tá se Não, pera aí,
doideira. O Brasil tava se
desenvolvendo. Aliás, a estrada de São
Paulo para Brasília tá beirando o
impecável. Tá beirando o impecável. Dá
para pôr 160 na curva fácil em alguns
tristes. Tá beirando impecável. Eu
cansei, tá? Eu cansei sobre esse papo
aí. Eu eu cansei desse papo. Um papo
bom. Papo bom. Mas eu tô com fome e eu
vou eu vou comer porque eu acho que deu
para aproveitar legal aqui. Beijo no
coração de todos.
Maconheim. Maconim dourado que critica
tudo e é criticado.
Maconim, maconim dourado que critica
tudo e é criticado.
Foi meu descer que me disse assim: “Que
especial
é umaim.
Foi meu de que me disse assim que
especial.
É o macim.
Mauim, maconim dourado que critica tudo
e é criticado.
Maim, Maonim dourado que critica tudo e
é criticado.
Foi meu de que me disse assim que
especial é uma coinha.
Foi meu descal
é o maconim.
Mauim dourado, meu. Maim dourado, meu.
Especial, especial, mas irrita o até.
Mauim dourado, meu. Maim dourado, meu.
Especial, especial, mas irrita o apel.
Ó o maconha dourado aí. Ó o maconha
dourada. Olha o Golden Weed. Olha o
Golden Weed aí, ó. Olha o Golden Weed.
Ele, ele, ele, ele. Eu, eu imagino que
deve ser foto, essa foto. Deve ser
imagem de algum filho dele, alguma
coisa. Vamos, vamos respeitar a imagem.
Mas olha só, ah, ele comentou aqui em
cima, olha só, olha só, olha só. Cadê?
Abaixa o reformismo. Aí agora ele
complementou. Agora ele complementou.
Ele diz alimentar ilusão. Reforma
capitalismo. É o mesmo
merda.
Tá ok, ok, ok, ok.
O Brasil de hoje é melhor do que o
Brasil de quando eu era criança.
Menos pessoa passa fome.
Tô tentando reformar nada. Eu não sou o
PT. Eu nem aspiração ao governo eu
tenho. Nem aspiração ao governo eu
tenho. Nem quero. Não me convide. Não
fala assim, eu vou te dar essa vereça
que não quero, não quero. Agora vocês
não vão ficar
passeando
pelo pela internet, dizendo [ __ ] a
fome.
Vocês não vão ficar passeando pela
internet dizendo nada mudou, nada
melhorou.
Tem que vir comigo, comigo,
comigo. Passo o pano para quem eu
quiser, seu bosta, seu lixo imundo.
Passo o pano para quem eu quiser, seu
merda. Você não tem direito de tentar
acuar pessoas que estão defendendo o
legado da esquerda nesse país, seu
merda. Seu merda. Certo? Vocês não t
direito de criando perfilzinho
e indo no canal dos outros
incitar que ele está errado em defender
o legado da esquerda no Brasil. Porque
quando for você, você vai lá e faz e
acontece. Seu merda. Você entendeu? Seu
merda. Vocês operam assim, tentando
inibir as pessoas, tentando deixar a
pessoa com vergonha de dizer que os
ganhos que a esquerda conseguiu no poder
não são ganhos de verdade. Vocês
trabalham assim, tentando desacreditar,
tentando desmobilizar,
tentando inibir, tentando envergonhar.
Você não tá argumentando [ __ ] nenhuma,
seu merda. Você tá tentando
inibir, você tá tentando fazer com que
as pessoas tenham vergonha de falar do
legado da esquerda no país. É esse o
resultado do seu trabalho, João
Carvalho.
Por isso que eu brigo com você e com
essa merda que você criou chamado web
comunismo debaixo de você. Entendeu,
João Carvalho? Esses moleques, você que
incita. [ __ ]
Aí depois, ah, eu quero ser seu amigo,
meu amigo, [ __ ] Amigo é o [ __ ]
Oh, oh, oh.
Ela trabalha, ajuda o país a crescer,
mas reclamam, ninguém vê.
Me xingam, chamam de neoliberal.
Esses rachadores acham que lutam contra
o mal. Só de maquiagem. E é isso que o L
tem ganhou presente, ninguém sabe de
quem. Confia que é verdade, mas não
posso provar. Os brabrinhos vivem a
reclamar.
Síndrome de protagonismo aqui e a colar.
Racha, racha e racha. Ama é rachar.
Levanta a mão pro alto e faz como agora.
Faz o L sem frescura. Meu
sorte maquiagem. É isso que o L tem.
Ganhou presente, ninguém sabe de quem.
Confia que é verdade, mas não posso
provar. Os travinhos vivem a reclamar.
Sorte, maquiagem. Sorte, maquiagem.
Sorte, maquiagem, muita sorte, muita
maquiagem. Ele tem.
Oh. Oh. Oh.
Sorte maquiagem. Sorte maquiagem
ganhou presente, ninguém sabe de que é.
É que é verdade, mas não posso provar.
Os travinhos vivem a reclamar.
Só de maquiagem é isso que o L tem.
Ganhou presente, ninguém sabe de quem.
Confia que é verdade, mas não posso
provar. Os brabinhos vivem a reclamar.