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MARCO ANTÔNIO - Adorno e Indústria cultural: Em defesa de uma razão não alienada (διάλογος #24)

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[Música]
[Música]
fala meus queridos e minhas queridas
amigas tudo bom com vocês eu espero que
esteja tudo bem com você tá com saudade
de vocês muito tempo que a gente não
grava não é isso muito tempo que a gente
não faz vídeo é com muita felicidade que
eu traco aqui para vocês nessa magnífica
noite nosso
camarada Marco Antônio nosso camarada
Marco nosso
camarada Rei histório Imperador
historico não é isso é exatamente isso a
gente traz o Marco aqui pra gente trocar
uma ideia fenomenal acerca de Adorno a
gente vai fazer aqui a defesa absoluta
de camarad dor para quem se surpreende
com isso que a está fazendo aqui tem um
vídeo meu já gravado
com o camarada do
rádio rádio Guerrilha camarada Gui em
que a gente faz um comentário fenomenal
ali acerca do dialética do
esclarecimento que Eu aponto alguns
pontos interessantes e positivos sei
deixar de fazer a minha gloriosa crítica
a [ __ ] da escola de Frankfurt mas só
que aqui a gente vai dar a possibilidade
do contraditório que camarada Marco
gosta bastante do camarada
dorno Marco mais ou menos
mais ou menos camarada Talvez ele não
esteja tão bem representado camarada
dorno aqui hoje mas a gente vai
conversar sobre alguns aspectos
positivos da obra de Adorno ah Marco ele
é artista ele é mestre né todo fazendo a
discussão sobre educação e
sobre as coisas das Artes né você você
também faz eu quero conhecero melhor
camarada eu quero conhecê saber Marco tá
aqui com a gente há muitos anos atrás
Marco é camarada do pessoal então isso
significa que nós somos a aliança
sinistra de stalinistas e e e TR ristas
que aí agora acabou agora acabou porque
agora quando a gente juntar quando a
gente fazer esse lé com cré meu Deus do
céu não vai sobrar Liberal Pedra Sobre
Pedra e vai sair correndo com medo Ah
esses caras não brigava não não brigava
não brigava não algum alguns a gente
briga com algum n pessoal é [ __ ] né sim
sim claro Esse é [ __ ] é Então camarada
Marco por você por Marco por Marco mesmo
por favor se apresente pro nosso público
sendo que você não tem uma participação
aqui muito presente na internet dê dê
para nós essa oportunidade de conhecer
vossa excelência por favor com a palavra
Pô cara assim primeiro agradecer muito
ao Pedro por por ter me dado essa
oportunidade de estar aqui conversando
com ele porque eu sou antes de tudo um
fã do canal eh conheci o canal através
do pirula Há muitos muitos anos 2013 eu
acho desde então sigo o Pedro seguia o
Pedro já antes na época que ele parou
que era
eh que fazia vídeo de terno vi os vídeos
lá do Game of Thrones então sigo desde
Essa época por conta do ateísmo acho que
a a primeira coisa que vai me definir
que vai me orientar politicamente é o
ateísmo então eu sou ateu ateu Olha aí
olha aí é mais um socialista ateu 10
pontos de luminismo marxista é isso é
isso é isso toal e eu e aí Pedro assim
eu tô totalmente alinhado aí com com
muitas coisas do que você fala até
porque você me influenciou muito mas eh
cara você me fez chegar a a ideia de
aproximar O materialismo do Marxismo
Porque eu conhecia Alguns alguns tipos
comunistas que acabavam que eles
reivindicavam essa essa essa essa
nomenclatura eu sou um comunista Mas
tinha uma visão muito idealizada de
mundo e eu achava que o comunismo era
aquilo aí mantinha distante do Marxismo
e aí eu comecei a pesquisar sobre
materialismo Entendi um pouco sobre
materialismo aí você foi vendo um vídeo
seu que eu fiz o link do materialismo
com Marxismo aí explodiu a cabeça e E aí
fui pro mestrado estudei busquei uma
linha mais marxista eh eu já tinha uma
visão artística sou artista de teatro
principalmente mas eu já tinha uma uma
linha muito próxima autores marxistas
que eu não sabia o Augusto Boal o o
brest que não é ente marxista mas que
fala em teatro dialético por
exemplo teatro dialético excelente né
sim é não brecha é [ __ ]
e E aí assim as coisas foram
concatenando eu fui conseguindo
construir uma visão mais coerente de
mundo né também gostar muito de ciência
fui um defensor fui acusado de ser
positivista em vários lugares inclusive
no
mestrado Ai Eu odeio a nossa
universidade pós-moderna e mundo meu
Deus do céu é cara e o mestrado ainda
foi leve cara porque eu venho das artes
cênicas Gente vocês não tem ideia o que
que é o pós-modernas artes cênicas o TCC
pode ser uma dança sabe uma dança
entende é um nível de pós-modernidade
absurdo absurdo e e e esse era um dos
temas assim que que fizeram a minha a a
minha formação porque era a ideia de
verdade eu trabalho por algum motivo eu
construi uma ideia de verdade na minha
cabeça tá vinculada ao meu ateísmo e que
os meus professores tinham uma ideia que
não existe verdade cara não existe
verdade mas você tirou isso e uma
professora falou para eu ir ler Hegel
falou vai ler Ah você acred verdade
então vai ler heg e ela deu na trave
cara ela deu Marx Pode crer pode crer
então é assim aí eu me aproximo do
Marxismo eh hoje eu eu tô vinculado meu
trabalho artístico tá vinculado a meu
trabalho de militância tenho esse
privilégio né consigo dinheiro do estado
e através de leis de incentivo a cultura
e consigo trabalhar com o que eu gosto e
e politizar problematizar questões
sociais e
culturais muito legal muito legal muito
legal
eh Então vamos vamos puxar já pra
centralidade da nossa discussão A veja
então vou eu vou puxar exatamente do
tema que eu fiz o o vídeo com o Gui né
Eu dei uma relida no no dialética do
esclarecimento e o dialética do
esclarecimento
Ah para lei porque assim ele ele acaba
na minha na minha leitura sendo um texto
bastante hegeliano no sentido de que tá
pressuposto que a crítica A que ele faz
não é uma crítica de jogar na lata do
lixo é uma crítica no no sentido de de
de superação no sentido de a partir
daquilo ali para onde que a gente vai
etc etc a famosa aufhebung né al reb
Ah então eu
eu achei interessante acerca disso quero
retomar essa temática quando no no
dialético do esclarecimento ele acaba
usando a o mito a Eu acho que isso é
muito artístico do do da da escrita
deles né dele da Don rockheim deles
recuperarem a o mito fundante da da do
ocidente né estamos falando de Odisseia
especificamente que ele pega exatamente
eles pegam um exatamente um trecho em
que odisseu ele se relaciona com as
ah as sereias né né que as sereias são
como se fosse arpias né não é aquela
representação que a gente tem na
contemporaneidade e ele usa isso como
metáfora para dizer assim olha prometeu
ou eh odu se prendendo ao mastro e
obrigando as pessoas a colocarem fones
de ouvido né colocarem algudão no ouvido
para não escutarem as arpias é muito
semelhante com essa dominação da
natureza expressada na dominação da da
da sociedade de forma que na
contemporaneidade isso poderia ser um
espelho mais ou menos do que acontece no
mundo moderno em que a gente tem um
certo domínio da da natureza não que
isso seja ruim né conseguir Artic
particular as coisas para poder escutar
o som das arpias né da da das sereias e
tal Ah mas ao mesmo tempo isso vem com
pedágio um pedágio muito caro que é
exatamente colocar os trabalhadores
braçais ali para não escutarem ah o som
maravilhoso do do das das ã das Sereias
ao mesmo tempo que aquele que comanda a
estrutura ele acaba sendo uma pessoa que
tem que se prender né tem que se e
vincular ao mastro ali ficar preso ao
mastro ou seja ninguém nem o trabalhador
nem o o o o cara que coordena a coisa tá
exatamente livre nessa sociedade
contemporânea que prometeu essa
liberdade que não cumpriu mais ou menos
por aí a minha leitura da da dessa dessa
metáfora que eles fazem E aí eu te
pergunto o seguinte Ah pra gente começar
essa conversa tem dois aspectos da
discussão que eu acho que são
interessantes eh sobre temática que você
escolheu fazer a abordagem O primeiro é
esse acerca de quais seriam os limites
da Razão na obra de adorne rockheim né
tô falando especificamente do dialético
do esclarecimento e qual é o impacto
disso na percepção que o nosso camarada
Adorno tem em relação aos problemas da
indústria cultural que não é tão livre
quanto parecia ser n agora a gente tem
tecnologia agora a gente tem
possibilidades e no final das contas a
gente acaba preso ali as cinco caixas de
de de de maionese né são são você
escolhe cinco tipo de maionese mas é
tudo maionese né enfim eu queria
portanto pegar essas duas ondas primeiro
a gente começar falando sobre o aspecto
do esclarecimento como é que você
enxerga crítica ao esclarecimento na
obra de de Adorno especificamente então
Eh o que que eu eu acho que ocorre a
gente acredita né nós marxistas que
existe um mundo objetivo então o ador tá
analisando esse esse mundo ob
E aí ele consegue diagnosticar um
problema que outros autores também vão
diagnosticar que é uma que eu acredito
que seja um problema produzido pelo
esclarecimento ou E aí eu vou vou tentar
aproximar essa ideia que o Pedro até
falou ess essa ideia não aparece tanto
no texto assim não hein que é ideia de
razão instrumental e o esclarecimento a
meu ver ele é justamente a razão
instrumental Ou seja a razão
instrumentalizada
pela lógica do Capital pela lógica da
acumulação Ou a gente pode dizer também
que é uma razão Liberal ou uma razão
burguesa
Então essa razão ela é uma razão que nos
aliena
Então ela acaba tendo um problema é uma
razão que ela tem um problema e qual que
é o problema a finalidade para a qual a
razão está sendo utilizada a razão
burguesa ou a razão
instrumental ela é majoritariamente
socialmente utilizada para acumulação
então a gente coloca o cientista a gente
a gente maneja o cientista é a sociedade
a bota a grana onde onde gera mais grana
então é uma razão que ela tem uma
finalidade que não é hum uhum ela tá
preposta justamente e isso eu e aí eu
vou trazer um outro autor que foi ele eu
li ele antes do do Adorno E aí talvez
por isso que eu eu criei esse link que é
o
contexto a teoria da alienação em Marx
uhum por qu porque ali surge a ideia de
alienação quant separação né
Vamos ferba né é eu não sabia não sabia
porque é porque a expressão de ferba é é
assim na religião cristã você tem
valores que são internos aos homens
percepções internas aos homens e o que a
religião faz
ela alienar essas esses valores essas
percep essas compreensões do homem e
criar em Deus o que são coisas que são
internas ao homem e aí dali que vem a
noção de alienação que vai ser usado por
Marx e que o o mesaros vai tirar quer
dizer é uma evolução do conceito né mas
aig é o segundo segundo mesaros ele não
tá nem evoluindo ele tá aplicando o
conceito de alienação e Marx em vários
aspectos da sociedade aí tem lá na arte
na educação e tal e e ele conta um pouco
dessa história também da da de como
surge o conceito etc mas eu não Brava do
forba nessa nessa parte mas aí o que
acontece eh como você já falou aí do do
Darwinismo a razão a razão uma produção
da da seleção natural né a gente não não
escolheu ter razão né Isso não é uma
escolha a gente passou a pensar então a
razão a princípio ela tá integrada a
esse ser vivente que vive na natureza
como Caçador coletor e a a razão é mais
um desses mecanismos de defesa Ah minha
namorada aí ó olha só Aí aí acha
defendendo
defendendo justo justo justo não a gente
o ser humano a parceira tá aí para isso
os parceiros estão aindo Vel se a gente
não tiver incentivando as pessoas com
quem a gente tá junto vai incentivar
quem
né boa boa justamente Mas então a razão
eh como uma produção da da seleção
natural ela é mais um dos mecanismos que
o homo sapiens vai ter de de defesa de
alívio do próprio sofrimento só quando a
gente
implica na lógica do Capital eh e a
alienação produzida pelo trabalho a
racionalidade da sociedade deixa de
pensar eh como prioritária a diminuição
desse sofrimento e passa a pensar na
acumulação quanto fator prioritário E aí
a gente tem vários exemplos como a Vale
destruindo Bur Madinho eh O que
aconteceu no Rio Grande do Sul enfim o
que é obviamente irracional né é
justamente
irracional só que é é irracional ou não
ou E aí eu eu digo que é o limite é o
limite do esclarecimento o
esclarecimento o Iluminismo acabou
produzindo ou produzindo a razão Liberal
que esse é o limite dela esse é o limite
dela sacou a a meu ver é isso então o
que que nós socialistas a gente tem que
tentar fazer reintegrar a razão ao
humano e aí que o adono tá errado porque
o adono recorre ao irracionalismo né
porque ele faz simplesmente ele critica
a razão e ele recorre ao irracionalismo
é o que a gente precisa fazer é
reintegrar a razão é integrar a razão a
sua finalidade primeira que era produzir
uma sociedade que pô se tá todo mundo
aqui racionalizando a sociedade vamos
dividir aqui para todo mundo vamos
melhorar as condições de existência de
todos né então isso a meu vez seria uma
razão eh eu até falei em desalienação
porque eu não sei se tem como você
liberar você sair da alienação de uma
vez uma coisa estanque assim né Parece
que é um processo de retomada né da de
reintegração da razão então eu acho que
é isso o Adorno a meu ver e por isso que
eu falo que é mais eu gosto mais ou
menos eu eu gosto da eu acho que el ele
tem um diagnóstico problem tem um
diagnóstico bom eu também acho e só que
aí as conclusões deles são ruins
Inclusive a indústria cultural eh eu
acho que é um diagnóstico bom do
problema sobretudo a época né que que
tem alguns tem alguns algumas palavras
que ele escolhe mal ali né que se eu não
me engano ele fala cultura de massa né
mas não é uma cultura de massa porque
ela não é produzida [ __ ] né É fala
cultura de massa sim tá tá tá no é é
título do do livro o livro que a gente
tá falando É exatamente esse né
indústria cultural é o livro O indústria
cultural tá dentro do dialeto do
esclarecimento é um é um capítulo do
dialética do do esclarecimento e só que
vende só que vende o livro separado
existe eu não sabia é se você for
procurar na eu tô dizendo isso porque eu
passei na leitura hoje eu fui comprar o
livro do engels que não tinha lá vi que
tinha Olá de Carvalho na filosofia aí eu
falei Moça por favor esse esses livros
aqui eles estão na ficção não é não é
esses livros aqui no máximo Eles estão
no jornalismo oav de cal era um
Jornalista Mas eu fui lá e eu vi os os
texto de Adorno e tem tem um livro
publicado que é só indústria cultural
Pode crer e eu acho que o diagnóstico
dele da da indústria
cultural vai seguir esse mesmo
raciocínio que é a mesma razão
esclarecida sendo aplicada na lógica da
Cultura né é a cultura produzida para a
acumulação aí o pink money é é uma sei
lá uma abstração disso que o Adorno é
que o Adorno viu lá atrás desde o início
falou ah isso aí que vai o que que vai
acontecer a cultura virou um produto
Então a gente vai consumir como
mercadoria como qualquer tipo de
mercadoria é como a gente e como a gente
mesmo faz né porque a gente tem que
produzir tem que produzir Caneca tem que
produzir não sei o qu tudo que a gente
tá fazendo a gente tá sempre fazendo
para vender para vender para vender para
vender sim só que aí eh ah o o mesaros
eu acho que que ele tem um um uma
resolução para isso melhor e isso é até
polêmico eu eu já vi até você Pedro
fazendo uma defesa do eh do fan que
ostentação e e eu não sei se era
ostentação tá era de algum tipo de funk
eh porque aí também existe uma questão
polêmica eh que eu tenho uma posição que
é o quê defender o realismo socialista
na arte né mas não o realismo socialista
datado é porque o realismo socialista
datado do do da época lá da União
Soviética não é o o realismo socialista
eh aplicado pela por pelas premissas
dele porque a ideia do do Realismo
socialista em termos de de teoria ou ou
Realismo marxista é É que na verdade a
arte ela precisa se adequar ao seu tempo
então não é não é uma coisa estanque não
é a propaganda pela propaganda não é o
que foi feito com da forma que foi feito
são princípios e aí eu diria que o rap
se aproxima o rap enquanto movimento
Quando surge e tal ele se aproxima muito
da dos princípios da discussão do
Realismo socialista sabe que é uma
reintegração da Razão na arte porque a
arte também foi alienada da da foi
separada da razão então mas eu eu e bom
é realmente é uma defesa que que tem uma
certa polêmica e eu vou encarnar um
pouco essa polêmica porque eu tenho
reservas com esse tipo de proposta
porque eu enxergo o seguinte
eu Eno que de maneira geral assim
tentando alisar um pouco o lucao né
passar junto com ele abraçar um pouco a
algumas noções que ali estão expostas eu
parto do princípio seguinte que a arte
ou as artes todas elas TM que ser ah
elas quer dizer elas são não tem que ser
elas são elas são reflexo de uma cabeça
que recebeu certas impressões do mundo e
tá tá tá E tá tá tá E que esse reflexo é
é primeiro que a e a a a minha a a o meu
alinhar é só nesse sentido descritivo
então se a arte É isso aí depois o que
fazer com isso se a arte em alguma
medida é isso é os reflexos da cabeça de
uma pessoa a partir das impressões que
tem da realidade da que que da
consciência que ela Abarca eu acho que a
a Arte precisa ter uma absoluta abertura
para qualquer merda a na arte Ou seja
que a gente não deve ter um E aí essa é
uma outra implicância que eu trago em
relação ao Adorno que é não é só uma
questão de palavra eu acho quando a
gente tá criticando assim a a cultura de
massa a gente tá criticando exatamente a
cultura popular no sentido Mais amplo
não no sentido H que que na faculdade de
arte tem eh cultura popular a gente tá
dizendo da cultura que vem das próprias
mass que elas consomem que foi o que
aconteceu que elas consomem né a arte
virou coisa de objeto de de consumo só
que as pessoas consomem isso E aí eu
tenho muita reserva da gente fazer uma
crítica à arte ou ou se quiserem a ao
consumo que a gente tá fazendo uma
crítica na verdade à prática da
maioria assim a maioria tá consumindo x
aí você vai ficar assim não mas esse
esse tipo de consumo é uma merda o que
você tá dizendo é você tá indo lá na
consciência das pessoas que gostam sei
lá de sertanejo por exemplo acho
sertanejo uma merda e não me venho com
esse papo de que tem o sertanejo do bem
e o sertanejo do mal que é o
Universitário eu acho todo sertanejo é
uma merda Ah mas e a cultura e a cultura
do campo e não sei o quê não eu não
gosto e daí eu não gosto eu fui criado
na cidade eu não tenho afinidade com
isso e tal acho uma forçação de barra
pegar aquilo e empurrar para dentro da
cidade quando as pessoas ah são
empurradas através da indústria cultural
com isso e depois fica de justificativa
erudita né não mas eu gosto de sertanejo
clássico n Tudo bem se você gostar eu
não gosto mas veja eu não gostar é uma
questão minha pessoal eu não gostar eu
não me vejo com a possibilidade com
autorização de pautar pros outros o que
que eles devem gostar ou não eu acho que
na minha visão Ah tem que ter uma certa
abertura para um embate para um embate
de modos de fazer arte porque eu acho
que a arte tem que ter essa abertura da
criatividade eu acho que a arte tá linc
com o projeto de criatividade se a gente
começa a fazer dever ser da arte tem que
ser assim tem que ser assado as coisas
ficam chatas sim chatas Claro e eu
queria saber o que que você pensa disso
eh Então essa é uma crítica eh que foi
feita muitas vezes Aos aos aos artistas
marxistas né
Eh e que muitos vão cair nisso mesmo vão
cair nesse problema que o Leandro k ele
ele tem um livro chamado os marxistas e
a arte que ele vai discutir como cada
marxista desenvolveu essa estética
marxista então é uma estética na verdade
essa estética marxista marxista que eu
eu usei o tem Realismo socialista
realmente para para trazer essa
discussão à tona para chocar eh ele tá
ela tá na verdade sendo desenvolvida ela
tá sendo é uma estética que tá em
processo de de criação e essa crítica
foi feita muitas vezes e com razão por
quê Porque às vezes cai no que o Leandro
Conde vai chamar de sociologismo
exat Ch de sociologismo então vamos aqui
mano eh contar a história do Lula e e
enfim e E aí fica chatão fica chatão
eh Isso realmente é um problema e e
quando eu defendo essa visão eh de de
uma arte
marxista não veja a a gente pressupõe
uma imposição o que eu acho que não não
é o caso a gente não precisa impor é
isso aqui ó é o debate é igual o ateísmo
deixa os marxistas existir Car dele
daqui a pouco a gente toma conta de tudo
deixa o ateísmo existir daqui a pouco a
gente toma conta de tudo entendi seria
uma questão de abertura para discussão
né e não é porque tem um problema na
União Soviética que teve um certo
controle da arte né ex sim sim não
aquilo foi absurdo inclusive aquilo eh
acabou assim artistas críticos como o
tinha um um cara que foi aluno do st
lives que ele foi fuzilado my H do
teatro ele foi fuzilado assim ele tava
desenvolvendo um trabalho maior maior
legal maior maior crítico mano e E aí
fuzilaram o cara enfim
eh mas aí abrir essa discussão Porque
pensa E aí eu vou trazer uma metáfora
aqui que também já já me trouxe algumas
polêmicas Mas vamos pensar isso na
alimentação cara se alguém te diz que a
pizza faz mal pro seu
corpo Beleza agora se alguém falar que o
filme de supereroi faz mal pra sua mente
aí aí é é muito delicado perce endi não
não acho que seja não seja que não não
não essa posição eu não acho que seja
polêmica quer dizer minha visão né você
é porque você gosta do filme de herói eu
gosto é você não gosta falei o contrário
Mas aí eu posso falar do funk assim eu
posso falar assim o funk a meu ver ele
foi o que que rolou com o funk assim
majoritário evidente que vão ver sessões
o funk ele acabou sendo cooptado pela
por uma lógica neoliberal né É em certa
parte em certa parte é uma propaganda do
Eu né eu eu eu eu mas o o próprio rap eu
acho que isso tipo não isso tá entrando
no Rap também uhum tá assim o rap
Inclusive tem o o donell que é o o fodão
do rap e ele ele fala né que para ele o
rap tá no na UTI mano sabe porque
realmente começa a entrar esse papo da
Ostentação dentro do Rap também mas o
rap ele tem uma uma
origem discursiva mais crítica n tanto
que a gente tem o Racionais Aí enfim
eh e eu até me perdi que não lembro o
que tava f por exemplo o Trap é
basicamente eu uso droga eu sou rico
Olha me justamente justamente são
desdobramentos pela cooptação do do
Capital eu acho que essa cooptação ela
nunca tem fim né ela sempre o capital
vai sempre buscar se se apropriar e a
gente tem que ir buscando criar alguma
coisa crítica eh eh fora dele e E aí
assim não é uma crítica a cultura
popular é uma crítica a uma cultura que
ela foi também instrumentalizada
instrumentalizada pra transmissão de
valores liberais de valores liberais e a
gente tem que transmitir os nossos eh o
Adorno sobre a o termo cultura dema isso
foi problematizado depois por outros
autores eh e aí Existe uma separação
entre cultura pop e cultura popular né
embora pop deriva de de de Popular a a
cultura pop ela é a cultura que ela foi
produzida por uma indústria foi
produzido no início principalmente por
Hollywood e que ela vai se espalhar
Então ela vem de cima para baixo ela não
ela não é popular no sentido de que ela
foi produzida pelo povo ela foi
produzida por pessoas que detinham a
máquina mas é consumida pelo povo é
consumida pelo povo mas a cultura
popular ela entendi segundo essa teoria
ela faz o contrário ela é produzida pelo
povo como Congo né eu tô falando Congo
porque eu sou do Espírito Santo é uma é
uma manifestação que ela é produzida
pelo povo e aí você vai o Congo ele vai
carregar por exemplo eh vários
simbolismos que que são por exemplo anti
escravagistas uhum sacou porque foi
desenvolvido por um povo que foi
escravizado E aí quando a cultura vem de
cima ela na verdade tá descendo com a
ideologia dela junto né o soft Power
interessante cara interessante é essa a
a distinção aí que que eu acho que é
pertinente por isso que eu acho que é
pertinente fazer esse debate não é
também a gente não precisa não cara você
não precisa deixar de ouvir funk ou de
ver filme superh
herói definitivamente deixa pro final de
semana vamos consumir aqui um outro um
outro negocinho vamos ver um outro
negocinho diferente eu eu eu acho que o
o o legal é a gente bom tá aberto a
crítica é o básico né tá aberto a
crítica de todos os valores de todas as
coisas é o básico é o elementar Ninguém
é mais inteligente porque tá dizendo que
critica as coisas mas eu acho que o
interessante dessa discussão nos termos
que você tá pondo que eu acho que é
muito sofisticado
eh a gente pensar em aparelhos de de
produção de de reprodução de cultura
popular porque e a gente não vai impedir
Hollywood de ser Hollywood né tipo assim
Hollywood pare imediatamente ser
Hollywood não vai acontecer ah a gente
então eu acho que teria que talvez usar
escola para difundir eu tava pensando
nisso esses dias né que eu eu teve uma
vez no no doutor acho não lembro se era
no mestrado ou no doutorado mas eu
lembro que era um colega que era
Mestrando que ele fez uma apresentação
lá de de Sócrates
da Apologia de Sócrates de Platão e ele
é e ele é
eh ele era ator como você né Ele é das
artes cênicas e também das artes cênicas
ele é da filosofia e também das artes
cênicas e ele é um negro e aí a a
apresentação que ele faz Primeiro só
dele estar ali o corpo negro está ali
fazendo a apresentação de Sócrates já é
já é uma quebra de paradigma né mas para
Além disso a a representação que ele faz
acaba carregando aquilo da cultura que
ele acaba trazendo Então ninguém vai
fazer uma reprodução pode até ser uma
uma hipótese né tentar fazer uma
reprodução específica da da Apologia de
Sócrates pode tentar reproduzir psis
litteras só que quando ele tenta fazer
ele tenta ah digamos assim colocar em
sua própria leitura e em seu próprio
corpo e e a representação que ele faz
portanto é como se a gente pode lembrar
semana de arte moderna e trazer a a
ideia do eh de de eh que nós somos
canibais né como é que é o nome
antropofagia nós somos antropofágicos a
gente absorve a cultura e produz a nossa
própria Cultura a partir daquilo que a
gente absorve porque a cultura
brasileira Ela é formada pelas milhares
de etnias indígenas centenas de grupos
de origem africana e dezenas de grupos
europeus eh asiáticos e etc etc etc eu
não gosto muito de Out andr né mas assim
eu acho que esse conceito realmente
nessa ele acertou
ah e aí eu tava pensando [ __ ] não seria
legal a gente colocar os alunos né para
fazer peças de teatro que eles tivessem
participação criativa né o aluno de
periferi coloca o moleque para fazer em
cima de um texto aí de alguma coisa
erudita de alguma coisa mas faz você né
Deixa você criar E aí de repente de
repente isso não vira uma coisa que que
é publicada que consegue dinheiro assim
mesmo né coloca no YouTube dá um canal
PR os meninos né alguma coisa nesse
sentido de modo que a gente crie a gente
crie cultura que tenha a capacidade de
gerar dinheiro e que seja de baixo para
cima eu não sei o isso aí cara eu acho
que a gente falta a gente pensar isso de
forma social e organizada né pra gente
criar essa essa máquina de reprodução
disso mas a gente tem as a figuras
artísticas que eu acho que fazem
exatamente isso eh o Caetano mesmo ele
se considera um antropófago Caetano velo
eh mas o melhor exemplo e até o Jones
Manuel usa atrás dele é o Chico Science
Chico Science Olha só olha o nome é
desde o nome ele mistura a cultura
popular e a indústria Chico Science
inglês isso é proposital o cara é um
gênio E aí O O ele mistura Maracatu
Atômico é o nome de uma música dele
sacou então ele faz Exatamente esse
processo ele mistura a cultura popular
com a cultura da indústria com a
guitarra com enfim com com som elétrico
cria um Manifesto cria uma par chamada
mang beit e o conteúdo é um conteúdo
absolutamente crítico
socialista não vou dizer marxista mas é
é enfim é um conteúdo de esquerda vamos
dizer assim né que problematiza todas
essas questões e que cria uma identidade
é um ritmo PR entidade própria puramente
brasileira não tem mang Beach em outro
lugar do mundo não tem não tem como ter
e ele e ele vai trazer essa
problematização nesses ritmos entende
então é um aí é um uso social que tá
sendo feito só que geralmente essa
cultura ela vem de de cima para baixo
não de de baixo para cima e aí as
próprias pessoas né os brasileiros mesmo
estranham a própria cultura eu já ouvi
de um colega inclusive ele falando que
ele acha estranho ouvir música em
português né ele porque ele só ouve
música em inglês sacou Eh claro não tô
querendo dizer meu Deus não pode ouvir M
ing óbvio que pode [ __ ] o Bob Dylan é
uma referência pros caras para toda a
MPB brasileira né Uhum mas a a questão é
essa que não existe esse espaço da da
construção dessa cultura que que vem que
vem de baixo né ah e o Eu acho que o o o
a minha defesa dessa coisa que seria o
realismo socialista é justamente isso e
é nos termos do do mesaros que que
escreveu a a teoria da da da alienação e
Max que é o quê O que é o realismo o
realismo seria você eh representar a
coisa tal qual ela é né então se eu tô
fazendo uma peça de teatro sobre uma
família numa casa eu vai ter que ter uma
família numa casa qual que é a ideia do
Realismo socialista eu vou representar a
sociedade como ela realmente é e a e a a
sociedade como ela realmente é jamais
será bem representada pela aparência das
coisas Hum então investe essa ideia você
não vai tratar aquilo pela aparência
você vai tentar deslocar conteúdos para
você expor um um uma questão da
realidade que ela não tá vista porque a
aparência na verdade esconde sacou e a
possibilidade de ah perante isso
enfrentar o fantástico usar do
Fantástico para fazer essas comunicações
por exemplo você falou o cara tá numa
casa e você representa numa casa mas e
se o cara tiver viando num barco num
mundo amazônico em que de repente as
sociedades são criadas num rio gigante
pá P pá p p pá então o realismo burguês
vamos dizer assim ele ele foi criado ele
representava as coisas Tais quais elas
são acaba que a a cultura crítica Ela
jamais vai vai sobretudo na literatura
ela ela não vai jamais não né mas ela
não vai seguir suo a risca ela vai vai
se expressar assim ela vai criar mundos
fantásticos mas que discutem a realidade
é mais ou menos isso a a proposta
entende eh Admirável Mundo Novo do alos
Huxley por exemplo é um mundo ficcional
mas ele tá discutindo um aspecto da
realidade né querendo ou não tá ali né o
próprio Jorge orel que o pessoal da da
internet passou a detestar por causa da
Revolução dos Bichos ele cria todo mundo
ali uma metáfora mas é claramente está
discutindo uma situação real concreta
ali né É dá para inclusive você nomear
os pesso quem é está qu é exatamente o
tro que sumiu lá e não aparece e então é
a a proposta é mais ou menos essa o
fantástico não se perde e e como assim
Eu acredito em objetividade ciência etc
tudo isso eu acho que existe um
pensamento de arte que contribui pra
gente ir para uma sociedade melhor
através de
[Música]
eh proposição de debates de debate sobre
a realidade ou ou exposição da realidade
e E aí por isso vou trazer outro outro
cara que que fala disso também mas fala
na nas histórias infantis que é o vigot
vigot da teoria histórico cultural ele
fala que existe um um Fantástico nocivo
que é o quê a ideia de você cegonha traz
o bebê e você quer trazer que isso é a
realidade você você quer enfiar isso na
cabeça da criança o Papai Noel ele chama
is de Fantástico nocivo agora o
fantástico ele pode ser usado mas eu não
eu não preciso mentir pra criança e
dizer que aquilo não é fantasia Aquilo é
fantasia tá tudo bem sabe a gente
fantasiar tá tudo bem agora quando eu
quero enfiar o fantástico na realidade o
Papai Noel existe a cegonha existe o
bicho papão vai te pegar cuidado com a
loura do banheiro você tá educando mal
segundo o o vigotsky É você tá educando
com ameaças pra pessoa né no caso do ah
de alguns exemplos com ameaças ou com ã
compreensões deslocadas da realidade no
caso do Papai Noel Quando você vai dizer
assim não você tá recebendo isso porque
você se comportou bem que você não se
comportou mal você não recebe tem outras
maneiras de você ensinar punição
inclusive sem você precisar ã inventar
um mundo falso porque aí depois
inclusive se a pessoa quando ela
aprender que é falso ela vai falar então
então não tem que acreditar em punição e
não sei o qu em fazer coisa certa ou
então ela vai ou então ela vai crescer
ela deixou de acreditar no Papai Noel e
vai acreditar em Deus faz a mesma é o
mesmo processo né você tem que ser bom
não sei o qu Então você não tem que ser
bom porque você tem que ser bom você tem
que ser bom porque senão alguém vai
bater você você é você vai você vai
ficar sem presente você vai pro inferno
eh então assim essa é uma ideia do vigot
que eu acho que ela atravessa a arte
também e e atravessa porque a arte ela
ela pode falar ela é usada né na verdade
para falar de qualquer coisa arte
comenta tudo né E às vezes Inclusive a
falta de competência dos comentadores da
da sociedade ou seja dos Artistas eh
falta de competência e compreender a
realidade gera compreensões falsas da da
da realidade como a própria figura do
herói que você falou Pedro é eh o alamu
faz esse paralelo alamour que é autor de
de HQ que escreveu escreveu Batman a
piada mortal ele fala isso ele fala eu
acho que não é mera coincidência que os
filmes com maiores bilheteria nos
Estados Unidos em 2016 eh
eh São filmes de supereroi enquanto os
Estados Unidos tá elegendo o trump Uhum
Então ele o Alan muk que foi autor disso
ele tá fazendo uma crítica disso ele
falou eu sabia que não ia acabar bem
essa ideia da gente transformar em filme
para adulto Gibi dos anos 80 que era
dado para criança de 12 anos sacou e que
servia um objetivo muito claro de
nacionalismo né não é a toa que o o o
Superhomem tem as coisas dos Estados
Unidos e aí nem se fala da [ __ ] do
Capitão América Capitão América [ __ ]
exatamente que são os líderes né eles
são a cabeça do time sempre
ah e bom aí você transforma aquele
negócio que era para 18 12 anos para
gente
adulta alguma relação há de ter né
alguma relação h de ter não se não for
de causalidade pelo menos de e
eh uma relação que expressa como Aquela
comunidade adulta tá pensando nos
Estados Unidos né sim ah nesse sentido
[Música]
eh o problema também que eu enxergo é
que a própria coisa que o Alan M fez que
ele criou uma cultura
de ironizar essa estupidez que acreditar
no
herói se transformou no novo filme de
herói agora na Então você tem 500 Você
tem o invencível você tem aquele do dos
Bad bo Boys bo aí você tem o filme dele
que que é o Watchman que é que a
diferença do quadrinho para o filme já
já mostra a perversão da coisa né não é
a mesma coisa então você claramente
observa que aquele mascarado maluco rxa
ele é completamente louco ele é um
doente e no filme [ __ ] ele é legal mano
não eu [ __ ] eu Ed lat trei roark muito
tempo aí eu vi um vídeo do tralhas do
John canal que falava cara o roark é
fascista é pois é é [ __ ] velho meu no
filme Ele é legal né no filme Ele é
legal porque ele é todo estilosão é fala
daquele jeito
é asos podres da sociedade é é é uma
merda é uma merda e aí a gente e aí a
gente lida com o problema porque a gente
não consegue entrar na na cultura
industrial sem sem pauster usar esta
bosta a mesma coisa do do filme que que
que que elegeu o bolsonaro chamar Tropa
de Elite a edição do cara não era para
ser com foco no Capitão Nascimento E aí
a edição que vai pro filme é aquela que
[ __ ] o Capitão Nascimento é muito massa
porque ele luta o sistema Nosa e aquela
música Cara eu acho que um dos grandes
problemas do Tropa de Elite é que cara
se você não queria heroificação
pegar você sacou e entra esse rock Zão
Então você f mano eu quero ser da Tropa
de Elite é sabe [ __ ] então mas e aí O
[ __ ] é você enquanto artista às vezes
gera uma coisa que era para ser crítica
o plano era esse e na edição final que
vai sair pra tela é outro rolê como é
mas assim o o cinema você você pode ter
algum controle sobre a edição né E você
vê pelo esqueci o nome do diretor do
Tropa de Elite
eh Caramba mano eu também não lembro
enfim você vê por outras coisas que ele
fez como o mecanismo que ele o problema
tá um pouco nele também né o problema tá
um pouco nele e ele fez Robocop também
entendeu então o problema tá muito nele
também sabe pode crer você você pode
porque ele é diretor [ __ ] ele podia ter
algum controle se Padilha o pessoal
lembrou aqui José Padilha essa [ __ ] aí
cara E aí você você você pega o Cléber
Mendonça Filho como exemplo pô ah [ __ ]
que pariu os fil do cara o som ao redor
aquários você vê uma discussão e uma
edição e o cara ele tem alguma entrada
na indústria os filmes dele estão todos
na Netflix eu acho os todos de Bacural
mas aí a gente se mas aí a gente se
pergunta a
quantas cara O problema não é tipo de
plano da indústria mas de
reflexo do que as pessoas consomem
porque ele tem entrada na indústria mas
o vídeo dele não fala bilheteria E aí
não é o que eu quero dizer assim a
Netflix ou ou a empresa que não quer
colocar ele lá é porque o você colocar o
robocop vai vender para [ __ ] se
colocar é isso que eu quero dizer como é
que contorna essa relação entre que o
público quer
consumir Eu acho que eu acho que é na
disputa mesmo sabe é na disputa que você
faz isso eu eu penso isso por pelo que
pelo que aconteceu com o próprio Alam né
houve uma época que os quadrinhos
romantizaram aquilo ele lança uma obra
crítica aquilo aquilo se torna um novo
osso da da indústria eles começam a roer
aquilo exato eh e aí passa a ter uma uma
visão uma visão sombria e a mesma o
mesmo processo vai acontecer no no
cinema agora né primeiro a gente emus os
heróis depois a gente começa a aproximar
eles de uma coisa mais real e aí V no
The Boys as consequências disso parece
que há um amadurecimento do desse
público a gente vai disputando esse
público e a gente algumas a gente vai
ganhar né E à medida que a gente vai
ganhando a coisa vai avançando ela vai
amadurecendo porque o público passa a
querer consumir uma uma uma coisa
diferente evidente que isso não vai ser
um processo muito muito simples muito
rápido mas hoje em dia eh a gente tem
algum acesso a a a a filmes de de outras
nacionalidades de outra de outras etnias
por exemplo que já vai romper uma série
de de de questões e vão gerar outras né
como a indústria sul-coreana ela é o
mesmo tempo crítica com parasita mas ela
ao mesmo tempo produz o o
k-pop dando uma vida de merda aquela
galera lá enfim que eu eu não conheço
bem a história mas tem uma parada super
sinistra de de de regrada Então acho que
é isso é na disputa da das consciências
a gente acaba tendo que disputar militar
e assumir assim assumir que a ficção
também educa uhum ah a gente não
consegue separar cara a gente não
consegue separar sabe você tá lá nas
suas lembranças você tá sendo ensinado
aquilo desde criança o herói o herói que
vai salvar o herói que vai salvar não e
o afeto que tu pega né quando tu é
criança sobretudo lembrar de um filme ou
de uma lição ou de não sei o qu na
verdade é lembar é de quando você não
tinha D nas costas e etc e tá ligado e
não tem como você desvincular esse esse
esses afetos né com a capacidade de de
compreensão da realidade né justamente
arte educa e e e des educa imagina
Imagina eu tô conversando com um cara aí
o cara tá com a camisa do Capitão
América eu falo mal dos Estados Unidos o
cara vai olhar pra camisa dele e talvez
ele não tem nemum afeição aos Estados
Unidos mas percebe que existe uma uma
aproximação cultural que foi produzida
ao longo de anos ali né não assim como
acontece com o Japão porque a galera que
consome sei lá mangá essas anime e não
sei o que e tal daqui a pouco o cara
quer aprender japonês daqui a pouco ele
quer viajar pro
Japão cria essa relação e ele fica ele
vai ficar cego ou vai ou vai ter mais
dificuldade em
problematizar os problemas da daquela
manifestação cultural e assim eu acho
que é inclusive os mangás tem tem um
sério problema com de machismo né
problema de tem um problema de ser o
Japão como um todo ele tem uma cultura
com problemas de sexualidade que são
loucura é loucura tipo a Sexualidade
deles lá é estranha é mas assim eu acho
que a questão da da da mulher mesmo ali
na na naquela Cultura
tem passa por 1 milhão de problemas o
sábio o Mestre na dos Animes nos mangás
são tarados e isso é divertido aced é
divertido né é isso isso Embu valores
gente o jia o giraia é o sábio lá Tá
ensinando Naruto rengan e ele gosta de
de assediar mulheres sacou e o mestre C
mesma coisa entende então você passa
naturalizar aquilo ali para criança
ainda é é se fosse uma coisa só que ele
fosse meio
ele ficar Ah meu Deus que eu acho bonito
mas não é situaç de assédio mesmo
espionando as mulher é é bizarro é
bizarro sabe ele tá lá espionando e é
pra gente achar aquilo divertido e tal
mas [ __ ] imagina Mano imagina você a
pessoa tá espionando sem saber pelado
Velho é complicado é bizarro é bizarro e
Mas então o que que você acha que a
gente falou de de de arte de de filme de
música eh me conta um pouco do teatro O
que que você faz o que que você produz
Ah que que você tem feito uma obra que
você gostou de fazer me conta um pouco
sobre a tua arte Cara eu tô
tentando fazer essas aproximações eh no
meu trabalho artístico mas o teatro ele
tem uma série de problemas
eh porque ele não é visto né o teatro tá
morto vamos dizer assim socialmente
morto ele não tem Impacto social ele não
tem eh penetração ó na na no público né
ele ele não é muito consumido então Eh
acaba que uma coisa que rola muito é os
[ __ ] eu ainda tô no Espírito Santo mano
que é muito fora do do eixo Então os
você faz arte pros artistas né O que é
por um lado muito problemático por outro
uma coisa que eu aprendi com os
coletivos outros coletivos artísticos a
fazer é buscar fazer um arte crítica
também para você poder
eh adquirir conhecimento mesmo então
quando eu vou montar uma Peça agora eu
vou pesquisar eu vou pesquisar por
exemplo Pesquisei sobre antropofagia
porque eu vou montar uma peça que eu
quero contar e quero falar de
descolonização mas tem um problema com
com a visão pós-moderna E aí O O osvald
ele já resgatava o Marx ele utilizava o
Marx né ele tem um texto inclusive
chamado Marx silar que é o um trocadilho
né então eu vou buscando me qualificar
para conseguir qualificar o debate
dentro do dos ambientes culturais né é
uma é uma coisa que que a gente faz
através tanto do do trabalho artístico
Quanto quanto o processo o próprio
processo de você montar uma peça eu
chamo a galera os atores os músicos
dançarinos E ali a gente já tá
produzindo uma qualificação do debate
evidente que é um trabalho de
formiguinha não tem eh eu quero claro eu
quero que esse trabalho seja
popularizado eu quero criar espaços de
de debate espaços culturais que que
houvessem tantos espaços culturais
quanto existem igrejas né mas a
realidade não é essa agora mas é uma uma
frente que que existe e é uma frente que
sei lá comparado ao pensamento
brasileiro consegue ter o minimamente um
pensamento mais Progressista né Por uma
série de questões p o Pedro tá dizendo
aqui que ele é do Espírito Santo e ele
não conhece eh nenhum teatro além do da
UFS onde você faz esse essas
apresentações então o teatro da UFS é um
teatro bem aburguesado por exemplo
curiosamente tem uma uma produtora que
ela traz vários trabalhos de São Paulo
Rio e tal mas é um teatro ainda sabe os
globais fazendo peças eh sobre ser
Global
eh e aí a galera paga lá 70 80 conos no
ingresso a em Vitória por exemplo tem o
Sesc Sesc Glória que agora tá uma merda
inclusive em funcionamento por tem o
porque tá com uma gestão que que
descontinuou o trabalho porque o teatro
para ele existir precisa do Estado não
tem essa sabe o teatro ele não é
rentável teatro não é rentável até as
grandes Produções utilizam lei ranet por
exemplo é o estado mesmo que financia a
a arte e e ali por algum teve algum
problema de financiamento em algum
momento trocou a gestão caiu numa gestão
conservadora E aí as portas foram se
fechando sabe eh os problemas não foram
sendo resolvidos Mas aí tem o o Sônia
Cabral também no centro e existem alguns
espaços pro Pedro aí do comentário que
que tentam produzir essa arte mais
crítica assim são espaços culturais
pequenos mesmo assim inclusive um acabou
tive notícia hoje que eu ia indicar ele
mas eu tive a notícia hoje que ele vai
fechar e tem tem na serra o centro
Centro Cultural Eliziário Rangel a gente
abriu em Cachoeiro em Cachoeiro eh
recentemente no centro cultural mas
assim são pouquíssimos os espaços mesmo
assim o grosso das pessoas acabam não
não tendo acesso a a esse tipo de de de
de manifestação
artística mas eu queria ouvir um pouco
sobre a uma produção sua conta para mim
uma produção sua Qual foi a temá cara ah
uma produção que eu fiz foi o admirável
amanhã que eu peguei a
a a ideia do Admirável Mundo Novo
transformei em admirável amanhã né mudei
o nome e e na época eu tava muito
impactado eí as pessoas vão vão até me
odiar agora pelo ilv noar ralho
gostei para [ __ ] dos livros dele eu
acho que tem coisas ali pertinentes até
hoje assim eh por exemplo uma uma
divisão que ele faz entre três matrizes
de pensamento entre liberalismo
socialismo evolucionismo que vai dar no
fascismo enfim isso tá num modos e tal e
aí eu queria discutir o futuro e tal da
da sociedade mas aí acabou que eu
eh Fiz um trabalho discutindo o trabalho
Fiz um trabalho uma peça de teatro
discutindo um trabalho discuto algumas
questões relacionadas ao trabalho tem
uma uso uma obra uso como é uma
dramaturgia que eu costuro vários
assuntos várias meio que um Frankenstein
sabe ou hipertexto eu misturo várias
coisas não é uma uma peça com uma
historinha né Aí eu mas você faz
apresentação é
individual não eu tenho um grupo de
teatro aí eu eu meio que precariamente
dirijo e escrevo as Peas e qual é o nome
do grupo nós de teatro nós de teatro é
@d teatro segue nós lá no Instagram é @d
teatro
eh e aí nesse texto por exemplo eu uso
uma obra de
1910 16 por aí chamada Deus Li Pag do
Jurassi Camargo acho que eu Dev ter
errado ano né enfim que tem uma
discussão maravilhosa sobre propriedade
que é um mendigo conversando com outro e
aí eles falam
eh vão discutir propriedade tentando não
voltar para trás né quem te deu eh Por
que é que aquela pessoa é dona daquela
casa ah porque ela ela herdou mas e quem
quem herdou essa casa conseguiu essa
casa como Ah não sei ganhou do bisavô E
aí vai indo para trás vai indo para trás
eh e aí ele chega à conclusão né de que
e e Mas e o primeiro dono tomou conta na
época não existia lei e polícia Então
você podia tomar conta da da da
propriedade agora a gente não vai poder
fazer isso né porque agora inventaram as
leis e e a polícia para que nós não
possamos nos apossar eh da propriedade E
aí eu caminho por essa discussão aí
propriedade trabalho e tal tento trazer
uma ideia crítica aí e você tem alguma
coisa Curiosidade você tem alguma coisa
que é produzida pela indústria cultural
que você acha assim [ __ ] isso aqui é
fantástico tem várias assim tem várias
eh eh saiu recentemente o anime na
Netflix já recente Mas deve ter uns 2 3
anos Devil Man cry baby eu gosto muito
acho aquilo muito [ __ ] trágico meu Deus
só que é muito pessimista eh eu antes de
de recorrer ao ao Marxismo eu era n
pessimismo meu Deus eu era assim n não é
pessimista chal né chal é enfim mas eu é
o estereótipo do n de quem não não leu
né o n entendi eu peguei esse
estereótipo aí não então ten que ser
pessimista porque eu era teu aí a a
referência é Deus tá morto então sou
pessimista acabou Deus tá morto meeu É
isso a vida é uma merda mas aí até hoje
eu eu gosto dessas obras eu eu até digo
que o pessimismo ele ele dá um passo em
direção ao Realismo né que é o qu ele
diagn ele consegue diagnosticar um
problema os problemas né só que aí ele
não ele fala não não vai ter solução não
já era tudo uma Mena é mas aí eu gosto
de de algumas obras como essa devman cry
baby que é um anime berzek sou fã Aço de
berzek adoro berzek acho que o é a era
de ouro do beserk eu acho que ele
subverte a tragédia grega inclusive
porque o cara termina vivo sacou o
destino dele era morrer e ele sai vivo
então eu acho isso Inclusive tem camadas
aí sabe claro que provavelmente ele só
termina vivo porque o cara quer
continuar o mangá e ganhar mais dinheiro
mas mas detalh detalhes é o cara venceu
o destino [ __ ] o cara venceu o destino
foi de sacou E então assim é maior do
que eh como é que é o nome Aquiles
maior que Aquiles é maior que que EDP
maior que esses cara aí pô ele ele
conseguiu superar o destino o b no caso
Guts né pra galera não chamar de poser
aí falar que eu tô chamando protagonista
pelo nome do do anime é o é o caso do
Zelda né o Zelda é Exatamente exatamente
videogame por exemplo gosto bastante
Teve uma época não não quero jogar
videogame porque isso me afasta dos
estudos e aí pirei Eu quero ler muito
quero ler muito não vou jogar videogame
mas aí voltei a jogar tô jogando dá para
fazer as duas coisas mas você encara o
videogame como arte também com certeza
com certeza ah the witcher por exemplo
né fizeram a série da da Netflix the
witcher o jogo The witcher 3 é uma S
muito melhor né melhor que a série da
Netflix aham é muito melhor mas é muito
melhor você tá doido os diálogos são
muito melhores uma DLC do do do jogo del
Witch é muito melhor que a série del
Witch da Netflix eu nem via que a
porcaria toda eu vi dois três episódios
larguei para lá é pegaram assim um cara
super bombadão gostosão botaram lá e é
isso V matar monima aí ele anda para
cima e para baixo matando pessoas e
perdendo a camisa é exatamente cara pô
de tem um negocinho a mais ali tem umas
discussões eh os diálogos de wit São do
do jogo né são bons tem uma politicagem
complexa New figard eh racismo discute o
racismo Claro claramente né os humanos
são racistas com todas as outras raças
e tem várias camadas tem tem muitas
camadas Detroit Detroit Become Human que
é um jogo do meu inglês é horroroso do
PlayStation 4 que é um jogo de escolhas
[ __ ] que pariu melhor melhor série de de
robô que existe é um jogo sabe é um jogo
então assim videogame ar evidentemente
assim quem fala o contrário é é maluco
maluco é porque as pessoas porque não é
porque você tá dizendo que é arte mas
ele sofre na largada com o mesmo fato
que a gente tava discutindo aqui que não
tem como você construir um videogame
como você não tem como fazer um filme eh
sem indústria né o cinema e o videogame
eles nascem indústria não tem como você
fazer sem 500 pessoas sem apropriação do
capital e etc etc é cara mas assim a
parece que ess parece que essas pessoas
tratam a a palavra arte como se fosse
arte fosse uma idade então arte é aquilo
que é bom ou que eu gosto ou que não é
industrial ou que saiu da alma do do
artista não arte como é que você
conceptualiza não porque isso é uma
disputa importante ar dizer o que é arte
produção artificial e criativa humana
sacou Hum era É porque eu queria te
pegar exatamente nessa E aí a [ __ ] da
Inteligência Artificial ela vem e mete
um filmezinho que que a pessoa não
consegue distinguir e dizer di se aquilo
é humano ou se não é é arte ou não é
essa [ __ ] cara aí assim eu acho é ela
já produz imagens né Igual o produz
filme produz filme Eu acho que é arte eu
acho que é arte a [ __ ] aí você vai
perder todas as eu acho que é arte eu
acho que é arte aí você vai aí você vai
perder todas as suas credenciais que a
galera vai ficar [ __ ] não pode ficar
pode ficar [ __ ] a arte arte não exige
intencionalidade como o Igor tá dizendo
porque eu já enfrentei essa discussão e
eu já jog já joguei no seu time de achar
que a inteligência artificial produz
arte depois eu voltei atrás porque eu é
Car não conclui por favor depois eu
voltei atrás porque eu conceptualize que
o que a gente entende como Arte precisa
da experiência que é aquela do reflexo
interno que tipo assim a a a
a a inteligência artificial ela pode te
entregar coisas que são igual a
só que ela não passa pelo processo que
para mim é o que caracteriza arte que é
pra gente ficar aqui na brincadeira de
de citar mar e orelhada num contexto que
não tem nada a ver a ideia de que o
animal humano é o único animal tipo
assim a [ __ ] da da da da abelha ela vai
lá e monta uma comeia ela monta uma
comeia só que ela não conceptualiza a
comeia ela não planeja comeia ela não
pensa sobre a comeia ela junta informa a
que tão digamos assim pré-programadas e
ela faz uma coisa e no final sai uma
comeia aí eu comecei a enxergar que
falta né dentro da Inteligência
Artificial essa teleologia que seria
própria do cara que faz arte porque para
ele fazer uma um filme e mesmo que a
inteligência artificial faça o filme ela
não passa por essa experiência interna
que eu diria que é necessário para você
conceptualizar como arte qu me se eu
diso foi minha esposa cara muito [ __ ]
porque realmente porque senão a a abelha
é uma artista né que ela produz a comia
e tem aqueles aqueles bichinhos todos
bonitinhos imagina a aranha cada Aranha
cada é um des é um artista artista dá
para botar no museu ali
exato e não deixa de ser bonito e não
deixa de ser bonito tanto quanto você
pegar umas aranhas [ __ ] aí que tem umas
bundas massa que faz un faz umas teia
[ __ ] você [ __ ] mano você é arte
exat só que aí quem vê a beleza somos
nós né Tem tem essa ideia né que pro pro
universo aquilo ali não é bonito nem
feio é é aquilo só é é só é sim eu é uma
questão difícil assim voltei atrás
voltei atrás mas eu não eu não sou capaz
de eu não sou capaz de dizer se é
necessariamente humano por quê Porque o
humano ele vai produzir também uma arte
às vezes de forma robótica sacou muita
gente aprende copiando aí não é ar pois
é pois é tô copiando a discussão Mas
então a discussão da minha esposa Era
exatamente essa que não é quando você
quando você não passa por esse processo
aliás se inscreve no canal dela aí ó est
exposta exposta certo é porque o que ela
a gente passou várias madrugadas
discutindo você não tem noção disso e eu
eu bati o pé eu falava não é arte sim
porque na verdade a gente não começou
com a discussão da Inteligência
Artificial fui eu que joguei porque a
discussão dela Era exatamente se você
pega uma [ __ ] de um vaso um vaso um
vaso Belo um belo vaso e tal e aí você
pega trabalhadores E aí os trabalhadores
começam a reproduzir Tecnicamente aquele
vaso e faz 500 vasos daquele igual ele
tá fazendo o mesmo processo artístico aí
o nosso ponto é que não entende que tipo
assim se o cara se o cara não tá
envolvendo a criatividade se ele não tá
con conceptualizando o processo de
escolha que tem o tem espaço pro erro
tem espaço PR pr pra sorte do negócio
cair na tua consciência de se lembrar de
uma coisa e tal aí isso não seria não
seria artístico E isso não seria um um A
objeção não seria uma objeção de que um
é melhor e o outro é pior a que arte é
bom e o que não é artístico não é bom é
que é um processo mesmo cognitivo
diferente er só isso um processo
cognitivo diferente então cara é é
porque assim tem uma coisa aí que que eu
eu penso
que seria o seguinte Veja a a
inteligência artificial que produziu a
sua thumbnail ela juntou uma série de
referências e criou uma coisa aí né Uhum
o artista Não não é isso que ele faz no
fim das contas então no fim das contas
como resultado sim a concordância que a
gente tem é essa tipo assim se se o
artista faz junta o monte de referência
na cabeça e cria uma coisa Ah de fato
ele tá fazendo uma coisa que é análogo
no resultado no resultado ao que a
inteligência artificial faz tanto que a
briga é essa né que o pessoal fica
maluco aqui fala não faz a minha porque
eu que sou artista inteligência Aral tal
pá então só que o o ponto que a gente tá
dizendo não é nem de valorização de
dizer que isso é melhor ou que isso é
pior mas que o processo é de fato
diferente porque quando a a inteligência
artificial ela junta essas coisas num
shuffle lá e dá o resultado ela não
passa por esse processo que a mente
humana passa quando ela tá gerando essa
arte ela cria uma experiência a partir
daquilo que a a inteligência artificial
não cria ela não vivencia uma certa
experiência que a humanidade vivencia
quando ela tá pensando sobre isso por
isso que a ah A questão não é que a o
robô é diferente da gente porque o
humano pode fazer isso também o humano
pode aqui mecanicamente reproduzir mas
ele não tá passando por aquela
experiência criativa E aí o nosso ponto
seria esse que é é essa experiência não
é ser melhor não é ser pior mas ela é
diferente porque aí a gente diz que a
gente na vida pessoal a gente tem a
dimensão de por exemplo produzir né eu
tenho que produzir uma parada tenho que
criar um cavalo tenho que criar uma moto
e pá produzir e uma coisa é refletir
acerca de se a moto vai ter uma coisa
mais assim vai ser para cima vai ser
para baixo a experiência é diferente e
como a humanidade ela tem muitas coisas
para fazer e e para não adoecer a seria
uma delas Então se a gente virar só
técnica de reprodução a gente perderia
essa experiência que é própria Nossa sim
noss é por aí mais ou menos mas aí então
essa essa produção e a arte são
indistinguíveis ou serão né o resultado
sim o resultado sim resultados seriam
indistinguiveis o a questão da diferença
seria o procedimento porque o
procedimento a gente sabe que é
diferente a gente sente diferente e se a
gente transformar nossa vida como apenas
reprodução a gente a gente vai ficar com
uma lacuna na vida a gente adoece sente
mal adoece exato É é é cara então Eh
talvez então com o tempo as
inteligências artificiais caso adquiram
isso que a gente chama de consciência
elas elas vão passar para ar capaz de
arte é é se O Endel esver certo na na na
dialética da natureza que é a quantidade
vira qualidade Eu imagino que a
racionalidade seria a complexificação da
Inteligência Artificial né ela seria um
produto disso isso o o Michel nicolellis
ele discorda ele acha que por causa ele
acha que por causa de como é executado o
processo binário e isso é interessante
porque is é é exatamente colocar as
questões em dialético porque o processo
binário é de sim e não né É zero ou um
para você fazer a programação e a
realidade não é binária no sentido de
que as coisas não são vermelhas em si há
um todo um degradê nesse meio do caminho
que é o que ele tá dizendo aqui isso não
acontece só na natureza diz o nicolelis
Mas acontece também na consciência que a
consciência Nossa é formada por uma
estrutura que ela não funciona da mesma
forma de uma programação baseada em em
zeros e um eu não sei se eu consigo
alcançar o que ele quer dizer com isso
mas ele diz isso então tem eu vi
recentemente um autor que tá falando que
a quando a gente dominar a tecnologia
quântica era uma era uma coisa séria que
aí o computador quântico ele vai deixar
de ser binário zer e um e aí e aí será
que vai vai emergir uma consciência e
assim eu eu gosto muito do nicolelis e
tal
mas não sei eu acho que aí ou nicolis ou
engs tão certo dá para ser os dois não
sei não sei quem tá tem um autor também
que ele fala e na verdade ele é um autor
de divulgação né ele escreveu um livro
chamado elástico ele é um físico mas ele
ele faz livros de divulgação que tem a
ideia de que o ser humano ele tem um
pensamento
que que é de baixo para cima e não de
cima para baixo então o que que ele quer
dizer eh a máquina ela consegue ser
melhor que a gente no xadrez porque
quando o pensamento ele vem organizado a
máquina ela vai performar melhor só que
a gente faz associações assim do nada e
isso não acontece no computador então
você sei lá você fou de ni nicolelis eu
lembrei de Nicole e aí eu vou pirar aqui
na Nico e isso vai me dar uma ideia eu
vou vou fazer um uma uma parada sim sim
a nossa sociação seria mais livre né o
que você tá querendo dizer ao fim ao
cabo a a a a o raciocínio da máquina ele
é mais preso e o nosso é mais à toa né
ele ele ele se ele se permite justamente
é o que o cara fala de ele chama isso de
pensamento elástico uhum só que aí tem
uma coisa muito doida que o pessoal da
da Inteligência Artificial tá falando
que são a Os Delírios da da inteligência
artificial eu não sei se é Delírio o
nome mesmo mas você já viu isso não não
conheço Que Elas começam a a inventar
autor inventar
eh inventar coisas né é igual teve o o
caso do do pênis do rato que era
gigantesco E aí tava num artigo
científico o rato com pênis a cabeça do
pênis era desse tamanho e aí o cara
publicou isso provavelmente ele só fez e
não revisou então cara o que que é isso
que tá acontecendo sacou que a
inteligência artificial tá inventando
autor interessante mas sim eu não sei
[ __ ] nenhuma de Inteligência Artificial
gente não sabe nada do que a gente tá tá
escutando a gente eu não sei nada disso
esut [ __ ] nenhuma eu vi podcast do
nicol só e é que merda mano vocês
acreditam em tudo que passa na internet
também B se [ __ ] para lá então Marcos e
bom eu eu eu gostei bastante da conversa
que a gente teve aqui né mostrando que é
possível salvar coisas em certos autores
né então o nosso amigo ador não tem
muita coisa para colaborar né para quem
sabe ler sem a bunda né para quem ler
com calma é impossível é importante é é
é possível encontrar coisas
interessantes ali e
Ah eu acho que é muito importante muito
importante a gente manter a abertura
para isso aqui inclusive que a gente
acabou de fazer no final do vídeo
elocubrar jogar umas ideias maluca né
você tá numa mesa de bar e trocar uma
ideia eu acho que isso também tem Ah tem
relação com o que é ser ser humano Às
vezes o pessoal olha para esse canal
aqui e fala assim Nossa meu Deus muito
científico muito científico não gente
não pelo amor de Deus a gente a gente
aqui é só ser humano normal tentando
construir um lugar melhor para viver né
E aí seja no pessoal seja na unidade
Popular seja no pcbr também tem gente
tem tem gente legal lá só no tem no no
pco no pco é [ __ ]
é tanc concordamos
eh eu eu acho que é porque esse espaço
ele é uma é uma comunidade que se criou
também e e as pessoas querem qualificar
o debate o tempo todo tem alguém zoando
a psicanálise lá no grupo de WhatsApp eu
tô no grupo e tem gente defendendo e e
eu acho que isso é muito bom muito
positivo essa ideia da gente conseguir
brincar com essas coisas eh entre nós
porque você vai realmente qualificando o
debate sem sem as pessoas diário eu acho
que isso é é is tem uma vant acho eu
acho que tem uma coisa que acontece na
internet é que as pessoas ah acabam
criando um certo ego porque aqui tem uma
afaga de ego do [ __ ] aliás afague Meu
Ego eu preciso Ah mas aí as pessoas
acabam
se se considerando muito importantes tá
ligado importante para car é eu não sei
como é porque você sabe internet não mas
você é artista você é artista você você
sabe você sabe como é assim você sabe
não não não fja que não né quando você
sobe no palco ali você se apresenta e
tal você tem uma posição de destaque
também de uma forma ou de outra e tal
sim sim talvez a internet dê dê números
né Para isso não é um alcance absurdo eu
não sei quantas pessoas tipo você tem
Live aí 4 5000 pessoas isso fisicamente
seria impossível é impossível eu não
fico pensando isso que é o poder que a
gente tem tipo assim eu sou um Medíocre
aqui na internet de alcance de público e
eu bato disparado qualquer Professor
universidade em capacidade de alcance
professor de Universidade não consegue
alcançar essa coisa mediocre que eu faço
aqui [ __ ] olha o tamanho do poder que
a gente tem mano
[ __ ]
[ __ ] Marcos querido um prazer conversar
contigo eu espero que tenha sido
agradável para você também certo
ah acho que a gente pode ter umas outras
discussões no futuro quero acompanhar o
que você tá produzindo aí vamos ver se a
gente não cria umas coisas maior que
chega em mais pessoas
ah usa o canal usa o grupo lá para
divulgar as coisas igual os camarad tem
um camarada lá de black metal darkness
from Hell lá de São Paulo que toda vez
que ele tá fazendo show ele faz puf ó se
quem for de São Paulo quiser aparecer e
tal divulga tuas paradas também mano
show me chama aí também PR pras coisas
de ateu
que continua aí ISS Espírito Santo cara
no Espírito Santo eu não sei se você
sabe mas eu morei aí dos sete aos 14
anos de idade em Vitória em seada do Suá
mano sei onde fica ass Onde fica na
frente do Palácio do Café 7 aos 14 anos
minha minha minha cognição é é formada
ali no Santa Helena espal flat a escola
era o Santa Bárbara que tinha que tinha
o símbolo dele o at tomozinho assim
achava muito bonitinho ó é é é isso aí
eu não eu não não conheço essa escola
não conheço é mas eu acho que a escola
hoje deve ter falido há muito tempo até
porque não não
vou não vou nerfar não vou nerfar a
escola mas eh mas mas mas mas a minha
infância toda tipo assim a melhor etapa
da minha vida eu devo a esse lugar onde
você moro aí mó legal M legal acho
Vitória é fantástico massa mas eu tô em
Cachoeiro infelizmente que é mais é é
menos Fantástico dist né é mais distante
é mais interiorzinho né Aham h e e
vitória tem as pessoas mais bonitas do
Brasil isso é verdade também isso é
verdade é o necromante mora lá inclusive
né É em Vitória acho que é nante começou
você acho que é enfim
ah então gente obrigado pela atenção de
vocês espero que tenha sido adorável
essa conversa para mim foi uma
delícia beijo no coração de vocês Marcos
última palavra aí para você dar pra
galera pô gente é obrigado aí Pedro
obrigado era por por fazer esses debates
por criar esse ambiente tá me me
ajudando muito contribuindo muito com
com os meus estudos eu li dialética da
da natureza Porque Pedro indicou E aí eu
vejo no grupo um movimento acontecendo
que acaba que aqui onde eu tô tô bem
isolado disso né de pessoas que querem
fazer esse debate querem fazer essa
discussão e ali eu consigo eh socializar
essas discussões né fazer piada com com
a psicanálise eu mandei lá o o print do
filosofia vermelha com o boneco do do
Freud mandei lá no grupo até te marquei
você nem viu mas aí um outro cara viu
chorou de rir então assim acaba que é um
espaço para discutir coisas que as
pessoas a minha volta infelizmente por
uma série de motivos né E aí não é
porque eu sou melhor ou pior não é
porque a gente não dominou o mundo ainda
mas a gente tá chegando a gente tá
chegando tô tentando aqui T tô tentando
ajudar a gente vai ser maioria a gente
vai ser maioria esses caras estão tudo
[ __ ] é isso gente valeu também um
grande abraço para vocês vocês s
maravilhoso valou valeu e até até
[Música]
mais a