sair. Só não vai já ir. Só não vai jáir.
Eu vou pra rua, toma cana com os amigos.
Vou curtir. Só não vai já ir. Só não vai
já ir.
O cara não vai nunca, pô. [música]
Não aparece, não dá notícia.
Tá sumido, pô. Ah, vai se lascar, pô.
Semana foi pesada, cansado de trabalhar.
Na sexta-feira à noite paro [música] no
primeiro bar. Ligo pros amigos, olha só,
eu tô aqui. Tem só um que eu não ligo,
pois nunca pode sair. Mesmo com pastel,
mesmo com cerveja, o rapaz não aparece.
Acho que entrou pra igreja. Nunca mais
foi no pagode e acho que vou desistir.
[música]
Todo mundo pode, só não pode o Jair.
Chegou o fim de semana, todo mundo vai
sair. Só não vai já ir. Só não vai jáir.
Eu vou pra rua, dou uma canana. com os
amigos. Vou curtir. Só não vai jáir. Só
não vai já ir. Chegou o fim de semana,
todo mundo vai sair. Só não vai jáir. Só
não vai já ir. Eu vou pra rua tomar cana
com os amigos. Vou curtir. Só não vai já
ir. Só não vai já ir.
O cara sumiu.
Fala,
fala meus queridos e minhas queridas
amigas. Tudo bem com vocês? Espero que
esteja
tudo bem com vocês. No vídeo de hoje,
tudologia. Você pergunta, eu respondo.
Aquele tudologia maroto, aquele
todologia legalizado, aquele todologia
sem tornzeleira eletrônica, você
pergunta o que você quiser, eu respondo.
Não é isso?
É exatamente isso. Então, para encerrar
a noite, eh, bem, vamos de tudologia,
que é o que vocês gostam, que é o que
vocês pedem, que é o que vocês falam
assim: “Vou doar dinheiro para esse
rapaz”.
recorde de lives em um único dia?
Perguntou o Artur. Acho que não. Pode
ser que sim, mas eu acho que não.
Gustavo perguntou: “Pedro, com quantos
anos se faz uma
escada? Com quantas soldas se faz uma
escada curiosa?
Não sei, mas com uma só se faz uma
prisão preventiva. Eh,
mais perguntas. ele pelo menos usou
pasta de solda, vai ter que consultar o
depoimento dele para saber. Eh, e essa
peita de guarda florestal não vai
explicar. Não vou explicar. Eh, como
abriu uma nozeleira eletrônica? [ __ ] a
polícia,
Polícia Federal interrompeu um unboxing
de tornozeleiro. Achei vacilo. Pedro,
viu que a UnB vai criar uma graduação de
inteligência artificial? Vi. Acha que
vale a pena? Acho que sim. Tava pensando
em fazer como segunda graduação. Topo.
Junta com a gente depois na PCE, já que
você é daqui de Brasília e ajuda a criar
a nossa inteligência artificial pro
nosso aplicativo depois.
Eh, ehan perguntou, eh, Pedro, dúvida
sincera, você pode explicar o que que é
epistemologia? Posso. Episteme significa
em grego conhecimento. Epistemologia é o
discurso sobre o conhecimento.
Tecnicamente, a o termo vira um
neologismo para isso, para falar sobre o
estudo do conhecimento e as os limites
do conhecimento, né? É a área da
filosofia que enfrenta as capacidades de
conhecer humanas. Lúcio perguntou:
“Pedro, responde a minha pergunta da
outra live.” Respondo. A teoria da
falseabilidade na ciência de Copper é de
boa. Explica rapidinho aí. Rapidinho.
Tudo bem. Ela tem a sua função. A ideia
de falsibilidade é não é uma ideia
interessante. A limitação à ciência, a
falsibilidade é intencional. O objetivo
é especificamente atingir a teoria de
Marx e dizer que Marx não faz ciência. O
objetivo é claramente esse. Ele deixa
isso claro em mais de um texto, tá? Eh,
qual é o problema disso? Você não pega o
problema disso tentando salvar Marx.
Você pega o problema disso tentando
explicar em outros casos em que tem
ciência que isso não é exatamente
adequado. A ideia de que se eh a
experiência, quer dizer, o que faz uma
afirmação ser científica é a
revisabilidade, né? você revisar a tese
com demonstrações empíricas de sua
falseabilidade, né? Ah, o que ele tá
querendo pegar exatamente o capital de
Marx. Claramente, é claramente ele tem
uma uma espécie de de coisa freudiana
com Marx, tipo assim, se elaborar toda
uma proposição voltada apenas para isso,
seria um exagero eu dizer que que é isso
do que se trata, né? Mas tem um alguns
apontamentos que se podem fazer em
relação aos problemas
dessas premissas todas e não só a
questão da falabilidade, né? Porque não
é como se Popper tivesse inventado seu
sistema de pensamento e epistemologia,
né? O pessoal tava falando aqui em cima,
inclusive, ã, sem considerar
o corpo de trabalho que ele tem, que ele
não faz só uma tese simples de duas
linhas a respeito de falsibilidade, né?
Ah, qual é o problema disso? Qual é o
problema disso? Te digo qual é o
problema disso. Eh,
veja bem, como é que foi descoberto
Urano?
Urano, a existência
de Urano.
A existência de Urano foi percebida
porque havia um certo distúrbio no ar.
Um certo distúrbio no ar.
Eh,
quando você enxergava os planetas, você
esperava que eles fizessem um certo
movimento e eles estavam fazendo outro
movimento que não era aquele que se
esperava.
Pois bem, se a gravitação universal
devesse ser refutada, afastada,
falciada a partir, né, a teoria da
gravidação universal
fosse falciada naquele momento por causa
da experiência específica,
isso seria absurdo, não seria?
Pois bem, ao invés
de
jogar uma teoria inteira fora,
como se ela tivesse sido falseada,
porque os corpos estavam se movendo de
maneira inesperada, postular uma coisa
que é deve ter um planeta ali e esse
planeta ali foi encontrado,
certo?
A tese de que uma mera experiência
específica que falseia a hipótese
original faça com que a hipótese
original seja jogada na lata do lixo, é
é simplificado, mas também não é
exatamente isso que poer fala, né? Não é
exatamente isso que Popper fala, mas
isso dá a entender de que ciência
ela usa outros elementos
que não só
teste falsibilidade, onde a
falsibilidade é bastante importante e
pertinente
em experiência de laboratório, certo?
Falseabilidade lida muito bem com
experiência de laboratório,
certo? onde você pode reproduzir
500 vezes
com aquele mesmo material daquela mesma
estrutura,
se aquilo é afetado de uma forma ou de
outra
pelo ah pelo
por algum algum elemento físico. Outro
caso em que você verifica isso com
clareza,
medicina, né? Você tem uma certa tese,
você tem uma certa hipótese, testa a
hipótese num grupo de controle e
verifica se essa hipótese tem fundamento
ou não.
Não foi assim que acharam Saturno,
certo?
Ou seja, depende do seu objeto.
A depender do seu objeto,
você
e usará mais esse princípio da
falseabilidade
ou menos esse princípio da
falseabilidade.
O resultado
de tratar a falsibilidade desta forma
gera ou com muita relevância,
como se tudo fosse teste de laboratório,
gera uma impressão que o próprio Popper
tinha a respeito do darwinismo. O
darvinismo, durante 500 anos da vida de
Poppado
como se fosse antífico,
certo? Porque o darwinismo,
inicialmente, o texto de Darwin,
não é um texto que envolve qualquer
perspectiva relacionada à falsabilidade
da forma que PPER,
a com a relevância que PER a dar. É
claro que posteriormente você pode
tentar depois,
né, depois de Darv fazer o que ele fez,
depois você pode testar com ã tem a a
história das mariposas é a melhor de
todas, né, que
quando no século XIX você tem a
revolução industrial e você tem uma
poluição ambiental clara na Inglaterra,
você poôde verificar certas mariposas
em região industrial.
com uma pigmentação assisentada,
né? Então, aparentemente tinha uma
seleção inatural, nesse caso, ã, de
características específicas das
mariposas. Ou você pode pensar hoje com
tranquilidade laboratorial,
eh,
crescimento de bactérias e surgimento,
inclusive, de superbactéria a partir da
aplicação de antibiótico, né? você
coloca muito antibiótico fraco, você
cria o ambiente suficiente para emergir
superbactérias que são resistentes a a
antibiótico. Então hoje você consegue
testar, mas quando Darwin tava fazendo,
isso não tava na perspectiva dele.
Então, a essa fixação
com a falseabilidade
eh subverte
a iniciativa
e a capacidade que você tem criativa
de várias formas
pelas quais as pessoas elaboram suas
hipóteses
e cria uma espécie de vínculo
à tese de que Ciência só é ciência
quando é laboratorial, quando é daquele
daquele formato laboratorial. E ciência
laboratorial é obviamente ciência, mas
tem muito mais na ciência do que uma
estrutura laboratorial onde você tem
teste de controle. A a ciência é mais do
que isso. Então a crítica que se poderia
fazer a Popper não é tanto que a
falsibilidade é inútil, ela é ótima, ela
é muito funcional paraa estruturação da
ciência.
Mas essa percepção de que isso é o
âmbito fulcral da ciência desvirtua e
inclusive induz processos
irracionais
em cientistas de verdade. Porque se
todos os cientistas pensarem que a
ciência se faz apenas na elaboração do
teste laboratorial para falseamento de
hipótese, você estará com a visão muito
obtusa do que de fato é o processo
científico, tá? Então acho que assim
fica bom, né? A gente não precisa brigar
com popo, não precisa dizer que o popo
era malvadão, só precisa indicar com
clareza duas coisas. A primeira é que
ele claramente tá fazendo a elaboração
toda do pensamento dele sobre
epistemologia para refutar Marx. Isso é
muito curioso, né? Tem isso mesmo na
história do do C. Popper. E a segunda
coisa é que esse tipo de pensamento,
esse enviazamento que ele tem a respeito
da questão da falseabilidade gera o
absurdo dele passar décadas eh achando
que darvinismo é anticentífico, né?
Porque não compunha aquele conjunto de
pressupostos. que ele eh esperava que um
procedimento científico deveria compor.
Então isso eu acho que é suficiente para
demonstrar a a limitação, né, do ã
de de dizer
que a a falseabilidade é uma espécie de
eixo pelo qual a ciência deve se
estruturar, embora isso não negue o fato
de que a falsa habilidade tem um papel
importante no desenvolvimento
científico. É, é o cima, corrente
continua ou alternada? É solda, tá? É
solda com corrente contínua alternada.
Tem que perguntar pro pro eh
ex-presidente da República. Eh,
Turvalino perguntou: “Por que os
jornalistas da Globo acham que um ferro
de solda é a ferramenta mais perigosa já
criada pela humanidade?”
Não sei se eu entendi a pergunta.
H, não, não sei se eu tá pressupondo que
eles acham isso. Eu não vi que eles
acham isso, então não tem como comentar.
Como seus alunos se saem nas suas
provas? Às vezes me bate uma bed deles
irem mazão nas minhas. Olha, Guilherme,
tem uma questão assim de boa,
de boa mesmo. Nas minhas primeiras
provas, certo? De boa, eu de boa, tá? Eu
tô há um ano e meio só, tá? Mas nas
minhas primeiras provas eles foram muito
mal. E aí eu verifiquei que a culpa era
minha, né? Aí eu verifiquei que a culpa
era minha. Veja por que a culpa é minha.
Porque tudo bem, cara. Eh, ninguém tem
que, deixa eu ver como é que eu falo
isso, né? Para sem querer ser ofensivo.
As provas agora em um ano e meio só, tá?
De aula. e um ano e meio. As provas,
para você ter uma ideia, no segundo ano
do semestre passado, minha prova final
do segundo bimestre era uma prova que
era paraa pessoa me fazer uma redação, a
última prova, né, era paraa pessoa me
fazer uma redação de no segundo ano
sobre a independência do Brasil, sobre o
processo de independência do Brasil, né?
Ou seja, a pessoa tinha que me explicar
em 30 linhas, fazer uma redação de 30
linhas do início do
do início do processo de Portugal
entrando em conflito com a França até a
a independência do Brasil, contando
inclusive com a com a Constituição
eh com a com a proclamação
proclamação não. o outorga, né? A
outorga, nesse caso, é outorga porque
foi de cima para baixo, não foi com
participação de parlamento e tal. Então,
a gente chama outorga. Então, a outorga
da primeira constituição de 1824, né?
Eh,
eu digo, eu disse antes, né? Vai ter a
prova e a prova é isso. Você vai ter que
vocês não vai ser uma surpresa, você não
vai ter que estudar 1000 coisas, não.
Você tem que me mostrar que você
consegue abordar ali eh minimamente o
tema. E eu digo três coisas que você tem
que me dizer para explicar o processo de
da independência. Você tem que me
explicar o que que foi o bloqueio
continental e como isso impactou
Portugal e a fuga para cá. Então o
primeiro passo é bloqueio do bloqueio
continental até o a família real
portuguesa vir para cá com a corte
portuguesa e hã
como é que é o nome? Eh
abertura dos portos, né? que é a
primeira fase. Porque por que que eu
digo que desde esse começo começa a
independência? Porque você só tem uma
colônia,
principalmente,
para você ter pacto colonial, né? Então
quando os os portugueses vêm para cá, já
tem a abertura dos portos. Então já é um
passo que você tá dando paraa abertura
dos para pra independência, né? Se
antes, se você só tem uma colônia para
ter os portos fechados junto contigo e
aí quando eles vem para cá abrem os
portos, é o primeiro passo pra
independência.
Aí em 1815, quando Napoleão é derrotado,
né, 14 para 15, ele é derrotado,
Portugal chama de volta o rei português.
O rei português diz: “Não vou e eleva o
Brasil à condição de Reino Unido, eh,
Brasil, Portugal e Algarves, né?
Portugal, Brasil e Elgarves.” Então,
esse Algarves significando toda a região
ao sul, né, de Portugal, inclusive a
parte sul de Portugal mesmo, até hoje
ela se chama Algarves, mas era isso
significava todas as colônias, etc. e
tal. Então, o Brasil é levado à condição
de Reino Unido, nesse ser o segundo
papo. E na terceira ocasião acontece a
revolução eh do Porto em Portugal, o rei
volta e você tem que
ã Portugal tenta transformar o Brasil de
novo numa colônia e aí o Pedro é
convocado para voltar para Portugal. Ele
decide ficar por causa de uma petição
aqui no Brasil e aí acontece a
independência. Pronto. Você citou essas
três coisas para mim, né? A redação tem
quatro parágrafos. Você citou três, três
desses assuntos para mim. Então eu
explico pro menino o que que eu vou
querer dele. Vou dizer exatamente isso.
Você conseguiu mostrar para mim com as
suas palavras, etc e tal, etc e tal. É a
nota da redação, né? Beleza, tranquilo.
Todo mundo foi mal para [ __ ] na
primeira vez que eu fiz isso.
Na segunda vez que eu fiz isso, a prova
tá mais difícil ainda. Eu coloquei a
mesma redação, a mesmo critério de
avaliação e eu fiz a 10 questões de ACD
ã sobre independências, processo de
independências nas Américas,
independência dos dos Estados Unidos,
independência do Haiti, Independência de
Cuba, Independência do México e San
Martim e Bolívar, né, na independências
das Américas da América do Sul, né, eh,
Eh,
e os meninos foram melhor.
Por quê?
Primeiro porque a minha aula tá melhor,
né? Eu consigo explicar melhor, eu
consigo, eu tenho mais domínio para
saber o que que eu vou pedir e o que que
eu vou ah
explicar, né? O que que eu vou explicar
e o que que eu vou pedir? Eu tenho a
capacidade da ênfase, tipo assim, o
menino não precisa sair do negócio do
primeiro ano, do segundo ano, no caso, o
menino não precisa sair do segundo ano
sabendo
tudo
sobre a história desse país. Ele precisa
saber indicar os países do mapa. Quando
eu for dar aula, a aula vai ser grande,
mas quando eu for cobrar, eu não vou
cobrar grande do menino, até porque ele
não vai ser cobrado assim em lugar
nenhum, nem em lugar nenhum. Então tem
uma questão que além da aula melhorar
com o passar do tempo, tem uma questão
também de você diminuir a dificuldade da
prova
real. Você não precisa fazer uma prova
pro menino como se o menino fosse
prestar CCD, né?
Vai fazer uma prova pro menino como se
ele fosse prestar CCD, carreira
diplomática, né? E aí não tem não tem
condição.
E aí que você percebe por que que a
redação, no meu caso, para por que que
no meu caso eu tô testando a redação ao
final do curso, né? Eu vou começar a
passar nas no próximo semestre redação
no início do curso, porque aí eu vou
perceber quem não tem, porque às vezes é
isso, a gente pressupõe que os meninos
sabem para caramba e às vezes eles tap
dificuldade de escrita. Pô, você nota
isso pelo e SAEB, né? Teve SAEB agora.
SAEB é português e matemática.
Você tira por ali. Os meninos não sabem
às vezes o básico de matemática em
português. De vez em quando eu converso
com um professor meu, colega de de
professor de matemática, o que professor
tá falando assim de física, alguma coisa
assim, e o bicho tá falando: “Porra, os
meninos às vezes não sabe fazer conta de
vezes,
né? Se enrola na conta de vezes”.
Então, não sei qual é a sua área, né?
Uma coisa que eu sugiro de verdade e que
tem funcionado para mim, que é o na
minha matéria, né, que eu tenho feito,
que é o seguinte, minha matéria é
história, eu começo lá no, eu dou aula
para segundo e terceiro ano, né? Eh, eu
não pressuponho que o menino não sabe
nada, eu suponho que ele não sabe coisa
alguma. A minha primeira aula,
eu passo, por exemplo, no no semestre
passado, eu passei um mês dando essa
revisão, até porque eu tinha uma sobra
de umas aulas de tava organizado de
outra forma e eu tinha sobra de aula de
itinerário formativo, né? Eu demorei com
roubando as aulas de itinerário
formativo que eu mesmo tinha que dar
junto com a a as aulas normais. Eu
passei um mês inteiro
roubando as aulas de de itinerário
formativo. Eu passei um mês inteiro com
aula dobrada, é isso que eu quero dizer,
para dar a revisão de primeiro e segundo
ano, que é o necessário para eu começar
terceiro ano, um mês inteiro roubando,
não é? Com aula dobrada.
Nesse semestre, sem essa aula dobrada,
porque por circunstância YZ, o IF lá não
tava acertado para fazer isso. Eu fiz em
duas semanas.
Eu fiz em duas semanas, ou seja, em
cinco aulas, né? Do uma aula dupla, uma
aula sozinha, uma aula dupla e uma aula
sozinha.
Eh, então assim, a gente vai ganhando
competência, isso é um caso, né? sempre
lembrar que a gente tem que melhorar
sempre. Não pode dar a mesma aula todo
semestre, a gente tem que pensar que tem
que melhorar sempre. Mas isso seria
muito arrogante a minha parte, né? Por
isso que eu eu quero dizer que isso é um
elemento. A gente não pode egegar que
isso é um elemento. Isso isso é um
elemento. A gente é obrigado a ser
professor melhor todo ano. A gente tem
que estar estudando todo ano para
melhorar todo ano. Isso é a primeira
coisa. Mas isso se soma a outro fator,
que é o fator de você fazer durante o
ano inteiro, o semestre todo, no meu
caso, né, durante o semestre todo, uma
avaliação, a a
uma espécie de
de avaliações mais simples
ou exercícios ou coisas assim que você
dá como se fosse prova, né? Dá, dá como
se fosse prova, mas não valendo tanto
ponto, não é assim, você vai cobrar só
no último dia de aula paraa pessoa ir
sentindo e entendendo a forma de
cobrança que tu tem, porque fazer prova
também é uma um aprendizado. Para mais
do que o aprendizado do conteúdo,
saber fazer o tipo de prova que você vai
aplicar também é uma forma de ensinar
conteúdo.
Então, ah, eu no início do semestre,
agora, nesse semestre, eu passei um
negócio que a gente chama de, tem um
nome técnico para isso, inclusive na
pedagogia, é avaliação.
[ __ ] tem o nome na eu posso achar aqui
no documento que eu fiz. Tem o nome.
Pera aí. Eh,
são três tipos de avalia. Tem um nome,
deixa eu perguntar pro pro GPT que ele
vai me ajudar.
Quais são os três
tipos de lembrei? Antes de de avaliação
diagnóstica. Avaliação diagnóstica.
Avaliação diagnóstica. Você passa assim
pro, se você for de outras matérias, por
exemplo, de matemática, que você vai,
sei lá, ensinar matriz pro menino, né?
Então, passa uma avaliação diagnóstica
em que você pega as coisas mais básicas
que tem, sei lá, soma e multiplicação,
coloca umas 10 questão de soma e
multiplicação, alguma coisa assim, passa
o negócio valendo um ponto, tá ligado?
Um ponto é para fazer sem o menino,
sabe? Vai do básico até o mais complexo.
Vai lá, soma, multiplicação,
divisão, raiz quadrada, vai para log,
vai dificultando. E aí você no na
primeira semana de aula, você mapeia as
dificuldades da meninada, certo? Aqueles
negócios que era suposto que eles
sabiam, você coloca na primeira no
primeiro dia de aula. O menino devia
saber isso, mas ele não sabe. Ele não
sabe. Ele não sabe, [ __ ] não sabe, vai
fazer o quê? Então você coloca isso para
você saber o quanto que ele não sabe,
para você saber o tamanho da revisão que
você vai fazer antes de começar da aula.
Eu te garanto, claro, e isso é sempre
importante dizer, isso significa que
você vai salvar todos os alunos, jamais
40 alunos na sala de aula.
Tem aqueles cinco que não querem nada
com nada, que não importa o que você
faça, que eles não vão querer nada com
nada nunca. Você não pode se martirizar,
né? Agora você pode se martirizar assim
por não melhorar. Eu isso eu assim sinto
muito a honestidade, mas sim, eu guardo
todo semestre a estatísticas sobre as
turmas que eu tenho. Se na turma que se
não quer dizer, se uma turma tá ruim de
10 que tu pega, normal, né? Às vezes
acontece. Agora, se tu tem 10 turmas e
teu grau de de dificuldade de prova é
sempre aquele mesmo e não melhora, então
o problema tá com o professor. Eu não
consigo aceitar que isso não. Não
consigo aceitar isso não. Se você tá 10
anos dando aula, você tem que guardar os
dados das suas das suas provas, das
notas gerais, fazer uma média e etc e
tal. Entra ano e sai ano, tu nunca
melhora, então o problema é você, com
certeza. Certo? E eu não digo isso para
ofender ninguém, viu, gente? Não digo
isso para ofender ninguém. Eu tô dizendo
que é é é eh a a função que a gente tem,
de boa mesmo, a função que a gente tem é
descobrir o que fazer. Então, de vez em
quando tem umas turmas pior, tem um ano
que a gente tá mais merda, tem, né? Isso
é normal. Isso é normal, mas você tem
que ter uma espécie de quadro ali de
tentativa e erro de você ir testando a
tuas parada e tentando melhorar, né? E
eventualmente você vai testar um negócio
que não vai funcionar, certo? É um é um
negócio bem pragmático, bem pé no chão
mesmo. E tem que fazer análise de dado
dos seus dados, não dos outros, dos seus
dados. A gente tem muito aluno por por
ano, pô.
A gente dá aula por ano pelo menos para
500 pessoas. Com 500 pessoas dá para
montar um quadro e ter noção do que que
tá funcionando, o que que não tá
funcionando,
certo? E ter a capacidade, o relaxamento
de dizer dessa vez não funcionou e saber
que nem sempre a culpa é nossa, né? E a
questão não é culpa, né? A questão nunca
é culpa. Culpa, culpa, culpa [ __ ]
né? A questão é como é que eu
mecanicamente
consigo avaliar se eu tô conseguindo
entregar mais?
Porque é isso, a gente é a gente é como
se fosse
treinador de time de futebol, né? A
depender do time que a gente tá, se o
time não tiver muito bom, não tem como
fazer mágica, né? Mas a gente tem que
trabalhar com aquilo que tem, não com
aquilo que a gente desejaria que
tivesse, né? Então, a primeira coisa que
eu acho que faz os os professores
desistirem
desistirem eh é a quantidade de
informação que você acha que ele deveria
ter e você fica com raiva que ele não
tem. Então, a, como eu tava dizendo, a
primeira aula, primeira primeira a
número um que eu faço é sobre a origem
da humanidade, né? Sobre a origem da
humanidade. 200.000 anos antes da era
comum, surgiu o primeiro ser humano. Que
idade tem a Terra? 4 bilhões de anos, 3
bilhões por a idade do mundo, do
universo, né, da expansão desde do Big
Bang, etc e tal, pra gente. E aí, do que
que a gente vai falar? A gente vai falar
de história humana. Então, 200.000 anos
tem ser humano. Então, a gente poderia
dizer que tem história humana de 200.000
anos para trás. Só que ol como é que é
mais fácil a vida da gente? A gente se
concentra desde 10.000 para cá, que é
quando você tem o sedentarismo e etc e
tal. Então, esse era o tipo de conteúdo
que vocês deveriam saber no básico, etc
e tal. E aí eu desenho no mapa um e o
meu primeiro desenho, eu desenho muito
bem, tá?
Modestia parte
modestia a parte. Eu desenho muito bem.
Cadê? Eu vou pegar meu celular ali, ele
tá carregando só para eu vou mostrar meu
desenho para vocês. Eu desenho bem
mesmo. Eu, se eu for fazer o mapa do
mundo, eu desenho o mapa munde bem
direitinho. Mas no primeiro desenho que
eu faço, eu não fico uma hora desenhando
o mapa munde. Eu faço um triângulo,
uma um risco e outro triângulo embaixo
pras Américas
e faço uma bola assim de um lado e outro
outro triângulozão paraa África e uma
bola paraa Oceania. E sempre faço a
mesma piada, né? Eu falo assim: “Quais,
quais, né, que continente é esse? Que
continente é esse?” Eles vão
respondendo. Aí eu pulo a Oceania, não
falo da Oceania, sempre faço essa piada.
Eh, e esse aqui? Eh, e esse aqui é, não
quer dizer, eu faço todos, né? E esse
aqui é Oceania que ninguém liga para
essa merda, né? Aí eu sempre faço essa
piada, todo mundo sempre ri. Sempre
muito engraçado. Eh, mas o que que eu
quero dizer com isso? Às vezes os
meninos não, nem a turma toda, não, né?
Mas às vezes os meninos não sabem onde é
que estão os continentes. Eles não sabem
identificar os continentes. Eles não
sabem os nomes do continente. Terceiro
ano do ensino médio. Às vezes ele não
sabe. Aí você quer ensinar
Segunda Guerra Mundial para esse menino?
Primeiro você tem que ensinar onde é que
estão os continentes.
Certo? Então tem que e tem que ter
clareza. Esse é o mundo onde você está,
né?
Esse é o mundo onde você está. Então, às
vezes você tem turmas que são muito mais
avançadas, isso é nítido, claro,
e tem turmas que são muito mortas,
enfim.
E aí você tem que,
independente da turma que você pegou,
você tem que fazer essa essa
tem que ter essa humildade aí.
Aí, ó, se liga aí no meu no meu mapa
mundio,
tá? Esse aqui é a um lado, né? E no
outro quadro, ah, dá para ver no outro
quadro tá o resto do mundo. Eu desenho
direitinho mesmo. Desenho direitinho
mesmo. Mas esse desenho aqui eu só vou
fazer no final do semestre
quando é para falar de Segunda Guerra
Mundial, que aí precisa de mais
detalhes, né? Não precisa disso no
início. Se você meter isso no início,
menina vai olhar e vai falar: “Não vou
aprender isso nunca, né?” Mas se você
for devagarzinho, passo por passo, tem
que ter uma espéci de gamificação mesmo
da coisa
aqui. Aqui dá para ver melhor.
E
dá se ele focar, né?
Bom, enfim, é isso aí, tá? Dá para ver
mais ou menos. Eh,
enfim, é isso para [ __ ] Ó, vou te
mostrar, ó, um outro desenho. Ai,
[ __ ] perdi. Vou te mostrar um outro
desenho uma outra fase, quando eu tô
falando de revolução
francesa e era napoleônica. Você vai ver
que o desenho é menos detalhado.
[ __ ] quando eu aproximo demais aqui,
ele cai. Pera aí.
Tô apanhando pro Apple. Esse Apple é uma
bosta. Sempre apoio para essa merda.
Ó, falando de Primeira Guerra Mundial,
ele precisa ser mais simples, ó.
Certo? Precisa ser mais simples. E vai
passando tempo, dependendo do momento
que você tiver, você vai você vai
fazendo a coisa mais ficando mais
difícil.
Ó, em outro momento aqui, ó, em outro
momento, em outro momento eu desenhei
mais assim. E no início, quando eu vou
fazer o desenho,
ó, isso aqui é segundo ano, né, pro pro
para pegar a chegada dos CD é mais
simples,
menino. Só precisa saber que isso aqui é
América do Norte em cima, isso aqui no
meio é América Central, isso aqui é
América do Sul. Não vai colocar todos os
países para ele, o menino vai se perder.
Certo? Então eu acho que essa lógica de
de colocar as coisas em fases e
respeitar a individualidade do aluno,
isso é importante, porque tem aluno que
é muito avançado, que ele no início ele
já tá falando tudo, ele já sabe mais do
que você e tem o menino ali do lado que
não tá entendendo nada, pergunta o
básico pro menino, coloca o menino para
aprender o básico pelo menos, saca?
Entende o que eu tô falando? Tipo assim,
você não pode colocar uma prova, e é
essa minha preocupação, eu acho que é
importante ter, você não pode ter uma
prova que é só pros dois caras que
entenderam tudo da matéria.
Não pode ser uma prova pros dois caras
que entenderam tudo da matéria. Tem que
ser um, tem que ser uma prova que os
dois caras que entenderam tudo da
matéria, eles vão gabaritar com pé as
costas.
Agora, os meninos que estão mais ou
menos, que estão pedalando, que estão
tropeçando, vão conseguir tirar uma nota
média, né?
E aí você vai adaptando, você vai
adaptando. Tem prova que você, enfim,
eh, é as duas coisas. Às vezes a prova
tá muito difícil, muito acima do do da
capacidade daquele pessoal. Isso é um
estímulo contra. Se na primeira prova o
menino vê que não consegue fazer nada,
ele vai falar: “Então, vou prestar nessa
atenção nessa matéria para quê? Eu não
consigo entender nada”. Eu posso dizer
isso para você com tranquilidade, porque
foi assim que eu me senti no cálculo.
No cálculo eu quis desistir porque na
primeira prova tirei meio na prova. Vai
tomar no cu, [ __ ] Meio, meio. Vai se
[ __ ] velho. Meio. Então tem uma
maneira de preparando as pessoas, né?
Porque tem essa questão, né? Tem gente
que acha que os alunos tem que chegar
sabendo. Deveria, mas não chega, né?
Então, se não chega, a tem que puxar.
Ah, então eu acho que tem essa questão.
Essa é a primeira questão, eu acho,
saber dosar. A prova não pode ser
absoluta. Ela tem que ela tem que ela
tem que mexer, né, até você ajustar para
entender o que que é de verdade. Não dá
para você pedir no na matéria de
terceiro ano que você acha que eles
deveriam saber se toda vez dá errado,
né? Então, tenta diminuir um pouco, isso
é importante, tentar fazer esse teste de
diminuir um pouco a dificuldade. E a
segunda questão que eu acho mais
relevante do que isso é que é preciso
também saber puxar o menino e não
pressupor que ele sabe tudo,
porque isso é é é o é o é o 100% de
certeza do fracasso, né? Se você achar
que o menino tem que saber e ficar
irritado com ele porque ele não sabe, a
[ __ ] se se ele teve um sistema
educacional ruim lá atrás, a culpa
também não é dele. Enfim, e também ainda
que seja dele, porque tem isso, viu? Tem
isso. Ainda que seja dele, se tu for
uma pessoa que se preocupa em tentar
tirar do cara, como eu disse aqui, né?
Por exemplo, a primeira coisa que eu
falo que todo mundo tem que decorar na
minha sala. Todo mundo tem que decorar.
Ninguém pode sair do segundo, né, ou do
terceiro, onde a pessoa tiver entrada em
contato comigo. Não pode sair sem saber
as cinco eras históricas,
as cinco eras históricas
do do da periodização convencional
europeia, né? Eh, que é pré-história,
idade antiga, idade média, moderna e
contemporânea. Tu tem que saber me dizer
isso e nessa ordem. Aí eu falo isso para
todo mundo. Aí come aí pergunto quem
sabe aí para essa pessoa que sabe eu já
dou o ponto de participação. Com o
passar do tempo, você vai ver que na
segunda aula já todo, já muita gente
sabe e aí você já vai poder ir para
outros assuntos e complexificando. Mas
tem uma galera que tu tem que puxar pela
mão, você tem que perguntar
nominalmente: “Você, camarada, quais são
as cinco eras históricas?” Aí a pessoa,
ah, não sei, tenta, chuta, diz qualquer
uma, me diz uma pelo menos, né? Aí você
vai, beleza. Amanhã eu vou te perguntar
de novo. Tu vai acertar.
Me disse uma hoje. Ah, eu disse aqui,
mas eu disse cinco bagunçada. Amanhã eu
vou te perguntar e você vai me dizer a
cinco na ordem. Eu vou tirar pelo menos
isso desse menino, tá? E e aí você vai
subindo o nível. Assim que todo mundo
aceitou, virou o senso comum que você
tem que saber pelo menos isso. Aí você
começa a fazer perguntas mais difíceis,
entende? Tem que ter uma uma certa
gradação. A pessoa tem que ir subindo os
degraus,
degrais,
degrôcios, tá? Ele tem que subir
devagar. Se o pessoal não tem
pressuposto, eu acho que um dos grandes
limitações é essa. A gente pega o menino
terceiro ano em que ele deveria saber um
monte de coisa e às vezes ele não sabe e
a gente toma isso como dado. E tomar
isso como dado é o é assim, é para você
depois ficar na sala dos professores.
Ah, todos esses alunos não querem nada
com nada. Ah, [ __ ]
Eu fico puto com um colega que faz isso.
[risadas] Eu fico puto. Ah, hoje em dia,
hoje em dia os alunos não querem nada
com nada. Ah, cara, [ __ ] não, né?
Eh, levei, quando vem os temas de
educação, eu vou pro [ __ ] né? Eh,
Gabriel perguntou: “Pedro, qual a sua
visão? Qual Qual a visão materialista da
ideia de que estamos em um universo
simulado?”
Ah, não sei, né, cara? Veja.
Veja bem,
a visão materialista é [ __ ] né? Porque
você tem visões materialistas, você tem
vários materialistas. Então, a primeira
questão da sua questão é a visão é [ __ ]
né? Então eu eu falo por todos os
materialistas. Claro que não, né? Então
esse é o primeiro problema da pergunta,
né? Qual a visão materialista? Não, eh,
o que é que um pressuposto materialista
poderia, né? Porque veja bem, a primeira
coisa que a gente tem que dizer é dizer
o que que é materialismo para depois a
gente falar sobre quais seriam os
desdobramentos disso, etc. e tal. Então,
a o materialismo
em Lenin, claramente, né? Em Lenin,
claramente,
em Angels, um pouco menos claramente, em
Marx inexistentemente, né? quase não
fala sobre o assunto.
Ah, mas em Engoss já tá claro e
Helene é proverbial, né, de tão simples
que é. Então, é a precedência
da estrutura material ou a precedência
do real sobre a consciência.
Materialismo
que vem antes, o ovo ou a galinha. Vem a
estrutura externa, material
ou a consciência. Que que vem antes?
O ovo a gali.
A forma que você interpreta essa
precedência pode ir para vários rumos e
criar várias formas de materialismo
diferentes. Esse é o primeiro ponto.
Então, partindo de uma visão
materialista,
a hipótese de que vivamos numa
simulação,
ela pressuporia, portanto, que você
tenha uma estrutura mental, né? de
alguma forma enfiada na simulação. Tô
fazendo essa menção aqui por causa do
Matrix, né? Enfiou o negócio na cabeça
do cara, o cara entrou no mundo e tal e
etc e tal. A pressuposição materialista
é que mesmo
sob essa hipótese, em última instância,
no início dessa estrutura, precedendo a
estrutura, tem que ter uma
materialidade, deveria haver uma
materialidade ou provavelmente há uma
que configura esse processo de
simulação, ainda que ele seja
hipoteticamente pensável, né? Como, por
exemplo, acontece matrix, né? Ou seja,
você tem uma estrutura física que
conecta com outra estrutura física que
causa a imagem mental, causa
a simulação e etc, né? Acho que não
poderia se pensar alguma coisa diferente
disso. Ainda que fosse um mundo
simulado,
né? Ainda que fosse um mundo simulado,
precederia a estrutura material que cria
a simulação, né? Essa seria a hipótese
ah fundamental do materialismo. E aí,
portanto, né, portanto,
sendo essa a hipótese fundamental do
materialismo, eu diria que faz
eh
fortes alegações, existem fortes
evidências, né? Você pode dizer o que
você quiser. Ah, imagina que eu tô
sonhando, imagina que eu sou um sonho de
Buda, né? Imagina que a gente é uma
simulação criada por alienígenas.
Imagina, você pode inventar, imagina o
que você quiser, né? Você pode imaginar,
imagina um dragão voando
na madrugada só quando ninguém está
olhando. Você pode imaginar o que você
quiser, né? Imagine qualquer coisa. Você
pode imaginar o que você quiser.
O que que levaria alguém a crer que o
universo material,
ah, na verdade é uma projeção
de qualquer outra estrutura anterior?
O ônus da prova tá com quem alega, né? O
ônus da prova tá com quem alega. Do
contrário, imagina que tô numa
simulação, imagina que eu tô num sonho
de Deus, imagina que eh isso aqui é uma
é uma hipótese divina. Imagina isso é
bom, hein? Imagina Deus pensando, né?
Ah, eu acho que eu vou criar não sei
quê. Nesse eu acho que eu vou criar
cria-se. Pronto, né? Você pode imaginar
infinitas hipóteses. Agora, por que uma
e não as infinitas outras, né? porque
não uma e e sim as infinitas outras.
Então, quem alega esse tipo de coisa é
que tem que trazer motivos pra gente
acreditar que isso é plausível. Eu acho
que essa seria a uma posição consistente
materialista. Olha, até que me prova o
contrário, o mundo é é real, né? O mundo
é real e não uma simulação. Até que me
dê qualquer coisa que me leve a crer que
que a gente está numa simulação.
Acho que essa seria a hipótese mais
consistente, né? Eh, ou seja, por
defisible reason, né? Por raciocínio
derrotável. Por raciocínio derrotável,
o mundo real que me aparece,
ele tem substância em si e por si e não
dependente de uma estrutura que o deu
origem.
né? Acho que por fe reasoning. Então, ã,
ou a razão é razão derrotável, né? Ou
por
ou não é assim, ou se for assim, quem
está alegando que é assim é que tem que
me trazer elementos para defender a
hipótese. Eu acho que isso seria
consistente. Eh,
deixa eu ver mais.
Artur perguntou,
só que travou meu aqui. Artur perguntou
algumas,
Pedro, algumas lives passadas um rapaz
perguntou se você já fez um vídeo sobre
processo que rolou com o Lula ou
recomenda algum material sobre o
assunto. Não sei se já respondeu, mas
você teria não, não tenho nenhum vídeo
sobre isso. É porque o processo é do
tamanho do inferno, né? é gigantesco
e eu tenho preguiça. Tem muito material
importante criado sobre isso, não de
vídeo, né? Tem livros publicados sobre
isso.
E eu eu pretendo me debruçar sobre isso
agora. Agora de supão assim, me dedico
um desses livros, eu vou ficar devendo.
Mas como é o segundo que me pergunta, no
próximo tudologia eu venho armado já,
tá? Eu venho armado. No próximo
metodologia eu venho com alguma
bibliografia a respeito disso, tá?
Existe, existem trabalhos de jornalistas
sérios aos montes nessa nesse tema
específico, porque esse trabalho, esse
trabalho de elaboração do que aconteceu
durante esse processo é um trabalho
típico de jornalista. Típico de
jornalista. Meu pai é historiador. Ele
escreveu um livro que se chama a
professora que sabia demais sobre os
anões do orçamento, né? No escândalo dos
anões do orçamento. É outro caso
anterior antes do PT sequer ser qualquer
[ __ ] de relevante dentro da disputa
paraa presidência da República. Ele
escreveu esse livro, meu pai
historiador, mas a forma que ele
escreveu o livro é clarissimamente uma
forma de jornalista, né? A elaboração, a
elaboração bem de jornalismo, porque é o
que a gente chama de história do tempo
presente, né? Ou coisas que são muito
próximas dos da nossa época. não é
exatamente a mesma técnica de de eh ou é
no limiar, né, onde o jornalismo e o
historiador se mesclam, né? Ou seja, ele
fez eh entrevistas eh com personagens
que participaram, delegado do caso e etc
e tal. Inclusive virou amigo do delegado
do caso. Eh
eh não é só uma pesquisa documental,
como normalmente se esperaria na
historiografia clássica, né?
Então, é um outro tipo de abordagem. É
um outro tipo de abordagem. São
documentos recentes. Ah, tem a a o
problema do distanciamento histórico,
né, que a gente não tem tanto
distanciamento histórico ainda para
fazer
ah uma análise, buscar as fontes de uma
maneira mais distanciada. Isso permeia
muito. Então, a gente fica ali entre
o jornalismo e a historiografia quando
faz alguma coisa assim, né?
Então assim, talvez seja mais
interessante esperar o Lula sair do jogo
para eu mesmo me investir em em me
concentrar no tema, mas posso indicar
jornalistas que já fizeram, né? Então
posso fazer uma pesquisa depois com
calma e achar uma bibliografia sobre
isso.
Eh, Fabrício perguntou: “Notaram que o
Bolsonaro não soluçou em nenhum momento
do vídeo que a moça pergunta para ele o
que ele estava passando? na tornzeleira.
Eh, tudo bem, né? Mas assim, não, né?
Isso também não é prova de [ __ ]
nenhuma. Eu entendo o o o raciocínio
meio cínico a respeito da coisa, mas
isso não prova nada, né? Pelo amor de
Deus. Ele é um filho da [ __ ] e tal e
tudo mais, mas uma coisa é uma coisa,
outra coisa é outra coisa, né? É 20
segundos de vídeo ele não tá soluçando.
Significa que ele seja solução de
mentira, né? Vamos lá, né? Eh, Gabriel
perguntou: “Poderia falar sobre o
conceito de derrotabilidade
do Herbert?”
Poderia não,
poderia não. Vou ficar devendo para
[ __ ] do Herbert, eh, do Herbert do
rebertismo do da França, da Revolução
Francesa,
ou de algum, eh, pensador
contemporâneo da derrotabilidade segundo
pensador contemporâneo.
Eh,
de qualquer forma, não, tá? Porque a a
minha compreensão defasi reasoning é
limitado ao conceito do Play to Stanford
e do jurista, né, que agora inclusive me
foge o nome do jurista. A a
qual é o nome do cara?
Tem tem o cara da filosofia. Tem o cara
da filosofia que é o cara da tem o har,
né, do do direito que ele já fala de
feible reasoning, o cara, o har fala,
né? Então o hart influencia sobre a
minha leitura ainda na faculdade de
direito, eh, que é um positivista, né?
Aliás, mais interessante do que do que
Kelsen. Mais interessante do que K.
Kelsen é mais filosofeiro, né? O Hart é
mais pragmático.
Ah, mas tem o, como é que é? O John John
John Austin. John Austin, aquele cara da
lingua do do
[ __ ] o filósofo que também trata da da
questão jurídica, né? Quando dos atos de
fala, atos de fala, lembrei, dos atos de
fala, são os dois autores
que eu toco, tá? E depois eu tô só com o
artigo da Play Stanford mesmo, tá? Eu
não venci nenhum autor especializado
contemporâneo. Eu eu, né, eu conheço de
nome os caras, o Herbert eu não sei quem
é, mas eh eu lembro de um de um
de um filósofo inglês, cujo nome eu não
vou lembrar porque eu também não li a
obra. Eu comecei a ler artigos dele, eu
falei: “Caralho, tá muito acima da minha
capacidade”. Aí eu deixei um pouco de
lado ainda. Então esse é um tema que eu
não domino ainda, tá? Esse é um tema que
eu não domino ainda, mas eu vou chegar
lá. Eh, Rubens me perguntou: “Pedro,
queria aprender sobre a história do
direito, por onde começar?”
Eu tenho um livro, será que ele tá ali?
Eu
tenho um livro,
eu não sei se ele tá ali. Eu vou, eu vou
pesquisar aqui na internet que eu não
lembro o nome do autor não, mas eu vou
te dizer. História do direito.
Tem um clássico, clássico, clássico,
clássico. É esse aqui? Não,
[ __ ] eu tenho medo de indicar errado,
né?
Pera aí.
Ah, porque não é a história do direito,
é a história da filosofia do direito,
né?
História da filosofia do direito.
Eu tenho os livros de história do do
direito, mas eles são bem ruinzinhos,
velho.
É esse aqui,
não é?
[ __ ] mas vocês estão me apertando
sem me abraçar, hein? Agora
qual era, velho?
Não tô conseguindo achar nenhum, nem
outro.
Vamos lá. Eu tenho uns livros de
história do direito ali, mas eles não
são bons. V
tô caçando aqui para achar o que eu
lembro que é bom, mas eu não tô achando.
É, pera aí, deixa eu ver se ele
pergunta, você perguntou a história do
direito mesmo.
Ah, cara. Eu
vou dever para você, sabia? Achei,
achei, achei. Esse aqui, ó, é o bitar,
tá? É o bitá. Ele tem. Achei. Achei. O
bitar é bom, tá? O bitar eu garanto.
Cadê? [ __ ]
pera aí, deixa eu tirar esse aqui, senão
eu vou perder, senão eu vou perder
a página no na altura que tá ali.
Esse cara é bom, tá? Eduardo Bitá, ele
tem, ó, vai abrir outra página.
Vamos lá, Eduardo
Bitar. O Bitá, eu garanto, é texto bom
mesmo. Bitar é brabo, tal. Ah, isso é.
Pronto. Pronto. Bitar é brabo. Ele tem
esse curso de filosofia do direito que é
massa. Eu recomendo. Vale a pena mesmo.
E eu tô acabei de descobrir, eu não
sabia que ele tem um história do direito
brasileiro.
Como ele é bom, ele é sério mesmo. No
curso de filosofia do direito. Eu tô
colocando a minha mão no fogo. Eu não li
esse livro, tá? Não lia esse livro da
história do direito brasileiro, mas é o
que eu tenho para te indicar agora. Eu
tenho, deixa eu pegar ali.
Eu tenho esse aqui, ó, do Antônio Carlos
Walker. Eu é assim, com todo respeito ao
Walker, mas eu não indico não, velho. De
boa,
não é não é para
não é para quem tá querendo conhecer,
não, sabe? É um livro pequeno, tá? Mas
não indico não. Não indico mesmo. Se
você chegar assim do zero, ah, vou
conhecer umas paradas aqui, cara. Você
vai boiar legal, eu acho. Eu acho mesmo,
tá? Eu acho mesmo. Mas ele existe. O
Walker é um homem sério, tá? O Antônio
Carlos, ele é um homem sério, mas o
livro
difícil,
difícil, difícil, difícil.
Eh, João perguntou: “Então fica, fica o
Bitar, tá? Depois você me diz se você
gostou do Bitar. Você tá aqui sempre,
Rubens”.
compra o baixoar, tá? Tanto pra história
da filosofia e o da história do direito
brasileiro, eu não conhecia. Tô sabia?
Eu acabei de descobrir que ele tem esse
livro. Eh, me diz o que que você achou,
tá? Eh, o João me perguntou: “Poderia
explicar o que é ontologia?”
Poderia. É uma palavra, definitivamente
é uma palavra. Essa palavra vem da é uma
é um é um neologismo, não é uma palavra
da filosofia originária, né? do grego,
né? Mas embora seja uma um neologismo
grego, ele não é uma palavra que se
usava na filosofia grega original.
Onto é o particípio do verbo grego ser e
logos
eh
raciocínio, estudo, etc. e tal, né?
Logos é palavra, mas o identifica-se
também futuramente como raciocínio,
estudo, até pensamento, tal. Então,
quando você tá falando de ontologia,
você tá falando do estudo ser, né? E o
significado de ontologia muda durante as
os séculos, mas muda, mas muda de
escaralhar. Muda de escaralhar
completamente. Tipo assim, tem milhões
de significados completamente
diferentes.
Por exemplo, se você tiver falando de
Heidegger, ontologia da faticidade, que
[ __ ] é essa, né? Quando o Heidegger tá
falando, Heidegger tá preocupado em
descrever
a condição do ser caído no mundo, que é
o ser humano, né? Então o cerne da
filosofia heidegeriana é a existência do
sujeito que pensa sobre a sua própria
existência e reflete sobre ela, né?
Então, ah,
a ontologia da faticidade é o que que é
ser esse ser caído no mundo e etc e tal
e etc e tal. Então, em Heidegger é um
significado extremamente específico, né?
a respeito da filosofia dele. Se você
tiver falando de filósofos do século
XVI,
eles vão estar falando de uma área da
metafísica. E o que que é metafísica? Aí
a mesma o mesmo problema também é o
neologismo, não é uma coisa que existe
na na filosofia originária. O texto
Metafísica de Aristóteles não significa
metafísica, né? Eh, ele não se chamava
metafísica. A palavra metafísica não
aparece nenhuma vírgula sequer de
Aristóteles e nem texto, não aparece
nenhum trecho de Aristóteles. Então, a
palavra metafísica também é o
neologismo, né? Eh, tem uma
alegoriazinha que diz que a obra ganhou
esse nome porque o Andrônico de Rods,
quando organizou a biblioteca da física
de Aristóteles, da biblioteca de
Aristóteles, né, todos os textos que
foram encontrados só no século da da com
é que é? com o o Sula, né? Quando o Sula
romano invade a a a Grécia, ele
encontra, se eu me lembro bem, em
lesbus,
eu não lembro, mas encontra as obras de
Aristóteles ali em algum lugar da Grécia
asiática, né, da Grécia da Anatólia,
onde hoje fica a Turquia, ele encontra
os documentos que hoje é o Aristóteles
que a gente tem, né? Aí, bom, Andrônico
de Rods seria o cara responsável por
organizar as obras de Aristóteles. Aí
ele teria organiz essa anedota, né? Ele
teria colocado o texto da física e do
lado da do texto da física metata
fisicar, né? Aquele texto que tá além da
física
na biblioteca, saca? Então, tem essa
anedota aí. O fato é que ninguém chama a
Aristóteles, não chama o texto dele de
metafísica. Pois bem, o texto chamado A
metafísica de Aristóteles é um texto
muito grande que aborta muitas coisas,
às vezes até com inconsistências
internas, levando a discussões homéricas
sobre se algum texto foi ou não foi
escrito por Aristóteles, né? Se esses
textos são textos aristotélicos porque
são da escola peripatética e não
necessariamente de aristótel. Tem uma
discussão monumental para sempre sobre
isso que nunca vai acabar, nunca ninguém
vai acabar essas respostas. vai ficar
uma discussão para sempre mesmo a
respeito disso. Fato é que o Metafísica,
o texto chamado Metafísica de
Aristóteles, ele aborda a temática
da o
a temática do que que é que compõe as
coisas, né?
E o que que faz?
O fato é que é o seguinte, o texto é
muito abrangente, então ele vai de
coisas como no alfa sobre a história da
filosofia a respeito do tema de qual é a
causa
e a causa pros primeiros filósofos,
segundo Aristóteles, né, a o que deu
origem, a causa primeira, né, o que dá
origem a às coisas. é uma causa
material, né? Então, para Heráclito é
fogo, para o outro lá é água, pro outro
é os quatro elementos e etc e tal. Aí
ele vai dizer: “Platão dá um um passo a
mais, então ele não fala só de causa
material, ele fala de causa formal
também. E as formas ou ideias dariam
esse elemento de raciocínio a respeito
de causas materiais e causas formais. E
ele vai ter duas causas diferentes, a
eficiente e a como é que é? causa
formal, material eficiente.
[ __ ] A final, causa final. Eh, então
são eh quatro tipos tipo uma tipologia
de causas que serviria para explicar
eh que seriam bases de explicação para
porque que as coisas são como são, né? E
o, ou seja, quando ele faz o primeiro
livro, o primeiro livro é um livro de
história da filosofia. O livro Alfinha,
né? Alfinha, Alfinha ou Alfão, não
lembro, porque tem essa discussão
também, né? Tem os dois primeiros
livros, eles se chamam Alfa, né? Eu
esqueci qual é o alfã e qual é o
alfinha, né? Se é o primeiro ou se é o
segundo. Mas logo no início ele faz uma
espécie de história da filosofia para
dizer: “Autores falaram sobre causas, eu
vou falar também e eu vou ganhar de todo
mundo porque eu eu vi mais longe, né?”
Enquanto os outros vieram causa material
e causa formal, no máximo, eu vejo causa
eficiente e causa final. O livro é sobre
isso, não é? Tenho 500 bilhões de coisas
que ele fala naquele livro.
Por exemplo, ao falar da causa
eficiente, ele vai dizer que um uma
coisa que gera causa eficiente é a causa
mecânica, né? Eu tenho, eu faço um
para surgir um, sei lá, um relógio, eu
preciso construir o relógio. Paraa
cadeira se formar com cadeira, tem que,
né, moldar a cadeira até ela ficar com a
cara de cadeira. A causa eficiente é
essa causa mecânica, né? Só o mecanismo
de empurrar a coisa para ela chegar ali
na disposição que ela tem naquele
momento. Se você fosse retornar causas
eficientes ao infinito, você nunca
chegaria no presente. Então tem que ter
uma causa eficiente primeira. Aí ele
fala de Deus, por exemplo. Então, em
Aristóteles tem a causa primeira, que é
a causa eficiente, pensamento de
pensamento. Para ele não fazer um
regresso ao infinito de causas
eficientes, ele fala que tem que ter uma
causa primeira, que é o pensamento de
pensamento, que ele tá eh, por que que
ele pode ser assim? Porque ele é
circular, né? Ele tá sempre fazendo a
mesma coisa. Ele sempre tá lá pensando o
pensamento. Então ele pode ser o início
da cadeia causal sem precisar recuar ao
infinito. Mas veja, isso é um tema, não
é que metafísica para falar de Deus, é
porque ele ele decidiu falar de quatro
causas e na causa eficiente ele gerou um
problema para ele, que é esse do
regresso ao infinito. E ele solucionou a
a tese do regresso ao infinito com Deus.
Aí muita gente, por causa da filosofia
medieval vai dizer assim: “A metafísica
é que fala sobre Deus”.
Aí muda o significado, entendeu? Porque
inicialmente não era sobre isso. O texto
da metafísica é para fal o texto da
metafísica de Aristóteles, aquele que
ganha esse nome, tá falando sobre as
bases da estrutura do real. É
basicamente isso. E aí quando você vai
paraa filosofia analítica, ela recupera
essa ideia, né? A filosofia analítica
contemporânea, ela recupera essa ideia.
Ela tá falando, quando eu estou falando
de eh de metafísica, eu tô falando das
co das causas ou das estruturas que
fazem as coisas serem o que é. Se você
tá dizendo que isso é metafísica, então
a continuidade do sujeito que faz um
sujeito ser o mesmo sujeito, embora ele
esteja transicionando o tempo todo, isso
é metafísica. Se metafísica é falar das
estruturas que fazem uma coisa ser o que
é o entendimento que a gente tem a
respeito do tempo, se o tempo só anda
paraa frente, se o tempo é uma ilusão,
metafísica, porque fala das estruturas
das coisas serem o que é. A mesma coisa
da estrutura espacial, né? O espaço
tempo, o espaço é vinculado ao tempo.
Quando você tá falando dessas
estruturas, do que faz as coisas serem
do que é, você estaria falando de
metafísica na compreensão contemporânea
de filosofia analítica. Quando você tá
falando com medieval, falar de
metafísica
é falar exatamente das da das causas do
mundo que remetem a Deus. Então, é
basicamente falar de Deus a depender do
autor medieval. Falar em metafísica é
basicamente falar de Deus, porque se
pressupõe que as causas das estruturas
seriam o que são é Deus.
Percebe? Então, a a o significado vai
mudando nessa altura da da do medievo
até o início da modernidade, até o final
da modernidade, o conceito de
metafísica, ele tá ligado
a à estrutura
do real, que dá base pro real ser o que
é.
E a ontologia foi minimizada. A
ontologia, ela é transformada numa área
específica da metafísica.
Uma área específica da metafísica que é
relacionada à classificação dos objetos.
A ontologia ela eh e aí, portanto, a
gente teria ontologias diversas para
estruturas do real diversas,
percebe?
em determinados autores. Tem que tomar
muito cuidado com isso. Em determinados
autores, porque se você for com esse
conhecimento ou com essa significação
para eh para para o autor errado, o cara
vai tá falando de uma coisa, você vai
estar com a palavra entendendo uma outra
coisa.
ontologia
em ciência da computação já é uma outra
parada que tem a tem tem d tem conexões
semânticas entre essas coisas. Ontologia
da ciência da computação, ela surgiu em
bebida semanticamente com essa com essa
essas formas de pensar.
a ontologia como é aquilo que tá na
estrutura, que dá a base da programação
que tu vai fazer, né? Mas não é a mesma
coisa. Mas não é a mesma coisa. Mas
então quando você tá falando de
ontologia, a primeira coisa você tem que
ter na cabeça é a semântica da palavra
para depois você entender o que o autor
tá querendo dizer. Ontologia significa o
estudo sobre o ser. O que que isso
significa? Depende.
Qual?
Ai, cara, eu vou esquecer o nome do
autor.
Porfírio. Lembrei. Porfírio. Ó, vou te
mostrar aqui, ó, para você ter uma noção
dessa dessa noção que eu tô falando de
áreas, né? Eh, deixa eu colocar aqui na
tela para você ver.
Você vai entender bem agora. Você vai
entender bem como é que isso significava
eh no final da Idade, no início da Idade
Média, ainda no finalzinho da Idade
Antiga, né? Árvore
de porfírio. Você vai entender bem, ó.
Isso aqui, ó. Isso aqui é claríssimo
ontologia, ó.
Certo? Isso aqui é claríssimo. Aqui você
entende bem, não dá para ver, né? Deixa
eu ver se eu consigo colocar na tela
para você ver a imagem
aqui. Consigo. Pera aí, rapidão. Eh,
aí, ó, ontologia aí, né? [ __ ] ainda tá
pequeno, né?
Pronto. Aqui tu consegue ver exatamente
o que que é o raciocínio ontológico.
Olha só. Eh,
veja bem,
tá? Entendi. Entendi. O gráfico é assim,
ó. Tem dois tipos de substância, a
substância imaterial e a substância
material. Imaterial é o espírito,
material os corpos todos. Então existe e
tipo assim, pega a estrutura da
realidade, existe coisas que são
espirituais, mentais, né, pra gente
falar em português, claro, existem
coisas que são mentais e existem coisas
que são puramente materiais, né? Então,
de um lado você joga matéria, do outro
você joga o que é imaterial, que é a
mente. A mente quer queira, quer não,
queridos, mesmo você sendo ateu, a
mente, quer queira, quer não, ela é
imaterial. Em que sentido? Ela é mais do
que sua matéria. Ela pode ser um
epifenômeno
causado pela matéria, um resultado da
matéria. Mas a mente, a a experiência
que tu tem, não é matéria. Ela não se
confunde com matéria. Não é o mesmo que
matéria. Ela pode ser um resultado da
matéria, um desdobramento da matéria,
mas a percepção que você tem de
cognição, de sentimento, de dor, isso em
matéria não é a mesma coisa. É o
resultado das relações da matéria que
epifen epifenomenicamente resultam
nisso, né? Então, quando eu aperto aqui
meu dedo, eu sinto dor. Que que é o
sentimento de dor? É a comunicação desse
fenômeno físico pelos neurônios do meu
corpo, até meu cérebro, até a
representação da dor. A representação
não é a matéria. Então, a representação
é o resultado de contato entre a
matéria. Percebe? É um subproduto da
matéria. Então, mesmo que você queira
implicar, não implique muito, não. Tenha
consciência de que uma coisa é a
experiência mental, outra coisa é a
matéria que a cria, né? Ainda que você
seja materialista. Então você fala
assim, ó, a experiência mental para um
lado, matéria pro outro. Aí corpo, o
corpo pode ser da forma inanimada e da
da forma animada. Inanimado, minerais,
eh o o ar, o oxigênio,
eh a estrela, né? Material inanimado e
material animado. Todo material animado
é vivo e ele pode ser do tipo
insensível, insensível. Insensível como
a planta. Insensível não é que ela não
tem eh sensibilidade ao sol como
girassol, né? Mas insensível porque ela
é incapaz de gerar aquilo que a gente
falou lá do outro lado da da
imaterialidade, né? Senciência, né?
Então a planta não tem senciência. Aí
sensíveis alguns animais, né? Você
poderia até aí você tá tá percebendo que
você tá organizando as categorias do ser
do mundo. Pronto, isso é ontologia.
No medievo, ontologia era isso,
tá? no medievo, no final da idade
antiga, né, quando o medievo, quando
começa a se pensar a respeito disso, aí
na idade moderna vão criar o significado
como técnico e tal. Então isso aí seria
uma área de estudo da metafísica. Não
trata sobre as a a empiri das coisas,
trata sobre a ordem do ser e como é que
um ser é diferente de outro ser e tal,
tal, tal. Uma espécie de catálogo do
universo. Isso no período moderno era
claramente ontologia.
Tá? Você você diz assim, ó, tem
ontologia que separa as estruturas do
real, né?
Entendeu? E aí uma coisa muda e é [ __ ]
Aí cada autor que for falar, aí quando
você pega ontologia da faticidade de
Heiding, você fica, que [ __ ] que esse
bicho tá falando? Porque não tem nada a
ver o que ele tá falando. Ele tá falando
a condição específica da humanidade, o
ser, mas não o ser ônico, que é assim
que ele vai dizer. Ele vai dizer que
todo esse trabalho que foi feito por
Aristóteles, por Pofírio, era ôntico e
não ontológico. Ele vai dizer Heidegger,
né? Ele vai dizer: “Todos esses
trabalhos de classificação dos seres são
trabalhos óticos. Eles dizem sobre as
coisas que são, mas as coisas que são,
elas só são por causa da gente que as
interpreta.” E aí a questão que se
coloca é a a gente tá olhando pros
objetos, mas a gente não tá olhando
paraas coisas que dão significância para
esses objetos que a gente observa, que é
o ser aí, que é o ser caído, que é você
mesmo, né? Aí ele vai falar, aí a gente
tem que parar de fazer uma ica e começar
a fazer uma ontologia da faticidade, que
a faticidade é simplesmente existir, né?
Que é quando você existe, você tá
fazendo todas essas reflexões aí, [ __ ]
que pariu, até você entender que Heid tá
dizendo isso, né? É o inferno. Então ele
tá certo. Então é difícil. Cada autor
você tem que olhar com calma. Eh, mais
uma pergunta aqui para ele terminar.
Você já teve um aluno autista? Sim, sim,
sim. Bastante, inclusive. Eh, e é isso.
Agora a gente vai pros, né, os
pagamentos. Leandro mandou 20 centro
acadêmico. Quanto é que tá valendo o
centro acadêmico?
Eu vou olhar aqui.
É o dinheiro do Canadá, eu acho.
É o CA. Qual é o nome desse dinheiro?
Dinheiro do Canadá.
C. Por que que é CA?
Porque é CA de Canadá. Qual moeda
é aqui? Tá aparecendo CAD. Tinha que
aparecer CAD. Cotação do dólar cada
desse. CAD.
Canadian dólar.
Canadian. Só
é porque se enfim. Bom, obrigado, eh,
Leandro, eh, o camarada inô anônimo
falou: “Financiando sofística
socialista”. Tá bom, obrigado, querido.
Eh, aliás, o padrão do gosto do Hilme é
uma bela continuação do debate do Teteto
e apresenta uma bonita epistemologia
humanista, sofista e antiplatônica.
tá comunicando aí a galera que quiser
estudar Reye. Eh, Thaago, ele disse:
“Pedro, fica aqui a recomendação de uma
série de vídeos sobre conceitos de
física bem interessante, The Biggest
Ideas in the universe, no canal do Shan
Carol.”
Beleza, obrigado, querido. Ã, o Correia
disse: “Pedro, o que pegou com a
Nvidia?”
Tem do eu fiz do Não, pera aí, pô. Eu
fiz o vídeo há dois vídeos atrás.
Níde, a empresa de placa de vídeo que tá
fazendo a infraestrutura da Ziar tudo.
Ela teve um tombo
combater esses meninos.
Aí é [ __ ] né? Nem a Tamires assiste
meus vídeos. Eh, foi há dois vídeos
atrás. Acho que foi o primeiro vídeo de
hoje. Primeiro vídeo de hoje de manhã eu
falei sobre isso. Passei o vídeo todo
falando sobre isso, pô. Uma hora de
vídeo lá. Tá, mas eu vou fazer uma
coisa. Teve gente que disse que o
Teclas, camarada Teclas, como é que é o
nome? Zavak, que o Zavak já tinha dito
isso. Eu falei, disse da bolha, mas da
bolha tá todo mundo dizendo da Não vem
me tirar minha vitória, tá? da bolha que
vai ter de a tá todo mundo dizendo o
planeta Terra toda tem mais de um ano.
Agora eu falei que ia estourar na
Nvidia.
Se ele falou antes de mim, pô, parabéns
para ele, aí eu tenho que passar a
coroa. Mas assim, eu falei que ia ser da
Nvídia, porque é a infraestrutura da
parada, né? Ah, e não estourou uma
bolha, exatamente, né? Só teve uma queda
de mercado de ela e mais a sétima. Ela
mais seis magníficas. São as sete
magníficas, que é a estrutura mais cara
do planeta Terra. Ela caiu 1.700.000
em 20 dias, em três semanas.
Trilhão.
Trilhão. 1.ão700.000.
São duas
B3. B3 inteira. Assim, duas B3 inteira.
Pois bem, foi o que elas caíram.
É bom que d de essa desinflada.
Porque se estourar essa bolha com
negócio muito inflado, o mundo vai para
uma crise, eu acho, pior do que a de
- Então, dá um tombo desse sério,
sem comprometer a economia do globo
ainda. Acho que é importante porque que
se estourar essa bomba como crise
global, [ __ ] que pariu, fodeu.
O tanto de fascismo que vai aparecer no
mundo. Não tá escrito. Ah, o Nelson diz:
“Pedro, quando você vai abordar a
a prisão de carne feita pelo enganador e
fazer sua centelha divina alcançá-lo
pleeroma? Ai [ __ ] ele tá de
plotinismo para cima de mim.
Agora falando sério, depois da live do
professor maluco, li um pouco sobre
gnose. OK. Como literatura até que é
iradíssimo como literatura. É di, aliás,
tem um filme, tem um filme que é que é
que é gnose, cara. Tem um filme que se
chama Noé, que é incrível, é gnose.
Filme, eu acho que tem na Netflix. Esse
filme aqui, ó, é com o com esse cara
aqui famoso, tá? Ele tá lutando contra
Deus. Deus é o inimigo. É o Deus do
Antigo Testamento, ruim mesmo, querendo
matar o cara, tá ligado? É incrível.
Gnose é incrível, desde que você saiba
que é ficção científica.
Desde que você saiba que é ficção
científica. É incrível esse filme.
Ficção científica.
É
ficção científica. essa [ __ ]
Eh, bom, é com Russell Crow. É bom esse
filme, mano. Noé, assistam de de Ra. É
bom o filme, eu juro para vocês. Tem uma
parte, não, não, é porque agora eu
lembrei de uma cena. Tem uma parte dos
gigantes, né? Os os nefelinhos, né? Essa
[ __ ] toda. Então, tem uma parte dos
gigantes. Ah, não, brother. A parte dos
gigantes é muito ruim. É muito ruim. Mas
ele brigando com Deus e o Deus sendo o
Deus demônio do Antigo Testamento e tal,
é bom, é bom, é bom, real. Bom, eh,
agora que ninguém me paga mais nada,
beijo no coração de todos. Falou, valeu
até mais.