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Tudologia: Não minta! E Maduro pede paz

Αφόβον ο θός αλεκωτών ο θάνατος και η
διαμένα μουνή μου το δεμερα
[música] ο θέω ουδέον φόβον ο θάνατος
εσμιστή [música] μην ουδέον συνδία να το
αγαθώ το σου τον ακουσχειρή [música]
μου το κακό θα είναι αντιμετωπί αδίστα
το θείο
τέλος προσέχεται [música]
εντός
υπρέφων μεταδυνάμεως και το κακολάμε
εσικράμα [música]
την εδμονία δράση
οδεραδόρον [música]
νέον μέλος ο δίος πογραμμένο
μεταάθους
το αγαθών και [música] μόν το φως ημάς
οδηγεί το κακόν
κληθ πάλι μας δυνατέμους
μετά το θείων που δεύρος [música]
προσέχεται
ζώμενους αγαθών ημρέφων μεταμυνάμε ως
[música] και θάνους τον κακόν
αντιμετωπίζομεν
εν της μικρής [música] πράγμα την
εδαιμονία

[música]
Ο φόβος ότι μας [música] έχει ελεύθερο ή
μη πετήστε ο θάνατός μόνον είο βήμα
δουτόνεις [música]
φάνομεν το αγαθών θησαυρός ενηλή φυλαθέν
το κακόν ελμέν κινωμένη [música]
επέκον
Τέλος προσέχεται [música]
σώμενετός το αγαθών η μην πλέον μεταδυνά
ως και θάνους το κακό [música] να
αντιμετωπίζωμεν
εν της μικρή τράμασιν την εκδαιμονίαση
[música]
ως θεος άφο ο θάνατος ορίζον το αγαθώνιο
τόνι εστην αγάπη οπίπτεται μετά
γενεότητα [música]
συνεχίζομαι ο βίος η μίνω πορία
μικράς
ερεμονία
[música]
ο Θεός άφοβος ο θάνατος ορίζον το αγαθών
ιοτώνει στην αγάπη οκρύπτεται
μεταγενεότητος [música]
συνεχίζομεν
ο βίος ημήνοδηπορία
μικρές χαρές εδώ
fala meus queridos e minhas queridas
amigas, tudo bem com vocês? Hoje
tudologia, quero fazer dois comentários
antes da gente começar a responder as
perguntas. Primeiro comentário é: “Para
de mentir, pô”. Mentir é mentir é bed,
tá? Não é legal mentir, né? Mentir não é
legal. Vamos, vamos parar de mentir na
internet. Mentir é chato, tá? É isso que
eu tinha para dizer assim. E e força pro
nosso amigo Henry Bugal, porque vai ter
que lidar com o show agora. Eh,
vocês viram que o Ciro Gomes foi pro
PSDB?
Esse é Ciro Gomes 45. Agora é é só isso
que eu queria comentar, tá? Só, só isso.
Eu tenho, eu tenho angústia. Eu não, eu
não, eu não me sinto confortável para
comentar qualquer coisa além disso,
porque a galera vai vir vai vir com
escavador a 7.000 para cima de mim. Tô
fora. Tô fora. Mas assim, tá lá, tá lá.
Eh, veja só. E o Maduro pede paz. Eu
quero comentar o seguinte. Eh, o Maduro
gravou um vídeo falando inglês, o inglês
meio rocanil ali e tal. pedindo paz e
falando a vitória da paz, a vitória será
da paz, etc e tal. O vídeo não é bom,
esteticamente falando. E
por causa do inglês macarrônico e por
causa que ele há um tempo atrás tava
pagando de brabão na internet, né? E aí
agora ele tá pedindo paz. E aí o que que
vai acontecer? O pessoal cheiro de
sangue, né?
Cheiro de sangue, né?
Cheiro de sangue.
Tubarão enxerga, né?
É, ele falou: “Peace not war”, né? Peace
not war. Eh, enfim, triste, triste. O
que eu quero dizer é o seguinte, é o
seguinte. Eu vi os comentários em vários
vídeos da internet, estão comentando o
tema e todos eles são escaralhando a
figura do Madura. Eh, é triste o
seguinte, é,
[risadas] eu tenho empatia, tenho
empatia. Veja bem, eh,
Maduro pé de paz, eu também. Not crazy
war, né? Ele falou not crazy war. No
crazy war.
Eh,
um, ou seja, a comparação que eu quero
fazer é que o o presidente da República
Brasileiro mandou muito melhor numa
situação, claro que a situação da da
Venezuela é muito pior, né? Eh, mas a
postura de de ser firme na no
posicionamento
e não confrontante, né, e não galo de
briga, né? Não, ah, como eu vou lá e
quebro na porrada e etc e tal, funciona
melhor, né? funciona melhor. Olha, nossa
posição é firme, a defesa da nossa
soberania funciona melhor, né,
discursivamente.
Enfim, eu queria comentar isso aí com
vocês. A importância de ter firmeza nas
posições, mas o reconhecimento de que a
postura belicosa,
a postura belicosa frente a às falas,
né, produção de frases belicosas,
enfim, é disfuncional. Tá bom? Então,
vamos de tudologia. Tudologia.
Ah,
aqui da menina tá finalizado, mas vocês
vai vazar aqui,
ó. A banalidade, a banalidade do mal é
uma boa leitura das consequências da
lógica amigo inimigo de Schmit ou pode
ser considerada uma leitura disso?
Não, mas a associação vai ser criado por
terceiro, né? O a obra da Hana Arent não
é para fazer essa associação, né? Ela
não se presta a isso. E mas você poderia
fazer a associação. Quer dizer, se você
encontrar no texto elementos suficientes
para a criação de uma conexão entre uma
coisa e outra, porque o ponto da Hana é
mais ou menos o seguinte,
certos autores,
a atores, melhor dizendo, certas atores
no cotidiano de suas atividades
normalizam as coisas, como apertar de
botõ sair de casa depois do café da
manhã e fazer certas coisas que no
sentido de que a pessoa pessoa mesmo,
ela não é uma pessoa ruim, mas ela faz o
ruim por costume. Ela se acostuma a
fazer o ruim e aquilo vira uma prática
do dia a dia. A pessoa se esteriliza, o
pronto dela é essa. Se você conseguir
esterilizar população para fazer coisas
ruins, elas vai se acostumando. E
pessoas normais do cotidiano, você nunca
enxergaria como monstro, podem fazer
coisas horríveis. É esse que é o ponto
da ran.
Eh, ah, cara, eu tenho que ler esse
texto do, eu acho que eu vou ler com
vocês. O Alace já autorizou o texto do
Alace. Parece que é muito bom. Comecei a
dar uma uma lida ali de superfície.
Parece muito bom o texto do Alas. Eh,
o Eric disse: “Boa tarde, Pedro”. Boa
tarde, Eric. Você acha que a esquerda é
ruim para interpretar obras culturais?
Não acho. O link é muito bom. Tem o
quadro branco que eu gosto do quadro
branco. Já tem muito tempo que eu não
não aparece nada para mim. Parece até
que eu me desinscrevi do canal. Não sei
se eles pararam de fazer vídeo, mas acho
boas as interpretações, boas as
interpretações deles. Não sei por que
seria a esquerda ruim. Não, não vejo
porquê. Porque dire Por que a direita
consegue cooptar facilmente símbolos?
Ah, tá. Em causa própria, como os de
Matrix e V de vingança.
Tem um certo descaramento necessário
para fazer isso. Eu acho essa própria
atividade uma atividade que deveria ser
questionável, né? essa coisa de dizer
assim: “Ah, esta obra está falando o que
a o que a minha política quer dizer e
etc e tal”. Eu acho que essa leitura por
si só mostra uma pobreza interpretativa,
né? Veio de vingança e Matrix, [ __ ]
Matrix, Matrix, sobretudo Matrix, né?
Matrix é um filme
que fala sobre uma
um movimento punk, né? [risadas]
É um movimento punk de rebelião contra o
sistema. Como isso virou? Como é que
isso foi coptado pela direita? Por
pobreza interpretativa, por, eu acho, se
eu fosse dizer, né, por pós-modernismo.
Cada um interpreta do jeito que quiser.
Não existe a obra, você faz o que você
quiser.
Matrix virá uma obra de direita, é uma
senhora ofensa aos autores, né? Mas como
morreu o autor, o significado pouco
importa. Cada um constrói os seus signos
e símbolos com as significações da
própria cabeça. Aí você faz o que você
quiser, né? Eu não acho que isso é uma
demonstração de pobreza por parte da
interpretação de esquerda. Eu acho muito
antes o contrário. A gente a gente devia
achar isso brega para caramba, o cara
pegar Matrix e transformar na obra de
direita, não é, né? Não é. Acho que isso
é pobre para caramba. Isso, isso revela,
na verdade uma coisa que a esquerda
brinca, né? Brinca, virou um jargão e
depois virou tosco, né? A crise também
da direita é estética, né? Direita é
matrix, direita é veio de vingança,
é literalmente um texto contra o
fascismo. É porque os caras bagunçam os
significados todos e jogam o fascismo
pra esquerda, né? Enfim. Que idioma é
esse? Assim, grego, grego, grego
contemporâneo da música, né? Grego
contemporâneo.
Pedro, viu que eu te mandei mensagem no
zap?
No zap não, cara. No zap não. É muita
mensagem no zap. No zap não. Você mandou
no e-mail, talvez eu tenha visto. No zap
é difícil. Pedro, conhece livro bacana
de semiótica? Tem um bem ali. Pega ali
para mim incursões semióticas. Você
faria esse favor para mim?
Esse azul
incursões semióticas. É legal, tá?
Cussões semióticas é da hora.
Teoria e prática de gramática sistêmico
funcional,
multimodalidade,
semiótica social e análise crítica do
discurso. É um texto bom. Eu gostei de
ler esse texto aqui, mas mas é um texto
difícil, não é um texto fácil, não. Tá
pela editora Livre Expressão,
tá? Um texto bom, mas eu não sou cara da
semiótica, né? Sabe quem é o cara bom?
esqueci o nome dele. Como é que é o nome
do rapaz que é bom da semiótica? Pera
aí, deixa eu olhar o nome dele aqui que
eu sei. Vou vou te dizer já.
Um canal disso. Tem vários canais bons
de semiótica, aliás,
eh
que trabalham com linguística e etc.
Nossa, ó, o zap trava todo, mano.
Eu recebi uma mensagem de voz. Meu Deus
do céu. Ah, tá vcendo
André Machado. Entra no canal do André
Machado se você quer acompanhar
discussões sobre o tema. André Machado é
muito bom. colocar aqui na tela para
YouTube
André Machado.
Esse rapaz aqui, língua e linguística,
André Machado é um é um canal bom sobre
língua e linguística e eventualmente ele
vai tratar do tema de semiótica.
Gosto dele, gosto bastante dele.
Eh, tá,
mas eu não tenho especialização nisso,
não tenho nenhuma afinidade. Eh, reparei
que onde você grava no teto tem um
detector de fumaça. É como esses
equipamentos nos apartamentos em
Brasília? Acho que não. Acho que não.
Pedro, o que por que a esquerda é ruim?
Discussão de segurança pública, como
escapar desse estereótipo de defensor de
bandido. Ah, esse esse é um dos temas
que eu acho que é o mais difícil para
políticas da das posições que eu acho
que é isso mesmo. Ela tem dificuldade
para caramba. Por quê?
Porque no Brasil, sobretudo porque no
Brasil tem muita violência urbana. Para
comerço de conversa tem muita violência
urbana. Entendo muita violência urbana
no Brasil tem um tem uma contracultura
ou tem uma cultura hegemônica que joga
muito a favor da tese de que o problema
do Brasil é que o policial não bate o
suficiente, que o juiz não prende o
suficiente, tem uma propaganda muito
forte, certo? Então tem uma cultura
muito forte. É, é muito, para mim é
muito surpreendente. Quando eu era
jovem, eu achava que, que eu não saía
muito, ficava dentro de casa, né, no meu
na minha casinha e etc. E eu via que
tinha muito esses canais. Eu falava:
“Como é quem sustenta esses canais? Quem
assiste essa merda? Esses programas de
de pinga sangue, de policial e etc e
tal.” Vocês viram que aconteceu?
O assaltante na luz do dia matou duas
pessoas que nem reagiram. Olha a câmera,
pegou. Eu eu vi essas coisas, falou:
“Quem assiste essas merdas, mano? Maior
baixo astral do [ __ ] tá ligado? Você
ficar com a vida toda enfiada com a
cabeça. Aí depois que eu cresci um
pouquinho, eu descobri que todas as
televisões, ou fica ligado na Globo, ou
fica ligado nisso, nas televisões de
rua, de restaurante, dessas coisas, ou
fica ligado. Tem muita gente que consome
isso, muito, muito, muito, muito, muito,
muito, muito. E a violência urbana não é
o o jornal Pingaçang que inventa, né?
Ele só surfe em cima disso e cria uma
convicção popular. E aí é muito difícil,
não é? A culpa não é exatamente da
esquerda, né? É muito difícil você lutar
contra uma convicção que é popular, que
é a televisão de todo mundo, tá entrando
na casa de todo mundo.
O problema do país é que não vem um cara
e dá uns tiros desses caras porque é
impressionante. O cara não fica preso
dois meses, o papo todo. 24 horas de
lavagem cerebral nesse sentido. Aliás, V
de Vingança tem um pouco disso, da
exposição de como a boca serve para
isso, né? A boca serve para ficar eh eh
elevando as pessoas a uma situação de
emergência o tempo todo e etc e tal. E
aí junta a propaganda com o fato de que
a violência urbana é de fato um problema
no Brasil e a esquerda fica coada para
dizer assim: “Olha, gente, não é simples
assim. Não é só armar o policial e
atirar em todo mundo que vai solucionar
o problema”. Às vezes piora, né? Às
vezes até piora. Às vezes até piora. Às
vezes até piora. Não vou dizer que
sempre piora, mas às vezes até piora
nesse quesito. Piora em muitos sentidos,
porque a polícia fica mais violenta, uma
pessoa inocente para tomar um tiro da
polícia. Mas não é só isso. Não é só
isso. Às vezes piora o índice de
violência urbana quando você aumenta. A
um exemplo claro de onde isso acontece
é o Goiás. A polícia do Goiás, ela é
assassina mesmo. Todo mundo conhece
isso. Tem gente, eu conheço histórias de
pessoas que são violentas e que queriam
entrar pra polícia porque são violentas
e que disseram a polícia que eu quero
entrar é a polícia do Goiás, porque eu
sei que é violenta.
Só que ao invés, não necessariamente
isso reduz a violência urbana.
E isso cria outros sistemas de crimes
possíveis. Surgem sistemas de coação
policial, de venda. No Rio de Janeiro,
que todo mundo conhece a existência de
milícias que ah compram, digamos, a
pacificação local e se transformam nos
vendedores de gás, nos vendedores de
gato net, nos vendedores. Então, às
vezes tem essas repercussões que
aparentemente podem ser inesperadas, mas
que ocorre. O Rio de Janeiro já é
clássico, já é até lenda urbana. Isso no
sentido de que todos os filmes abordam
esse tipo de coisa. O próprio Tropa de
Elite abordou isso, esse esse tipo de
coisa. É um é um dado conhecido de que
às vezes você dá forças e poderes
inenarráveis paraa polícia, criam outro
sistema de crime de E aí quando a gente
tá dizendo sistema de crime, não é só
violência contra bandido, que também é
crime, mas não é disso que eu tô
falando, porque os caras passa pano para
isso, né? Não adianta o que você fale,
eles vão achar que tá tudo de boa. Mas
esses temas de coação, de venda, venda
casada, né, nós protegemos aqui, vem
vendemos também o gás para você. Ó que
legal que a gente é. Aí você vira
monopólio de gás vendido pela pela
milícia e etc. Tem esses movimentos de
de criminalidade aí. Tem tem acordos
entre organizações criminosas e polícia
local. Olha, a polícia local não mexe
com esses criminosos e recebe um
dinheiro para isso. Tem todo um sistema
de crimes que pode emergir do aumento da
violência policial. Isso é reconhecido.
Esse é um debate reconhecido que já,
como eu disse, já se espraiou paraa
grande mídia. Já o próprio filme do
Tropa de Elite aborda a temática de uma
maneira que naturaliza na consciência
pública saber que esse problema existe.
Mas é muito difícil,
muito difícil você falar, por exemplo,
hoje uma coisa, uma tecnicalidade óbvia,
que é o seguinte: olha, muitas prisões
que às vezes o cara cometeu o crime, foi
pego em flagrante, etc e tal, você não
consegue manter o cara na prisão porque
não tem prova.
Então, mete a câmera na polícia.
Mete a câmera. Se você colocar a câmera
no policial, ele vai filmar a abordagem
dele. Ele vai tomar cuidado que ele não
pode cometer crime, que ele vai ser, ele
vai responder por isso e ainda dá um um
uma
qualidade pra operação policial, porque
vai vir com a prova. Se ele tá com a
câmera, se ele pegou o cara em
flagrante, vai vir com a prova. Ou seja,
no universo do mundo razoável, esse
seria um argumento que ninguém
discordaria. Câmera é câmera na farda de
todo policial 24 horas, porque é uma
operação de violência, tem que tomar
cuidado, tem que registrar para para
dar medo do policial não cometer crime,
não cometer excesso. Ele tem que ter
medo disso mesmo, de ah, não, o policial
armado não tem que ter medo de ser
excessivo no uso da força. Claro que
tem, né? Claro que tem, né? E aí você
vai criar uma cultura de uma polícia
menos criminosa, né? que não comete
excessos. E ainda se ele pegar uma
situação em flagrante, ele pode mostrar
e e isso transforma-se em prova, em
juízo, em todos os ângulos que você olha
positivo. No Brasil não.
No Brasil ainda ainda tem quem argumente
contra a câmera no ah isso isso é
frustrante, né? Então não é culpa
exatamente da esquerda, mas aí tem a
esquerda da Ciranda também, né? Tem a
esquerda da Ciranda também. Tem esse
problema aí que a galera que acha que
segurança pública como é que resolve?
Acaba com capitalismo. Aí aí os caras
vãoar de braçada, né? Segurança pública
tem um monte de problema, um monte de
tecnicalidade. A gente citou uma, né, da
câmera. Tem um monte de coisa. Por
exemplo, tem um tema que é muito
tranquilo, que é consenso. Eu tenho
vários amigos que são policiais que eu
conheço. Policial federal, policial
rodoviário federal. A minha avó é
policial federal, inclusive.
Eh, todo mundo reconhece tecnicamente
tem um problema no Brasil, um problema
técnico. Toda a esquerda devia campar
isso, que é a questão da polícia não ser
de ciclo único.
Ou seja, tem uma polícia que é a Polícia
Militar que faz a ronda, aí ela prende e
entrega pra Polícia Civil. É outro
órgão, é outra instituição.
Isso gera problemas, às vezes gera
brigas institucionais. Brigas
institucionais. entre a Polícia Militar
e a Polícia Civil.
Por que que não pode ser uma polícia de
ciclo único?
Isso é o que eu tô dizendo. Não sou eu
que inventei, não sou eu que sou
cientista. Todo técnico de polícia, já
tive um chefe que fez um mestrado no
assunto. Todo mundo reconhece isso. Isso
se você pesquisar na no Brasil sobre
segurança pública, todo mundo reconhece
isso. A esquer tem que encampar essa
tese. Por que que os trabalhadores da
polícia, do policiamento no Brasil são
divisíveis? Não. Você tem que ser
unidos, tem que ter ciclo único.
É uma é um tema. Quando quando um cara
de esquerda dissero, todo técnico de
policiamento vai saber que isso tá
certo. Ele tem que encampar as teses e
juntar com as outras teses que parecem
ser mais de esquerdinha. Por exemplo,
tem que aumentar a iluminação pública,
tem que ter em cidade de periferia tem
que ter uma iluminação pública boa. Isso
reduz a criminalidade. Então você você
tem que ir encampando as teses junto. Se
você encampar uma tese assim, não, como
é que resolve a segurança pública?
aumenta iluminação e e é isso, é só
isso, o pessoal vai rir de você, né?
Então eu acho que tem uma soma de dois
fatores. O primeiro fator é a galera da
Ciranda, que é assim, quando que vai
arrumar a segurança pública? Vai arrumar
a segurança pública quando o capitalismo
acabar. Uma piada de mau gosto para
caramba. Esse tipo de coisa mancha a
imagem da esquerda inteira. Se falar
isso, parece que que a pessoal vive
Nárnia, né? Ah, o problema é amanhã.
Não, o problema é que eu perdi meu filho
no assalto ontem, né? E aí eu quero
ouvir pessoas que têm expectativas de
diminuição da segurança de problemas de
segurança pública hoje, não é quando
acabar o capitalismo e tal, né? Então,
deixar de ser ridículo, é uma boa
sugestão. E tem outro problema que é
relacionado a
relacionado de verdade à propaganda.
Propaganda meio afascistada na cabeça do
brasileiro. É muito grande com esse
jornal Pingaçand.
H camerada, camarada aqui com o nome
falso e com a foto falsa perguntou: “Eh,
explica porque não existe escolha, mesmo
que condicionada ela não é arbitrária?”
Não, meu ponto que não, tá? Eu sou eu
sou esse tema é fora.
Eu sou determinista, portanto meu ponto
é que não. Não existe escolha. Toda
escolha que existe, quer dizer, quando
você fala que existe escolha, todo mundo
fala: “O que que você vai escolher?
comer hoje, né? Então, a gente usa a
escolha no senso comum. É óbvio que isso
tem algum significado, né? Isso é que
choca as pessoas. Todo mundo usa a
palavra escolha. Assim, eu quando eu tô
conversando com vocês, olha, eu escolhi
hoje, eu escolhi parar de discutir com
essa galera do web comunismo, por
exemplo. Eu escolhi, eu falo isso, né?
Então eu, se eu falo isso, então é óbvio
que isso tem um significado. Não faz
sentido você dizer que você usar isso no
dia a dia e a palavra não ter sentido.
Então eu tenho que explicar o sentido do
que significa escolha. Escolha é livre.
Não. Escolha no meu posicionamento é
absolutamente determinada. Ou seja, o
que me aparece quando aquele momento que
eu falo: “Olha, eu não quero mais fazer
isso ou eu vou comer um macarrão hoje”.
Quando eu digo isso,
o a epítome de um ponto em que eu chego
à conscientização de que eu quero comer
e que eu vou comer, estou me
direcionando para comer o tal do
macarrão, é uma soma de fatores
pretéritos. Eles somados constituem o
que eu sou. Então a essa fórmula eu, na
verdade, é a expressão de uma epítome de
fatores que me precedem.
Em nenhum momento, esse é o ponto do
determinismo que eu advogo, em nenhum
momento existe uma chuva de fenômenos
materiais que se convertem em uma coisa
espiritual que escolheu. A coisa
espiritual que escolheu é apenas única e
exclusivamente a soma de fatores
materiais que determinou essa escolha.
Então veja, por que que eu vou comer
macarrão? Porque eu tenho fome. Por que
que eu tenho fome? Eu escolhi ter fome.
Não escolhi ter fome. Por que que eu
gosto de macarrão? Por causa do meu
histórico de vida. Eu escolhi ter meu
histórico de vida. Não escolhi ter meu
histórico de vida.
Por que que eu como macarrão? Porque tem
macarrão. Porque se não tivesse
macarrão, não tinha como eu comer
macarrão. Não tinha como escolher comer
macarrão. Essa soma de todas essas
pequenas determinações, na hora que ela
bate na consciência e essa consciência
que eu chamo de eu, essa esse ser que
acha que tá escolhendo alguma coisa, na
hora que bate na consciência, hum, eu tô
com fome, talvez eu queira comer
macarrão, eu vou comer macarrão. Escolhi
comer macarrão. Puf, esse essa essa
eclipse não, não é eclipse. É, como é
que é o nome que a gente fala quando,
inclusive a gente fala em física
quântica, eh, colapso. Quando colapsou o
momento de decisão, isso tudo tava
determinado pela soma dessas pequenas
determinações anteriores. Meu ponto é
esse.
A gente só toma consciência da escolha e
não escolhe. A gente só toma consciência
dos impulsos e das decisões e não toma a
decisão. Ele vem a consciência. Ah,
agora eu escolhi. mas não escolheu. E
meu meu ponto é esse. Exatamente. Não
existe escolha nesse sentido forte, né?
A escolha é a percepção da consciência
de impulsos que foram condicionados num
corpo, num dado, espaço, tempo. Só é a
conscientização
desse conjunto de impulsos que se
manifestaram. Não existe escolha. É isso
mesmo que eu tô dizendo. Não é que ela
condicionada,
ela não é que ela condicionada por um
impulso, não é a soma de todos eles, os
impulsos, as condições, o local
histórico, a condição física, o estado
mental, tudo isso se soma. E aí quando
ele epitomiza isso e dá o o como é que
eu acabei de dizer? O ah o colapso que
surge na consciência. Ah, quero isso e
farei isso. Isso é só a ponta do
iceberg. Debaixo do iceberg é que
sustento a ponta do iceberg. E a ponta
do iceberg, se você imagina, e essa é
aqui a questão, se você não é
determinista como eu, você tem que
imaginar que há uma esfera de
causalidade que está fora do material.
Se alguém disser, e as pessoas às vezes
dizem isso para me contestar, ah, mas o
mundo material não é determinado. Isso
não elimina o meu determinismo. Se você
disser que os átomos X, Y, Z, que o
movimento do fóton ele é impreciso e não
sei quê, isso não elimina minha o meu
determinismo. Porque para eliminar o meu
determinismo, você teria que chegar à
conclusão de que não só o movimento dos
átomos é arbitrário, é aleatório e não
é, mas tudo bem. Mas vamos dizer que
seja, ele é aleatório, ele é
completamente incontrolável. você pode
estar aqui ou de repente por uma um
acaso muito acaso você transportar todo
o seu corpo pra Marte ou então por um
acaso muito acaso você tá andando aqui
vira uma televisão ou um acaso muito
menos arbitrário, mas ainda caso para
car você tá andando e de repente você
desmancha no ar porque teve um um
direcionamento de um fóton que foi pro
lugar errado e e gerou uma reação e cadê
e você desmancha no ar. Isso não
acontecerá. Mas supondo que isso é
possível, tá errado, mas vamos supor que
é possível que a imprecisão quântica,
né, equivaleria a uma questão material,
que pode acontecer qualquer coisa, é
improvável, mas pode. Vamos supor que
fosse isso, não é? Mas vamos supor que
fosse ainda assim não é a sua decisão
que curva o átomo para ir para lá ou
curva o fóton para ir para cá. Em não
sendo isso, o meu determinismo
permanece. Então não adianta usar física
quântica para refutar meu determinismo.
Meu determinismo é você não, todas as
escolhas que você toma na vida são
direcionamento, são resultados de
direcionamento pretéritos à essas
escolhas. É o conjunto, a soma de
fatores que determinam o lugar onde você
tá, a forma física que você tem. Tudo
isso determina a decisão. E a decisão
apenas é a tomada de consciência dessa
soma, desses impulsos e não o contrário.
Essa é a posição. Se você discorda da
posição, que é possível, eu não não tô
dizendo que quem discorda de mim tá
errado por natureza, que o que eu tô
dizendo é incontestável. Mas se você
discorda, logicamente o que você tem que
inferir é que a consciência curva o
mundo material. Se você não acredita
nisso, você concorda comigo. Se você
acredita que a consciência curva,
tem uma duas decisões possíveis. Ah,
talvez eu coma macarrão, talvez eu coma
um arroz e aí você não, eu vou comer
macarrão. Aí você com a força da
consciência curvou a direção dos
elétrons dentro da sua estrutura
cerebral. Se você acha que isso
acontece,
aí você não é determinista como eu. Se
eu se você não acha que isso acontece,
então a conclusão tem que seguir. Você
tem que ser determinista como eu. A
questão lógica que eu tô dizendo, não é
que o mundo da natureza material ele é
absolutamente,
tipo assim, com as incógnitas do início
do universo, você decifraria as
incógnitas do final do universo. Nem é
isso que eu tô tentando dizer, nem é
demônio de Laplace.
Nem é demônio de Laplaz. O que eu tô
dizendo é ainda que tenha espaço no
mundo material pro clínamen epicureu,
o desvio acidental sem causa, né? Ainda
que exista esse lugar para isso, não é a
mente que causa o desvio. Se ou você tem
você tem que ficar é uma coisa ou é
outra. Ou a mente não tem operações
causais
novas, ela é só um conjunto mecânico
dentro de uma estrutura material, ou
você acredita que o clinamen, o desvio
das da matéria, o desvio do elétron
dentro do átomo para causar o movimento
do neurônio, ele é causado pela mente.
Se você acredita que é causado pela
mente, aí você tem uma visão diferente
da minha. Se não, tu concorda comigo?
O Lucas perguntou se o Ciro já foi do
PFL. Não, não sei, não sei, não sei,
não sei.
Nosso camarada que tinha um nome, mas
sumiu o nome porque agora tá aparecendo
@a no Isso é triste para caramba. pode
criticar o PT pela votação de da
urgência da bancada cristã. Mas é claro,
né? Mas é claro que sim, né?
A Bruna perguntou assim: “O Maduro
mostra que ele não quer que gente do
lado dele morra?” Sim, mas ele devia ter
falado isso desde o início, né?
Né, Bruno? Eu concordo, mas ele devia
ter falado isso desde o início, né?
Algo meio eh diferente do presidente da
Ucrânia, não? Se bem que o apoio
internacional é outro. Sim, ele, mas ele
devia ter fal isso que eu tô falando, a
posição correta é a posição que o
presidente da República do Brasil teve,
né? Quando os caras começa a ameaçar,
gente, ele tá ameaçando, ele tá
destruindo um barco de madeira.
Olha, eu não tenho. Ele, eu traficante
tem nada a ver com isso. Ele tá, ele tá
destruindo o barco de madeira da
Venezuela. Pelo amor de Deus, todo mundo
tem que enxergar a vítima que é a
Venezuela, não, né? Ele devia ter tomado
essa essa postura desde o início, mas no
início ele tentou pagar de bravo. Aí
fica ridículo, né? Ah, tu não era o
macho do [ __ ] não é? Tu era o fodão
que não sei o quê, fica feio, né?
Que é uma contradição em termos, né? E a
pessoa vê uma coisa, vê a outra e sente
o cheiro de sangue, né? Quando o cara
vem, eu sou macho, sou macho, sou macho,
sou macho, vou fazer, vou acontecer, vou
fazer, vou acontecer. E no, no momento
seguinte aí o que que vai acontecer?
Todo mundo, como eu tô dizendo, em todo
canal que você entrar, você vai ver a
galera ridicularizando o cara. Ele se
expôs a isso.
Pedro, você já viu alguma coisa de
psicologia social que você gosta?
Tem um texto bom do do amigo nosso da
PCE que ele é de psicologia social.
Enfim, é um nome renomado da UnB. Esse
texto aqui,
Vanderley Codo, a Bíblia protofascista,
que ele tá dizendo que tem elementos
dentro da Bíblia, né? No Novo
Testamento, no Antigo Testamento,
sobretudo. No Novo Testamento ele diz
que não encontrou, que no Novo
Testamento há elementos mesmo reais para
você conformar uma psiquêsocial coletiva
fascista, protofascista, no caso, né? Eu
acho que tem bom eh eu acho que é uma
boa premissa, porque eu acho que é
bastante evidente quando a gente tá
falando de, sei lá, a saída de Moisés, a
saída de Moisés do Egito, né? Aí o
coração do faraó é é é esfriado, é
endurecido, é a palavra que aparece, é
endurecido para que ele não liberte os
judeus do Egito, os hebreus, no caso,
né? os hebreus do Egito. E aí a a o Deus
pune, de Deus fala para Moisés, vai lá
falar com o rei. Aí ele vai falar com o
rei. Aí o texto diz: “E Deus enrijeceu o
coração do faraó para ele não soltar e
para depois punir. [ __ ] que
[risadas] [ __ ] é essa?” Tá ligado?
Cadê o livre arbítrio? É isso. É assim
que tá escrito no texto aí. Beleza.
Veja, é um texto do antigo, é um texto
da idade do bronze, tá? A gente não pode
pegar pesado com o texto da ideia do
bronze. É um texto da ideia do bronze,
né? É um texto da ideia do bronze.
Não pode pegar pesado com o texto da
ideia do bronze, né? Não pode ficar
ridicularizando. Ah, o texto da idade do
bronze, assim, é o texto da idade do
bronze, né? Se espera, se espera num
texto da idade do bronze esse tipo de
narrativa e tal. Mas a questão é, o
elemento tá ali, né? Pera aí. Você
endurece o coração do cara para ele se
[ __ ] Aí veja, tudo bem? Se vou para
ele se [ __ ] sozinho, como se você desse
uma lição num cara que fez merda no
passado. Mas no final das contas morrem
todas as crianças primogênitas
egípcias.
É a última punição, porque o coração foi
endurecido. Aí depois ele fala assim:
“Finalmente
o Ial ficou satisfeito, desendureceu o
coração do do faraó e deixou Moisés
levar o povo hebreu para fora do do
Egito.
Mas Deus foi lá, endureceu e foi lá e
endureceu de novo o coração do faraó
para ele mandar perseguir os os hebreus
depois de ter mandado depois de ter se
convencido onde que era para sair. Para
quê? Para ele mandar o exército atrás,
ele fechar o Mar Vermelho em cima do
exército. [ __ ]
não tem a menor condição. Então, veja,
eh, tem elementos textuais que podem
servir, evidentemente, né, a construção
de consciências coletivas fascistas.
apelos específicos,
recortes tirados de contexto,
explicações,
divinizações de certos comportamentos,
etc., podem servir a psiquica coletiva
de maneira muito clara. Esse texto aqui
é sobre isso. A Bíblia proof fascista do
do Vanderlei Codo, que tá com a gente
junto na PCE, tá? Professor aposentado
de psicologia social da UnB.
Douglas perguntou: “Pedro, o que tu acha
da dicotomia deontologia
consequencialismo? Acha falsa dicotomia
do [ __ ] Acha que a ética das
virtudes eh de Aristóteles se encaixa
mais como das duas? Acho a falsaomia do
cara. É uma coisa do do típica de de
manização da filosofia, né? Então tem as
a ética deontológica aí é muito é muito
é muito assim para ensinar padrão. Tinha
na antiguidade uma ética das virtudes.
Quem representa ela? Aristóteles tem na
modernidade duas éticas concorrentes, a
deontologia Kant e o consequencialismo,
John Start Mill. E isso é o que você
precisa saber do básico de ético.
Chama bastante atenção, né, que isso é
manização, né? Isso é criação de manual,
né? transformação no mundo no grande
manualzão. É óbvio, mas tão óbvio, mas
tão óbvio que tem muito mais
complexidade no estudo de ética. Mas é
assim, para te introduzir ao mundo das
discussões da ética, Aristóteles, Kant e
John Stortmil, saiba pelo menos isso.
Você menino de primeiro ano, né?
[risadas]
É isso, é isso, é isso para caramba. né?
Veja, você dizer que não tem elementos
consequencialistas na filosofia de
Aristóteles e na deontologia de Kant é
um absurdo sem precedente, porque veja,
é claro que Kant tem uma preocupação,
digamos, majoritariamente deontológica,
aquele é criar preceitos, regras que não
se importam com a consequência, que
querem criar uma regra geral de
consciência humana acerca acerca do que
é certo, independente de casuísmos.
Mas para que que Cant queria fazer isso?
Era ou não era para melhorar o mundo?
Uma pessoa que se diz com orgulho
deontológica, ela não acha que se mais
pessoas fossem deontológicas a
consequência seria o mundo melhor.
Não é tão simples, né, essa dicotomia. A
dicotomia por si só já me irrita.
É claro que tem um elemento implícito de
consequencialismo na deuteologia de
Kant. É óbvio que tem uma perspectiva de
que em o humano sendo mais racional
diminuirá o sofrimento da humanidade. É
claro que isso tá implícito,
né? E a recíproca é verdadeira. Se um
primeiro consequencialismo podia ser
muito tosco e permitir aquelas aquelas
brincadeiras de troller problem, né, de
ah, imagina que você tem um trem, aí tem
cinco pessoas de um lado, ah, imagina
que você tem a situação de que o cara é
médico e aí ele tem que lidar com cinco
pessoas que vão morrer se não tiverem os
órgãos. E tem um cara que entra, dá
entrada no hospital com dor de cabeça,
desmaia, ele tem os órgãos todos
bonitinhos. Se você abrir essa pessoa
que chegou no hospital e matar essa
pessoa e dar os cinco órgãos para outra
pessoa, você aumentou o prazer, você
aumentou o bem-estar humano. Então, pelo
consequencialismo, você deveria concluir
que ah tem que cortar a pessoa e dar os
cinco, os cinco órgãos para essas cinco
pessoas. Ah, gente, transformar o
consequencialismo nisso é uma
brincadeira de criança. 2 segundos de
conversa, o consequencialista coloca
isso do avessio. Ele vai falar: “Ah, é
óbvio que não, porque se isso for uma
regra dentro de uma comunidade, então
você cria o consequencialismo preocupado
com regras, né? Se isso virar
normalização, rapidamente aquele
hospital vai ser descoberto e ninguém
vai dar entrada. Isso vai aumentar. Se
se as se a prática comum dentro de
sociedade acontecer, rapidamente isso
será descoberto, rapidamente será
notícia de jornal,
consequencialistamente
você chegará chegará à conclusão de que
não se deve fazer isso, porque isso
aumentará a a
falta de confiança no hospital, isso
aumentará a insegurança, o a falta de
utilização do hospital, isso aumentará a
a número de doenças em sociedade, porque
ninguém confiará no hospital. Quando
acontecer dois casos desses virarem
notícia, pronto, por consequencialismo,
pela pelas próprias premissas do
consequencialismo, você consegue mostrar
que esse caso que tenta colocar em
cheque o consequencialismo é uma piada,
né, pelas próprias premissas do
consequencialismo. Aí inventa o
nomezinho, é, ah, porque isso aí é o
consequencialismo de regras, né? Não é o
consequencialismo de você não é imbecil,
ou seja, o mundo é mais complicado, né?
Então, para ser honesto com o
consequencialismo e com a deutologia,
seria uma questão mais de preferências,
de pontos de partida do que de dicotomia
ou uma coisa ou outra, porque é óbvio
que tem qualquer ética, inclusive essas
três, a de Jo, a de Cand e a de
Aristóteles, não podem ser fechadas numa
caixinha tão simples, não é? Não podem
mesmo. Mas para ensinar paraa menina de
primeiro ano, vai, vai de caixinha
simples. Vai de caixinha, vai de
caixinha mesmo. [ __ ] Fazer o quê,
né?
Existe alguma contradição em ser
materialista, ao mesmo tempo ser de
direita? Eu acho que existe bastante,
mas não a priori, empiricamente,
não, não é, não é uma contradição
lógica, não é uma entende? A priori, a
priori é que não precisaria de de eh
elementos de empiria, não precisaria de
fatos, não. Você pode ser materialista e
tender a direita com muita tranquilidade
se você ignorar uma série de fatos.
Mas depois que você tem algumas
consciências acerca de como as coisas
são,
para você ser materialista e acabar
sendo de direita, você tem que ser
você tem que ter um aspecto moral muito
relacionado à individual, a
individualidade.
Você tem que você tem que ser muito,
é de boa. Tipo assim, depois que você
entende alguma coisa da história humana
e etcita
sendo materialista, é porque você se
tornou cínico, que há uma possibilidade
na vida, né? Você vê assim, você chega
só chegando a essa conclusão ou algo
muito parecido com isso, de boa mesmo,
você tem que chegar a essa conclusão ou
ou algo muito parecido com isso, que é o
seguinte: o mundo é sofrimento, sempre
foi, sempre será. Isso é incontornável.
Cuida da tua vida
porque você vai perder tempo tentando
consertar o mundo. O mundo sempre você
tem que ser meio cínico, sabe? Se a
galera que tenta consertar o mundo, hum,
vai perder tempo. E aí é fácil você se
tornar de direita sendo materialista.
Algo parecido com isso tem que acontecer
na sua consciência. Porque para você ser
de direita, os preceitos que existem na
direita são preceitos relacionados à
hierarquização da sociedade,
a a
a uma certa naturalidade, né, que isso
acontece naturalmente, que isso não
deveria ser evitado ou que o esforço
para isso piora a situação e etc. Para
você chegar a essa conclusão, você tem
que ter virado cínico
mesmo para ser conservadora do tipo eh
do tipo Edmund Burk, tá? Mesmo para ser
conservador do tipo Edmund Burk, você
tem que chegar numa conclusão mais ou
menos assim, gente,
a vida sempre foi uma merda. A vida não
humana só, né? A vida mesmo, a vida dos
das formigas, dos tamando da preguiça,
do cachorro. A vida sempre foi uma
aposta. tem que chegar nessa conclusão.
Sempre foi uma bosta e gastar energia
tentando solucionar isso é uma coisa
disfuncional ou no mínimo gasto de
energia tua TP jogado fora. Aí dá para
ser materialista e ser de direito sendo
cínico, não acreditando na humanidade,
tipo assim, desistindo da humanidade. Aí
dá para ser direito.
Pedro, o que acha sobre a teoria das
elites? Não conheço, não sei
especificamente o que você tá falando,
querido.
Não sei mesmo do que você tá falando.
Não sei inclusive o significado da
teoria feita pelas elites ou uma teoria
que existem elites. Eu não conheço, não
sei do que você tá falando. Vou ficar te
devendo a essa.
Ah, o que acha do anarquismo?
É assim, o anarquismo é um movimento
muito amplo, né? Tem muitos pensadores.
Eu, por exemplo, sou fã de carteirinha.
Sou fã de carteirinha de do Pedro, né?
Como é que é o nome do Pedro? Piotro.
Piotro. Esqueci. Esqueci. [risadas]
O anarquista russo, que inclusive é
crítico da União Soviética.
Eh, Cropot. Eu sou fã absoluto de Piotro
Coprot. Cropot. Pedro Cropotic. Eu sou
um fã de Pedro Cropótic, por exemplo.
Tem muito, tem muita coisa a ser
discutida.
dentro do anarquismo ou de pensadores
anarquistas, né? É muito importante você
não jogar
correntes
progressistas, como é o caso do
anarquismo na lata do lixo, porque sei
lá por quê, porque Lenin disse ou porque
Marx falou, né, qualquer bosta, né?
Então, eh, tem muita literatura
aproveitável. Eu sou fã de carteirinha
de carteirinha de Pedro Cropotkin e Deus
o estado de Baconia. é um texto muito
interessante, muito interessante mesmo.
E antecipou os problemas da União
Soviética, antecipou com brilhantismo os
problemas da União Soviética, né? Dê
poder absoluto pro pior, pro mais
revolucionário
que você vai ver ele ser pior do que o
mais cruel quiser, né?
Antecipou, antecipou, antecipou mesmo,
né? Então não pode se ignorar não. Não
pode se ignorar não. Criar preconceito
tem que ler. Tem que ler. Para achar
ruim, para achar bom, tem que ler.
Cropóte que eu sou fã para [ __ ]
Pedro, eu queria te agradecer por me
incentivar a voltar a ler. Obrigado. De
nada, querido. É isso que dá dá. É isso
é que salva as nossas almas. São esse
tipo de agradecimento que me deixa feliz
mesmo.
Colocando interrogação para você ler.
OK. Tá certo. Obrigado por por todo esse
carinho e por me enganar agora que é
realmente a gente precisa de vez em
quando. Thiago perguntou: “Pedro, boa
tarde.” Boa tarde, Thiago. Eh, comunismo
é um deverc
de um cenário imperfeito, logo
inalcançável,
mas que serve de norte político? Olha,
se eu disser que sim, vai ter muita
gente que vai ficar chateada comigo.
Então, deixa eu ver como é que eu vou
dizer que sim de outra forma.
Veja só, tem um aspecto complexo, né? As
palavras são policêmicas, né? As
palavras são policêmicas, elas têm muito
sentidos. Então, que ninguém se magoe
com o que eu tô dizendo, ah, ao dizer
que comunismo é um movimento cultural,
né? Dentro desse movimento cultural se
faz muita coisa, né? Por exemplo, se
vende o custo de R$ 10.000 em nome do
comunismo, né?
Por exemplo, tem um país hoje que é
governado por um partido num país da
China que eu tô falando, que se governa
por um partido chamado Partido Comunista
Chinês. Aí você vai dizer: “Não é
comunismo de verdade”, OK? A palavra, a
palavra é usada naquele grupo para
identificar aquele partido. É um partido
comunista. Então, que que são aquelas
pessoas comunistas? Segundo, né, o uso
que eles estão dando pra palavra, aquilo
é o comunismo, é o partido, enfim,
[ __ ] Tô dizendo, as palavras são
polissêmicas, né? as palavras vão
ganhando significados com os usos, tá?
Portanto, comunismo em geral identifica
pessoas hoje que se dizem comunistas,
né? Não não identificam um processo do
futuro que não acontecer o que vai
acontecer. Identificam grupos sociais
que reivindicam
serem comunistas, né?
Nessa medida aí que vai pro
escaralhamento completo, né? Porque cada
um vai poder enxergar com a sua
perspectiva pessoal o que quiser a
respeito disso.
Então, primeira coisa é identificar o
comunismo como a cultura. Mesmo mesma
forma que você identificaria o
cristianismo como a cultura. Aí o cara
fala assim: “Ah, mas os cruzados mataram
um monte de gente”. Não é cristianismo
de verdade, não faz parte da história da
cultura do cristianismo, como Stalin,
PPT e Malzedong e Roger e também Trotsk
e também eh
sei lá, Marcos e também mais o que que
pode dizer que faz parte do tudo isso, o
comunismo e etc. Tudo isso faz parte da
cultura do comunismo, né? Pessoas que
reivindicam para si fazem coisa em nome
disso, etc. Então, primeira coisa,
identificar como uma cultura.
Identificado como uma cultura,
normalmente vem colado com um autor
específico que reivindicou o comunismo,
que foi Calmax. E aí, normalmente o
Calmax vira uma espécie de
base textual sobre a qual se erigir
qualquer conclusão a respeito do
comunismo ou não. Quando Marx tá falando
de comunismo, quando ele tá criando a
ideia de que tem que ter um partido
comunista, tem um projeto. Então, você
tem um projeto em ética.
Quando ele escreve o manifesto do
Partido Comunista é o que que os
comunistas acham que tem que ser feito.
Se eles dizem o que que os o que que os
comunistas acham que tem que ser feito,
ética, não tem conversa, entendeu?
Ética.
Agora, no caso do processo do da
elaboração de Marx, especificamente,
Marx não é o texto que ele fez com 19
com 20 e poucos anos de idade a respeito
do manifesto do que os comunistas acham
que tem que ser feito politicamente. Ele
para além disso, explicou
na sua visão adequadamente, né,
por que o sistema capitalista é
insalvável, né? Ele tem um texto chamado
O Capital, que é a explicação de por
insalável. Em sendo insalvável,
devem os comunistas, os intelectuais,
como ele, se juntarem como com
trabalhadores
da indústria, sobretudo,
para organizar o processo de transição.
O ponto de Marx, eu insisto sempre, é
muito difícil dizer isso, é porque ele é
determinista. O que ele tá dizendo é o
seguinte e nesse sentido específico,
nada a ver com o que eu falei lá, quer
dizer, tem a ver, mas apesar de ter a
ver, não é a mesma coisa. O que que o
que que ele diz? O capitalismo, ele tem
uma tendência intrínseca à auto
falência. Ele tem a tendência de criar
crises periódicas.
Ele não se sustenta, ele quebra, ele dá
piti, ele dá xabu. Isso sendo
verdadeiro, portanto temos que se ele
disser, portanto, temos que tem devec,
tem ética. É claro que tem. É óbvio que
tem ética. Se o sistema Só que tem uma
parte do texto que é a seguinte: o
capitalismo é desfuncional. Ele tem uma
potência produtiva no início, a partir
de um tempo, ele começa a ser
desfuncional.
Isso não é comunismo, isso é a crítica à
economia política. A economia política
entende que o sistema capitalista nasceu
hoje ou não nasceu hoje. Ele é um
sistema eterno que se chegou à
perfeição,
que ele é insubstituível, que ele é o
ápice da humanidade. Crítica à economia
política. Nada disso é verdadeiro.
Entenda o que que é realmente o
capitalismo. Ele tem um desenvolvimento
interno, uma produção interna,
transforma a sociedade toda em
acumulação de capital, que vai ser
reinvestida e que vai guiar a sociedade,
acumulação de capital. E isso é falível.
Essa parte em que ele faz a crítica da
economia política, isso não é dever ser.
Ele tá tentando descrever como o sistema
funciona. Estando certo ou estando
errado, é um juízo de fato e não de
valor.
Agora, uma vez que esse sistema, segundo
o juízo de fato, eles estando certo ou
errado, uma vez que esse sistema ele é
falível,
devemos fazer isso. Ética, não tem
condição. Ética, não tem onde correr.
Então, se você tá dizendo comunismo como
a proposta
doutrinária de Carl Marx, considerando o
autor em sua obra completa, considerando
como o eixo de expressão do que que é o
projeto comunista, os escritos de Marx,
Marx no, né? Então, comunismo como
desdobramento dos dos projetos de Marx
tem ética. Ah, mas é claro que tem. Eu
não tenho a menor dúvida.
Tem, não tenho a menor dúvida,
Pedro em Exatamente pelo motivo que você
falou, porque serve de norte político.
Pedro, em caso de invasão militar ao
Brasil, tu achas que nosso país tem
alguma coisa? É urgente aumentar os
gastos com o investimento militar ou
temos outras prioridades? Não, o que eu
acho, e aí a minha opinião pessoal, o
que eu acho é, eu estou absolutamente
embebido pelo taoísmo. É o seguinte, se
os Estados Unidos inventassem de invadir
o Brasil, não existiria qualquer chance
da estrutura militar nossa resistir, né?
Não tem, não tem para onde correr hoje,
né? Se fosse hoje, amanhã o Trump diz:
“Vou fazer uma incursão no Brasil”.
Igual o Bolsonaro, um filho do Bolsonaro
desse aí disse isso, né?
O Trump devia fazer incursões na Bahia
de Guanabara para pegar o crime
organizado. Ah, caramba, não acaba nunca
isso não acaba nunca, [ __ ] Aí vamos.
É absurdo, né? O menino falou essa
bobagem, o menino tá falando besteira. É
óbvio que isso não vai acontecer. Mas
vamos esticar essa corda, né, para fazer
esse experimento mental. Vamos supor que
ele escutasse o Trump escutasse o cara e
fizesse incursões na Bahia de Guanabara
e invadisse o Brasil. Não tem corrida
armamentista.
Não existe corrida armamentista. que dê
conta do Brasil correr atrás desse
prejuízo e armar a população brasileira
para resistir. Isso não acontecerá. Sem
contar que a tática dos caras não é
lutar contra o Brasil, é dividir o
Brasil em dois. O objetivo não é fazer a
conquista militar, dividir em dois.
Então, se o cara faz uma incursão dessa,
ainda a gente entrar em guerra civil
para lutar brasileiro contra brasileiro.
É absolutamente absurdo pensar nisso.
Não existe qualquer hipótese que isso
acontecendo no corrente ano exista
qualquer elemento defensivo pro Brasil.
Certo?
Tem uma coisa que você aprendeu há muito
tempo. Eu tava até conversando com com o
Alfredo esses dias
eh sobre isso.
É o seguinte, o que tá mantendo a a
Ucrânia de pé, além do armamento europeu
inteiro e estadunidense inteiro, eh, não
é tão simples eliminar uma população
como se achou que seria simples na
Primeira Guerra. A Primeira Guerra
Mundial já revelou isso. A Primeira
Guerra Mundial já revelou isso. Nunca
antes a não senti o costume da guerra
ser uma forçação para aniquilamento de
uma população inteira. Nunca isso tinha
acontecido até a Primeira Guerra
Mundial.
A força é, eu vou te colocar numa
situação tão tensa, tão tensa, tão
tensa, tão tensa, que ou você vai sentar
para negociar, ou a tua população vai
ficar tão de saco cheio que vai te
derrubar e vai colocar alguém que seja
para negociar. Esse sempre foi o papo da
guerra. As guerras não terminam com
aniquilamento da população. As guerras
terminam com um acordo de paz em que o
derrotado assina abrindo as pernas. Tome
isso, tome aquilo, tome isso, tome
aquilo. Sempre foi isso, guerra no mundo
inteiro, toda a história, né? Eh, que é
diferente dos processos de extermínio,
por exemplo, da população europeia nas
Américas, que não é uma guerra, é
extermínio. É assim, ó, eu estou
passando o carro, saia da minha frente
ou junto-se a mim, né? Extermínio
completo das populações americanas. Não
é guerra, é extermínio mesmo. É assim,
estou chegando, se quiser colar comigo o
có, se não quiser, eu vou passar o
trator, isso, extermínio guerra.
uma população armada contra uma outra
população armada nunca foi para
extermínio completo, nunca foi para
salgar o sal, igual conta a história de
Roma a respeito da
eh de Cartago, né? A respeito de
Cártago. E salgou o sal para que nunca
se salgou o sal é forte. Salgou a terra
para que nunca mais nascesse uma planta
naquele lugar. Não, ninguém entra em
guerra assim. Todos os escritos de
guerra sobre guerra na história europeia
inteira nunca contam essas histórias de
tentativa de extermina. É fazer a pessoa
sentar para conversar e falar: “Perdi,
tomei isso, tome aquilo, tomei isso,
tome aquilo”. Tá bom? Na primeira
guerra, o a galera foi pra guerra total.
O que que é guerra total? É assim, a
população toda entra no no esforço de
guerra. População inteira entra no
esforço de guerra na Primeira Guerra
Mundial. Isso é muito claro. E aí você
mata dentro da Primeira Guerra Mundial
nos países morreram de um, nos países
centrais estavam lutando a guerra morreu
de 1 milhão a 2 milhões de pessoas. A
Alemanha foi 1.8 milhão. A França foi 1
milhão e cacetada. Inglaterra mais 1
milhão. 1 milhão de pessoas. 1 milhão de
pessoas morrendo, gente. No século XVI,
no século XVI, a população de Paris
chegava a 3 milhões
no século XVI,
tá? No século XVI.
Então, se não tem expectativa de fazer o
extermínio total, são 200 milhões de
habitantes do Brasil.
Se o foi o que aconteceu na guerra do
Vietnã, se a população diz a gente vai
resistir,
você vai massacrar seres humanos. Vai
massacrar seres humanos. Foi a mesma
coisa do Afeganistão com com a União
Soviética tomando um vai massacrar ser
vai morrer gente para [ __ ] mas você
não vai exterminar a população inteira.
São 200 milhões de pessoas no Brasil.
Você vai fazer um massacre, você vai
fazer um morticínio, vai ser um
genocídio, vai.
Só que você vai gastar dinheiro durante
esse tempo todo. Quem inventou isso pela
primeira vez, quem mostrou que era
assim, foi Napoleão tomando uma surra
dos espanhóis que falaram: “Aí ele não
vai desir,
você vai ficar matando a gente aqui, a
gente vai morrer até você encher o
saco”.
Que eles inventaram a guerra, a guerra
de guerrilha, né? vai morrer. Vai morrer
gente até encher o saco. Ele não vai
desistir. E tu vai ficar gastando
dinheiro. Ele não vai te vencer não, mas
tu vai gastar dinheiro.
Ah, então veja, você se militarizar para
supostamente resistir a uma invasão,
etc. Então, não vai resistir a invasão
dos Estados Unidos, não. Tá doido. É,
aonia norte-americana é 10 vezes maior
do que a brasileira. Não tem esforço
militar de guerra que exista invasão
americana. Não existe, não existe, não
existe. É, é, é loucura mesmo, assim, é
desconexão com os números. Mesmo que,
que o exército brasileiro fosse de top
de linha da, da, da, do investimento
universal do, do Brasil, no qual
economia que o Brasil tem, não tem como,
não tem como, não tem condição, não tem
esforço militar que resista a pressão
norte-americana.
Então a gente tem que ter muito mais
firmeza de posicionamento
do que do que
investimento militar, a não ser que
sejam investimentos militares de
suasores, né? Ah, o Brasil poderia ter
uma bomba atômica aí. Aí o pessoal senta
para conversar, né? Quando tem uma bomba
atômica, a galera senta para conversar,
né? Mas eu não gosto dessa ideia da
gente aumentar o nível bélico global,
que agora para conversar todo mundo tem
que ter uma bomba atômica. [ __ ] que
[ __ ] do [ __ ] Quer dizer que todo
país do planeta agora vai ter que ter
uma bomba atômica no jardim para para
ser respeitado. Ah, [ __ ] a
humanidade falhou mesmo, né? Acho isso
péssimo, essa ideia. Acho essa ideia
péssima. Não, não, não sou contra
políticos que eventualmente brasileiros
se lancem. Ah, o Brasil tinha que ter
uma bomba atômica. Eu não vou ficar
contra nada disso nunca na minha vida.
Vou vou operar contra maluco, não vou
nada. Eh, mas eh, mas assim
é muito decepcionante
o fato, e esse é um fato, de que a tanto
o Irã quanto
a Coreia do Norte só não caíram porque
tem uma boma atômica. Isso é muito [ __ ]
Isso é uma coisa que a gente tem que ser
homem, né? Ser homem, que eu digo,
pessoas adultas, né? Homens e mulheres,
a gente falar assim, não, a humanidade
tá errando muito, né? Quer dizer que o
Coréia do Norte só não caiu e a a e o
Irã só não caiu porque tem uma bomba
atômica, porque tem uma ameaça de bomba
atômica. Não, né?
Eu não é não, né? A gente a gente tá
errando muito, né? A gente quanto
humanidade tá errando bastante. Pode ser
que tem um cara aqui no Brasil fale
isso. Não, mas a gente tem que ter uma
bomba atômica pra gente se defender. Se
defender de quem? Não tem ninguém
ameaçando a gente.
Aí o Trump muda isso, né? no cenário do
mundo é [ __ ] Aí começa a criar cria
demanda, né? O Trump criou a demanda,
né? O Brasil agora tem que ter uma boma
atômica para se defender, porque o cara
tá dizendo que vai fazer, que vai
acontecer, que não sei o que, etc. e
tal. Criou a demanda, né? Essa demanda
não existia desde nunca na história
brasileira, nunca. Desde que o Brasil
virou um país em 1822,
tem 200 anos de país, o Brasil nunca
precisou. Agora o Trump tá inventando a
demanda, aí vão aparecer políticos
defendendo a tese. Tá certo?
A culpa não é minha, né? Culpa não é
minha, mas é péssimo, né? Que o Brasil
entre na linha de fogo.
Eh, Daniel perguntou: “Pedro, já teve
algum aluno que perguntaram sobre até?”
Já. Vários, vários. Muito tranquilo,
muito tranquilo. A gente tá em outra
geração, viu? A gente tá em outra
geração. Boa parte culpa do nosso
trabalho aqui na internet, não meu
especificamente, né? É toda uma geração
que normalizou a diferença, tá? Mas
vários, vários já me perguntaram sobre
sem problema nenhum, sem sem estresse
nenhum.
Ah, vamos lá. Uma pessoa doou. Camarada
Matf disse: “Tem pessoas importantes do
passado que seriam chamadas de fascista
se o conceito já existisse na época
dele” Ah, com certeza.
Com certeza. Absoluto. Que é um fácil.
Aristóteles,
no do texto A política de Aristóteles,
ele fala literalmente isso. Olha, a
população grega tem a a o dever, o
direito de dominar todo mundo, porque no
norte a população lá é meio meio lerdona
de de violência, mas é tem até uma
inteligênciazinha, mas é meio lerdona
assim de violência, meio frouxa, meio
frouxa, mole, mole, corpo mole, corpo
mole, o frio lá, essas coisas. Já no
Sul, o pessoal é meio burro, certo? Tudo
que existe ao sul da Grécia é todo mundo
muito idiota. Mas o pessoal lá é forte.
A Grécia tá no meio perfeito. É,
[ __ ] Tem coisa mais, você poderia
dizer isso é grecocêntrico, né? Aí logo
na sequência vem o aluno dele e faz
exatamente isso, né? Vai conquistar o
mundo inteiro,
né? O texto diz exatamente isso. Os
gregos estão situados na posição
geográfica onde o grupo étnico aqui é
inteligente e é violento na medida
correta. Em cima, eu não lembro se é o
contrário, ou é ou é um ou é outro. Em
cima o cara, os caras são meio burrão,
mas mas são violentos. Embaixo é um ou é
outro, tá? embaixo eles são
inteligentes, mas eh não tem ombridade.
E a gente precisa da da, né, desse grupo
que conquistaria o mundo todo. Tá
escrito na política isso. Pedro, você
conhece o jogo Europa Universales 4?
Conheço não. Que curioso. Parece bom.
Europa Universales.
Ah, eu já vi essas imagens. Essas
imagens são bonitas, hein? Eu não sei se
o jogo é bom, mas as imagens são bem
construídas. É bem legal para aprender
geografia. Eu já vi essas imagens aqui
na internet, mas eu nunca joguei não.
Não sei se o jogo é bom ou se tem.
Mas eu já vi essas imagens aqui pela
internet. Eu eu acho que se eu jogar eu
vou me divertir. Eh, vai ter não creio
essa semana, Tamires? Vai ter não creio
essa semana?
Vai não, mas vai ter no domingo lá no
canal da PCE sobre notícias, tá? Não
creio só semana que vem quando eu
conseguir forçar ela a assistir
quando eu conseguir forçar ela a
assistir com guias. Tá bom, queridos?
Obrigado pela colaboração de todos.
Vocês são maravilhosos. Um beijo. Falou,
valeu e até mais.
Yeah.